Curiosidade

Sergei Prokofiev no cinema

Uma curiosidade deste grande compositor que também se dedicou a compor trilhas de filmes, sempre com imenso sucesso.

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Sergei Prokofiev

Sergei Sergeievitch Prokofiev nasceu em 1891 na Ucrânia e, na sua juventude, participou de protestos estudantis, tendo, mais tarde, de pagar o preço de suas convicções progressistas que manteve até o fim de sua vida. De sua personalidade, sabe-se que foi um homem pouco expansivo, silencioso e relativamente severo, com gosto pela ordem e pela seriedade no trabalho.

Com a revolução russa de 1917, saudada pelo compositor, não foi possível que ele trabalhasse à vontade. Por isso, Prokofiev exilou-se no exterior durante vários anos, primeiro nos EEUU, onde gozou de grande prestígio como pianista e compositor. Em 1938, voltou definitivamente para a União Soviética e, conhecendo o cineasta Sergei Eisenstein, passou a dedicar-se à criação de trilhas sonoras dos filmes cinematográficos desse cineasta.

Entretanto, sua primeira trilha foi a do filme “O Tenente Kijé”, do diretor Feinzimmer produzida antes de conhecer Eisenstein. Quando Prokofiev voltara temporariamente à URSS em 1933, não mais existiam os movimentos vanguardistas imediatamente posteriores revolução de 1917. A política em vigor exigia dos artistas maior comunicação com o público e, aderindo à nova ordem , Prokofiev simplificou enormemente seu estilo, mas continuou criando obras de qualidade como o balé “Romeu e Julieta”e a trilha do filme “Alexander Newsky”.

Como inovador que foi, o compositor seguramente suscitou polêmicas: uns aplaudiam e aprovavam uma renovação radical na linguagem musical, enquanto outros defendiam uma arte voltada para o público mais amplo. Todos concordavam que Prokofiev sempre foi um músico de indiscutível valor mesmo quando em “posição errada”.

 

Trilhas de “Ivã, o terrível” e ” Alexander Nevsky”

Uma ilustração da obra

Em 1942, Sergei Prokofiev mudou-se para o Turquestão onde cineastas como Eisenstein se refugiaram, e lá ele escreveu a espetacular, senão formidável, música para a trilha sonora do filme “Ivã o Terrível” obra que mais tarde transformou no Oratório homônimo, Opus 116.

Prokofiev, em sua carreira, percorreu os caminhos que vão do complexo ao simples, do revolucionário ao tradicional, do intelectual ao lírico, criando obras que o colocaram entre os maiores compositores da primeira metade do século XX. Em suas origens sua música está ligada à profunda renovação formal sofrida pela arte ocidental nas duas primeiras décadas deste século.

Na Rússia, os anos que antecederam à eclosão da 1a. Guerra Mundial, foram marcados por turbulentas crises que, como é sabido, levaram o país à Revolução de 1917 e à instalação do regime comunista. Como já referimos, depois que Prokofiev conheceu Sergei Eisenstein, passou a produzir trilhas sonoras para as criações desse cineasta, no qual encontrou um colaborador ideal para aquele gênero de trabalho.

No final de 1938 Prokofiev terminou a belíssima partitura da Cantata Älexander Newsky, Opus 78, para mezzo-soprano (ou contralto), coro e orquestra, estreada em Moscou em maio de 1939. Dessa cantata, Prokofiev escolheu 7 movimentos para serem usadas no filme homônimo. Em 1945, apesar de sofrer de hipertensão arterial, Sergei Prokofief continuou compondo e, em 1953, faleceu vítima de hemorragia cerebral deixando grande número de partituras inacabadas.

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1 Comment

  1. Caro Aristides, permita-me uma observação sobre a Cantata Alexandre Nevsky. Prokofiev primeiro escreveu a trilha sonora do filme, e depois extraiu sete dos movimentos para compor a Cantata. Os manuscritos da trilha sonora foram confiscados ainda incompletos, já que, para o governo, o que importava era cumprir o cronograma da filmagem. Depois de utilizados no filme, se perderam. Recentemente, musicólogos o reconstruíram a partir do próprio filme, e há uma estupenda gravação pela Sinfônica de São Petersburgo, com regência de Yuri Temirkanov.

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Aristides A. J. Makowich
Dedica-se à música desde quando freqüentou o Conservatório da Sociedade Dramático-Musical Carlos Gomes, de Blumenau. Há mais de 20 anos, está voltado à divulgação da música clássica no programa "A música dos grandes mestres" em Londrina. Publicou artigos sobre música clássica e seus compositores, nos jornais desta mesma cidade.