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Rudolf Piehlmayer rege Beethoven com a OSPA

Sob regência do alemão Rudolf Piehlmayer, orquestra inicia o ciclo de apresentações das Nove Sinfonias de Beethoven, com uma promoção especial. Os solos são dos violoncelistas Paulo Gaio Lima e Martina Stroher.

A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) abre as celebrações de 250 anos do expoente da música romântica, Ludwig van Beethoven (1770-1827), interpretando uma de suas grandes obras: “Sinfonia n° 7 em Lá maior, Op. 92”, conhecida como Sétima Sinfonia.

O concerto acontece no dia 14 de março, sábado, e marca o início do ciclo das Nove Sinfonias de Beethoven, que serão interpretadas em diversas apresentações ao longo do ano.

Sob regência do maestro alemão Rudolf Piehlmayer, os músicos ainda revisitam duas grandes obras: “Concerto n°1 em Dó maior para violoncelo, Hob. VII B:1”, de Joseph Haydn (1732-1809), e “Concerto em Sol menor para dois violoncelos, RV. 531”, de Antonio Vivaldi (1678-1741). Os solos ficam por conta dos violoncelistas Martina Stroher e Paulo Gaio Lima. A apresentação inicia às 17h, na Casa da Ospa.

A fim de reforçar a importância histórica do compositor romântico, a Ospa vai presentear o público que comparecer aos concertos das 9 Sinfonias de Beethoven. O prêmio consiste em um kit exclusivo com produtos inéditos da orquestra, como camiseta, bloco de anotações, ecobag e ingressos para a próxima temporada.

Para participar, é necessário estar presente nas nove apresentações em que serão interpretadas as sinfonias ao longo do ano, tirar uma foto com o personagem caracterizado de Beethoven presente no evento — que terá uma identificação da obra executada no dia — e enviar a imagem para o e-mail as9sinfonias@gmail.com.

É obrigatória a leitura prévia do regulamento (bit.ly/ospa_9sinfonias), que contém a data de todos os concertos contemplados na promoção e demais informações. O ciclo inicia neste sábado (14), com a apresentação da Sétima Sinfonia.


Por Trás do Programa

Além do espetáculo, a sinfônica realiza a segunda edição do projeto “Por Trás do Programa”. Todo o repertório executado no dia é apresentado por meio de uma palestra com um especialista convidado. O objetivo é aproximar o público e tornar mais lúdica a experiência com a música de concerto.

Nesta edição, ganha destaque a peça que abre o ciclo das Nove Sinfonias, “Sinfonia n° 7 em Lá maior, Op. 92”, de Ludwig van Beethoven (1770-1827). O encontro acontece às 15h30, na Sala de Concertos da Casa da Ospa, e é conduzido pelo pianista Max Uriarte. A entrada é franca.

Os ingressos estão disponíveis por valores entre R$ 15 e 40 através do site da Uhuu, na bilheteria do Teatro do Bourbon Country ou no local, no dia do concerto, das 14h às 17h, mediante disponibilidade.

Mais informações pelo site www.ospa.org.br ou pelo telefone (51) 3222-7387.


Sobre o repertório

O segundo concerto da Temporada Artística 2020 marca o início do ciclo das Nove Sinfonias de Beethoven. Para abrir o projeto, a orquestra interpreta a “Sinfonia n° 7 em Lá maior, Op. 92”, popularmente conhecida como Sétima Sinfonia. Estreada em Viena, em 1813, a obra é uma das mais importantes da história da música de concerto.

A peça  apresenta elementos fundamentais que nortearam a linguagem musical das gerações que sucederam Ludwig van Beethoven (1770-1827). Timbre, densidade e intensidade são características marcantes por assumirem papéis quase autônomos na obra.  Expoente máximo da música romântica mundial,  Beethoven é considerado um dos pilares da música ocidental após 250 anos de seu nascimento.

O programa ainda homenageia o austríaco Joseph Haydn (1732-1809), um dos destaques do período clássico.  “Concerto n°1 em Dó maior para violoncelo, Hob. VII B:1” é uma das obras que Haydn compôs para corte de Esterházy. A peça permaneceu perdida por muitos anos, sendo reconstituída a partir das partes orquestrais encontradas por um bibliotecário de Praga, em 1961. Com ritmos pontuados, a peça é marcada pelo barroco devido à alternância dos solos com os tutti orquestrais. Apesar do classicismo formal, ao final, a composição encaminha a orquestra e o solista para um turbilhão contínuo que exige muita habilidade técnica.

O barroco também se faz presente na obra do italiano Antonio Vivaldi (1678-1741). Conhecido do grande público principalmente por seus quatro concertos para violino e orquestra, denominados “As Quatro Estações”, Vivaldi compôs 770 obras,  46 óperas e 477 concertos.  Entre elas, destaca-se “Concerto em Sol menor para dois violoncelos, RV. 53”, que será interpretada com solos dos violoncelistas Martina Stroher e Paulo Gaio Lima.

 

PROGRAMA

Antonio Vivaldi (1678-1741)
Concerto em Sol menor para dois violoncelos, RV. 531

Joseph Haydn (1732-1809)
Concerto n°1 em Dó maior para violoncelo, Hob. VII B:1

Ludwig van Beethoven (1770-1827)
Sinfonia n° 7 em Lá maior, Op. 92

 

SERVIÇO

 

Rudolf Piehlmayer rege Beethoven com a OSPA


Dia 14 de março, sábado, às 17h


Casa da Ospa (Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF) – Av. Borges de Medeiros, 1501 – Praia de Belas)

 

Ingressos:

Valores: R$ 40 (camarote), R$ 40 (plateia) e R$ 30 (mezaninos e balcões) e R$ 10 (para estudantes, exceto camarote) mais taxa de conveniência, com desconto de 50% para seniores, sócios do Clube do Assinante ZH, doadores de sangue e pessoas com deficiência e 20% de desconto para titulares do cartão Zaffari Bourbon e para clientes do Banrisul.

Venda online: no site da Uhuu em bit.ly/casadaospa2020_2 (Inclui taxa de conveniência).

Venda física: na Casa da Ospa, no dia do evento, das 14 às 17h; ou na bilheteria do Teatro do Bourbon Country. Sujeita à disponibilidade de ingressos.

Classificação indicativa: não recomendado para menores de 6 anos

 

 

Rudolf Piehlmayer – regente – Alemanha

Rudolf Piehlmayer

Maestro alemão, Rudolf Piehlmayer estudou piano, clarinete e regência na Universidade de Música e Teatro de Munique. Durante seus estudos de música, participou de masterclasses com Leonard Bernstein e Sergiu Celibidache. Em 1991, foi contratado pelo Regensburg Theatre, onde foi nomeado primeiro regente e, posteriormente, vice-diretor geral de música.

De 2007 a 2010, conduziu, como convidado, a Orquestra Gewandhaus de Leipzig, realizando mais de 80 apresentações. Seu repertório inclui “Manon Lescaut”, de Puccini, “La Traviata”, de Verdi, “A Flauta Mágica”, de Mozart, e “Carmina Burana”, de Carl Orff.

Desde 2013, Piehlmayer trabalha regularmente com a Academia Norueguesa de Oslo e, como maestro,  na Musashino Academia Musicae, em Tóquio. Em 2020, Piehlmayer está a cargo da produção de “Madame Butterfly”, de Puccini, com a Orchester National des Pays do Loire.

 

Martina Stroher – violoncelo – Brasil

Martina Stroher

Natural de Ivoti, no Rio Grande do Sul, Martina iniciou os estudos musicais de violoncelo aos nove anos de idade. Estudou com Adriane Savitzky e Milene Aliverti na Escola de Música da Ospa. Já participou como instrumentista convidada na Orquestra do Sesi, na Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) e na Orquestra Ouro Preto.

É graduada no curso de instrumentista de orquestra, com especialidade em violoncelo, pela Academia Nacional Superior de Orquestra de Lisboa, orientada pelo professor Paulo Gaio Lima.

De 2008 a 2018, trabalhou na Orquestra Sinfônica Brasileira e, atualmente, integra o naipe de violoncelos como chefe de naipe da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa).

 

Paulo Gaio Lima – violoncelo – Portugal

Paulo Gaia Lima

Renomado músico português, iniciou os estudos musicais no Conservatório de Música, em Porto, onde foi aluno de Madalena Costa.

Em 1987, atuou como violoncelista convidado da Orquestra Sinfônica do Reno, e, de 1992 a 2000, integrou a Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Atualmente, se apresenta regularmente em festivais de música de Portugal e na Europa. Divide o tempo dos palcos com as atividades pedagógicas na Academia Nacional Superior de Orquestra de Lisboa, nas Universidades de Évora e Minho e em cursos de aperfeiçoamento na Espanha, França, Brasil, Áustria e Estados Unidos.


Ospa

É uma das fundações vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul (Sedac/RS). Os concertos da Temporada 2020 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Banrisul, Alibem e Fraport Brasil. Apoiadores da Temporada Artística: Sulgás e Sheraton Porto Alegre Hotel. A realização é da Fundação Ospa e Fundação Cultural Pablo Komlós.

 

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