Artigo

Série “A moral e as óperas”: La traviata

Caros amigos, estamos iniciando uma série que, para ter o seu objetivo alcançado, precisa do retorno e das opiniões de cada um dos nossos usuários, que achem interessante o debate.

A série terá como mediador e consultor o Marcus Góes, de quem partiu a belíssima ideia.

 

viamedic complaints Em “La traviata”, teria Giorgio Germont direito de pedir a Violeta que se separasse de Alfredo pelos motivos alegados?
Na ópera “La Traviata” (1853), de Verdi, com libreto de Piave, baseado em obra de Dumas Filho,Violeta, cortesã (prostituta de luxo) parisiense e Alfredo, jovem de boa família provençal, apaixonam-se e ela muda inteiramente de vida, indo morar com Alfredo em casa de campo retirada, mantida mais com os recursos dela que dele. Ambos passam a viver em total felicidade, embora não se casem oficialmente.

Essa felicidade é interrompida pela intervenção de Giorgio Germont, pai de Alfredo, que procura Violeta a sós na casa dela e pede-lhe que se separe imediatamente de Alfredo porque, sabedor da ligação deste com Violeta, o noivo da irmã de Alfredo se recusa a casar-se com ela, exigindo o rompimento para que não haja máculas na família . O velho Germont julga que seu dever é defender a honorabilidade da família afastando-a de uma ex-cortesã de vida fácil.
Pergunto aos internautas: qual a opinião de cada um? Giorgio Germont tinha direito a tal atitude?

Não se esqueçam de que os valores morais da época (meados dos XIX) eram muito diferentes dos de hoje. As famílias procuravam preservar preceitos da religião e da moral recomendada em seus círculos sociais e assim por diante.

O  “movimento” aguarda as opiniões.

MARCUS GÓES- MEDIADOR E CONSULTOR