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TMRJ apresenta o balé “Coppelia”

Desde sua estreia, em 1870, na Ópera de Paris, Coppélia tem mantido intacto o encanto que o transformou em um dos ballets mais populares do mundo e presença obrigatória no repertório bupropionxl das grandes companhias clássicas.

SERVIÇO

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Floriano s/n° – Centro
Informações: (21) 2332-9191

Dia 27 de outubro, às 20h30 (estreia)
Dias 28/10 e 4/11, às 16h.
Dias 1, 6 e 7/11, às 20h.
Dia 3.11,  às 20h30

Preços:
Frisas e camarotes (6 lugares) ……………….. R$ 504,00
Plateia e balcão nobre ……………………………. R$    84,00
Balcão superior …………………………………….. R$    50,00
Galeria ………………………………………………….. R$     25,00

Desconto de 50% para estudantes e idosos
Classificação etária: Livre

A partir de 27 de outubro, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro, vinculado à Secretaria de Estado de Cultura, apresenta nova temporada até 7 de novembro, com direção artística de Dalal Achcar. Nos papeis principais estarão as estrelas do Ballet do Theatro Municipal – Claudia Mota, Karina Dias e Márcia Jaqueline, e Cícero Gomes, Denis Vieira e Filipe Moreira –, dirigido artisticamente por Hélio Bejani. A Orquestra Sinfônica do TM será conduzida pelo Maestro Jésus Figueiredo.

É sempre um prazer apresentar Coppélia, com os belos cenários e figurinos de José Varona. A história divertida e lúdica ganha ainda mais brilho com a direção artística de Dalal Achcar, na execução da coreografia de Enrique Martinez. É, sem dúvida, um programa para a família toda”, comenta Carla Camurati , presidente da Fundação Teatro Municipal.

A coreógrafa Dalal Achcar, diretora artística desta montagem, ressalta a importância da obra para o Theatro Municipal: “Coppélia é um marco para todos nós. Foi o espetáculo que lançou a bailarina Ana Botafogo e um dos mais belos do repertório”.

Baseado no conto Der Sandmann (O homem de areia) de Ernest Hoffman, de 1815, o ballet Coppélia foi coreografado originalmente por Arthur Saint-León, que também assinou o libreto com Charles Nuitter. Foi o primeiro grande ballet clássico a incluir danças folclóricas como mazurcas, polcas e czardas, escolhidas por Delibes, autor da partitura, para dar mais realismo à obra.

No Theatro Municipal do Rio, foi apresentado inicialmente em 1918, pela Cia. de Anna Pavlova. Desde 1981, quando Ana Botafogo fez sua estreia com grande sucesso no BTM, o Theatro Municipal apresenta a versão do coreógrafo cubano Enrique Martinez, criada originalmente para o American Ballet Theater e que se tornou uma unanimidade, adotada pelas maiores companhias do mundo.

Hélio Bejani, diretor do Ballet do TMRJ, resume: “Coppélia, traz nossa companhia de volta à essência do ballet clássico, onde os bailarinos poderão mostrar toda sua competência na condição que nos diferencia como únicos no país: a de preservar a historia do ballet de repertório. É um clássico cheio de amor, encanto e magia. Uma boa oportunidade de diversão, com uma dose grande de emoção”.

Um dos pontos altos de Coppélia é a música de Lèo Delibes, como explica o Maestro Silvio Viegas, Diretor Artístico e Maestro Titular da OSTM “O mais interessante de Delibes é que, por ser um compositor acadêmico, criou uma estrutura sólida e pensada em comum acordo com a dança, sendo fundamental para a formação de uma unidade. A sinfônica de Delibes é considerada um dos melhores exemplos de música para o balé de qualquer época. Ela é o divisor de águas na história da música feita especialmente para o balé”, completa.

Sinopse

Dividido em três atos, o ballet se passa na aldeia da Cracóvia, na Polônia, onde vive a jovem e bela Swanilda e seu noivo, Franz. Este, no entanto, não consegue disfarçar o interesse por uma misteriosa jovem que avista com frequência no balcão da casa do Dr. Coppélius, velho artesão, misterioso e extravagante. Enciumada, Swanilda decide ir com suas amigas até a casa do artesão, aproveitando-se de um descuido do pobre homem, que deixa sua chave cair na praça, durante uma festa. Sem saber dos planos de sua noiva, Franz aproveita para ir também à casa do artesão. As moças descobrem que a tal jovem que atraíra Franz não passa de uma boneca mecânica, como os muitos brinquedos feitos pelo Dr. Coppélius.

Ao ouvirem passos, todas conseguem fugir menos Swanilda, que para se safar, veste as roupas da boneca e assume seu lugar. Franz a vê e a corteja. Quando vê a cena, Coppélius resolve aproveitar a ocasião para usar seus conhecimentos de magia para passar a alma Franz para a boneca, por meio de uma forte poção que oferece ao rapaz. Swanilda entra na brincadeira e começa a se mexer, como se as intenções do velho tivessem dado certo. Senil, ele acredita ter dado vida à boneca.

Preocupada com o estado de Franz, a moça resolve levá-lo dali, revelando sua identidade ao artesão e derrubando todos os brinquedos. Recuperado da embriaguez causada pela poção, Franz percebe como foi tolo e pede perdão à Swanilda. Na festa de casamento dos dois, surge o Dr. Coppélius, arrasado pelo prejuízo dos brinquedos quebrados. Com pena do solitário homem, o casal lhe dá o dote de casamento como indenização e todos na aldeia festejam.

Dalal Achcar, coreógrafa

Bailarina, professora de dança e coreógrafa, Dalal Achcar é considerada uma das mais importantes educadoras de dança no Brasil. Estudou ballet em renomadas escolas de Nova York, Londres e Paris e foi presidente da Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro durante dois períodos. Como coreógrafa, notabilizou-se por vários trabalhos, como Floresta Amazônica, versão para o ballet da obra de Villa-Lobos, apresentado em 1975 no I Festival de Inverno de Dança em várias cidades do Brasil e estrelado por Margot Fonteyn.

Outro grande sucesso de Dalal foi o pas de deux Something Special, dançado por Natalia Makarova e Anthony Dowell, sobre música de Ernesto Nazareth. Ela ainda assinou as coreografias de Cinderela, musical que lançou Ana Botafogo em 1979; Sonho de uma noite de carnaval, onde fez uma homenagem à música popular brasileira e aos diversos ritmos do Brasil; e o musical Branca de Neve, grande sucesso de 1981. Dalal é autora também de obras como Cenas Brasileiras, Com Amor e pelas versões de O Quebra-Nozes e Don Quixote. Em 2008, Dalal assinou a coreografia de A Noviça Rebelde, de Charles Möeller e Claudio Botelho.

Jésus Figueiredo, maestro convidado

Natural do Rio de Janeiro, Jésus Figueiredo é formado em Regência, em Órgão de Tubos e é Mestre em Acústica Musical pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Desde 1999, é Maestro do Theatro Municipal, onde trabalha diretamente com o Coro e também com a Orquestra Sinfônica. Nos últimos anos, vem se dedicando à regência de ballets.

Com o Ballet do Theatro Municipal, a Escola do Teatro Bolshoi do Brasil e a Cia. Brasileira de Ballet regeu títulos como Les Sylphides, O Quebra-Nozes, Coppélia e Don Quixote, além de ter preparado a Orquestra Sinfônica que acompanhou em 2011 e 2012 as temporadas brasileiras respectivamente do Balé Kirov de São Petersburgo (Rússia), em O Lago dos Cisnes, e do Ballet do Alla Scala de Milão (Itália), em Giselle. Jésus Figueiredo já esteve à frente de orquestras como a Sinfônica de Minas Gerais, a Filarmônica do Ceará, a Acadêmica do Teatro Colón de Buenos Aires, a da Ópera de San Juan (Argentina) a da Sinfônica Brasileira O&R, entre outras.

Solistas

Cláudia Mota (Swanilda)

Carioca, Cláudia Mota iniciou seus estudos com Valéria Moreira, formando-se pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa.  Trabalhou com Fernando Alonso, no Ballet de Camagüey, Cuba.  Aperfeiçoou-se no Ballet Dalal Achcar. Atualmente faz um trabalho de aprimoramento com Pedro Krazskzuk e Cecília Kerche. É Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro desde 2007. De seu repertório constam os primeiros papéis nos principais ballets de repertório da Companhia, incluindo as obras de Balanchine. Primeira bailarina brasileira a interpretar Carmen de Roland Petit no Brasil.

Foi considerada por Vasiliev a melhor intérprete de Lady Capuleto, em sua versão de Romeu e Julieta. Fez intercâmbio no American Ballet Theatre e San Francisco Ballet, indicada por Makarova e Dalal Achcar. Apontada como um dos maiores talentos dos últimos anos do Theatro Municipal e do país, foi agraciada com o Diploma de Melhores de 2005, na categoria Artes Cênicas (ballet), pela Sociedade Cultural Latino-Americana, por seu reconhecimento técnico, sua versatilidade e grande potencial artístico. Participou como bailarina convidada da Companhia do Ballet Concierto, dançando a produção do ballet Giselle com o bailarino Iñaki Urlezaga, em tournée pela Argentina. A convite do Maître de Ballet Pedro Pablo Peña participou da Internacional Gala of Étoiles of Miami, EUA.

Márcia Jaqueline (Swanilda)

Márcia Jaqueline, natural do Rio de Janeiro, é formada pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa. Aos 14 anos de idade, entra para o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde vem se destacando como Primeira Bailarina nos ballets de repertório da Companhia como Coppélia, O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, Les Sylphides, Raymonda, La Fille Mal Gardée , Onegin, Serenade, Voluntaries, Nuestras Valses, La Bayadère, Paquita, Giselle,  Don Quixote, O Quebra-Nozes, L’Arlésienne, Carmen de Roland Petit e, recentemente, Romeu e Julieta de John Cranko, obtendo grande sucesso de público e de crítica.

Representa frequentemente o BTM em diversas Galas nacionais e internacionais.  No Brasil, nas cidades de Salvador, Londrina, Joinville, Corumbá, São Paulo, Campos, Brasília, Belo Horizonte, Natal, Recife, Campo Grande-MT, Belém, Fortaleza. No exterior, apresentou-se nas cidades de Montevidéu e Punta Del Este, no Uruguai, em Assunción, no Paraguai, e na Gala Internacional de Miami, nos EUA. Márcia é Primeira Bailarina do Ballet do Theatro Municipal do RJ desde 2007, apresentando-se em todas as temporadas da Companhia. Com presença constante, como convidada, em diversas Companhias de Dança em todo o Brasil, teve atuação marcante com a Cisne Negro Cia de Dança, no espetáculo O Quebra-Nozes.

Karina Dias (Swanilda)

Nascida no Rio de Janeiro, começou seus estudos na Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (Escola Oficial do TMRJ), onde se formou no ano de 1996. Ainda aluna da Escola, participou dos seguintes espetáculos do TMRJ: O Quebra-Nozes, La Sylphide, Giselle, Don Quixote e Konservatoriet. Iniciou seu estágio no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1997, sendo contratada através de concurso público no ano de 1998. Trabalhou com renomados profissionais da dança internacional como Tatiana Leskova, Márcia Haydée, Uwe Scholz, Eugenia Feodorova, Richard Cragun, Jane Bourne, Dalal Achcar, Natalia Makarova, Vladimir Vasiliev, Dennis Gray e Eric Frederic.

Como protagonista e solista da casa interpretou os seguintes ballets – Seranade, La Sylphide, A Bela Adormecida, Giselle, Coppélia, O Quebra-Nozes, Floresta Amazônica, A Megera Domada, Canções, Doble Corchea, O Lago dos Cisnes, Gala Verdi, Les Sylphides, Onegin, La Fille Mal Gardée , Raymonda, A Criação, Sétima Sinfonia, La Bayedère e Suíte en Blanc. Foi revelada pelo público e pela crítica como um dos maiores talentos do Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Participou, como convidada, de diversos Festivais Nacionais e Internacionais.

Cícero Gomes (Franz)

Formado pela Escola Estadual de Dança Maria Olenewa (Escola Oficial do TMRJ), estudou também na Escola de Ballet da Ópera de Viena (Áustria) e na Elmhurst School for Dance by Birmingham Royal Ballet (Inglaterra). Foi bailarino da Cia. Jovem El Passo de Dança, recebendo boas críticas, com destaque para as publicadas no Jornal do Brasil (RJ), O Globo (RJ), Revista Veja (RJ), Jornal A Notícia (SC), Jornal Liberal (PA), Diário do Nordeste (CE) e Diário de Pernambuco (PE). Participa frequentemente de Galas e Festivais em todo território brasileiro e fora do país. Entre suas partners distinguem-se as grandes bailarinas Ana Botafogo, Áurea Hammerlli, Márcia Jaqueline, Cristiane Quintan, Priscilla Mota e Bettina Dalcanale.

Em sua formação clássica e contemporânea trabalhou com célebres maîtres e coreógrafos, como Dennis Gray, Dalal Achcar, Alan Leroy, Luiz Arrieta, Boris Storjokov, Erick Frederick, Vasili Sulich, Desmond Kelly, Peter Wright, Marco Pierin, Luiggi Bonino, Jean Philippe Halnaut, Cyril Atanassof, Márcia Haydée e David Parsons. Seu repertório clássico inclui O Lago dos Cisnes, Giselle, Coppélia, O Quebra-Nozes, Don Quixote, Floresta Amazônica, La Bayadère, Esmeralda, Diana e Acteon, Chamas de Paris, A Bela Adormecida, Gopak, Arlequinade, La Sylphide, O Corsário, Paquita, Romeu e Julieta, Onegin, Carmen e L’Arlesiénne.

Filipe Moreira (Franz)

Paulistano, Filipe iniciou seus estudos de ballet clássico no Núcleo de Dança Nice Leite e Ilara Lopes, trabalhando também com Ismael Guiser e Tony Sá. Em 2003, ingressou no Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, destacando-se desde então como solista, dançando todo o repertório da Cia. Foi reconhecido pela crítica e pelo público como um dos maiores talentos dos últimos tempos, dado a sua virilidade, excelência técnica, física e interpretativa. 

No BTM, desempenhou com sucesso os primeiros papéis nos ballets O Lago dos Cisnes, A Bela Adormecida, O Quebra-Nozes, Raymonda, Coppélia, Giselle, Floresta Amazônica de Dalal Achcar, Carmen de Roland Petit, Onegin e Romeu e Julieta de John Cranko. Em 2010, integrou como solista a São Paulo Companhia de Dança. Filipe é convidado para representar o Ballet do Theatro Municipal e o Brasil em várias Galas e Festivais Internacionais. Recentemente apresentou-se na Gala Internacional de Miami, nos EUA.

Denis Vieira (Franz)

Denis Vieira nasceu em Joinville, SC–Brasil. Iniciou seus estudos de dança na Escola do Teatro Bolshoi, aos oito anos de idade, onde mais tarde formou-se e entrou para a Companhia Jovem do Bolshoi–Brasil. Foi intérprete de grandes ballets como O Quebra-Nozes e Giselle. Participou de Galas em Ravello, na Itália, no Festival de Miami, EUA, e em outras cidades em todo o Brasil.

Teve oportunidade de trabalhar com renomados mestres da dança clássica como Vladimir Vasiliev, Galina Koslova, Jane Bourne, Márcia Haydée e Richard Cragun, entre outros. Desde 2010, integra o Ballet do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.   Foi a partir do sucesso de sua atuação em seu primeiro papel solo – o matador Espada, do ballet Don Quixote, com versão de Dalal Achcar – que Denis começou a interpretar os solos nos ballets A Criação de Uwe Scholz, Carmen de Roland Petit, Lensky em Onegin e Romeu em Romeu e Julieta, ambos de John Cranko. Recém-promovido a Primeiro Solista do BTM, Denis interpreta pela primeira vez o papel de Franz no ballet Coppélia de Enrique Martinez.

Outros artistas envolvidos

Direção Artística: Dalal Achcar
Cenários e figurinos: José Varona
Direção Artística do BTM: Hélio Bejani
Regência: Jésus Figueiredo

Datas de apresentações dos solistas:

– Márcia Jaqueline e Cícero Gomes – 27/10 e 4/11
– Cláudia Mota e Denis Vieira– 28/10, 1º e 7/11
– Karina Dias e Filipe Moreira – 3 e 6/11