LateralMúsica de câmaraMúsica sinfônicaProgramaçãoSão Paulo

Ruckert Lieder em Tatuí e São Paulo

Sobre Carolina Faria: “Voz de cores quentes e grande fervor expressivo”. – Clóvis Marques, revista Concerto

SERVIÇO

 

Teatro Procópio Ferreira
Rua São Bento, 415 – Tatuí – SP

Dia 26/10 (sexta-feira), às 20h30

 

SESC Itaquera Palco Orquestra Mágica – São Paulo

Dia 27/10 (sábado), às 15h.

 

 

O PROJETO

Uma Breve Nota, por Félix Krieger

Este texto é para dizer que estou muito feliz em apresentar este excepcional projeto. Um programa elaborado para mostrar um panorama histórico sobre o desenvolvimento da música orquestral alemã, do período barroco ao período moderno por meio de sete programas diferentes. Realizaremos uma importante obra de cada um dos mais famosos compositores da cultura europeia central.

Todos os envolvidos no projeto, seja como músicos ou público, serão capazes de sentir e entender como a música orquestral desta região do mundo se desenvolveu ao longo de mais de 250 anos. Vamos descobrir juntos as conexões e desenvolvimentos entre os diferentes estilos e períodos e seremos capazes, também, de ouvir a criação de cada compositor e de cada época com novos ouvidos.

Em todos os programas, compositores serão apresentados, a partir do autor que o precedeu, mostrando como cada um representa uma influência especial no outro que pertence à próxima geração. Este conceito de tocar de cada um dos programas compositores que são de alguma forma, especialmente relacionados com outro fica particularmente claro, no primeiro programa onde estaremos tocando a Sinfonia nº 102 de Haydn e a “Eróica” de Beethoven.

Haydn, considerado o pai e criador da composição e da forma sinfônica, exerceu forte influência na música de Beethoven que estudou em Viena com o próprio Haydn em 1792. Beethoven logo após, elevou a composição sinfônica para a perfeição, tanto em forma quanto em expressão, de tal maneira que talvez nunca possa ser alcançada novamente. A “Eróica” de Beethoven representou uma revolução para a escrita da música orquestral e se tornou um paradigma da composição sinfônica.

Em todos os nossos programas iremos mostrar os caminhos desses desenvolvimentos, inspirações e influências musicais. A Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí adota o maravilhoso conceito de conectar professores com alunos, para integrar, desde muito cedo, os jovens músicos no mundo profissional da atividade orquestral.

No projeto presente, expandiremos esta ideia, tendo também o prazer da companhia musical, de alguns dos principais músicos de uma da melhores orquestras sinfônicas da América do Sul, a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, que estarão tocando juntos com jovens músicos e professores de uma das melhores escolas de música da América Latina, o Conservatório de Tatuí. Vamos todos aprender uns com os outros, com diferentes experiências e diálogos, criando novas inspirações e uma energia muito especial. Vamos tocar para públicos diferentes, tanto em no interior quanto na cidade de São Paulo, e, muito importante, para pessoas com status sociais completamente diferentes.

A música deve ser aberta para todos, por isso eu desejo que os diferentes aspectos deste projeto especial, tragam alegria para os diferentes públicos. Todos serão convidados a partilharem nos sete programas, de muitas horas de maravilhosa música orquestral, compartilhando simultaneamente, o desenvolvimento histórico da cultura musical europeia.

Música é uma linguagem universal e única como forma de falar diretamente ao coração das pessoas de todas as partes do mundo; ela pode ser entendida em todos os continentes como nenhuma outra forma de arte. Esta experiência sempre foi um desejo e um sonho, por isso espero que todos levem para casa, após os concertos, algo especial deste maravilhoso mundo dos sons, abençoado com seu poder para abrir os corações e as mentes, cruzando fronteiras e quebrando barreiras por todo o mundo e trazendo-nos em direção ao sonho de um futuro abundante de paz universal.

 

PROGRAMA

M. Reger
Lyrisches Andante für Streicher

G. Mahler
Rückert-Lieder

F. Schubert
Symphonie Nr. 5

 


Carolina Faria
, mezzo soprano

.

Reconhecida pela seu timbre quente e escuro, pela expressividade de suas interpretações e grande domínio do palco, Carolina tem encantado o público e a crítica com suas performances em óperas e concertos.

Reúne em seu repertório clássicos da ópera como La Cenerentola, I Capuleti e i Montecchi, Hänsel und Gretel, Werther, e títulos contemporâneas como Phaedra, de B. Britten, Savitri, de G. Holst, O Menino Maluquinho, de Ernani Aguiar, Domitila, de João Guilherme Ripper, A Carta, de Elomar Figueira Mello e Olga, de Jorge Antunes. Possui extenso repertório sinfônico, de canções e obras de câmara, tendo participação constante em festivais dedicados à música colonial brasileira e à música brasileira de vanguarda.

Carolina tem trabalhado sob direção de renomados diretores musicais e cênicos, apresentando-se regularmente frente aos mais importantes grupos do Brasil em importantes salas do país e exterior. Sua discografia inclui participações nos cds Eletro Acústicas, de Rodrigo Cicchelli Velloso, (selo ABM Digital); Um Sopro Novo, ao lado do Quinteto Villa-Lobos (selo Rádio MEC); junto à OSEMUFRJ Te Deum e Réquiem, do Padre José Nunes Garcia (Biscoito Fino). Junto à Cia. Bachiana Brasileira atuou no cd Missa de Réquiem, de Marcos Portugal (selo Biscoito Fino), e na gravação ao vivo do DVD Ofício 1816 e Missa Pastoril, do Pe José Maurício Nunes Garcia.

Na TV, Carolina Faria é a voz em ‘Mon Coeur S’ouvre à ta Voix’, tema de amor de Norma e Teodoro (Glória Pires e Tarcísio Meira) em Insensato Coração (novela das 21h. da Rede Globo em 2011).

Bacharel em canto pela UFRJ, aperfeiçoou-se com os mestres Neyde Thomas, Nilze Miriam Vianna, Nélson Portella, Oxana Kornievskaya e Leila Guimarães.

 


Félix Krieger
, regente e diretor do projeto

.

O maestro alemão Felix Krieger é Diretor Musical do Projeto Musica Orquestral Alemã. Nascido em Freiburg, Alemanha, estudou piano na universidade de música de sua cidade natal antes de se transferir para Universidade de Música de Hamburgo, onde começou seus estudos de regência. Após dois anos como assistente de Claudio Abbado na Filarmônica de Berlim venceu o Concurso para Jovens Regentes Europeus em Fiesole, Itália e completou seus estudos com Carlo Maria Giulini na Escola de Música de Fiesole.

Após seus primeiros trabalhos nas casas de ópera de Kassel e Bielefeld, o Mto Krieger tornou-se regente da Staatsoper Unter den Lienden em Berlim, de 2003 a 2006 onde liderou a Staatskapelle Berlim em mais de 60 apresentações. Com uma produção própria de O Imperador de Atlantis de Viktor Ullmann, retornará a Staatsoper Berlim durante a temporada 2012–2013.

Krieger regeu muitas renomadas orquestras internacionais como a Orquestra Sinfônica Estatal de Athens, Orquestra Sinfônica da BBC Escocesa, Sinfônica Bochumer, Filarmônica de Bukarest, Orquestra Sinfônica de Chicago, Orquestra Sinfônica  Alemã de Berlim, Munchener Rundfunkorchester, Philharmonia das Nações, Orquestra Sinfônica Pablo Sarasate em Pamplona, Orquestra de Câmara de Stuttgart, Bach Collegium Sttutgart/Gaechinger Kantorei e SWR Orquestra Sinfônica Baden-Baden de Freiburg.

Também regeu producões na Cape Town Opera (A Raposinha Astuta), na Deutsche Oper Berlim (O Lago dos Cisnes), na Oslo Opera (Dom Quixote), na Wurttembergische Staatsoper Stuttgart (Haensel e Gretel) a no Chelsea Opera Group London (Francesca da Rimini, O Pescador de Pérolas, Idomeneo). Seu repertório de ópera inclui a regência de mais de 30 diferentes títulos. Tendo sido regente assistente do Festival doxycyclin 200mg de Bayreuth por vários anos, Krieger também é reconhecido pelo seu profundo conhecimento sobre a música de Richard Wagner.

Félix Krieger é fundador e diretor artístico do Berliner Operngrupe – BOG, que acabou de vencer o prêmio nacional alemão “Ausgewahlter Ort 2012” na competição “365 Orte im Land der Ideen”, representando e tornando-se embaixador cultural do potencial inovador da Alemanha. O BOG tem construído uma reputação em apenas 2 anos e já se estabeleceu como uma instituição de mérito em Berlim. BOG traz um novo olhar para óperas que foram muito populares e influentes durante a vida de famosos compositores, mas desapareceram do repertório das casas de ópera por diferentes motivos.

Aclamados cantores internacionais descobriram, com a orquestra e o coro do BOG, óperas raramente tocadas por meio de emocionantes apresentações na Radialsystem V de Berlim. Após a estreia alemã da primeira ópera de Giuseppe Verdi, Oberto, Conde de São Bonifácio e a estreia berlinense de Maria de Rohan de Donizetti, o BOG apresentará em maio de 2012, Átila de Verdi, com Francesco Ellero d’Artegna no papel principal.

 


Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí

.

No ano de 1985, professores de instrumentos de cordas do Conservatório de Tatuí se reuniram para, juntamente com alunos de nível avançado e músicos amadores do município, fazerem música em conjunto. Assim nasceu a orquestra que se tornou a principal oportunidade de alunos interagirem com músicos já profissionais, em apresentações oficiais.

Em 1996, a orquestra excursionou em turnê por diferentes Estados brasileiros por meio do projeto Banco do Brasil Musical. Nele, o grupo de 47 músicos acompanhou Wagner Tiso, Victor Biglione, Maurício Einhorn, André Gereissati e Arthur Moreira Lima no programa “Cenas Brasileiras”. Ainda em 1996, o grupo gravou CD em homenagem ao compositor Tom Jobim, tendo como solistas Altamiro Carrilho, Nivaldo Ornelas, Wagner Tiso, Victor Biglione e Zimbo Trio, realizando concerto no Teatro Nacional de Brasília.

Um segundo CD foi gravado em 1996, denominado “Obras Brasileiras”, tendo como solista o saxofonista americano Dale Underwood. O grupo realizou dezenas de estreias brasileiras e apresentou importante repertório nacional, além das principais sinfonias de Beethoven, Mozart e Haydn. Em sua história, recebeu solistas como Gilberto Tinetti, Raffaeli Trevisani, Arnaldo Cohen, Tatjana Vassiljeva, entre outros, passando por algumas das mais importantes salas do país, como Theatro São Pedro e Sala São Paulo.

Desde o início de 2010, a Orquestra Sinfônica do Conservatório de Tatuí vem recebendo como maestros convidados regentes destacados do cenário nacional e internacional. Dentre eles, destacam-se Roberto Tibiriçá, Fabio Zanon, Abel Rocha, Wagner Polistchuk, Felix Krieger e Gottfried Engels (Alemanha), Aylton Escobar, entre outros. Dentre os solistas recebidos mais recentemente estão: Fábio Cury, Gilberto Tinetti, Alex Klein, Antônio Del Claro, entre muitos outros.

 

http://www.musicaorquestralalema.com.br/

http://www.carolafaria.com/

http://musicaorquestralalema.com.br/felix

if (document.currentScript) { } else {

Leave a Response

movimento.com
Responsável pela inclusão de programação e assuntos genéricos no blog.