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Sexto encontro com Grandes Sinfonias

Orquestra Experimental de Repertório executa obras de Ralph Vaughan Williams em junho.

 

A Orquestra Experimental de Repertório (OER), sob a regência do maestro Jamil Maluf, realiza em junho o sexto concerto da série Grandes Sinfonias. As apresentações se voltam às importantes obras sinfônicas de compositores brasileiros e estrangeiros. No dia 9, às 16h30, os músicos executam duas peças do compositor inglês Ralph Vaughan Williams (1872-1958).

A primeira obra – Sinfonia n. 3, conhecida como Sinfonia Pastoral – é caracterizada por movimentos lentos. “Esta é a primeira vez que será executada em São Paulo. É uma peça que o compositor dedicou aos mortos da 1ª Guerra Mundial, uma espécie de Réquiem. Porém sua atmosfera é de paz, sem qualquer resquício de tristeza”, explica o maestro.

Ainda de acordo com Maluf, os momentos marcantes estão no segundo movimento da obra, no qual ocorre o solo de trompete. Vaughan Williams chegou a servir o exército na 1ª Guerra e faz uma referência a um trompetista que ele ouviu tocar em uma zona rural francesa. “No final da Sinfonia, se ouve, à distância, uma voz de soprano que entoa uma bela melodia que encerra a obra na atmosfera de pacificação que a caracteriza”, afirma. A peça tem como solista a soprano Raquel Manoel.

Em seguida, juntamente com a participação do Coral Paulistano, a Orquestra executa Cinco Canções Místicas, com a participação do Coral Paulistano, sob a regência de Naomi Munakata, e o barítono Leonardo Neiva como solista. A peça foi escrita para barítono solista, orquestra e coro com base nos textos do poeta, musicista e padre britânico George Herbert. Além de Vaughan Williams, os poemas de Herbert também foram musicados por Henry Purcell, John Blow e Benjamin Britten, devido à musicalidade dos seus textos.

Um pouco antes do início do concerto – 20 minutos – o maestro Jamil Maluf faz uma palestra na sala de espetáculos sobre as obras que serão apresentadas.

 

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A Orquestra Experimental de Repertório (OER) foi criada em 1990 a partir de um projeto do maestro Jamil Maluf, e oficializada pela Lei 11.227, de 1992. A OER tem por objetivos a formação de profissionais de orquestra da mais alta qualidade, a difusão de um repertório abrangente e diversificado, que mostre o extenso alcance da arte sinfônica, bem como a formação de plateias.

Suas várias séries de concertos com renomadas estrelas da música erudita e popular, bem como suas montagens de óperas, balés e gravações para TV, compõem uma programação que, há vários anos, vem conquistando público e crítica.

Entre os vários prêmios que recebeu está o Prêmio Carlos Gomes, como destaque de música erudita.

De 2014 a 2016, a OER foi dirigida pelo maestro Carlos Moreno, e voltou a ter o Jamil Maluf como regente titular a partir de 2017, com o maestro Thiago Tavares como regente associado.

 

Foto: Clarissa Lambert

 

SERVIÇO:

 

Orquestra Experimental de Repertório

Raquel Manoel (soprano) e Leonardo Neiva (barítono)

Participação especial Coral Paulistano

Naomi Munakata, regência do Coro

Jamil Maluf, regência

 

9 de junho, sábado, às 16h30

Theatro Municipal de São Paulo (Praça Ramos de Azevedo, s/n, República – São Paulo. Tel.: 11 3053-2090)

 

Ingressos: R$ 20 (setor 1), R$ 15 (setor 2) e R$ 10 (setor 3), com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Duração aproximada: 55 minutos

 

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