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TMRJ encerra o mA?s das crianA�as com “A Menina das Nuvens”

A�pera de Heitor Villa-Lobos tem cenA?rios e figurinos de Rosa MagalhA?es, direA�A?o cA?nica de William Pereira e direA�A?o musical e regA?ncia do maestro Roberto Duarte.

 

O Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta a A?pera A Menina das Nuvens, dando continuidade A� temporada lA�rica do segundo semestre de 2015, que leva a assinatura do maestro AndrA� Cardoso. Escrita por Heitor Villa-Lobos (1887-1959) com libreto de LA?cia Benedetti (1914-1998), estreou em 1960 no TMRJ e retorna ao palco da Casa 55 anos depois. Desta vez, o Coro e a Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal realizarA?o esta montagem que tem produA�A?o original do PalA?cio das Artes, pertencente A� FundaA�A?o ClA?vis Salgado, de Belo Horizonte. Trata-se, segundo o compositor, de uma “aventura musical em trA?s atos” e serA? encenada nos dias 23, 25, 27, 28, 31 de outubro e 1A? de novembro. AtuarA?o como intA�rpretes dos personagens centrais a soprano Gabriella Pace (Menina das Nuvens), o baixo LA�cio Bruno (Tempo) e o barA�tono InA?cio De Nonno (Corisco). TambA�m integram o elenco as mezzo-sopranos Regina Elena Mesquita (Rainha), Adriana Clis (Lua) e Lara Cavalcanti (MA?e), a soprano Michele Menezes (Anita), o barA�tono Marcelo Coutinho (Vento VariA?vel) e os tenores FlA?vio Leite (Soldado) e Giovanni Tristacci (PrA�ncipe). TambA�m participam do espetA?culo alunos da Escola Estadual de DanA�a Maria Olenewa. Os cenA?rios e figurinos foram elaborados por Rosa MagalhA?es, a direA�A?o de cena estA? a cargo de William Pereira e a direA�A?o musical e regA?ncia sA?o do maestro Roberto Duarte.

O espetA?culo narra a histA?ria de uma menina criada nas nuvens pelo Tempo, e que sonha voltar A� terra para conhecer sua mA?e. Depois de vA?rias aventuras, casa-se com um prA�ncipe. ApA?s a estreia no TMRJ em 1960, A Menina das Nuvens foi apresentada, em inglA?s, no teatro American Society, em Nova York, em 31 de janeiro de 1989. Vinte anos depois, ganhou nova montagem no PalA?cio das Artes, e foi apresentada tambA�m em 2011 no Theatro Municipal de SA?o Paulo, recebendo, entA?o, o PrA?mio Carlos Gomes de MA?sica Erudita nas categorias de melhor espetA?culo, cenA?rio, iluminaA�A?o e produA�A?o.

“Na obra de Villa-Lobos, tA?o extensa quanto inovadora, a A?pera A Menina das Nuvens merece certamente um lugar especial. A� um espetA?culo lA?dico para todas as idades e com grande comunicaA�A?o com a plateia”, afirma o diretor artA�stico do Theatro Municipal, AndrA� Cardoso.

Para encenar A Menina das Nuvens, o diretor William Pereira lanA�ou mA?o da agilidade da partitura de Villa-Lobos e do carA?ter lA?dico da obra que LA?cia Benedetti escreveu no fim dos anos 1940 para a filha Rosa MagalhA?es, levando em conta as muitas transformaA�A�es pelas quais passou o pA?blico infanto-juvenil ao longo de cinco dA�cadas. “Estou especialmente emocionado em trabalhar nesta montagem que marca a volta de A Menina das Nuvens ao palco em que estreou hA? mais de 50 anos, mesmo tendo dirigido as temporadas do PalA?cio das Artes, em Belo Horizonte, e no Theatro Municipal de SA?o Paulo. Contei muito com a ajuda de Rosa MagalhA?es, que conhece intimamente esta histA?ria, para a concepA�A?o deste espetA?culo. Outra caracterA�stica desta direA�A?o A� que realA�o a fisicalidade dos cantores, que tem atuaA�A?o efetiva em cena com trabalho corporal. A mA?sica de Villa tem uma vivacidade que precisa estrar traduzida no corpo do cantor e ator”, comenta William.

O maestro Roberto Duarte, quando foi convidado, em 2009, para reger A Menina das Nuvens Buy em Belo Horizonte, fez uma revisA?o geral na partitura de orquestra. “Ao comparA?-la com a peA�a teatral de LA?cia Benedetti, ajustei certas passagens omitidas na A?pera. Considerei importante a inclusA?o de pequenos trechos da peA�a para maior esclarecimento do enredo, como o entreato entre o primeiro e segundo atos, interpretado pelo Corisco. Em certas passagens, decidi repetir alguns compassos para dar maior flexibilidade cA?nica. Por fim, como esta A?pera nA?o tem uma abertura formal e sim alguns compassos que duram apenas 19 segundos, A�A�guisa de introduA�A?o, considerei oportuno juntar alguns trechos de temas importantes da prA?pria obra, mantendo exatamente o que o mestre escreveu, criando assim uma introduA�A?o de mais quatro minutos”, explica.

 

Sobre a exposiA�A?o A Menina das Nuvens a�� 55 Anos Depois

Durante a temporada, os espectadores e visitantes do Theatro Municipal poderA?o apreciar a exposiA�A?o A Menina das Nuvens a�� 55 Anos Depois, montada no foyer do BalcA?o Nobre. O pequeno acervo reA?ne peA�as da montagem original da A?ltima A?pera de Villa-Lobos, como fotografias, desenhos dos cenA?rios e dos figurinos, programas e crA�ticas daquela A�poca. O intuito da mostra A� apresentar as diferenA�as e semelhanA�as entre a primeira produA�A?o e o espetA?culo que estarA? em cartaz.

 

Sobre a A?pera A Menina das Nuvens

Quarta e A?ltima A?pera de Heitor Villa-Lobos, Purchase A Menina das Nuvens foi composta durante os anos de 1957 e 1958. Estreou no Theatro Municipal RJ em 29 de novembro de 1960, um ano apA?s a morte do autor, com a regA?ncia do maestro Edoardo de Guarnieri a�� pai do ator Gianfrancesco Guarnieri a�� e direA�A?o cA?nica de Gianni Rato. Esta A?pera A� uma aventura teatral, sendo seu libreto uma adaptaA�A?o da peA�a infantil de LA?cia Benedetti, de 1949. Este era o terceiro espetA?culo para crianA�as desta autora que, a partir de 1948, passara a se dedicar a este tipo de teatro. LA?cia havia comeA�ado como cronista no jornal A Noite, em 1933, e no ano seguinte se casa com Raimundo MagalhA?es Jr., teatrA?logo e autor de dezenas de peA�as de todos os gA?neros.

LA?cia escreveu mais oito peA�as infantis, sendo que Simbita e o DragA?o, cialis bez recepta A Menina das Nuvens e Josefina e o LadrA?o foram outros grandes A?xitos. A Menina das Nuvens foi encenada em 1950 pela Companhia de Ester LeA?o, no antigo Teatro FA?nix, hoje desaparecido (ficava na esquina da Av. Almirante Barroso com Rua MA�xico, no Centro do Rio de Janeiro). Segundo a autora, a histA?ria da Menina tem um sentido simbA?lico, representando a principal personagem o artista em geral. A histA?ria procura focalizar, na forma de um relato infantil, as dificuldades que encontram todos os que cultivam as coisas do espA�rito em se integrarem na sociedade fria e cA�ptica. Villa-Lobos sempre fora grande admirador de Benedetti, A� qual manifestara, havia vA?rios anos, o seu desejo em musicar uma peA�a de sua autoria. Em 1952, LA?cia entregou-lhe o original de A Menina das Nuvens, mas ele, embora houvesse comeA�ado o seu trabalho na ocasiA?o, somente pA?de concluA�-lo em 1958, devido aos seus inA?meros compromissos profissionais.

 

Resumo da A?pera

1A? ato a�� No Castelo do Tempo vive uma menina de 15 anos que para lA? foi levada quando menina para o cA�u a�� enquanto passeava pelo campo e seus pais trabalhavam a�� por um grande pA?ssaro branco. ApA?s voar muito, a ave se cansou do peso e abandonou a menina em uma nuvem, onde ela foi encontrada e conduzida ao Castelo do Tempo. Criada e educada pelo Tempo, senhor dos cA�us e dos ventos, ela tem por companheiros as nuvens, as estrelas, o Arco-A?ris, que a ensinou a pintar, a Rosa dos Ventos, a Lua que a ensinou a costurar, Corisco a�� cuja ambiA�A?o A� virar raio de sol a�� e Vento VariA?vel, brincalhA?o e travesso, que a ensinou a bailar. A ocupaA�A?o de Corisco era recolher na Terra, em uma sacola, todos os ruA�dos e vozes e guardA?-los em um arquivo. A Menina quer, todavia, saber de onde veio e quem sA?o seus pais. Tempo promete que, ao completar dezesseis anos, ela saberA? tudo e poderA?, entA?o, decidir se fica com ele ou volta para a Terra. Aproveitando a ausA?ncia do Tempo, a Menina solta o Vento VariA?vel que abre os arquivos, fazendo-a ouvir a voz de sua mA?e. A saudade bate mais forte que os laA�os que a ligam aos seus amigos e, ajudada pelo Vento VariA?vel e levada pelo TufA?o, ela volta para o lugar onde nasceu. Informada por Corisco, Tempo promete transformA?-lo em Raio de Sol se ele, descendo na Terra, se mostrar corajoso, protegendo e ajudando a Menina.

2A? ato a�� Na Terra, numa cabana pobre, numa praia desolada, vivem os pais e a irmA? da Menina. O pai estA? no mar pescando. As duas mulheres, sozinhas, estA?o amedrontadas por causa do TufA?o que desabou na Terra. Anita, a irmA?, que saiu para ver o que se passava, traz para a cabana a Menina ainda confusa e cansada pela viagem do cA�u para a terra. Elas nA?o a reconhecem. A Rainha do lugar, mulher rabugenta e A?vida de querer sempre mais impostos e tributos, obriga seus sA?ditos a oferecer presentes para o prA?ximo casamento do PrA�ncipe, seu filho. As duas pobres mulheres nada podem dar e o Soldado de Chumbo, enviado pela Rainha, quer levA?-las para a cadeia. Mas a Menina se propA�e a tecer uma toalha de raios do luar, para presentear o filho da Rainha. Esta soberana, que vA? na habilidade da Menina a possibilidade de realizar grandes negA?cios, depois de ter ameaA�ado as mulheres dos piores castigos, aceita a sugestA?o da Menina. A garota, por sua vez, pede ajuda A� Lua, sua amiga. A Rainha querendo descobrir o segredo da Menina manda o Soldado espionA?-la.

3A? ato a�� A Lua nA?o apareceu e, inutilmente, a Menina pede ao Soldado para nA?o atrapalhA?-la. Vento VariA?vel e Corisco, superando todos os seus medos, descem na Terra e ajudam a Menina, afastando e amedrontando a Rainha e o Soldado. A Lua aparece, oferece seus cabelos para serem tecidos e promete trazer A� cabana o PrA�ncipe, que nA?o ama a Princesa com a qual deve se casar. A toalha estA? pronta. O prA�ncipe chega, apaixona-se pela Menina, pede sua mA?o e casa com ela. A Rainha, para a qual a liA�A?o recebida foi salutar, aceita a situaA�A?o. A famA�lia do pescador, reunida, viverA? na Corte ao lado do casal feliz. Tempo mantA�m sua promessa e aparece no cA�u transformando Corisco em Raio de Sol.

 

Sobre Heitor Villa-Lobos

Nascido no Rio de Janeiro em 1887, Heitor Villa-Lobos era filho de um funcionA?rio da Biblioteca Nacional e mA?sico amador. Seu pai o incentivou a estudar o violoncelo o que lhe foi A?til quando, A?rfA?o aos 12 anos, passou a tocA?-lo profissionalmente em teatros, bailes e cafA�s. Aprendeu violA?o passando a conviver com os chorA�es a�� grupos de mA?sica popular do Rio de entA?o, marcados pela improvisaA�A?o, virtuosidade instrumental e modulaA�A�es melancA?licas, daA� o nome. Foi inspirado neles que, entre 1920 e 1928, compA?s a sA�rie de doze Choros, um dos pontos culminantes da mA?sica brasileira. Desde cedo percorreu o interior brasileiro absorvendo e coletando material que seria uma das fontes de seu estilo maduro, mas suas primeiras composiA�A�es traem a influA?ncia dos estilos europeus da virada do sA�culo (Wagner, Puccini, os franceses). Por fim abandona o impressionismo e, entA?o, aparecem os bailados Amazonas e Uirapuru. Atacado pelos crA�ticos tradicionais parte para Paris, onde se encontra com a vanguarda europeia da A�poca. Depois de uma segunda permanA?ncia em Paris, retorna ao Brasil e desenvolve trabalho educativo, caracterizado pelo aproveitamento do canto coral. Dele surge o Guia PrA?tico, coleA�A?o de temas populares harmonizados. A obra mais famosa desse perA�odo A� a sA�rie de nove composiA�A�es, escritas entre 1930 e 1945, as Bachianas Brasileiras, para diversas formaA�A�es orquestrais, em que buscou uma sA�ntese entre as matrizes musicais brasileiras e a estA�tica de J. S. Bach. Operado de cA?ncer nos Estados Unidos em 1948, teve mais uma dA�cada de vida ativa, divulgando sua mA?sica na FranA�a e nos Estados Unidos, especialmente, como regente, falecendo em 1959.

Em sua vasta produA�A?o, Villa-Lobos conseguiu a realizaA�A?o do espA�rito nacionalista nos mais diversos gA?neros como nas Serestas, para canto e piano, nas Cirandas para piano. Seus 12 Estudos e 5 PrelA?dios para violA?o estA?o entre suas obras mais conhecidas internacionalmente. Sua colossal produA�A?o inclui obras corais, missas, concertos para violA?o, violoncelo, piano, gaita, alA�m de mA?sica de cA?mara para as mais diversas formaA�A�es. Foi menos eficiente nas formas dos moldes clA?ssicos: de suas 12 sinfonias, apenas a dA�cimaA�passa por obra-prima e sua produA�A?o operA�stica A� bastante reduzida, se a compararmos com sua vasta produA�A?o orquestral e de cA?mara: apenas quatro A?peras. Izath, segundo indicaA�A?o do autor, A� “de carA?ter essencialmente psicolA?gico”, sendo uma fusA?o de dois outros trabalhos anteriores, Aglaia e Elisa. Seus dois A?ltimos atos a�� de uma histA?ria rocambolesca a�� foram cantados no Teatro SA?o Pedro (atual JoA?o Caetano) em 1917 e, como oratA?rio, em 1940 no Theatro onde, finalmente, subiu A� cena em 1968. Sua segunda A?pera ZoA�, de 1920, estA? perdida. A obra de maior envergadura A� sua terceira A?pera: Yerma. Encomendada pela A�pera de Santa FA� dos Estados Unidos, tem texto da peA�a de Federico Garcia Lorca. Foi criada pelos seus comanditA?rios em 1971, dois anos depois da morte do compositor, e o Brasil a conheceu em 1983, em no Theatro Municipal do Rio de Janeiro sob a regA?ncia de Mario Tavares e direA�A?o de Adolfo Celi.

 

Sobre os solistas

Gabriella Pace, soprano a�� Menina das Nuvens

Vencedora do PrA?mio Carlos Gomes 2010 pela participaA�A?o na A?pera A Menina das Nuvens, Gabriella Pace jA? cantou sob a regA?ncia de maestros como Lorin Maazel, Isaac Karabtchevsky, Roberto Duarte, Roberto Minczuk, Rodolfo Fischer, Luiz Fernando Malheiro, FA?bio Mechetti, SA�lvio Viegas e Abel Rocha. Foi Gilda em Rigoletto, Tytania em Sonho de uma Noite de VerA?o, de Benjamin Britten, Ilia em Idomeneo, EurA�dice em Orfeo ed Euridice, Giulietta em I Capuleti e I Montecchi, Susanna em As Bodas de FA�garo, Ceci em Il Guarany e Adina em O Elixir do Amor, entre outras. Em seu repertA?rio sinfA?nico destacam-se sua participaA�A?o na Quarta Sinfonia de Mahler, Carmina Burana de Orff, RA�quiem de Mozart e Stabat Mater de Rossini. Foi solista da Nona Sinfonia de Beethoven em Aalborg, na Dinamarca. Participou do II Festival de MA?sica de CA?mara em Kerteminde, na Dinamarca, interpretando obras de Poulenc, Ginastera e Schoenberg. Gravou o CD Ciclo Portinari e Outras Telas Sonoras, do compositor JoA?o Guilherme Ripper. Gabriella iniciou os estudos com o pai, HA�ctor Pace, e foi aluna de Leilah Farah e Pier Miranda Ferraro. Atualmente, estA? sob a orientaA�A?o de Ulrich Staerk.

LA�cio Bruno, baixo a�� Tempo

Um dos cantores brasileiros mais notA?veis por suas atuaA�A�es em A?pera, mA?sica sinfA?nica, de cA?mara e teatro no Brasil e exterior, LA�cio Bruno aperfeiA�oou-se na Academia Franz Liszt, em Budapeste. Foi membro da A�pera Estatal HA?ngara e cantou na ItA?lia, Espanha, Alemanha, SuA�A�a, ColA?mbia e Argentina. Com mais de 50 personagens em A?peras de diferentes autores, perA�odos e estilos, A� o A?nico cantor a ter enfrentado na totalidade o Wotan / Wanderer da Tetralogia Wagneriana. Dirigido por A�cones do teatro brasileiro a�� Amir Haddad, JosA� Possi Netto, Jorge Takla, Gianni Rato e SA�rgio Britto a�� e estrangeiro a�� Werner Herzog, Hugo de Anna e Aidan Lang. Cantou com renomados maestros brasileiros e internacionais, entre os quais Lorin Maazel e Isaac Karabtchevsky, das PaixA�es de Bach atA� Beethoven, Kodaly, Stravisnky, Britten, bem como ciclos de Schubert, Mahler, Ravel e Poulenc, entre outros. Detentor de mais de dez primeiros prA?mios em concursos nacionais e estrangeiros, recebeu em 2004 o PrA?mio Carlos Gomes, como Melhor Cantor Erudito. Celebrou seus 25 anos de carreira dedicados A� MA?sica, com as A?peras AA�da, A ValquA�ria, A Serva Patroa, O Turco na ItA?lia, Rigoletto e Falstaff.

InA?cio De Nonno, barA�tono a�� Corisco

InA?cio De Nonno A� doutor em MA?sica pela Unicamp e Mestre em MA?sica a�� Summa cum Laude a�� pela UFRJ, onde A� professor nas classes de Canto. PrA?mio Especial para a CanA�A?o Brasileira no XII Concurso Internacional de Canto do Rio de Janeiro. Do repertA?rio de Nonno constam mais de 30 primeiras audiA�A�es mundiais de peA�as e A?peras especificamente para ele compostas. Tem participaA�A?o em 32 CDs gravados, todos dedicados ao repertA?rio brasileiro, desde restauraA�A�es do material colonial, atA� os compositores contemporA?neos mais vanguardistas. O CD da A?pera Colombo, de Carlos Gomes, onde interpreta o papel-tA�tulo, ganhou o prA?mio da APCA e o PrA?mio Sharp de 1998. Seu repertA?rio enfatiza ainda a mA?sica antiga, o lied alemA?o, com destaque para os ciclos de canA�A�es de Schubert, a canA�A?o francesa, em queA�aborda especialmente os compositores Ravel, FaurA� e Poulenc. E a A?pera, em que conta hoje com 38 papA�is efetivamente apresentados em pA?blico.

Marcelo Coutinho, barA�tono a�� Vento VariA?vel

Iniciou sua carreira no coral dos Canarinhos de PetrA?polis, onde aprendeu teoria, violino e viola. Graduou-se em Canto na Escola de MA?sica da UFRJ, com o tA�tulo Magna cum Laude. Fez seu aperfeiA�oamento tA�cnico com Althea Bridges e mA?sica de cA?mara com Thomas Kerbl, em Linz, na A?ustria. A� Mestre em Musicologia pela Escola de MA?sica da UFRJ, onde integra o quadro de professores de Canto. Do seu repertA?rio constam A?peras como A Flauta MA?gica (Papageno), Gianni Schicchi (Gianni Schicchi), As Bodas de FA�garo (Conde de Alma Viva), O Morcego (Dr. Falk) e La BohA?me (Schaunard), entre outros personagens. Paralelamente, A� diretor musical e de dublagem, assinando a direA�A?o das versA�es brasileiras de animaA�A�es como A Bela e a Fera, Aladdin, Rei LeA?o, O Corcunda de Notre Dame, Shrek http://wp.bsinetworks.net/?p=3998 e O PrA�ncipe do Egito, entre outros. No Theatro Municipal do Rio de Jeneiro, cantou o papel de Contramestre na estreia brasileira da A?pera Billy Budd, de Benjamin Britten, com direA�A?o cA?nica de Marcelo Lombardero e regA?ncia de Isaac Karabtchevsky, em 2013, e foi intA�rprete de Dancairo na montagem da A?pera Aida, de Verdi, com direA�A?o de cena de Allex Aguilera e tambA�m com regA?ncia de Karabtchevsky, em 2014.

Regina Elena Mesquita, mezzo-soprano a�� Rainha

Paulista, Regina Elena Mesquita A� uma das cantoras mais prestigiadas no cenA?rio lA�rico nacional. Conquistou dois PrA?mios APCA e o I PrA?mio Carlos Gomes. Seu repertA?rio traz desde o barroco atA� a mA?sica contemporA?nea em A?peras, concertos e recitais. Foi intA�rprete do papel-tA�tulo na A?pera Carmen, cantou Amneris (Aida), PrA�ncipe Orlovsky (O Morcego), Zia Principessa (Suor Angelica), a Bruxa (JoA?o e Maria), Old Lady (Candide), Baronesa de Champigny (ChapA�u de Palha de Firenze), Erda (Anel do Nibelungo), Dalila (SansA?o e Dalila), Miss Quickly (Falstaff), Santuzza (Cavaleria Rusticana), Starenka Buryjovka (Jenufa), Azucena (Trovatore) sA?o algumas de suas atuaA�A�es nos palcos dos grandes teatros do Brasil e do exterior. Colabora, ainda, com o Instituto de Artes da Unesp/SP, em direA�A�es cA?nicas de A?peras completas da FA?brica de A�peras, trabalhando a “interpretaA�A?o cA?nica para o cantor lA�rico” com os estudantes daquela instituiA�A?o. A Menina das Nuvens tem importante destaque em sua carreira, tendo participado dessa montagem, desde a sua primeira apresentaA�A?o daA�produA�A?o em 2009, em Belo Horizonte.

Buy Flavio Leite, tenor a�� Soldado

PA?s-graduado pelo ConservatA?rio Superior del Liceu de Barcelona, A� um dos mais atuantes e versA?teis cantores brasileiros de sua geraA�A?o. PresenA�a frequente nas temporadas das principais casas de espetA?culo brasileiras, como Theatro Municipal de SA?o Paulo e do Rio de Janeiro, PalA?cio das Artes, Teatro Amazonas, Theatro da Paz, Theatro SA?o Pedro de SA?o Paulo e de Porto Alegre, acumula experiA?ncia em tA�tulos como IphigA�nie en Tauride, Lulu, DiA?logo das Carmelitas, A Flauta MA?gica, CosA� Fan Tutte, O Barbeiro de Sevilha, La Cenerentola, La Fille du RA�giment, Rita, RomA�o et Juliette, A ViA?va Alegre, Turandot, Maria Golovin, A Raposinha Astuta, Rei Roger e Ariadne auf Naxos, entre outros, acumulando mais de quarenta papA�is jA? em repertA?rio. Atua como solista em oratA?rios e obras sinfA?nicas como O Messias de HA�ndel, A CriaA�A?o de Haydn, Nona Sinfonia de Beethoven, Stabat Mater e Petite Messe Solennelle de Rossini, Messa di Gloria de Puccini, Carmina Burana de Orff com as principais orquestras brasileiras.

Adriana Clis, mezzo-soprano a�� Lua

RevelaA�A?o em 2002 no PrA?mio Carlos Gomes, Adriana Clis A� presenA�a constante nas maiores instituiA�A�es musicais do paA�s e do exterior como Osesp, OSTM SP, Osusp, OSB, Opes, OSTM RJ, OER SP, Amazonas FilarmA?nica e Banda SinfA?nica de SP. Na Europa, apresentou-se em Bellegarde, SA�vres, Paris e Berlim. Sua atuaA�A?o abrange a A?pera, a mA?sica de concerto e a mA?sica de cA?mara. Iniciou seus estudos com sua mA?e, Marcilda Clis. Estudou no ConservatA?rio Tchaikovsky, em Moscou, com Klara Kadinskaia e se aperfeiA�oou em MilA?o sob a orientaA�A?o do maestro Pier Miranda Ferraro, da Academia LA�rica Italiana. A� integrante do Coral Paulistano Mario de Andrade e fez parte das produA�A�es de Purchase Die WalkA?re e A Menina das Nuvens (SP), Carmen de Bizet no Theatro SA?o Pedro (SP) e em 2012, no Rigoletto no TMRJ e JoA?o e Maria no Teatro da Paz, em BelA�m. Bem como em http://ooh-la-wee.com/?p=25943 The Rake’s Progress (Stravinsky) e Cavalleria Rusticana (Mascagni) do TMSP, PaixA?o Segundo SA?o JoA?o de Bach na Cidade das Artes a�� RJ e a Nona Sinfonia (Beethoven/ TMSP), entre outros.

Giovanni Tristacci, tenor a�� PrA�ncipe

Iniciou seus estudos de canto em Porto Alegre, com o professor DecA?polis de Andrade, no ConservatA?rio de MA?sica Pablo Komlos. Ingressou depois na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde estudou com Mazias de Oliveira. Estreou na cena lA�rica em 2006, na A?pera Idomeneo, de Mozart, apresentada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, no papel de troiano. Em seguida, cantou em A Flauta MA?gica, de Mozart, nos papA�is de segundo sacerdote e primeiro homem armado. Em 2007, fez parte do elenco da A?pera O Cientista, do compositor SA�lvio Barbato, em montagem com diversas apresentaA�A�es em capitais no Nordeste e em Duque de Caxias-RJ. Foi solista, em 2007, do RA�quiem do Padre JosA� MaurA�cio, regido pelo maestro Ernani Aguiar, A� frente da Orquestra SinfA?nica da UFRJ. Ainda com esta orquestra, participou da Gala LA�rica em homenagem a Verdi, sob a regA?ncia de AndrA� Cardoso. Esteve presente em vA?rios festivais, entre os quais destacam-se VerA�es Musicais, em Gramado e Canela, e Festival Internacional de MA?sica de Campos do JordA?o. Atualmente cursa o Bacharelado em canto, na UFRJ. Recebe orientaA�A�es do Professor Eduardo A?lvares.

Lara Cavalcanti, mezzo-soprano a�� MA?e

Formada pela Escola de MA?sica da UFRJ com o tA�tulo Magna cum Laude, Lara Cavalcanti A� corista do Coro do Theatro Municipal RJ. Entre suas atuaA�A�es em A?peras destacam-se, Marcellina em Le Nozze di Figaro, Pajem de Herodias em Salome, Girl em Trouble in Tahiti, Dorabella em CosA� Fan Tutte, Mercedes em Carmen, Tisbe em La Cenerentola, Os Pastores em Amahl e os Visitantes da Noite e Iphise em Renaud, de Sacchini. TambA�m sA?o relevantes as participaA�A�es no Te Deum de Bruckner, no Theatro Municipal RJ, e a Missa em mi bemol maior de Padre JosA� MaurA�cio Nunes Garcia, com a Orquestra SinfA?nica Brasileira. Em 2015, recebeu o prA?mio para personagem no Concurso Maria Callas. Trabalhou com maestros como Silvio Viegas, Abel Rocha, Roberto Duarte, Tobias Volkmann, Bruno ProcA?pio, A?lvaro Peterlevitz, Ernani Aguiar, JA�sus Fiqueiredo e AndrA� Cardoso, alA�m dos diretores cA?nicos AndrA� Heller-Lopes, William Pereira e Livia Sabag, entre outros. Teve aulas com Homero Velho e com Eliane Coelho. Gravou como solista o Magnificat de JoA?o Guilherme Ripper, com o Coro Brasil Ensemble, e Ladainha, de Francisco Braga, com o Coro de CA?mara Sacra Vox.

Michele Menezes, soprano a�� Anita

Iniciou na mA?sica aos 9 anos no Coral Infantil da UFRJ a�� no qualA�atua, hoje, como preparadora vocal a�� e em aulas de violino na Escola de MA?sica Villa-Lobos. Concluiu o bacharelado em Canto pela UFRJ, na classe do professor Homero Velho. Atuou como solista nas A?peras A Flauta MA?gica (GA?nio), de Mozart, no TMRJ; CosA� Fan Tutte (Fiordiligi), de Mozart, em turnA? peloA�estado do Rio de Janeiro sob a regA?ncia de AndrA� Cardoso e direA�A?o de AndrA� Heller-Lopes; Anjo Negro (Ana Maria), de JoA?o Guilherme Ripper, com a OSB A�pera & RepertA?rio, sob a regA?ncia de Abel Rocha e direA�A?o de AndrA� Heller-Lopes; Gianni Schicchi (Nella), de Pucinni, com direA�A?o de Iacov Hillel, a A?pera Medeia (Criada), de Luigi Cherubini, no TMRJ; Joca, Juca e o PA� de Jaca (Joca) em sua premiA?re mundial; O Cavalinho Azul (MA?e), de Tim Rescala, e a A?pera La Cenerentola (Clorinda), de Rossini, no TMRJ. Participou do XVII Festival de A�pera de Manaus cantandoA�Un Ballo in Maschera (Oscar), de Verdi; e Parsifal (Segunda Dama e Primeiro Escudeiro), de Wagner, ambas sob a regA?ncia de Luiz Fernando Malheiro. Gravou DVD como solista na Missa Pastoril do Padre JosA� MaurA�cio Nunes Garcia. Integra o coro do TMRJ, Conjunto CalA�ope e o Trio Reali com a formaA�A?o de canto, trompete e cravo.

A Menina das Nuvens
A Menina das Nuvens

 

Sobre a criadora dos cenA?rios e figurinos a�� Rosa MagalhA?es

A� membro da Academy of Television Arts and Sciences, dos Estados Unidos, desde que recebeu o PrA?mio Emmy em 2008, pelos figurinos das cerimA?nias de abertura dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. Rosa A� formada pela Escola de Belas Artes da UFRJ, onde lecionou Cenografia e IndumentA?ria, e pela Escola de Teatro da Uni-Rio. Ao longo de 40 anos de carreira, criou cenA?rios e figurinos para diversas montagens, como a do balA� A SagraA�A?o da Primavera, no Theatro Municipal de SA?o Paulo (2013). Rosa tambA�m tem colaborado, recentemente, para vA?rias produA�A�es operA�sticas, criando cenA?rio e figurinos para A Raposa Astuta, no Teatro Amazonas (2013); os figurinos da A?pera A�a Ira, de Roger Walters, no Theatro Municipal de SA?o Paulo (2013), e ainda os figurinos para Lulu e para I Puritani, no Festival de A�peras de Manaus (2012). TambA�m em 2012, elaborou os figurinos para a peA�a Ricardo III, de Shakespeare, para o Royal Shakespeare Theatre, na cidade natal do dramaturgo inglA?s, Stratford-upon-Avon. Como carnavalesca, A� campeA? de sete carnavais e recebeu sete Estandartes de Ouro do jornal O Globo.

 

Sobre o diretor de cena a�� William Pereira

Um dos mais importantes e representativos diretores de teatro e A?pera no Brasil, iniciou sua formaA�A?o artA�stica com o estudo de piano, de 1970 a 1982 e graduou-se em DireA�A?o Teatral pela Escola de ComunicaA�A�es e Artes da Universidade de SA?o Paulo, em 1987. Fez estA?gio em DireA�A?o OperA�stica na English National Opera e na Royal Opera House, em Londres, nos anos de 1992 e 1993, em produA�A�es dirigidas por David Pountney, Harry Kupfer, Eliaj Moschinsky e Antoine Vitez. Dirigiu nas principais casas de A?pera do paA�s, nas quais se destacam suas produA�A�es de Pedro Malazartes, de C. Guarnieri, Colombo, de Carlos Gomes, e Olga, de J. Antunes, O Morcego, de J. Strauss, I Pagliacci, de Leoncavallo, no Theatro Municipal SP, Os Pescadores de PA�rolas, de Bizet, no Theatro Municipal RJ, O Messias, de HA�ndel,A�Il Guarany, de Carlos Gomes, no Theatro da Paz em BelA�m, Carmen, de Bizet, e Olga, no III Festival de A�pera de BrasA�lia, Madama Butterfly, de Puccini, Le Nozze de FA�garo, de Mozart, Pills RomA�o et Juliette, de Gounod, Le Dialogue des Carmelites, de Poulenc, I Puritani, de Bellini, a estreia nacional de As Aventuras da Raposa Astuta, de JanacA�k, e a estreia mundial de Onheama, de JoA?o Guilherme Ripper, no Festival Amazonas de A�pera no Teatro Amazonas, de Manaus. Entre os vA?rios prA?mios recebidos, destacam-se o PrA?mio Governador do Estado-SP, TrofA�u Mambembe, APCA e PrA?mio Shell.

 

Sobre o diretor musical e regente a�� Roberto Duarte

Roberto Duarte A� um dos mais requisitados regentes brasileiros. Fez seus estudos no Rio de Janeiro (UFRJ), aperfeiA�oando-se mais tarde na ItA?lia e na Alemanha com bolsa especial do DAAD. Sua carreira Internacional comeA�ou ao receber o PrA?mio Serge Koussevitzky, no Concurso Internacional de RegA?ncia do Festival Villa-Lobos, em 1975. Entre as principais orquestras que tem dirigido fora do Brasil estA?o a Tonhalle Orchester ZA?rich, Orchestre de la Radio Suisse Romande, Moscow Chamber Orchestra, Tchaikowsky Symphony Orchestra Moscow e a Bruckner Sinfonie Orchester Linz, entre outras. Foi Regente Titular e Diretor ArtA�stico da Orquestra SinfA?nica da Escola de MA?sica da UFRJ (1981a��1994), da Orquestra SinfA?nica do ParanA? (1998-1999) e da Orquestra Unisinos, no Rio Grande do Sul (2003-2006), fundador e Diretor Musical da Orquestra do Theatro SA?o Pedro, em SA?o Paulo (2010-2012). Duarte recebeu da AssociaA�A?o Paulista de CrA�ticos de Arte (APCA) o prA?mio de Melhor Regente do Ano de 1994 e 1997. Em 1996 recebeu da Funarte, o PrA?mio Nacional da MA?sica, como regente. Em 2001 e 2010 o PrA?mio Carlos Gomes como regente e revisor. Foi professor RegA?ncia e PrA?tica de Orquestra na UFRJ; ministrou masterclasses em vA?rios estados brasileiros e tambA�m no Chile, GrA�cia, SuA�A�a e ItA?lia. Integrou parte do Conselho Estadual de Cultura do Estado do Rio de Janeiro. A� membro da Academia Brasileira de MA?sica, da Academia Brasileira de MA?sica e Letras e da Academia Nacional de MA?sica.

Fotos: Paulo Lacerda

 

SERVIA�O:

 

A Menina das Nuvens a�� Aventura musical em trA?s atos de Heitor Villa-Lobos

Coro e Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

 

ProduA�A?o original do PalA?cio das Artes (Belo Horizonte/MG)

DireA�A?o a�� William Pereira

RegA?ncia a�� Roberto Duarte

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (PraA�a Floriano, s/n, Centro a�� Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9191)

Dias 23, 27 e 31 de outubro, A�s 20h

Dias 25 e 28 de outubro e 1A? de novembro, A�s 17h

 

PreA�os: R$ 504 (frisa/camarote), R$ 84 (plateia/balcA?o nobre), R$ 60 (balcA?o superior) e R$ 30 (galeria).

Desconto de 50% para portadores de necessidades especiais, idosos e estudantes.

 

Capacidade: 2.227 lugares

ClassificaA�A?o etA?ria: 5 ano

DuraA�A?o: 150 minutos (com dois intervalos)

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