Curso / EncontroLateralMinas GeraisProgramação

V edição do Festival Musimagem

Reconhecido como um dos principais nomes de criação musical brasileira, Edino Krieger receberá o Troféu Remo Usai de Música Para Imagem, ao lado do também compositor norte-americano Christopher Young

A quinta edição do Festival Musimagem, primeiro evento do país dedicado, exclusivamente, à música para imagem, vai homenagear o compositor brasileiro, crítico musical e produtor cultural Edino Krieger. Ele receberá o Troféu Remo Usai de Música Para Imagem, ao lado do também compositor Christopher Young (EUA).

A premiação ocorrerá no dia 23 de novembro às 19h30, no Teatro I do Centro Cultural Banco do Brasil – CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários), integrando a programação oficial do Musimagem. Entre os dias 21 e 24 de novembro, a programação gratuita do Festival vai celebrar a união entre essas duas formas de manifestação artística.

A proposta do Troféu Remo Usai de Música Para Imagem é contemplar importantes nomes da história da música original para imagem. O nome é uma referência a Remo Usai, compositor de extrema importância para o audiovisual, responsável por assinar trabalhos como O Assalto ao Trem Pagador (direção de Roberto Farias, 1962) e Boca de Ouro (direção Nélson Pereira dos Santos, 1963), dentre tantos outros trabalhos. Esta é a terceira edição da premiação: em 2017, Waltel Branco foi agraciado com a honraria; em 2018, foi a vez do multiartista Sérgio Ricardo.

Na noite de premiação, os músicos e compositores Beto Villares, Alexandre Guerra, Marcelo Guima, Tim Rescala, Monique Aragão, Alberto Rosenblit e Sérgio Canedo, da Associação Musimagem Brasil, vão interpretar famosas trilhas cinematográficas, de filmes como Noviça Rebelde (direção Robert Wise, 1965) Smile (direção Michael Ritchie, 1975) e Casablanca (Michael Curtiz, 1942).

 

Edino Krieger

Nasceu em Brusque, SC, em 17 de março de 1928, de ascendentes alemães e italianos por parte de pai e portugueses e índia por parte de mãe. Iniciou estudos de violino com seu pai aos 7 anos, realizando recitais no estado dos 9 aos 14, quando recebeu bolsa de estudos do Governo do Estado para o Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, onde, além do violino, estudou composição com H. J. Koellreutter. Ingressou em 1945 no Grupo Música Viva, ao lado de Cláudio Santoro, Guerra-Peixe, Eunice Catunda e Heitor Alimonda, todos alunos do mestre alemão.

Em 1948, obteve bolsa de estudos para o Berkshire Music Center de Massachussets, nos EUA, onde estudou com Aaron Copland, frequentando em seguida, por um ano, como bolsista, a Juilliard School of Music de Nova York, sob a orientação de Peter Mennin. Em 1952, trabalhou com Ernst Krenek no III Curso Internacional de Férias de Teresópolis e, em 1955, obteve bolsa do Conselho Britânico para estudar em Londres com Lennox Berkeley, da Royal Academy of Music.

Desenvolveu paralelamente intensa atividade como dirigente de instituições oficiais e particulares, como a Rádio MEC, a Rádio Jornal do Brasil, a Fundação dos Teatros do Rio de Janeiro, a Funarte, a Fundação Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e a Academia Brasileira de Música.

Dedicou-se também a compor sob encomenda jingles para comerciais de TV, e fez incursões musicais pelo Teatro e Cinema. Sua primeira atuação foi em parceria com seu mestre Koellreutter e Guerra-Peixe(1948) no filme “Mãe de Teófilo de Barros”. Do Diretor Mario Civelli, musicou “Rastros na Selva” e “Bruma Seca” respectivamente de 1960 e 1961.

Com o Diretor J. B. Tanko começou a trabalhar em 1968 com o “Massacre no supermercado”, premiado como a melhor partitura para cinema. Em seguida, veio o premiado “Meu Pé de Laranja Lima”, 1970, filme de Aurélio Teixeira e Herbert Richers. Assina as trihas sonoras dos primeiros filmes dos Trapalhões como “Robin Hood, o trapalhão da Floresta” (1974), “O Trapalhão na Ilha do Tesouro” (1975), “Simbad, o Marujo Trapalhão” (1976). Do Diretor Geraldo Santos Pereira assinou as trilhas de “O Seminarista” (1977), “O Sol dos Amantes” ( 1979) e, em 2000, teve à sua disposição uma orquestra sinfônica, que ele mesmo regeu, para sua música do filme “O Aleijadinho”, todo ambientado em Minas Gerais.

Em 1968, idealizou o Festival de Música da Guanabara, realizado em 1969 e 1970, origem da Bienal de Música Brasileira Contemporânea, que teve sua primeira edição em 1975 e a atual este ano já na XXIII ininterruptamente, movimento que foi fundamental para a carreira de muitos músicos do Norte ao Sul do país e de muitos jovens que despontaram e despontam para a carreira musical.

Acontecimentos a destacar em sua trajetória de compositor são inúmeros, desde o primeiro prêmio no Concurso Nacional de Composição do MEC, em 1959, com a obra “Divertimento para Cordas” até a encomenda da OSESP da “Fantasia Concertante para piano e orquestra” em 2016, com estreia em 2017 na Sala São Paulo. As obras do compositor estão no acervo da Academia Brasileira de Música.

Em 2008, foi compositor residente da Casa de Brahms, em Baden-Baden, Alemanha, quando compôs o “Pequeno Concerto para violino e cordas”. Em 2012, o SESC lançou no Rio de Janeiro o livro da pesquisadora Ermelinda Paz, intitulado “EDINO KRIEGER, crítico, produtor musical, compositor”. Como compositor residente convidado pela MIMO (Mostra Internacional de Música de Olinda) Edino Krieger fez uma palestra sobre flagrantes de sua trajetória na Casa da Ópera em Ouro Preto-MG onde a MIMO aconteceu pela primeira vez e depois em Olinda e Recife.

Em 2017, estreou três obras: em Bonn, Alemanha, “Mondschein Chaconne” para piano solo em homenagem a L.v.Beethoven; na OSESP a “Fantasia Concertante” para piano e orquestra e na XXII Bienal, Cadência para duo de violoncelos.

Em 2016 e 2017, em Florianópolis, SC, foram realizadas as duas edições do Festival de Música Contemporânea Brasileira Edino Krieger. Seus 70, 80 e 90 anos foram intensamente comemorados no Brasil e no Exterior. A Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense lançou este ano um CD com algumas de suas mais representativas obras sinfônicas.

Tem em sua trajetória inúmeros prêmios e distinções concedidos por instituições do Brasil e do Exterior sendo a última (2018) a Comenda do Rio Branco no grau oficial. Possui 4 Títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades Federais do Rio de Janeiro – UFRJ e UNIRIO – , da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Estadual do Estado do Ceará.

 

Festival Musimagem

Elaborado e produzido pela Associação Brasileira de Compositores de Música para Audiovisual (Musimagem Brasil), o Festival Musimagem foi idealizado por Marcos Souza e conta com curadoria de Tim Rescala. Durante quatro dias, o público apreciará palestras nacionais e internacionais, oficinas para crianças e jovens, workshops, mesas redondas, debates e concertos especiais. Dentre as participações internacionais, destaque Christopher Young, compositor de importantes filmes norte-americanos. Indicado ao prêmio Globo de Ouro, Young foi homenageado com o prestigioso prêmio Richard Kirk, no BMI Film and TV Awards de 2008.

Todas as atividades do Festival Musimagem são gratuitas. Para as atrações realizadas no Teatro I, é necessário retirar senha de acesso com uma hora de antecedência, na bilheteria do CCBB. Já as inscrições para grupos de trabalho, workshops, palestras e mesas de debate devem ser realizadas no site oficial do Festival: www.festival.musimagem.com.

 

Abertura

A instalação multimídia e interativa Tocando no Cine Odeon-RJ, montada no foyer do CCBB, dá início à edição 2019 do Festival. A obra é uma homenagem ao Cine Odeon – RJ, onde o compositor Ernesto Nazareth (1863-1934) tocou em diversas ocasiões, para animar o público que esperava o início de cada sessão de cinema – atividade, aliás, à qual Heitor Villa-Lobos (1887-1959) também se dedicou. O personagem Ernesto Nazareth será interpretado pelo ator Davidson Rocha, responsável por recepcionar e orientar os visitantes do Festival. A concepção e direção artística da instalação são do curador Tim Rescala.

Outro destaque do dia da abertura é o concerto da Orquestra Ouro Preto, que interpretará músicas originais do convidado internacional do evento, o compositor Christopher Young, a exemplo das trilhas para os filmes Homem Aranha 3 e Doce novembro. A Orquestra também se dedicará a compositores brasileiros de filmes, ao tocar peças de filmes como Elis, dentre outros. Com regência de Tim Rescala, a apresentação será realizada às 19h30.

 

PROGRAMAÇÃO

 

Dia 21 de novembro, quinta-feira

Das 17h30 às 19h30 – Tocando no Cine Odeon-RJ – Foyer do teatro 

Instalação multimídia com o piano possibilitará a interação do público que, ao acionar as teclas do instrumento, ouvirá pequenos trechos de trilhas e poderá criar a sua própria sequência sonora. Uma homenagem ao Cine Odeon-RJ, onde o compositor Ernesto Nazareth (1863-1934)  tocou diversas vezes, animando o público que esperava o início de cada sessão de cinema, assim como o fez Villa-Lobos. O personagem Ernesto Nazareth será interpretado pelo ator Davidson Rocha, responsável por recepcionar e orientar os visitantes do Festival.

 

Das 19h30 às 21h – Concerto de Gala – Teatro I

Orquestra Ouro Preto – Regência: Tim Rescala

Orquestra Ouro Preto interpreta a música original do convidado internacional Christopher Young, como o sucesso do filme Homem Aranha 3 (direção Sam Raimi, 2007); Invasores de Marte (direção Tobe Hooper, 1986); Doce Novembro (direção Pat O’Connor, 2001); e compositores brasileiros de filmes como Elis (Direção Hugo Prata, 2016), dentre outros.

Distribuição de senhas na bilheteria 1h antes

 

Dia 22 de novembro, sexta-feira

Das 10 às 12h e das 14 às 19h – Tocando no Cine Odeon-RJ – Foyer do teatro 

Concepção e direção artística da exposição: Tim Rescala

Das 10 às 12h – Debate – sala 206

Formação, capacitação e valorização do profissional nos mercados regionais do audiovisual

Musimagem – Felipe Radicetti (PR)
Musimagem – Mauricio Domene (SP)
Mediador: Zeh Netto (Presidente da Musimagem – RJ)

Das 14 às 17h – Oficina para Jovens – Teatro II

Faça sua Trilha Sonora ao vivo

Jovens poderão tocar ou cantar ao vivo com a projeção de uma animação do Festival Animamundi, monitorados por compositores da Musimagem e pelo convidado especial Mauricio Maas, do grupo Barbatuques, que participou da trilha dos filmes Rio 2 (direção Carlos Saldanha, 2014) e O Menino e o mundo (direção Alê Abreu, 2013)

Oficineiros: Zeh Netto, Monique Aragão, Fernando Aranha e Mauricio Maas.

 

Das 15 às 16h30 – Oficina Aberta – sala 206

Coral em cena. Os participantes desfrutarão da experiência de produzir, com suas vozes, diferentes trilhas para uma mesma cena. É possível fazer uma trilha sonora inteira apenas usando a voz humana como instrumento? Seria possível que, com a simples mudança de intenção numa execução, um grupo de vozes possam mudar todo o caráter de uma imagem?

Oficineiros: Monique Aragão, Mauro Perelmann, Maurício Maas

 

Das 17 às 19h – Debate – Teatro II

Mercados internacionais para compositores de trilhas sonoras: a música do cinema em Hollywood e na Europa

Robert Townson – EUA (Vice-presidente da gravadora de trilhas Varese Sarabande por mais de 30 anos e atual presidente da Robert Townson Productions) e Gorka Oteiza – Espanha (fundador e editor do Soundtrack Fest, um dos sites sobre trilhas sonoras mais acessados mundialmente).

Mediador: João Batista Melo

 

Às 19h30 – Palestra – Teatro I

Christopher Young, homenageado desta 5ª edição

Renomado compositor americano de filmes como Homem Aranha 3; A senha – Swordfish (direção Dominic Sena, 2001); Motoqueiro fantasma – Ghost Rider (direção Mark Steven Johnson, 2007); A hora do pesadelo 2 (direção Jack Sholder, 1985); Invasores de Marte (direção Tobe Hooper, 1986); Doce Novembro (direção Pat O’Connor, 2001); Chegadas e partidas (Direção Lasse Hallstrõm, 2001); dentre tantos outros. Indicado para prêmio Globo de Ouro, Young foi homenageado com o prestigioso prêmio Richard Kirk, no BMI Film and TV Awards de 2008.

 

Dia 23 de novembro, sábado

Das 10 às 12h e 14 às 19h – Tocando no Cine Odeon-RJ – Foyer do Teatro I

Concepção e direção artística da exposição: Tim Rescala

Das 10 às 12h – Workshop para compositores – sala 206

Convidado internacional Christopher Young (EUA).

 

Das 11 às 13h – Oficina para crianças – Teatro II

Faça sua Trilha Sonora ao vivo. Crianças poderão tocar e cantar ao vivo, com a projeção de uma animação do Festival Animamundi, monitorados por compositores da Musimagem.

Oficineiros: Zeh Netto e Monique Aragão

 

Das 14 às 15h30 – Workshop – Teatro II

Fluxograma de produção para Trilha SonoraO compositor Alexandre Guerra apresenta ferramenta – CUEDB (Data Base de Cues online) – que adotou em projetos realizados para a HBO.

 

Das 16 às 17h30 – Debate – Teatro II

Trilha Sonora e Projetos Sociais e o mercado de Minas Gerais

Como os projetos sociais podem utilizar as trilhas sonoras como ferramenta de carreira e transformação social?

Mediadores – Felipe Radicetti, Ricardo Petracca, Hélder Quiroga, Vítor Santana e Barral Lima

 

Das 18 às 18h30 – Academia Orquestra Ouro Preto – Pátio

Interpreta trilhas sonoras clássicas do cinema no pátio interno do CCBB.

 

Das 19h30 às 21h – Concerto da Musimagem Brasil e entrega do prêmio Remo Usai – Teatro I

Concerto com obras interpretadas pelos compositores da associação Musimagem Brasil. Entrega do prêmio Remo Usai a Edino Krieger e Christopher Young.

Músicos e compositores:
Beto Villares
Alexandre Guerra
Marcelo Guima
Tim Rescala
Monique Aragão
Alberto Rosenblit
Sérgio Canedo

Distribuição de senhas na bilheteria 1h antes.

 

Dia 24 de novembro, domingo

Das 10 às 12h e 14 às 19h – Tocando no Cine Odeon-RJ – Foyer teatro I

Concepção e direção artística da exposição: Tim Rescala

 

Das 10 às 12h – Oficina Aberta – Teatro II

Monte a música de uma cena e concorra ao Prêmio Musimagem! Oficina de criação musical para imagens (montagem) com o público. O público escolhe trilhas, sons e climas sonoros, como pads e efeitos para sonorizar cenas.

Oficineiro: Zeh Netto

Requisitos: Cada participante deverá levar um tablet.

 

Das 11 às 13h – Exibição – Teatro I

Mostra infantil Musimagem. Filmes para criança. Ao final da sessão, as trilhas sonoras serão comentadas pelos compositores.

 

Das 14 às 15h – Oficina aberta – Teatro II

A Música para Imagem serve para quê? O compositor Alberto Rosenblit vai deitar todo mundo no chão, para ouvir uma trilha sonora. O que ela traz? O que você sente ouvindo? Que imagens? Venha sentir e refletir para que serve uma trilha sonora. Oficina interativa com o público.

Oficineiro: Alberto Rosenblit

 

Das 15h30 às 17h – Palestra Interativa – Teatro II

Como fazer o som de um filme? O designer de som e professor de Pro Tools, Fernando Aranha, mostra o passo a passo de como se faz e a importância da banda sonora, formada por “Música, Diálogo e Efeitos”. Serão abordados os princípios básicos e narrativos, por meio de sessão real de Pro Tools.

Palestrante: Fernando Aranha

 

Das 17 às 18h30 – Oficina Aberta – Teatro II

Existe o casamento perfeito de música com imagem? Apresentação de 10 filmes de publicidade sem som e dez trilhas musicais sem o vídeo. As trilhas pertencem aos comerciais, mas a turma tem que “casar” as trilhas com os comerciais.

Oficineiros: Zeh Netto e Marcelo Guima

 

Das 19h30 às 20h30 – Palestra Teatro I

As famosas trilhas de John Williams, como Star Wars e Harry Potter, filmes nacionais como Bingo e novelas de sucesso. Quer saber mais de trilhas famosas de que sempre gostou e não sabe como e por que foram feitas? Especialistas irão detalhar estas trilhas que marcaram gerações.

Palestrantes: Leandro Gardini, Beto Villares, Alberto Rosenblit

 

 

SERVIÇO

 

Festival Musimagem 2019

De 21 a 24 de novembro

CCBB BH (Praça da Liberdade, 450, Funcionários)

Entrada franca

Informações: www.festival.musimagembrasil.com

 

 

movimento.com
Responsável pela inclusão de programação e assuntos genéricos no blog.