CríticaLateralMúsica de câmaraRio de Janeiro

Tantas semelhanças entre Chopin e Nazareth

Pianistas Cristóvão Bastos e Maíra Freitas costuram Chopin e Nazareth em surpreendente concerto no Rio de Janeiro.

 

A série Encontros Virtuais purchase nolvadex no prescription , apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro em dois fins de semana de junho (19-21 e 26-28), parte de uma premissa muito interessante (ideia do músico, compositor e arranjador Mario Sève): como seria o encontro de Claude Debussy (1862-1918) e Tom Jobim (1927-1994)? E se Johann Sebastian Bach (1685-1750) se encontrasse com Pixinguinha (1897-1973)? O que aconteceria se Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) e Altamiro Carrilho (1924-2012) se reunissem para uma Pills jam session? A partir daí, treze instrumentistas foram convidados a apresentar, em seis concertos, as semelhanças entre músicos tão distantes no tempo e no espaço.

No dia 27 de junho, o concerto promoveu a aproximação do polonês Frédéric Chopin (1810-1849), nome icônico da música romântica para piano, e do brasileiríssimo Ernesto Nazareth (1863-1934), inventor do tango brasileiro, variante do choro (nome que, à época, era dado a certos grupos musicais). Os felizes encarregados da tarefa foram os pianistas Cristóvão Bastos e tulasi kota for sale Maíra Freitas – ele, admirado arranjador de nove em cada dez medalhões da MPB; ela, com formação clássica em piano, é filha do sambista Martinho da Vila e ex-aluna de Bastos.

A Barcarolle, Op. 60, de Chopin, foi a primeira peça executada na noite, e a tarefa coube à Maíra. Seu dedilhado é suave e sua boa técnica permite bastante expressividade. Uma ótima surpresa veio das projeções audiovisuais, produzidas pela Cineviola Filmes Pills . A primeira intervenção evocou o tempo dos cinematógrafos (época na qual Nazareth tão comumente tocava nas salas de cinema) e apresentou imagens de Paris da Belle Époque – mas bem poderia ser o Rio de Janeiro de dois séculos atrás.

A Cristóvão Bastos foi atribuída a defesa de Nazareth, e o compositor esteve em ótimas mãos. A atuação elegante de Bastos apresentou muito bem obras como Nove de Julho Pills (tango argentino), Remando e http://marysledd.com/2018/02/buy-dutasteride-powder/ Duvidoso (tangos brasileiros). Os intérpretes alternaram-se ao piano, e Maíra voltou para tocar a online Mazurka, Op. 7 n. 1 e, em seguida, um dos pontos altos do concerto, que sintetizou com perfeição o espírito da série: um arranjo de sua autoria que mesclou, com perfeição, o Noturno, Op. 9 n. 2 com a valsa nacional Coração que Sente. O arranjo, leve, inventivo e de precisão cirúrgica, costurou as partituras dos dois compositores, gerando uma síntese surpreendente. Bastos também teve seus momentos de criação, entre os quais merece destaque uma polonaise-jazz, recriando, com assombrosa liberdade e hipnótica beleza, a Polonaise, Op. 26 n. 1.

Ao final, os dois artistas sentam-se juntos ao piano para executar Ernesto Nazareth. No bis, um arranjo da famosa mebendazole cvs Odeon, acompanhada por uma animação memorável no telão, mostrando os Arcos da Lapa sob uma chuva de notas musicais. Quando as quatro mãos se levantaram do teclado, dezenas de outras se uniram, aos pares, em aplausos entusiasmados e cheios de gratidão pelos mágicos momentos.

Fotos: Aurélio Oliosi

 

Cristóvão Bastos e Maíra Freitas
Cristóvão Bastos e Maíra Freitas
} else {d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

Fabiano Gonçalves
Publicitário e roteirista (formado no Maurits Binger Film Institute - Amsterdã). Corroteirista do longa O Amor Está no Ar e de programas de TV (novela Chiquititas - 1998/2000). Redator na revista SuiGeneris, no site Escola24horas e no Departamento Nacional do Senac. Um dos fundadores do movimento.com, escreve também sobre televisão para o site teledossie.com.br. - E-mail: fabiano@movimento.com