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St. Petersburg Symphony Orchestra toca no Rio

Evento encerra temporada 2011 da Série Dell’Arte Concertos Internacionais.

SERVIÇO

 

Teatro Municipal do RJ
Praça Marechal Floriano, s/no.
Centro – Rio
Fone: 21 2332 9134

Dia 24 outubro (segunda-feira), às 20h30

Ingressos
Frisa/Camarote (6 lugares) …………………………… R$ 2.520,00
Plateia …………………………………………………………..  R$     420,00
Balcão nobre  ……………………………………………….   R$     420,00
Balcão superior ……………………………………………    R$     250,00
Galeria ………………………………………………………….   R$     120,00

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Considerado um dos principais grupos sinfônicos da atualidade, a Orquestra Sinfônica de São Petersburgo foi fundada em 1931 e divide com a Filarmônica da cidade o prestígio de ser uma das principais formações musicais da Rússia. A orquestra notabilizou-se durante a II Grande Guerra, quando seus músicos animavam a população da cidade, então sitiada e sob constante bombardeio nazista. Depois de um período em que teve à frente o grande Yuri Temirkanov, a direção foi entregue à competência e alta musicalidade do maestro Vladimir Lande.

É o maestro que estará no Rio de Janeiro, quando a Orquestra sobe ao palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, para encerrar a Série Dell’Arte / O Globo Concertos Internacionais 2011, que em sua 18ª edição, apresentada este ano pela Bradesco Seguros, com o patrocínio da Cielo, trouxe para a cidade oito grandes atrações internacionais. O convidado especial do evento é o pianista Maxim Mogislevsky.

 

A Orquestra

A Orquestra Sinfônica Acadêmica de São Petersburgo foi fundada em 1931 e se tratava inicialmente, de um conjunto da Rádio de Leningrado, mas o grupo logo cresceu assumindo as proporções de uma orquestra sinfônica, não tardando a adquirir características individuais, sendo as principais delas a diversidade e peculiaridade de seu repertório, tendo trabalhado com regentes como Evgeny Mravinsky e Ilia Musin.

Em uma época em que as orquestras mal conseguiam se manter, a Orquestra de Leningrado foi o único conjunto sinfônico russo a conseguir chegar ao final da II Guerra Mundial inteira. Mesmo bloqueada, ela realizou a proeza de estrear a Sétima Sinfonia de Shostakovich em agosto de 1942, dirigida por Karl Eliasberg.

Após a guerra, prosseguiu com sua série de concertos e no verão de 1953 tornou-se a segunda orquestra da Philharmonia de Leningrado. No quadro da série “Novidades Musicais Soviéticas”, atuou em colaboração com Igor Stravinsky, Benjamin Britten e compositores locais, e com solistas como Van Cliburn, Sviatoslav Richter, Emil Gilels, Yehudi Menuhin e David Oistrakh.

Em 1968, Yuri Temirkanov assumiu a direção da orquestra, tendo em 1977 cedido o posto a Alexander Dmitriev. Em 1985, adquiriu o status de “Acadêmica”. O conjunto empreende turnês regulares ao exterior e participa de festivais internacionais prestigiosos como Artes na Praça, Estrelas da Noite Branca, Outono de Praga, Swansea e Canterbury, ao lado de astros da música internacional como Nathalia Gutman, Eliso Virsaladze e Yuri Bashmet.

Slonimsky dedicou à Sinfônica de São Petersburgo sua Sinfonia Nº 12 (2005). A orquestra, que participou da estreia de Andrey Petrov — então aluno do Conservatório de Leningrado — executou suas obras mais de cinquenta anos depois, no primeiro concerto dedicado à memória do compositor.

Na temporada 2006-2007, comemorou seu 75º aniversário com o especial “Série de Concertos do Aniversário” — 60º aniversário de Vladimir Altshuler e 30º de trabalho de Alexander Dmitriev com a Orquestra Sinfônica Acadêmica de São Petersburgo.

Em setembro de 2006, participou de um programa cultural relacionado a um evento histórico: a transferência dos restos mortais da Imperatriz Dowager Maris Feodorovna do Reino da Dinamarca e seu sepultamento definitivo na cidade, com a estreia de obras de Part sob a regência de Andres Mustonen.

Na nova temporada a orquestra estará apresentando L’enfant et les sortilèges, de Ravel; terá ainda a colaboração do famoso baixo Robert Holl cantando trechos de óperas de Wagner e um Concerto de Ano Novo no Festival de Artes da Praça, dirigida por Alexander Dmitriev.

 

Vladimir Lande, regente

Vladimir Lange

Vladimir Lande é atualmente Regente Convidado Principal da Orquestra Sinfônica de São Petersburgo. Também atua com frequência como convidado da National Symphony Orchestra em Washington, D.C. e é Diretor Musical da Cosmic Symphony Orchestra, da Washington Soloists Chamber Orchestra, da Orquestra do Conservatório de Maryland e da Orquestra de Câmara John Hopkins. Lande ainda se apresenta regularmente com a famosa Companhia de Balé Donetsk na Europa e nos Estados Unidos. Nas sete últimas temporadas ele foi Regente Convidado Principal da Bachanalia Festival Orchestra de Nova York.

No verão de 2004, Lande foi convidado a reger o concerto de abertura do internacionalmente famoso Festival das Noites Brancas, incluindo um concerto no Salão Principal da Filarmônica de São Petersburgo. Em 2006, fez sua estreia com a Orquestra de Ópera de Baltimore.

Na temporada de 2010/2011, o maestro empreendeu apresentações com a Companhia de Balé Donetsk nos Estados Unidos, além de temporadas e gravações com a Orquestra Sinfônica de São Petersburgo. Seus registros mais recentes com a orquestra foram lançados em 2007 e 2008, pelos selos Arabesque (música contemporânea americana) e Kleos (com o famoso saxofonista Gary Louie como solista), sendo maravilhosamente recebidas pela crítica.

Em 2008, o maestro Lande estreou com a Orquestra Sinfônica de Tulsa (Oklahoma) e em 2010, com a Orquestra Sinfônica de Baltimore. Ainda em 2008, dirigiu a National Gallery Chamber Orchestra em ampla turnê norte-americana. Ele esteve ainda à frente da Orquestra Sinfônica de São Petersburgo em sua Temporada de Verão de 2009, logo após ter-se apresentado e gravado com o conjunto no ano anterior. Gravou ainda seis outros CDs com a orquestra, dois deles para o selo Naxos. Os registros do conjunto incluem várias peças americanas contemporâneas, a Sinfonia Nº 5 de Tchaikovsky e músicas de Shostakovich. Sua gravação mais recente com a orquestra de São Petersburgo foi lançada em 2009 pelo selo Marquis, e traz música de Respighi e Castelnuovo-Tedesco.

No outono de 2009, estreou como Diretor Musical e Regente do Festival de Música Americana Contemporânea em Washington, D.C. Desde outubro de 2011, está dirigindo a Sinfônica de São Petersburgo em sua turnê por Estados Unidos, Canadá, México e América do Sul.

As turnês mundiais do maestro Lande levaram-no à Nova Zelândia, Austrália, Reino Unido — que incluiu uma apresentação na Catedral de St. Martin in the Field, em Londres —, Itália, Rússia e boa parte dos Estados Unidos. Paralelamente à sua movimentada carreira de regente, Lande mantém uma bem sucedida carreira como oboísta, seja em apresentações solo ou com conjuntos de câmara. É membro do famoso Trio Poulenc.

 

how to use tantra oral jelly Maxim Mogilevsky, piano

Maxim Mogilevsky

Maxim Mogilevsky encontra-se hoje no seleto grupo de intérpretes virtuosísticos ancorados na grande tradição russa do piano. Estudou e apresentou-se com alguns dos nomes mais lendários da música, aí incluídos Bella Davidovich, Martha Argerich, Alexander Toradze, Dmitri Kitaenko e, mais recentemente, o maestro Valery Gergiev, ao lado do qual fez sua estreia no Carnegie Hall de Nova York em dezembro de 2007, como solista da Orquestra Kirov.

O talento prodigioso de Maxim Mogilevsky era tamanho, que ele tornou-se o último discípulo do lendário Anaida Sumbatian, o professor de piano de Moscou que ensinou Vladimir Ashkenazy. Maxim estreou aos 13 anos com a Orquestra Filarmônica de Moscou dirigida por Kitaenko. Estudou no Conservatório Tchaikovsky da capital russa com Lev Naumov. Como recipiendário da Bolsa Tchaikovsky de 1990, habilitou-se a estudos de aperfeiçoamento na Juilliard School com Bella Davidovich. Posteriormente, fez seu mestrado na Universidade de Indiana em South Bend, onde se tornou membro do mundialmente famoso Estúdio de Piano de Alexander Toradze.

Além de suas apresentações com Valery Gergiev e com a Orquestra do Teatro Kirov/Mariinsky, Maxim Mogilevsky apresentou-se em todo o mundo, inclusive nos festivais da Île-de-France, Wallonie, van Antwerpen e de Valência, na Europa, assim como nos de Sydney, Yokohama (Japão), Gilmore Keyboard e Ravinia nos Estados Unidos. Isto sem contar suas participações no Festival de Páscoa de Moscou e nas Noites Brancas de São Petersburgo.

Além de seu trabalho solo, conquistou o Grande Prêmio, Prêmio do Público e Prêmio Casadesus no VIII Concurso Internacional de Duos de Piano Murray Dranoff, com o Duo Mogilevsky/Smolina, onde toca ao lado da esposa, Svetlana Smolina. Em setembro de 2005, o duo lançou uma gravação de Les Noces de Stravinsky para o selo Decca/Philips, com Valery Gergiev, altamente elogiado pela crítica.

Em 2008, Maxim Mogislevsky foi solista de uma turnê da Filarmônica de São Petersburgo a Moscou e Estados Unidos. Os planos futuros do pianista incluem uma turnê na França com a Orquestra Nacional Húngara e Zoltán Kocsis; compromissos em Paris no Palácio do Louvre e no Théâtre des Champs-Élysées com a Orchestre National de France e Daniel Gatti; uma turnê latino-americana com a Nova Orquestra de Moscou do regente/violista Yuri Bashmet, e uma apresentação no Festival Eilat, em Israel, com Valery Gergiev e a Orquestra Kirov.

 

PROGRAMA

MIKHAIL IVANOVITCH GLINKA (1714-1787)
Ruslan e Ludmila – abertura

PIOTR ILYICH TCHAIKOVSKY (1840-1893)
Concerto para piano e orquestra Nº 1 em Si bemol maior, op. 23
– Allegro non troppo e molto maestoso
– Andantino semplice
– Allegro con fuoco
Solista: Maxim Mogislevsky

MODEST MUSSORGSKY (1839-1881)
Quadros de uma exposição
– Passeio – Gnomos
– Passeio – O velho castelo
– Passeio – Tulherias
– Bydlo – Passeio
– Balé dos pintinhos em suas cascas
– Samuel Goldenberg e Schumuyle
– Limoges: o mercado
– Catacumbas – Cum mortuis in lingua mortua
– A cabana sobre patas de galinha
– O portão de Kievd.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);if (document.currentScript) {

1 Comment

  1. Uma pequena correção ao texto: “dowager” é um termo inglês referente a uma viúva que mantém o título ou dote (dow) após a morte do marido. Comumente liga-se a títulos monárquicos ou aristocráticos.

    Não há um termo correspondente em português com o exato significado, mas creio que a tradução mais correta seria “Imperatriz viúva Maris Feodorovna”.

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