LateralMúsica sinfônicaProgramaçãoSão Paulo

Orquestra Jovem do Estado abre 2020 com O Anel Sem Palavras

Com mais de 40 anos de música e história, a Orquestra Jovem do Estado, grupo ligado à EMESP Tom Jobim instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura, faz concerto de abertura da temporada 2020 sob a regência de Cláudio Cruz, dia 16 de fevereiro, domingo, às 16h, na Sala São Paulo. Os ingressos custam R$ 30 e  R$ 15 (meia).

Para a ocasião, foi escolhida uma peça que é um monumento da música ocidental. A Orquestra interpreta a suíte O Anel Sem Palavras, que compila a saga do Anel do Nibelungo, do compositor alemão Richard Wagner (1813-1883).

A peça é composta por trechos de todas as óperas da tetralogia – O Ouro do Reno, A Valquíria, Siegfried e O Crepúsculo dos Deuses que foram selecionados pelo maestro Lorin Maazel (1930-2014), que recebeu a encomenda da Telarc Records, em 1987. O Anel Sem Palavras articula vinte excertos do ciclo operístico, relevando os principais temas orquestrais a fim de preencher a ausência do texto e das vozes, criando uma das versões orquestrais mais famosas e interpretadas da obra de Wagner.

 

Temporada 2020

No mês de março, a Orquestra Jovem do Estado recebe a São Paulo Companhia de Dança para um programa especial no Theatro São Pedro. Com direção musical do maestro Cláudio Cruz, o espetáculo de música e dança, será apresentado nos dias 5, 6, 7 e 8 de março, com o balé Aparições, que reúne a Suíte Pernambucana e Ponteio, de César Guerra-Peixe, em coreografia inédita de Ana Catarina Vieira, e o balé Raymonda, de Alexander Glazunov, assinado pelo coreógrafo Guivalde Almeida.

Ao longo do ano, a Orquestra realiza sete concertos na Sala São Paulo com a participação de regentes e solistas convidados do Brasil e de países como Chile, Irlanda, Itália, Holanda e Estônia. A programação acompanha a progressão pedagógica do grupo e dialoga com os diferentes períodos da música clássica.

No mês de maio, a Orquestra Jovem inicia as homenagens aos 250 anos de nascimento de Ludwig van Beethoven (1770-1827). Com o maestro chileno Rodolfo Fischer como convidado, o grupo interpreta a abertura do balé Criaturas de Prometeu, do compositor. Completam o repertório duas peças de compositores russos, o Concerto de Violino de Dmitri Kabalevsky (1904-1987), com a participação da solista irlandesa Diane Daly, e a Sinfonia nº 5 de Dmitri Shostakovich (1906-1975). O concerto será realizado em parceria com o Consulado Geral da Irlanda em São Paulo.

As comemorações continuam no mês de junho. Cláudio Cruz volta ao comando do grupo que interpreta a Sinfonia nº 1 e Concerto Para Piano, nº4, de Beethoven. O concerto conta ainda com a participação especial do Coral Jovem do Estado, do Coral Juvenil do Guri e do Coral EMESP Tom Jobim que se unem à Orquestra Jovem do Estado no palco da Sala São Paulo para interpretar uma das mais conhecidas peças de Heitor Villa-Lobos (1887-1959), Choros nº 10, Rasga o Coração.

O maestro estoniano Arvo Volmer é o regente convidado do programa de agosto. Aclamado por sua regência em óperas e concertos, Volmer comanda o grupo nas obras O Carnaval Romano, de Hector Berlioz (1803-1869), Sinfonia Requiem, de Benjamin Britten (1913-1976); e Sinfonia nº 3, de Johannes Brahms (1833-1897).

No mês de setembro, a Orquestra apresenta a Sinfonia nº 3, do compositor norte-americano Aaron Copland. O programa contempla ainda uma peça que será interpretada pelo vencedor do concurso Jovens Solistas.

Já no mês de outubro é a vez de duas mulheres compartilharem o palco com a Orquestra Jovem do Estado: a maestrina italiana Valentina Peleggi e a violinista holandesa Rosanne Philippens. No repertório, Prelúdio Sinfônico, de Giacomo Puccini (1858-1924), Concerto para Violino, de Benjamin Britten (1913-1976), e Vitrais de Igreja, de Ottorino Respighi (1879-1936).

A Sinfonia nº 9, de Gustav Mahler (1860-1911), e a estreia mundial de uma obra nacional encerram a temporada 2020 da Orquestra Jovem do Estado. Sob regência do maestro Cláudio Cruz, o grupo interpreta a peça Repercurso, do compositor Paulo Zuben (1969), que é diretor artístico-pedagógico da Santa Marcelina Cultura. Na ocasião, acontece ainda o anúncio dos vencedores do 9º Prêmio Ernani de Almeida Machado.

 

PROGRAMA

Richard Wagner (1813-1883)
O Anel Sem Palavras
– Da tetralogia O Anel do Nibelungo, compilação de Lorin Maazel]

 

SERVIÇO

Orquestra Jovem do Estado abre 2020 com O Anel Sem Palavras

Dia 16 de fevereiro, domingo, às 16h

Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos – 11 3223 3966)

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)

Vendas: bilheteria e internet https://orquestrajovemdoestado.byinti.com/#/ticket/

 

 

Cláudio Cruzregente e diretor musical

Iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz. Posteriormente, recebeu orientações de Erich Lenninger, Maria Vischnia e Olivier Toni. Foi premiado pela APCA e recebeu os prêmios Carlos Gomes, Bravo, Grammy, entre outros. Foi regente titular das sinfônicas de Ribeirão Preto, Campinas e do Teatro Municipal do Rio de Janeiro.

Tem regido constantemente na América do Sul, Europa e Ásia. Em sua extensa discografia destacam-se os CDs com a Royal Northern Sinfonia, em New Castle, na Inglaterra, os CDs de música brasileira com o Quarteto Carlos Gomes e os CDs gravados com a Orquestra Jovem do Estado.

Participou de diversos Festivais Internacionais de Música, aqui no Brasil, além de professor foi também diretor artístico em diversos festivais. Atuou como diretor musical e regente em diversas montagens de óperas, destacam-se a ópera Don Giovanni, de Mozart, e Sonho de uma Noite se Verão, de Britten, no Theatro São Pedro. Atualmente, é primeiro violino do Quarteto de Cordas Carlos Gomes, regente e diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo.

 

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado é sinônimo de excelência musical no Brasil. Desde sua reformulação, em 2012, passou a ter uma exigente programação artística aliada a um novo plano pedagógico elaborado pela Santa Marcelina Cultura, o que ocasionou um expressivo salto de qualidade do grupo.

A Santa Marcelina Cultura convidou Cláudio Cruz em 2012 para assumir a direção musical e a regência principal da Orquestra, que hoje apresenta uma marcante identidade sonora, com uma forte coesão interna que permite a construção de repertórios cada vez mais desafiadores técnica e estilisticamente.

Esse resultado é fruto também da abrangência das atividades pedagógicas propostas, que formam e inspiram os jovens instrumentistas. Ciente da importância da vivência internacional para a formação dos jovens músicos, a Orquestra realiza regularmente turnês no exterior. Com atuações elogiadas pelo público e crítica internacional, o grupo já se apresentou em importantes salas de concerto, como o Lincoln Center, em Nova York, o Kennedy Center, em Washington e a Konzerthaus, em Berlim – além de ter participado como orquestra residente do Festival Berlioz, na cidade natal do compositor francês, La Côte-Saint-André, interpretando a “Sinfonia Fantástica”.


Escola de Música do Estado de São Paulo – EMESP Tom Jobim

Com 30 anos de atuação, a Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP Tom Jobim vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio.

Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP Tom Jobim oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades.

A EMESP mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para os alunos da Escola. A EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo de São Paulo gerida em parceria com a Santa Marcelina Cultura, Organização Social ligada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

 

Santa Marcelina Cultura

Eleita a melhor ONG de Cultura de 2019, além de ter entrado na lista das 100 Melhores ONGs do ano, a Santa Marcelina Cultura é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização Social de Cultura pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.

Criada em 2008, é responsável pela gestão do Guri na Capital e região Metropolitana de São Paulo e da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim). O objetivo da Santa Marcelina Cultura é desenvolver um ciclo completo de formação musical integrado a um projeto de inclusão sociocultural, promovendo a formação de pessoas para a vida e para a sociedade.

Desde maio de 2017, também gere o Theatro São Pedro, desenvolvendo um trabalho voltado a montagens operísticas profissionais de qualidade aliado à formação de jovens cantores e instrumentistas para a prática e o repertório operístico, além de se debruçar sobre a difusão da música sinfônica e de câmara com apresentações regulares no Theatro.

Para acompanhar a programação artístico-pedagógica do Guri Capital e Grande São Paulo, da EMESP Tom Jobim e do Theatro São Pedro, baixe o aplicativo da Santa Marcelina Cultura. A plataforma está disponível para download gratuito nos sistemas operacionais Android, na Play Store, e iOS, na App Store. Para baixar o app, basta acessar a loja e digitar na busca “Santa Marcelina Cultura”.

 

Foto do post: Heloisa Bortz

 

movimento.com
Responsável pela inclusão de programação e assuntos genéricos no blog.