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Versão musical de “A hora da estrela” no CCBB-BH

CCBB BH realiza temporada, presencial e virtual, da versão musical de “A hora da estrela”, protagonizada por Laila Garin, de 14 a 26 de julho. “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa” tem no elenco Laila Garin, Cláudia Ventura e Cláudio Gabriel. Direção e adaptação de André Paes Leme, direção musical de Marcelo Caldi e trilha original de Chico César

Em 2020, ano do centenário de Clarice Lispector (1920-1977), uma de suas obras mais emblemáticas ganhou uma versão musical para os palcos, absolutamente original. Após estrear no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro em março, “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa teve a sua temporada interrompida pela pandemia do Covid-19.

Após a pausa, o espetáculo retornou para uma temporada híbrida, entre maio e junho desse ano, seguindo todos os protocolos e lotação limitada, passando também pelo CCBB Brasília. E, agora, chega ao CCBB BH, onde faz temporada dos dias 14 a 26 de julho, quarta a segunda, às 20h, com sessões presenciais e on line, nos mesmos dias e horários, com exibições nos canais youtube do BB e da BB Seguros. As sessões do dia 23 de julho, sexta-feira, contarão com intérprete de Libras.

A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa tem adaptação e direção de André Paes Leme, canções especialmente compostas por Chico César e direção musical e arranjos de Marcelo CaldiLaila Garin é Macabéa, a mítica protagonista do aclamado romance, ao lado de Cláudia Ventura e Cláudio Gabriel.

A idealização e produção do projeto é de Andrea Alves, da Sarau Agência, responsável por espetáculos como ‘Elza’, ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, ‘Sísifo’ e ‘Macunaíma’. O projeto é apresentado pela BB Seguros e patrocinado pelo Banco do Brasil, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A realização é da Ágapa Criação e Produção Cultural.

O romance veio para minha estante através da minha professora, que por coincidência se chamava Laila. Ainda no percurso de “Gota D`Água”, tive a ideia de propor o projeto para a Laila Garin protagonizar, com a direção do André, que é meu parceiro teatral há 30 anos, e as músicas do Chico César, que tinha feito as músicas do Suassuna. Essa rede afetiva e a descoberta do centenário foram os motivos perfeitos para dar mais potência ao projeto”, explica Andrea.

A Hora da Estrela” foi o último livro escrito por Clarice, que faleceu pouco tempo após o seu lançamento. Suas páginas narram a saga de Macabéa, imigrante nordestina cuja vida no Rio de Janeiro é marcada pela ausência de afeto e poesia. Vista pela sociedade como uma mulher desprovida de qualquer atrativo, ela se contenta com uma existência medíocre: ganha menos do que um salário, divide um quarto com quatro pessoas, sofre com um chefe rigoroso e não atrai a atenção de ninguém.

Na obra literária, tal história é contada por um escritor, que vê Macabéa na rua e resolve narrar a vida de uma pessoa tão invisível, comum e sem brilho, em um exercício de alteridade. Para esta nova versão teatral, André Paes Leme propõe uma inversão e essa figura do escritor se transforma em uma atriz. Desta forma, Laila Garin tem o desafio de se alternar entre a Macabéa e a Atriz, que não somente narra, mas também comenta e lança uma série de questões ao longo da encenação.

O trabalho de adaptação não é de reescrever o texto. É o trabalho de transportar o universo sem estar aprisionado a qualquer palavra, através da edição e deslocamentos de episódios. Houve também a recondução dos textos do escritor para a atriz”, conta o diretor, que tem longa experiência na transcrição de livros para o palco, no que se convencionou chamar de ‘romance em cena’. Seguindo essa tradição, ele não somente faz uso de diálogos, mas coloca os atores como narradores, enquanto contracenam, fazendo uso de frases na íntegra do livro original.

André Paes Leme, que já assinou elogiadas adaptações de Guimarães Rosa (‘A Hora e Vez de Augusto Matraga’) e Nélson Rodrigues (‘Engraçadinha, Seus Amores e Seus Pecados’), teve ainda a parceria de Chico César no processo de criação. As músicas pontuam toda a dramaturgia e aparecem para ilustrar o estado emocional e o interior de cada personagem. Ao longo da montagem, as canções servem ainda para detalhar algum acontecimento e também para tirar as personagens do sofrido estágio em que se encontram, trazendo alguma fantasia para existências tão opacas.

Chico César vem de outra experiência bem sucedida, ao ter a literatura como base de uma criação musical para teatro. Em 2017, ele assinou a trilha de ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, ao lado da Cia. Barca dos Corações Partidos. A experiência rendeu uma série de prêmios e indicações, inclusive ao Prêmio da Música Brasileira pelo álbum. ‘A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa’ vai trazer mais um conjunto de canções inéditas do compositor, com trechos musicados do próprio livro e criações livres, com base no original de Clarice Lispector.

O espetáculo marca ainda a primeira vez em que Laila Garin atua em um espetáculo de composições inéditas, produzidas ao longo do processo de ensaios. Após ser recordistas de premiações por seu trabalho em ‘Elis – A Musical’ e ‘Gota D’Água [a seco]’, Laila foi dirigida pela lendária Ariane Mnouckine em ‘As Comadres’, no início de 2019. Enquanto segue com uma série de projetos de TV, Laila se consagrou na última década como uma das grandes vozes do teatro musical brasileiro.

Interpretar a Macabéa, as canções de Chico e ser dirigida por André já seriam motivos mais do que especiais para estar em cena. Mas fazer “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa vai além, é um espetáculo que diz exatamente o que queremos falar neste momento. Estar em cena também como a Atriz é uma afirmação deste ato poético e político que é o teatro. É um grito de indignação com muita poesia, lutando com as armas que temos. “A Hora da Estrela ou O Canto de Macabéa fala das pessoas supostamente invisíveis, fala de solidariedade, de olhar para o outro com afeto. Além de tudo, é uma peça sobre esperança”, analisa Laila.

O espetáculo tem patrocínio do Banco do Brasil e da BB Seguros.

 

 

FICHA TÉCNICA 

Da obra de Clarice Lispector
Adaptação e Direção: André Paes Leme
Idealização e Direção de Produção: Andréa Alves
Música: Canção Original: Chico César
Direção Musical e arranjos: Marcelo Caldi
Com Cláudia Ventura, Laila Garin e Cláudio Gabriel
Músicos: Fábio Luna, Pedro Aune e Pedro Franco
Diretor Assistente: Anderson Aragón
Figurinos: Kika Lopes
Cenário: André Cortez
Iluminação: Renato Machado
Design de som: Gabriel D’Ângelo
Preparação Corporal: Toni Rodrigues
Assistente de figurino: Sassá Magalhães
Assistente de cenografia: Tuca Benvenutti
Assistente de preparação Corporal: Monique Ottati
Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno
Produção Executiva: Raphael Baêta
Assistente de Produção: Paulo Farias
Produção: Sarau Agência
Produção local BH: Rubim Produções
Assessoria de imprensa BH: Luz Comunicação – Jozane Faleiro
Patrocínio: BB Seguros
Realização: Ágapa Criação e Produção Cultural
Projeto Gráfico: Beto Martins

Temporada Online
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Direção: Diego de Godoy
Direção de Fotografia: Elisa Mendes
Filmagem e transmissão ao vivo: Grupo Prisma

 

SERVIÇO

 

A hora da estrela ou O canto de Macabéa

Data/Horário: 14 a 26 de julho, quarta a segunda, às 20h

As sessões do dia 23 de julho, sexta-feira, contarão com intérprete de Libras.

Local: Presencial – Teatro I – CCBB BH – Praça da Liberdade, 450 – Funcionários – Belo Horizonte (MG)

Classificação: 16 anos  – Duração: 120 minutos


Ingressos: À venda no site  eventim.com.br

R$ 30,00 (inteira) – R$ 15,00 (clientes Banco do Brasil que pagarem com Ourocard e meia-entrada para estudantes e professores, crianças com até 12 anos, maiores de 60 anos, pessoas com deficiência e suas acompanhantes e casos previstos em Lei).


Sessões online grátis – nos mesmos dias e horários das sessões presenciais pelo canal do Youtube do Banco do Brasil – www.youtube.com/bancodobrasil e da BB Seguros – www.youtube.com/bbseguros

 

 

A produção adotou todas as medidas previstas na legislação para enfrentamento à disseminação da COVID-19, de forma a zelar pela saúde de toda a equipe contratada e permitir o exercício da profissão com segurança, antes e durante a realização do espetáculo.

O CCBB BH está adaptado às novas medidas de segurança sanitária: entrada apenas com ingresso emitido pelo site bb.com.br/cultura,  teatro funcionando com capacidade reduzida, fluxo único de circulação, medição de temperatura, uso obrigatório de máscara, disponibilização de álcool gel e sinalizadores no piso para o distanciamento.

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