LateralMinas GeraisÓperaProgramação

“Um baile de máscaras”, de Verdi em BH

Ópera comemora os 200 anos do compositor italiano.

SERVIÇO

 

Grande Teatro do Palácio das Artes

Dias 31.10, 02, 06, 08 e 09.11, às 20:30h.
Dia 03.11, às 19h.

Ingressos: R$70,00 (inteira) e R$35,00 (meia)

Informações: (31) 3236 7400 – www.fcs.mg.gov.br

 

Gustavo III, rei da Suécia, está apaixonado por Amélia, esposa de seu grande amigo e secretário Renato. Em audiência com seus súditos, ele é alertado sobre o perigo de uma conspiração sobre o caso de uma estranha vidente que vem sendo consultada pelo povo: Ulrica. Gustavo III decide então visitá-la disfarçado, a fim de compreender melhor o que se passa.  Amélia, preocupada com a situação e também dona de uma paixão inconfessa por Gustavo III, vai orientar-se com a feiticeira Ulrica. Gustavo, ali escondido e disfarçado, escuta a conversa, e após a saída de Amélia, consulta a feiticeira e é alertado sobre o perigo de morte iminente. É neste cenário de amor proibido, ódio, traição e morte que se passa a história da ópera “Um Baile de Máscaras”, do compositor italiano Giuseppe Verdi. Com direção musical e regência de Marcelo Ramos, e direção cênica de Fernando Bicudo, a ópera é uma realização da Fundação Clóvis Salgado, em homenagem aos 200 anos de Verdi.

É com orgulho que apresentamos ao público mais uma produção operística qualificada técnica e artisticamente, o que comprova a expertise da Fundação Clóvis Salgado de ser um dos mais importantes centros de produção de espetáculos do Brasil”, afirma Fernanda Machado, presidente da Fundação Clóvis Salgado.

Participações da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e dos bailarinos convidados da Cia. Sesc de Dança. A montagem tem como intérpretes os tenores Marc Heller (EUA) e Paulo Mandarino (Brasil), e as sopranos Eiko Senda (Japão) e Elaine de Morais (Brasil).  



Reconstituição da obra original de Verdi

 Reconhecido como um dos mais renomados e inovadores diretores brasileiros, Fernando Bicudo foi convidado pela Fundação Clóvis Salgado para a direção cênica da ópera. Bicudo ressalta que irá levar para o palco do Grande Teatro uma reconstituição próxima da obra de Giuseppe Verdi, censurada à época em que foi escrita (1859). Durante a composição, Verdi foi convidado a fazer muitas mudanças na ópera, devido ao tema politicamente sensível.

É com muita alegria que retorno ao Palácio das Artes para conceber e dirigir mais uma produção de ópera. Desta vez, ‘Um Baile de Máscaras’, de Giuseppe Verdi, que relata o assassinato, em 1792, do monarca absolutista da Suécia Gustavo III. A censura da época impôs dramáticos cortes e adições à obra, devido às conturbadas relações amorosas, com ambos os sexos, e políticas que se tornaram grandes escândalos. Das 884 linhas do libreto, 297 tiveram que ser alteradas, adicionadas ou removidas. Para salvar a sua composição, Verdi aceitou mudar o nome do protagonista para Ricardo e a ação foi transferida para a América”, explica Bicudo.

O diretor conta que ao aceitar o convite, sugeriu à direção artística da Fundação Clóvis Salgado uma reconstituição da intenção original da obra de Verdi. “Propus resgatarmos, ao máximo, a rica corte de Gustavo III, que, em minha avaliação, foi dentre todos os governante do mundo, talvez o que mais contribuiu para a Cultura de seu país, protegendo intelectuais, patrocinando incontáveis artistas em todos os ramos e criando uma sofisticada rede de instituições culturais”, ressalta Fernando Bicudo.

A história do Rei Gustavo III será contada em três atos. O conceito é adotado por Fernando Bicudo, que irá resgatar todo o gestual de corte da época, fazendo referência ao período do monarca que defendia o absolutismo. “Desde o cenário, ao figurino e a coreografia, tudo foi minuciosamente estudado para transpor para o palco o máximo do ambiente da época”, conta Bicudo, que está ao lado de grandes nomes das artes cênicas nessa produção. O espetáculo conta com cenário de Renato Theobaldo, figurino de Elena Toscano, coreografia de Renato Augusto e iluminação de Pedro Pederneiras.

A trama será encenada em cinco cenários, criados a partir de centenas de lâminas verticais de imagens, formando um jogo de representações de espaços arquitetônicos. “As lâminas são as que efetivamente criam o espaço, mas a ilusão do espaço é dada pela imagem existente na composição das lâminas. Um empurra para o outro a responsabilidade de criar a espacialidade”, adianta Renato Theobaldo. As cinco cenas serão criadas com mais de mil quadrados de plotagem. “O desejo é de criar um ritmo na composição dos elementos da cenografia e um jogo harmônico com a música. As imagens, desta maneira, se relacionam com o conteúdo narrativo do libreto”, completa Theobaldo.

A cenografia de Renato Theobaldo inspira-se na elegância do Barroco e dos Palácios de Paris do século XVII. Para a construção dos elementos, Theobaldo revela que estudou a música e o libreto. “Observar o que acontece entre a música e o libreto, sempre é uma boa forma de começar o caminho para desenvolver o conceito da cenografia de uma ópera. Algumas vezes esta relação é de contraste, quase de oposição, mas em geral sabemos que quanto mais o conteúdo dramático do libreto é engendrado pela música, mais acontece o conceito de unidade desejada na ópera. A cenografia de Um Baile de Máscaras tenta, de certa maneira, espelhar, ou pelo menos, deseja se aproximar desta relação entre música e libreto.”

De acordo com Renato Theobaldo, a descrição de ambientes e espaços decorativos do libreto são figuras de uma roupagem dramática que a música conduz. “Esses elementos de arquitetura e de uma retórica espacial, de uma forma abstrata, são projetados no espaço do palco para, com certa intenção de ritmo, se aproximar da grande estrela: a música”, conclui.

A coreografia também foi minuciosamente estudada por Renato Augusto. “Fernando Bicudo  me pediu que pensasse no gestual em que se passava a história de Um Baile de Máscaras , que é composto por uma movimentação com começo, meio e fim. Então, estudei os tratados da época e também o balé clássico, que tem um pouco desse trabalho de corpo daquela época”, conta Renato Augusto.

Pequenos detalhes foram trabalhados por Renato Augusto para que a movimentação dos atores no palco se assemelhasse com o período. “Atualmente, a nossa movimentação é cortada. Naquela época, século XVII, a movimentação era pensada, havia uma linguagem de corpo. Movimentos simples, como parar apoiando em apenas uma perna, coluna ereta, rosto alongado, braços postos, sempre com muita elegância, eram pré-requisitos naturais de etiqueta“, explica Renato. “Em alguns momentos, a coreografia também traz ainda um pouco da comédia dell’arte”, completa.

Um dos pontos altos da coreografia de Renato Augusto é a cena do baile. “Fernando Bicudo queria um baile elegante, que remetesse à época, mas diferente e inovador, que fizesse uma crítica social, com irreverência. Foi então que optei por ‘amineirar’ o baile. Mantive a estrutura da época, do minueto – estilo alegre e dançante, popular na corte de Luís XIV, que se difundiu para os séculos XVI e XVII -, mas mesclei com um pouco da nossa quadrilha.”

O figurino de Elena Toscano traz cerca de 250 peças com a prevalência das cores branco, azul e amarelo (bandeira da Suécia), contrastando com outros tons como cinza, preto, verde, vermelho e rosa. Vestidos, casacas, saias longas, perucas, chapéus entre outros adereços compõem o guarda-roupa da ópera. Diversos tecidos foram utilizados por Elena, como veludo, algodão, xantungue e outros, de acordo com a trama de cada cena. “Fernando Bicudo escolheu um figurino baseado na época em que o Gustavo III morreu. E “Um Baile de Máscaras” é construída de uma variante de cenas que vão da rica corte do Rei e ao povo. Em alguns momentos, utilizo tecidos ricos, com cores fortes, como nas roupas do baile, por exemplo, enquanto em outras cenas trabalho com o algodão, os tons de cinza, para remeter as vestes do povo, como nos encontros com a feiticeira Ulrica”, exemplifica Elena.

Elena Toscano se preocupou com detalhes para deixar as roupas confortáveis. “São pessoas reais, que cantam, dançam, se movimentam a todo o momento no palco. São artistas. Então, é preciso que seja um figurino de época, mas com mobilidade e conforto”, explica. As máscaras utilizadas no baile também foram desenhadas por Elena, que manteve o princípio do conforto. “Desenhar máscaras para cantores é um pouco difícil. É preciso ter o cuidado para que a máscara não prejudique o artista na hora de cantar. Então, optei pelas máscaras curtas, acima do nariz, e pelas que podem ser seguradas com as mãos”, explica.

Para Fernando Bicudo, “essa versão para Um Baile de Máscaras não pode, totalmente, apresentar os fatos verdadeiros dos últimos dias que antecederam o assassinato de Gustavo III. Mas, certamente, procurou resgatar, até onde possível, a intenção dessa obra-prima que é a composição original de Giuseppe Verdi, nesta celebração de seus 200 anos”, finaliza.  

 

Orquestra também é personagem

Um Baile de Máscaras contará com duas orquestras: a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, regida pelo maestro Marcelo Ramos e localizada no fosso, como é habitual, e uma orquestra de cordas, com dois primeiros violinos, dois segundos violinos, duas violas, um violoncelo e um contrabaixo, instalada no palco, como parte de elenco, com figurino e maquiagem. A orquestra será liderada pelo maestro e violinista Mateus Araújo, que executará um minueto, de autoria de G. Verdi, durante o baile de máscaras.

Outro diferencial dessa ópera é uma banda interna que irá tocar durante o baile. A banda vai estar localizada fora do palco, para proporcionar ao público a sensação de um som distante. Os músicos iniciam a música e em seguida entra a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. A banda será composta por membros da Orquestra de Sopros da Fundação de Educação Artística, sob regência do maestro Alexandre Guimarães.

 

Enredo

Gustavo III, rei da Suécia, está apaixonado por Amélia, esposa de seu grande amigo e secretário Renato. Em audiência com seus súditos, é alertado sobre o perigo de uma conspiração sobre o caso de uma estranha vidente que vem sendo consultada pelo povo: Ulrica. Gustavo III decide visitá-la sob disfarce a fim de compreender melhor o que se passa.

Amélia, preocupada com a situação e também sentindo uma paixão inconfessa por Gustavo III, vai orientar-se com a feiticeira Ulrica que a aconselha a ir até um cadafalso no campo e colher algumas plantas que a livrarão de tal sentimento, devolvendo-lhe a paz e a tranquilidade. Gustavo, ali escondido e disfarçado, escuta a conversa. Após a saída de Amélia, consulta-se em seguida com a feiticeira e é alertado sobre o perigo de morte iminente.

Gustavo, tendo tomado conhecimento do que vem acontecendo com sua amada, vigia e segue Amélia na escuridão da noite até o local indicado por Ulrica, disfarçado de um homem comum, sem que ela perceba. Ele a encontra e ambos se declaram apaixonados.

Renato, por sua vez, preocupado com as invejas e ódios de certos membros da corte, vai ao encontro de Gustavo III, a fim de preveni-lo de um atentado planejado para aquele momento. Os três (Gustavo III, Amélia e Renato) se encontram no mesmo local. Amélia, assustada com a chegada de seu marido, oculta o rosto com um véu; Gustavo, partindo primeiro, pede a Renato que conduza aquela mulher até a cidade e que não permita que ela descubra o rosto, pois a moral dele estaria em jogo. Renato presta juramento de levá-la sem indagar sua identidade. Quando estão para partir do local, são alcançados pelos conspiradores inimigos do rei: Samuel, Tom e seus comparsas. Gustavo já escapara. Inadvertida, Amélia deixa cair o véu que lhe cobre o rosto.

A identidade de Amélia é revelada como um choque para seu marido e como uma comédia para os conspiradores: marido e mulher surpreendidos num cemitério, na calada da noite, em colóquio amoroso. Renato, irado, volta para casa com sua esposa. Permite que ela reveja o filho antes de receber punição pelo adultério. Jurando vingança a Gustavo, recebe em sua casa os líderes da conspiração Tom e Samuel. Agora aliados, planejam assassinar o rei durante o baile de máscaras daquela noite.

Gustavo, em seus aposentos, arrepende-se. Assina então um novo cargo para Renato no exterior de modo a afastar-se do casal definitivamente e o mais rápido possível. A última cena é a do baile de máscaras, onde a alegria cede lugar à tragédia como no acontecimento real e histórico. Renato ataca Gustavo III que, ferido mortalmente, agoniza, perdoando o assassino, seu amigo Renato, mostrando o documento que ordena sua partida para o dia seguinte. Renato se arrepende de seu ato. Num último adeus, Gustavo morre ao lado de seu fiel pajem Oscar e de todos os presentes consternados.

 


Artistas envolvidos

Orquestra Sinfônica de Minas Gerais
Coral Lírico de Minas Gerais
Cia. Sesc de Dança
Orquestra de cordas
Banda da Orquestra de Sopros da Fundação de Educação Artística

Direção Musical e Regência – Maestro Marcelo Ramos
Concepção e Direção de Cena – Fernando Bicudo
Cenários – Renato Theobaldo
Figurinos –  Elena Toscano
Iluminação – Pedro Pederneiras
Coreografia – Renato Augusto
Direção de Produção – Cláudia Malta

Dongwon Shin, Marc Heller e Paulo Mandarino (Gustavo)
Eiko Senda e a Elaine de Morais (Amélia)

 

Currículos


Marc Heller
(EUA/Alemanha) – tenor

Tem aparecido nas principais casas de ópera nos Estados Unidos e na Europa, incluindo o Metropolitan Opera, Ópera de Los Angeles, na Deutsche Opera de Berlim, o Festival Internacional de Música de Macau, Croatian National Opera, Zagreb, e muitos outros em papéis como Rodolfo, Pinkerton, Cavaradossi, Duca di Mantova, Alfredo, Riccardo, Don José, Romeo (Gounod), Faust (Gounod), Des Grieux (Massenet) e outros. Ele estreou no papel central de GaoJian-li na oficina de Shanghai da ópera de Tan Dun O Primeiro Imperador. Heller passou a fazer seu début no Metropolitan Opera, no papel ao lado de Placido Domingo. Apareceu como o príncipe na première americana do chá de Tan Dun do Norte, com o compositor condutor. Em 2008, ele viajou para a China para cantar o papel dos Lukas em Die Jahreszeiten, de Haydn, em cerimônias preolímpicas. Outras gravações incluem Modinhas e Canções (músicas de Heitor Villa-Lobos), Take Me To The World (canções de Stephen Sondheim), bem como os grandes poetas da canção e Roma by Night (composições de o falecido Steve Allen).


Paulo Mandarino
(Brasília/São Paulo) – tenor

Natural de Brasília, estreou como Edgardo, na ópera Lucia di Lammermoor, de Donizetti.  Em 2001, foi contemplado com a Bolsa Virtuose, do Ministério da Cultura, destinada a profissionais consagrados em suas áreas. Esta Bolsa o levou a aprofundar seus estudos na Accademia Lirica Italiana, em Milão, com o tenor Pier-Miranda Ferraro. Neste período, apresentou-se em Milão, Roma, Paris, Viena e Budapeste.

A delicadeza e a densidade que, à primeira vista, se contrapõem, têm seu ponto de encontro no timbre cristalino desse intérprete que, ao longo dos anos, vem incluindo em seu repertório grandes obras do universo lírico, permitindo que ouçamos, com o mesmo virtuosismo, desde as coloraturas de Mozart até o realismo de Puccini, passando sempre por Donizetti e Verdi. Foi Otello, em Otello, de Rossini; Hoffmann, em Les Comtes d’ Hoffmann, de Offenbach; Riccardo, em UnBallo in Maschera, de Verdi; Idomeneo, em Idomeneo; Tamino, em Die Zauberflote; Don Ottavio, em Don Giovanni, de Mozart; Rodolfo, em La Bohème; Pinkerton, em Madame Butterfly, de Puccini; Edgardo, em Lucia di Lammermoor, de Donizetti.

Trabalhou sob a batuta deDavid Machado, Luiz Fernando Malheiro, Isaac Karabtchevsky, Alessandro Sangiorgi, Shinik Hahm, Francesco La Vechia, Roberto Tibiriçá,  Guilherme Mannis, Elena Herrera, Emílio de César, Flávio Florence, , Giuseppe Marotta, Giuseppe Onnis, Helder Trefger, Henrique Morelenbaum, Jamil Maluf, José Maria Florêncio, Júlio Medaglia, Osvaldo Colarusso, Abel Rocha, entre outros.

Em 2013, Mandarino vem participando ativamente das comemorações do bicentenário de nascimento de Giuseppe Verdi, atuando no XVII Festival Amazonas de Ópera como Riccardo, na ópera Um Ballo in Maschera, com a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, no Requiem, com a Orquestra Sinfônica de Sergipe, com o Hinno delle Nazione, além de concertos e recitais por todo o país.


Eiko Senda
(Uruguai) – soprano

Internacionalmente reconhecida, nascida no Japão, conquistou os primeiros lugares no Wakayama Intl. Music Competition e no Takarasuka Intl. Chamber Music Competition, em 1988. Em 2001, venceu o Concurso Maria Callas. Desde 1995, quando se mudou para o Brasil, Eiko já foi a personagem protagonista na Maria Tudor, ópera de Carlos Gomes e participou como protagonista da ópera Madama Butterfly, de Puccini em mais de cem  montagens, em teatros como Alfa, Theatro Municipal de São Paulo, Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília, Teatro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre, Teatro da Universidade de Caxias do Sul, Centro Integrado de Cultura, em Florianópolis e Teatro da Paz em Belém. Na Fundação Clóvis Salgado, Eiko Senda tem desempenhado os principais papéis desde 2011, quando superou as expectativas interpretando o dificílimo papel de Abigaille em Nabucco, de Verdi. Em 2012, fez Floria, em Tosca, e ainda em 2012 e 2013 teve participações excepcionais como Cio Cio San, nas produções de Madame Butterfly, no Jardim Japonês.


Elaine de Morais
(São Paulo) – soprano

Formada em piano pelo Conservatório Dramático e Musical de Guarulhos, passou a se dedicar ao canto lírico a partir de 1995. Participou de Master Classes como renomados cantores como Lenice Priolli, Carlos Vial, Kalud Kaludov, Eliane Coelho, Elena Obraztsova, Cesar Tello e Carlo Colombara. Desde 2008, é orientada pela professora Isabel Maresca. De 1998 até 2002, foi integrante do Coral OSESP. Como solista, atuou sob a regência de Naomi Munakata, Mara Campos, Ricardo Bernardes, Grahan Griffiths, Jaime Guimarães, Mário Zaccaro, José Maria Florêncio, Júlio Medaglia e John Neschling. Desde 2003, atua no Theatro Municipal de São Paulo, junto ao Coral Lírico e como solista da OSM.

 

Linha do tempo – Óperas da Fundação Clóvis Salgado

A Fundação Clóvis Salgado se consolidou como um dos maiores centros produtores de ópera do Brasil nas últimas quatro décadas. A instituição é reconhecida nacional e internacionalmente por manter uma programação permanente de notória qualidade técnica e artística, desde a década de 70, no âmbito operístico.

A produção das óperas acontece no complexo cultural do Palácio das Artes, equipamento cultural gerido pela Fundação Clóvis Salgado. O Palácio das Artes conta com uma infraestrutura propícia para as produções líricas de grande porte. O Grande Teatro possui grandes dimensões, fosso de orquestra e é dotado de recursos cênicos e acústicos de elevado padrão técnico.

É também no Palácio das Artes que os Corpos Artísticos da Fundação Clóvis Salgado – Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Coral Lírico de Minas Gerais e Cia. de Dança Palácio das Artes – realizam diariamente os ensaios e pesquisas artísticas. Esses grupos participam de grandes produções e das montagens operísticas realizadas pela Fundação.

O sucesso das mais de 70 montagens já realizadas buy metformin xr reafirma a política pública de cultura para a democratização do acesso e formação de plateias, além da valorização e movimentação da cadeia produtiva do canto lírico no Brasil.

Títulos das óperas, operetas e musicais produzidos pela Fundação Clóvis Salgado ao longo de seus mais de 40 anos de história.

1971      
La Traviata, de G. Verdi

1976      
Il Combatimento di e Tancredi Clorinda, de C. Monteverdi
L’Enfant Prodigue, de C. Debussy
Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll
Così Fan Tutte, de W. Mozart

1977      
Tosca, de G. Puccini
Un Ballo in Maschera, G. Verdi
O Mágico de Oz, de F. Baum

1978      
O Mágico de Oz, de F. Baum
As Bodas de Fígaro, de W. Mozart

1979      
O Morcego, de J.Strauss
Soror Angelica, de G. Puccini

1980      
Tosca, de G. Puccini

1981      
Pagliacci, de R. Leoncavallo
La Bohème, de G. Puccini

1982
Tosca, de G. Puccini
Madama Butterfly, de G. Puccini

1983
A Viúva alegre, de F. Lehar

1984      
A Viúva Alegre, de F. Lehar
Carmen, de G. Bizet
Rigoletto, de G. Verdi
A Flauta Mágica, de W. Mozart

1985      
Lucia di Lammermoor, de G. Donizetti
Balada para Matraga, de Rufo Herrera

1986      
Lo Schiavo, de Carlos Gomes

1987      
Maroquinhas Fru-fru, de E. Mahle

1988      
La Traviata, de  G. Verdi
O Barbeiro de Sevilha, de G. Rossini
Madama Butterfly, de G. Puccini

1989      
Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni
Pagliacci, de R. Leoncavallo

1990      
Pagliacci, de R. Leoncavallo

1991      
A Flauta Mágica, de W. Mozart

1992      
Tiradentes, de J. Manuel de Macedo

1994      
Tosca, de G. Puccini
Mahagonny, de Brecht/Weill

1996      
La Bohème, de G. Puccini
Pedro Malazarte, de C. Guarnieri
Cavalleria Rusticana, de P. Mascagni

1998      
La Traviata, de G. Verdi
Don Giovanni, de W. Mozart

1999      
A Viúva Alegre, de F. Lehar
O Escravo, de Carlos Gomes
Carmen, de G. Bizet

2000      
Fogueira do Divino, de Fernando Brant e Tavinho Moura
Cavalleria Rusticana, de  Mascagni

2001      
Sertão-Sertões, de Rufo Herrera
Aida, de G. Verdi

2002      
Aida, de G. Verdi
O Guarani, de Carlos Gomes
                
2003      
Viva a Ópera, de diversos autores          
O Barbeiro de Sevilha, de G. Rossini

2004      
Turandot, de G. Puccini

2005      
Os Pescadores de Pérolas, de G. Bizet

2006      
O Castelo de Barba Azul, de B. Bartok
A Flauta Mágica, de W. Mozart
O homem que confundiu sua Mulher com um Chapéu, de M. Nyman

2007      
Falstaff, de G. Verdi

2008      
Aida, de G. Verdi
A Redenção pelo Sonho, de T. Rescala
Pelleas et Melisande, de C. Debussy

2009      
Macbeth, de G. Verdi
A Menina das Nuvens, de Heitor Villa-Lobos
Chagas, de Sílvio Barbato
Erwartung, de A. Schönberg

2010      
La Traviata, de G. Verdi
Andrea Chènier, de U. Giordano

2011
Nabucco, de G. Verdi
La Bohème, de G. Puccini

2012
Madame Butterfly, G. Puccini
Tosca, de G. Puccini
A Viúva Alegre, de F. Lehar

d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);}

Leave a Response

movimento.com
Responsável pela inclusão de programação e assuntos genéricos no blog.