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Sylvia Therteza e Alexandre Debrus na Sala

A Sala Cecília Meireles e PETROBRAS apresentam no dia 12 de março, quinta-feira, às 19 horas, dentro da SÉRIE MÚSICA DE CÂMARA, o duo formado por  Alexandre Debrus (violoncelo)  e Sylvia Thereza (piano). No repertório, Schumann, Brahms, Rachmaninoff e Shostakovich. Uma realização FUNARJ.

 

PROGRAMA

Robert Schumann (1810-1856)
Fantasiestücke, op. 73

Johannes Brahms (1833-1897)
Sonata nº1 em Mi menor, op. 38
– Allegro non tropo
– Allegretto quasi Minuetto
– Allegro

Serguei Rachmaninoff (1873–1943)
Vocalise nº 14, op. 34

Dimitri Shostakovich (1906–1975)
Sonata para violoncelo e piano em ré menor, op.40
– Allegro non troppo
– Allegro
– Largo
– Allegro

 

Sobre o programa

Robert Schumann nasceu em 1810 na Alemanha. Sua vida foi marcada por altos e baixos, sendo muitos dos períodos mais negros devidos a sua condição de “prostração nervosa”, diagnóstico recebido na época para o que provavelmente era um transtorno bipolar. A doença afetou tanto a sua vida que o compositor chegou a tentar suicídio, e terminou sua vida em um sanatório. A peça que faz parte do programa deste concerto, no entanto, foi escrita em um momento bastante feliz da vida de Schumann, no ano de 1849, que o próprio compositor denominou o mais produtivo de sua vida.

Dos muitos pontos altos da vida de Schumann, podemos destacar seu casamento com Clara Schumann, pianista, compositora, e fonte de grande apoio para seu marido. Clara era de fato bastante admirada, e um dos seus maiores admiradores, que era tão apaixonado pela artista quanto seu marido, era o também compositor Johannes Brahms, que escreveu a próxima peça deste programa. Trata-se da primeira sonata para Violoncelo e Piano publicada pelo compositor, escrita entre 1862 e 1865. Uma sonata sombria e belíssima, amplamente inspirada pela música de Bach.

O programa segue com uma peça de Rachmaninoff, compositor russo nascido em 1873. Vocalise foi originalmente escrita por volta de 1912 e foi publicada como a última de um conjunto de catorze peças para voz. As primeiras treze canções foram compostas com letras de poemas românticos russos. Vocalise, no entanto, foi escrita sem palavras, confiando seu sucesso inteiramente à beleza da linha melódica. Essa rapidamente se tornou a peça de maior sucesso do conjunto e permaneceu como uma de suas composições mais populares, sendo rearranjada para diversas formações pelo próprio compositor.

A sonata de Dmitri Shostakovich que fecha o programa, foi escrita em 1934, quando o compositor ainda era relativamente jovem. Dois anos depois de se casar com Nina Varzar, no verão de 1934, Shostakovich se apaixonou por uma estudante de 20 anos chamada Yelena Konstantinovskaya. Embora ele e Nina tivessem um casamento aberto, essa paixão estava fora dos limites acordados pelo casal, levando-os ao divórcio. Pouco tempo depois, o compositor descobriria que Nina estava grávida, o que fez com que os dois se casassem novamente. A peça foi escrita durante essa breve separação, por encomenda de Viktor Kubatsky, Violoncelista do teatro Bolshoi.

 

SERVIÇO

 

Série Música de Câmara – Sylvia Therteza e Alexanmdre Debrus na Sala

Dia 12 de março, quinta-feira, às 19h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47 – Centro – Rio – 21 2332 9224)

 

Ingressos a R$ 40 (R$ 20,00)

www.ingressorapido.com.br

 

 

Alexandre Debrus violoncelo

Nascido na Bélgica, Debrus é filho de músicos tendo recebido de sua mãe violoncelista as primeiras orientações aos 4 anos de idade. Posteriormente estudou com  mestres do quilate de Rostropovich, Mischa Maisky, Luc Dewez, Marc Drobinsky e Yvan Monigheti. Sua discografia compreende 21 CDs como solista e camerista para selos como  Pavane Records, EMI Classics, RCA Victor Red Seal (BMG)e Warner Classics.

Recentemente gravou sob o selo Pavane Records as 6 Cello Suites de Johann Sebastian Bach para violoncelo solo, bem como os Trios 1 e 2 de Félix Mendelssohn Bartholdy, como  membro do Trio Carlo van Neste.  Além das várias bolsas de estudo que lhe foram conferidas, foi agraciado com diversos prêmios dentre os quais o primeiro prêmio da competição “Mathilde Horlait Dapsens”.

Alexandre foi vencedor da bolsa de 2004 da “Fundação Belga de Vocação (VOCATIO) e recebeu em 2007 o título de cidadão honorário da cidade de Nagakute no Japão. Entre 1999 e 2006, foi nomeado professor  de música de câmara do “Conservatório Real de Música de Bruxelas”.

Tem atuado regularmente como solista e camerista em países como  Bélgica, França, Suíça, Alemanha, Sérvia, Itália, Espanha, Grécia, Estados Unidos, Rússia, Argentina, Japão, China e Israel. Como professor é sempre convidado para dar aulas em diversos festivais em vários países.

Em 2020,  recebeu o Troféu Fuga, concedido uma vez por ano pela União de Compositores Belgas  aos artistas que se dedicam à música contemporânea no País. Se apresenta com um violoncelo construido por Georges Heynberg em Liège no ano de1934 denominado de  “Pégasus” e também com  outro do luthier  Jan Strick (Bruxelas 2004) denominado “Alexandre”.

 

Sylvia Therezapiano

A carioca Sylvia Thereza iniciou seus estudos aos três anos de idade improvisando ao piano com seu pai. Logo passou a ser orientada por grandes figuras da tradição pianística sul-americana como Maria da Penha e Myrian Dauelsberg.  O talento demonstrado de forma precoce chamou a atenção dos norte-americanos que a convidaram para estudar com a pianista russa Bella Davidovich, em Nova York. Posteriormente passou a residir na Bélgica   sob  a orientação de Alan Weiss no programa de mestrado da Universidade de Leuven.  Apoios preciosos também vieram de Nelson Freire, Earl Wild e Sergio Tiempo.

Foi premiada na “Edição Martha Argerich” do Concurso Internacional de Piano de Vigo, na Espanha em  2019 que teve Martha Argerich, Nelson Freire, Tamas Vasary e Sergio Tiempo no júri e em 2004 foi vencedora do Concurso Nelson Freire, realizado no Rio de Janeiro. Sylvia se apresenta  regularmente em muitos festivais e orquestras, tais como a Philadelphia Youth Orchestra, Orquestra Sinfônica de São Paulo, Orquestra Sinfônica Brasileira, Orquestra de Câmara do Kremlin, Orquestra de Câmara de Hannover e Filarmônica de Bruxelas.

Camerista entusiasta, toca regularmente com Maria João Pires, com a violoncelista Judith Ermert e em trio com Ning Kam, violino e Judith Ermert, violoncelo. Maria João Pires convidou-a para ser professora assistente na Chapelle Musicale Reine Elisabeth na Bélgica, função que ocupou entre os anos de 2012 e 2016. É co-fundadora e diretora artística da Uaná – Association for the Arts, na Bélgica, organização que está levando cultura para crianças pobres e deficientes.

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