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“Sacre du Sacre”, de Marlos Nobre, com a OSESP

Nova obra de Marlos Nobre,  “Sacre du Sacre”, estreia com a OSESP

A mais recente obra de Marlos Nobre, encomendada pela OSESP – Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, intitula-se “SACRE du SACRE” e abre as comemorações “Sagração da Sagração” clomid for sale 50 mg na OSESP, dedicadas aos 100 anos da estreia da “Sagração da Primavera”, de Stravinsky, a obra mais emblemática da música moderna no século XX.

A estreia mundial da nova obra “Sacre du Sacre”  está marcada para o próximo dia 07 de março, quinta-feira, com repetições nos dias 08 e 09 de março, na Sala São Paulo, na temporada oficial da OSESP, com regência do Maestro Celso Antunes, regente associado da orquestra.

Um fato digno de nota é que, neste mesmo dia 7 de março, a Filarmônica de Minas Gerais, dirigida pelo maestro Fábio Mechetti, apresenta em sua temporada oficial 2013 a obra KABBALAH, do mesmo Marlos Nobre.

Marlos escreveu sua mais nova obra “Sacre du Sacre” Opus 118, nos últimos 4 meses de 2010 e, segundo declaração exclusica do  compositor a “Movimento.com”, a obra representa de certa maneira o fascínio que sempre exerceu a obra de Stravinsky em sua formação musical:

Desde minha adolescência em Recife, tomei contato com a “Sagração da Primavera” em gravações que ouvia praticamente todo dia, em meus 16 anos de descobertas musicais e de minhas próprias referências. Devo ter ouvido em um ano mais de 100 vezes a gravação fracionada em velhos LPs que achei por milagre em Recife. Naquela época (estamos falando em 1956!), era raro encontrar gravações disponíveis da obra.

Passei então a fazer um exercício mental curioso e que se tornaria depois extremamente útil para minha formação como compositor: eu imaginava como seria a partitura (esta inexistente em Recife da época) e no meu piano tentava reproduzir a obra, ou pelo menos trechos dela. Eu a tinha já de memória. Somente quando vim ao Rio, em 1961, pude enfim ter em mãos a partitura e comecei a comparar o que imaginava com a realidade. Que distância imensa entre uma e outra experiência! Mas depois fiquei conciente de como aquilo me ajudaria a construir mentalmente, fora do piano, as minhas próprias obras. Stravinsky, e sobretudo a “Sagração” foi uma espécie de alimento musical fundamental no meu desenvolvimento como compositor.

Assim, ao escrever agora o meu “Sacre du Sacre” realizei mentalmente uma homenagem mas ao mesmo tempo uma obra onde o “Sacre” de Stravinsky atuava sempre como elemento catalizador. Foi uma das obras que mais prazer me deu, ultimamente de compor. E, naturalmente, pensei o tempo todo no nível excepcional dos músicos da OSESP, não poupando nem temendo eventuais dificuldades na escritura da partitura: utilizo “cruzamentos ” rítmicos e métricos extemamente complexos, estes sim já um resultado de minha própria evolução na escritura orquestral. Estou feliz que a obra seja criada pela OSESP.

Abaixo o vídeo de Kabbalah com a Orquestra Simon Bolivar da Venezuela, regente Alfredo Rugeles, Festival de Caracas 2012

 

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