NotíciaÓperaProgramaçãoRio de Janeiro

Série Ópera na Sala apresenta “Renaud”

André Heller-Lopes dirige ópera barroca de Antonio Sacchini na Sala Cecília Meireles. Order

 

A ópera Renaud, de Antonio Sacchini, com libreto de Jean-Joseph Le Boeuf e Nicolas-Etienne Framery, abre a série Ópera na Sala nos dias 21 de março, sábado, às 20 horas, e 22 de março, às 17 horas, na Sala Cecília Meireles. Executam a obra a Orquestra Sinfônica Brasileira, regida por Bruno Procopio, e os cantores Luisa Francesconi (mezzo-soprano), Geilson Santos (tenor), Marianna Lima (soprano), Pills Nívea Raf (soprano), Pills Leonardo Pascoa (barítono) e Murilo Neves (baixo). A direção cênica é de André Heller-Lopes (na foto).

Em sua primeira execução no Brasil, essa ópera barroca, cuja estreia ocorreu em Paris, em 1783, é uma tragédia lírica em três atos e se passa na Primeira Cruzada, narrando a turbulenta história de amor entre a princesa e feiticeira síria Armide (Francesconi) e o cavaleiro cruzado Renaud (Santos).

Antes da récita de sábado (às 19 horas), quem já tiver ingressos para o espetáculo poderá participar do Encontro com o Artista, no Espaço Guiomar Novaes, anexo à Sala. No bate-papo com os intérpretes, o público terá a oportunidade de conhecer mais detalhes da obra que será apresentada em seguida.

 

Sobre os artistas

O mineiro Bruno Procopio é maestro e cravista, formado por professores como Marcelo Fagerlande, Pierre Hantaï e Christophe Rousset. Em 1996, obteve a primeira colocação no concurso de entrada para o Conservatoire National Superieur de Musique et Danse de Paris. Em junho de 2001 obteve dois Primeiros Prêmios no CNSM de Paris – em cravo e em música de câmara. Como cravista, gravou, com grande reconhecimento da crítica, CDs com obras de Bach, Couperin, Marcos Portugal e Rameau. Regeu as orquestras do Teatro Amazonas, da Universidade Católica do Chile e Sinfônica Brasileira (com a qual apresentou, em 2012, no Theatro Municipal do RJ, récita da ópera Order O Ouro não Compra o Amor, do luso-brasileiro, Marcos Portugal – leia crítica aqui libby rx kaboom ).

O diretor André Heller-Lopes doutorou-se pelo King’s College de Londres e é professor da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especializou-se na San Francisco Opera e na Royal Opera House, Covert Garden. Recebeu por três vezes o Prêmio Carlos Gomes como melhor diretor cênico. Já encenou obras como Tristão e Isolda, em Manaus; Anjo Negro, de J. G. Ripper, no Rio de Janeiro; Tosca, na Kleinesfestspielhaus de Salzburgo; Rigoletto, em Buenos Aires; e Macbeth, no Teatro Solis, em Montevidéu. Recebeu o Prêmio Internacional Britten 100 Awards pela produção de Sonho de Uma Noite de Verão, de Britten, no Rio de Janeiro (leia crítica aqui).

Luisa Francesconi é mezzo-soprano nascida em Brasília, onde iniciou sua carreira nas produções de Madame Butterfly (Kate Pinkerton) e La Traviata (Flora), na temporada do Teatro Nacional. Maddalena, em Rigoletto, foi sua estreia no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Seu http://www.uniqueinfosys.com/2018/02/02/procardia-for-labor-and-delivery/ début em papéis en travesti se deu com Orfeo, em Orfeo ed Eurídice. Desde então vem interpretando personagens deste tipo com grande sucesso. Luisa interpreta diversos papéis mozartianos e rossinianos, como Dorabella em Così Fan Tutte; Zerlina em Don Giovanni; Rosina em O Barbeiro de Sevilha; Isabella em L’Italiana in Algeri e a protagonista de La Cenerentola. Também no repertório barroco, se distingue por sua facilidade na execução de coloratura. A cantora vem se destacando na ópera Carmem, tendo participado de diversas produções, incluindo a premiada produção de Marcelo Lombardero, que foi apresentada na Cidade do México e em Montevidéu.

Tenor, bacharel em Canto pela Uni-Rio e Conservatório Brasileiro de Música do Rio de Janeiro, Purchase Geilson Santos formou-se no Conservatório de Música de Rouen, na França. Vencedor do Concurso Internacional de Canto Bidu Sayão, tem vasto repertório operístico e sinfônico, destacando-se em Monsieur Choufleuri (Offenbach); La Vie Parisienne (Offenbach); Au Pays du Souriree (Lehar); Don Pasqualle (Donizetti); Ali Baba (Le Coq); Ça Ira (Roger Waters); Pills Ariadne auf Naxos (Strauss), bem como os oratórios Missa Solemnis (Beethoven); Missa em Dó Menor (Mozart); Réquiem (Padre José Maurício), entre outras. Além de solista, participa também com o Quarteto Colonial nos projetos Sonora Brasil pelo Sesc em todo o país. Participou da gravação dos CDs em comemoração à vinda da Família Real ao Brasil, com a Orquestra Sinfônica da UFRJ, sob regência do maestro Ernani Aguiar.

 

Foto do post: Ana Liao

 

SERVIÇO:

Renaud

Ópera em três atos de Antonio Sacchini

Orquestra Sinfônica Brasileira

Bruno Procopio, regência

André Heller-Lopes, direção cênica

 

21 de março, sábado, às 20 horas

22 de março, domingo, às 17 horas

Sala Cecília Meireles (R. da Lapa, 47, Centro – Rio de Janeiro. Tels.: 21 2332-9223 e 2332-9224)

 

Ingressos a R$ 40 (inteira), à venda na bilheteria e no site Ingresso.com.

 

Elenco:

Luisa Francesconi (mezzo-soprano): Armide

Geilson Santos (tenor): Renaud e Tisiphone

Marianna Lima (soprano): Antiope, Doris, Coryphée e Jeux Folâtres

Nívea Raf (soprano): Mélisse, Coryphée e Que l’éclat

Leonardo Pascoa (barítono): Ronald Bauer, Hidraot e Tissapherne

Murilo Neves (baixo): Adrasta, Arcas e Mégère

 

Associação de Canto Coral

Jésus Figueiredo, regente preparador

 

Fabio Retti, desenho de luz

Priscila Bomfim, pianista preparadora

d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

Leave a Response

movimento.com
Responsável pela inclusão de programação e assuntos genéricos no blog.