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São Paulo Cia de Dança em BH

Grupo mostra Bachiana nº1, do mineiro Rodrigo Pederneiras, Theme and Variations, de George Balanchine e Sechs Tänze, de Jirí Kylián, nos dias 28 e 29 de julho.

SERVIÇO

 

Sesc Palladium
Rua Rio de Janeiro, nº 1046 – Centro – Belo Horizonte (MG)

Dias 28 (sábado) e 29 de julho (domingo), às 20h30 e 19h. respectivamente

Valor do ingresso: R$ 40,00 (inteira) e R$ 20,00 (meia-entrada)

 

Após três anos da última apresentação em Belo Horizonte, a São Paulo Companhia de Dança, mantida pelo Governo do Estado de São Paulo, retorna à cidade. O grupo, dirigido por Inês Bogéa – que foi bailarina do Grupo Corpo por 12 anos e crítica de Dança da Folha de S. Paulo, sobe ao palco no Sesc Palladium, para apresentar três de suas obras: Bachiana nº1, do mineiro Rodrigo Pederneiras, Theme and Variations, de George Balanchine e Sechs Tänze, de Jirí Kylián. A última apresentação da Companhia em BH foi em 2009, no Palácio das Artes.

 

Em Bachiana nº 1, Pederneiras, coreógrafo residente do Grupo Corpo, de BH, se inspirou na Bachianas Brasileiras nº1, de Heitor Villa-Lobos. “É uma obra inusitada, um conjunto de oito violoncelos, que traz um toque de paixão, de explosão, e que, ao mesmo tempo, é delicada e sutil. A coreografia, dividida em três movimentos, evidencia a brasilidade, o romantismo e a paixão do nosso povo”, fala o coreógrafo, que criou a obra especialmente para a SPCD. “Bachiana nº1 tem o estilo da Companhia, mostra a qualidade de cada um dos intérpretes, e ao mesmo tempo mantém certas características do meu trabalho”, afirma.

“Sou uma capixaba mineira. Morei em BH durante 14 anos e vim para cá para dançar, primeiro no palácio das Artes, depois no Grupo Compasso e no Grupo Corpo – minha morada da dança por 12 anos. Voltar a Belo Horizonte pela segunda vez, à frente da São Paulo Companhia de Dança, é um prazer e sobretudo um tempo de reencontro com os amigos e com essa cidade que tanto gosto. E dessa vez tem algo especial, pois apresentaremos a Bachiana nº 1 que o Rodrigo Pederneiras criou especialmente para a SPCD nesse ano”, fala Inês Bogéa, diretora artística da Companhia.

 

SOBRE AS OBRAS

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Bachiana nº1 (2012)

Coreografia: Rodrigo Pederneiras

Música: Bachianas Brasileiras nº1, de Heitor Villa-Lobos

Execução: Violoncelistas da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) com participação especial de Antônio Meneses e regência de Roberto Minczuk (gravação selo BIS, 2003)

Iluminação: Gabriel Pederneiras

Figurino: Maria Luiza Malheiros Magalhães

Assistente de coreografia: Ana Paula Cançado

Inspirado pela Bachianas Brasileiras nº 1, de Heitor Villa-Lobos, Rodrigo Pederneiras criou para a São Paulo Companhia de Dança a obra Bachiana Nº 1, peça em que a dança responde à estrutura íntima da música. A coreografia, dividida em três movimentos, evidencia a brasilidade, o romantismo e a paixão do nosso povo. Para o coreógrafo, “é um balé abstrato e apaixonado. Os violoncelos que se sucedem a cada parte da música já traduzem o gesto em si”, e dessa afinação entre som e movimento surge a obra, que ganha acentos particulares no corpo de cada intérprete. Em Bachiana Nº 1, pode-se reconhecer a linguagem característica desse grande coreógrafo da dança brasileira, bem como as nuances de uma criação específica para bailarinos de uma companhia de repertório, em que a versatilidade dos intérpretes traz novas ênfases à linguagem de Pederneiras.

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Theme and Variations (1947)

Coreografia: George Balanchine (1904-1983)

Remontador: Ben Huys

Música: Movimento final da Suíte nº3 para Orquestra em G Maior, Op. 55, de Piotr Ilitch Tchaikovsky (1840-1983)

Balanchine evoca o período de florescimento da dança clássica com Theme and Variations. O movimento final da Suíte nº3 consiste em 12 variações. No início, 12 bailarinas e um casal principal apresentam os temas que serão retomados ao longo da coreografia. A obra exige muito dos intérpretes, pois como todas as obras de Balanchine, o vigor técnico, a leveza, a força, habilidade nos desequilíbrios e virtuosismo são necessários. No desenrolar da obra, o casal intercala sua participação com o corpo de baile e o trabalho termina com uma grande polonaise para 26 bailarinos.

 

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Sechs Tänze (1986)

Concepção, coreografia, cenografia e figurinos: Jirí Kylián

Música: Sechs Deustsche Tänze KV 571, de Wolfgang Amadeus Mozart

Remontador: Patrick Delcroix

Desenho de luz: Joop Caboort

articulo 220 Adaptação técnica: Erick van Houten

Execução de figurinos e cenário para a SPCD: Fábio Brando | FCR Produções Artísticas

Sechs Tänze, de Jirí Kylián é um trabalho que une dança e humor. O coreógrafo compôs seis peças aparentemente sem sentido que dialogam para protestar e fazer uma crítica aos valores vigentes à época em que as Sechs Deustsche Tänze KV 571, de Mozart, foram compostas. Nas palavras de Kylián: “A música de Mozart foi o principal elemento para a criação de Sechs Tänze. Ele deveria ser engraçado, porque entendia e sabia fazer humor. A música é muito importante em um balé, qualquer que seja ele. E nessa montagem ela é mais rápida do que a dança. Para dançar Sechs Tänze é preciso ser veloz e colocar uma máscara. É como ser e não ser você em determinados momentos. É como ser manipulado hoje, amanhã, ontem. Fingir querer ser. Ou não.” A SPCD é a primeira companhia no Brasil a dançar uma obra de Kylián.

 


São Paulo Companhia de Dança

Direção artística: Inês Bogéa

A São Paulo Companhia de Dança foi criada em janeiro de 2008 pelo Governo do Estado de São Paulo e é dirigida por Inês Bogéa, doutora em Artes, documentarista e escritora. Ao longo desse período a Companhia foi assistida por um público de mais de 180 mil pessoas nas diferentes cidades do Brasil e do exterior.

A SPCD apresenta um repertório variado, que vai do clássico ao contemporâneo. Na temporada 2012, você poderá ver obras clássicas como Theme and Variations, de George Balanchine e Dois a Dois (Grand Pas de Deux de Dom Quixote e de O Quebra-Nozes, de Marius Petipa e Lev Ivanov); obras modernas como Gnawa, de Nacho Duato; Sechs Tanze, de Jirí Kylián; Bachiana nº1, de Rodrigo Pederneiras e In the Middle, Somewhat Elevated, de Willian Forsythe, além de obras contemporâneas como Inquieto, de Henrique Rodovalho, Ballet 101, de Eric Gauthier e Supernova, de Marco Goecke. A cada apresentação você poderá perceber as diferenças e as continuidades entre os estilos da dança cênica. A SPCD busca uma conexão com a plateia pela paixão, curiosidade e percepção do mundo da dança em movimento.

Além das apresentações em cidades do Estado de São Paulo, em 2012, você poderá assistir a São Paulo Companhia de Dança em Goiânia, Belo Horizonte, Vitória, Recife, Porto Alegre, Neuss (Alemanha) e Haia (Holanda).

 

A dança tem muitas histórias, e para revelar um pouco delas a Companhia criou a série de documentários Figuras da Dança que traz para você essa arte contada por quem viveu. A série conta hoje com 17 episódios: Ady Addor, Ismael Guiser (1927-2008), Ivonice Satie (1950- 2008), Marilena Ansaldi, Penha de Souza, Antonio Carlos Cardoso, Hulda Bittencourt, Luis Arrieta, Ruth Rachou, Tatiana Leskova, Angel Vianna, Carlos Moraes, Márcia Haydée, Décio Otero, Sônia Mota, Célia Gouvêa e Ana Botafogo. E este ano iremos conhecer as trajetórias de Ismael Ivo, Lia Robatto, Marilene Martins e Edson Claro.

 

Os Programas Educativos e de Formação de Plateia para a Dança, outra vertente de ação da SPCD, vem no movimento da Companhia – a cada cidade por onde nos apresentamos encontramos pessoas que apreciam e praticam a arte da dança. Na Palestra para o Professor temos a oportunidade de diálogo sobre os bastidores dessa arte; na Oficina para Bailarinos, um encontro para vivenciar o cotidiano dos bailarinos da SPCD e no Espetáculo Aberto para Estudantes a proposta é de ver, ouvir e perceber o mundo da dança.

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