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#saladigital em setembro

Lembrando que 5 de setembro, ao meio dia, teremos mais uma edição do Blim Blem Blom, que faz parte da série Concertos Petrobras para Todas as Famílias. No programa de sábado, contaremos com a presença dois casais de músicos: um de instrumentistas e outro de cantores. O tenor Fernando Portari e a contralto Carla Rizzi são casados, assim como o fagotista Aloysio Fagerlande e a pianista Paula da Matta.

O fagote, instrumento um pouco menos conhecido, foi historicamente muito utilizado em peças com viés cômico ou leve, e esse é o tom geral do concerto, que mescla árias de óperas e peças instrumentais. As árias apresentadas estão todas entre as mais famosas de seus compositores, mas não são as únicas: também teremos a Melodia Sentimental, de Villa-Lobos, muito familiar aos cinéfilos, já que fez parte da trilha sonora do filme “Deus é Brasileiro”.

O repertório descontraído e bastante conhecido é perfeito para atrair a garotada, e para guiar os pequenos pelo mundo da música, contamos com dois apresentadores: o compositor Tim Rescala e a jovem violoncelista Betina Fonseca, que tem apenas 12 anos. É diversão garantida para todas as famílias!

Em setembro o #saladigital apresentará a integral das sonatas de Beethoven para violino e piano.

No sábado, dia 12, será a vez das sonatas op. 23, 24 e 96, interpretadas por Gabriela Queiroz e Aleyson Scopel. Beethoven escreveu apenas dez sonatas para violino e piano, e com exceção da décima, composta em 1812, todas as outras foram escritas entre 1801 e 1803. As duas primeiras peças do programa, op 23 e 24, foram escritas em 1801, e Beethoven pretendia publicá-las juntas, apesar de isso não ter acontecido.

Ambas foram dedicadas ao mesmo nobre, o Conde Moritz von Fries. Nessa época, o Conde era um dos homens mais ricos do Império Austríaco, sendo um importante patrono da música de Viena. Musicalmente, as sonatas op. 23 e 24 foram as quarta e quinta escritas por Beethoven.

Elas nos mostram um caráter completamente único, com a voz individual do compositor consolidada e segura. A sonata op. 96 foi a última para violino e piano escrita por Beethoven, e a única composta em 1812. Podemos sentir a diferença que esse tempo fez à sua escrita, principalmente no aspecto mais calmo e intimista da composição.

Schubert estava entre os maiores admiradores da op. 96, o que talvez não seja uma surpresa, uma vez que esta sonata tem muito em comum esteticamente com o estilo instrumental contemplativo do compositor.

Os concertos do #saladigital serão transmitidos via streaming
Youtube da Sala Cecília Meireles e compartilhado
em nossas mídias sociais, sem a presença de público na plateia.

Segue a gente para acompanhar!

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