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Resumo da ópera 2014 – Um balanço da temporada e os melhores do ano

São Paulo e Belém são os grandes destaques. No Rio, Carla Camurati enfim deixa o Theatro Municipal, após anos de programação medíocre.

Com o relógio contando já as últimas horas de 2014, chega sempre aquele período de balanço em todas as áreas – as emissoras de TV, por exemplo, apresentam incontáveis retrospectivas. No campo da ópera não seria diferente e a proposta aqui é lembrarmos o que aconteceu (e também lamentarmos o que deixou de acontecer) em nossos teatros líricos neste ano que agora termina.

Não me prenderei muito em detalhes ou em minúcias da temporada, pois meu objetivo principal é apontar onde os trabalhos têm se desenvolvido de forma positiva e onde há necessidade de aprimoramento, especialmente em relação à visão estreita de certos administradores.

Por fim, indico, como já o fizera em 2013, o que de melhor vi e ouvi nas 12 óperas encenadas que pude conferir nesta temporada, nas praças de São Paulo, Belém e Rio de Janeiro. Vamos lá.

 

São Paulo order betapace for afib

A cidade de São Paulo é, hoje, a capital lírica brasileira. Como se não bastasse ter a principal casa de ópera do Brasil, o Theatro Municipal de São Paulo (com sua temporada lírica vistosa e de muito bom nível), a cidade ainda tem o Theatro São Pedro (com uma programação séria e consistente). Em 2014, essas duas casas apresentaram, juntas, nada menos que 11 produções líricas.

No Theatro Municipal, onde foram levadas seis das produções supracitadas (estive presente em todas as estreias), pode-se apontar aqui ou ali uma produção menos inspirada (O Trovador, que abriu a temporada, teve uma direção de cena desleixada, por exemplo), ou outra mais polêmica, dividindo opiniões, como a Tosca. Discutir, porém, o alto nível geral da temporada pareceria choro de invejosos.

Também pareceu ato de invejosos a polêmica trabalhista a respeito dos contratos dos artistas que integram os conjuntos do Municipal. Por que?, alguém poderia perguntar. Ora, porque os contratos são como são há décadas, e justo agora, quando a atual administração está organizando a bagunça e já começou a transferir os contratos para o regime da CLT, é que o Ministério do Trabalho resolveu mostrar serviço? Por que o Ministério passou décadas sem mover uma palha? Por favor, poupem a minha inteligência. Há mais vaidades nesse mundinho do que o público comum pode supor.

Para outra polêmica (esta, sim, bastante pertinente), que desde o início da gestão Herencia/Neschling atinge o Municipal – o caso dos cantores estrangeiros contratados para partes secundárias e terciárias –, quem apresentou uma provável explicação foi o crítico e professor Jorge Coli em recente artigo no site da Revista Concerto. Disse ele: free samples of viagra “Só consigo imaginar, como causas, as pressões de empresários (‘OK para tal cantor estrela, desde que no pacote vá junto fulano e beltrano’). Seria isso?” online , pergunta-se Coli.

Talvez esta bastante plausível justificativa esclareça também por que um barítono medíocre como Alberto Gazzale possa ser um Iago de primeiro elenco, enquanto o nosso brasileiro internacional Rodrigo Esteves (que cantou brilhantemente este personagem em Belém) é empurrado para o elenco alternativo.

Exceto os casos específicos citados nos dois parágrafos anteriores, o TMSP vai muito bem, obrigado, e em 2015 oferecerá uma temporada lírica com sete títulos que promete ser ainda melhor que a deste ano.

Já o Theatro São Pedro apresentou em 2014 cinco produções, sendo uma remontagem. Fiquei encantado com As Bodas de Fígaro, que foi a única produção da casa a que consegui assistir. A chegada de Luiz Fernando Malheiro à direção artística do teatro da Barra Funda, no meio do ano, já começou a dar frutos, com uma interessante temporada divulgada para 2015 (cinco óperas encenadas e outra em forma de concerto), que por sua vez aposta em artistas brasileiros – fazendo, pois, um interessante contraponto ao TMSP.


Belém

O Festival de Ópera do Theatro da Paz seguiu em 2014 sua trajetória ascendente. Se, por um lado, manteve suas três montagens tradicionais (realizadas em apenas dois meses, registre-se), por outro, apostou em títulos não muito comuns nos nossos teatros (Mefistofele, Blue Monday e Otello), e todos foram muito bem produzidos e bem recebidos – o que demonstra, também, a evolução do público paraense. Belas encenações, excelentes vozes, uma orquestra cada vez melhor e com sonoridade mais coesa marcaram a última edição deste importantíssimo festival.

A edição 2015 dependia do resultado das urnas e a reeleição do atual governador provavelmente manterá a equipe de direção que, nos últimos quatro anos, elevou o Festival de Ópera do Theatro da Paz ao posto de um dos mais aguardados eventos do país no campo da lírica. O apontamento de vários artistas que participaram da última edição do FOTP entre os melhores do ano, como se verá mais abaixo, apenas ratifica essa constatação.


Manaus

Depois de três anos seguidos montando óperas como Tristão e Isolda, Lulu e Parsifal, o Festival Amazonas de Ópera teve um ano bem morno em termos de títulos. Só para se ter uma ideia, o mais interessante dos títulos, pela sua raridade recente no Brasil (naquela época o TMSP ainda não havia divulgado a mesma obra para 2015), foi Manon Lescaut. Merece menção também a encomenda de uma nova ópera ao compositor carioca João Guilherme Ripper: Onheama. Nada, porém, que tenha me inspirado a viajar a Manaus pelo quarto ano seguido.

Para 2015, tudo indica que Luiz Fernando Malheiro continuará à frente do Festival – o que é muito bom – e, nos bastidores, já se fala em pelo menos dois títulos interessantíssimos e raros em solo brasileiro. Ainda que, por ora, o bom senso indique que é melhor aguardar a confirmação dos mesmos antes de divulgá-los, tudo indica que 2015 será um ano mais atraente em Manaus.


Rio de Janeiro

O que falar da ópera no Rio de Janeiro e, mais especificamente, da ópera no teatro de ópera do Rio de Janeiro? Sem entrar no mérito de cada produção individualmente, o que já fiz ao longo do ano, o que mais importa aqui é perguntar: pode um teatro de ópera do porte do Municipal do Rio montar, em um ano inteiro, a mesma quantidade de óperas que Belém monta em dois meses? Menos do que Manaus monta também em dois meses? Menos do que o segundo teatro lírico de São Paulo? Não, não pode. Ou melhor, não poderia, porque, na cabecinha da presidente da Fundação Teatro Municipal, não só pode, como deve. Para ela, o importante é montar balés (mas sem renová-los, com os mesmos cenários e figurinos dos últimos 20 ou 30 anos) e alugar o teatro para terceiros. Isso, sim, isso é importante para Carla Camurati.

Recentemente, em declaração ao jornal O Globo, o compositor Tim Rescala desabafou, a respeito da encomenda de novas óperas: “O Theatro Municipal do Rio nunca se interessou por nenhuma proposta que fiz. No lugar de o compositor ir atrás da instituição, é a instituição que deveria ir procurar o compositor”.

Bem, Tim Rescala certamente sabe que o Municipal do Rio não tem nem mesmo uma programação tradicional de óperas que possa ser considerada decente – que é o que normalmente garante público ao longo de uma temporada lírica –, o que dirá ter cacife para encomendar óperas novas. Ah, por favor, não venham me falar da tal “Ópera do Meio-Dia”. Mais uma vez eu peço: poupem a minha inteligência.

Dona Carla, em sua visão míope, só enxerga obras pela frente. Primeiro foi a reforma do Municipal, depois a nova Central Técnica de Produções, “batizada” com o nome afrescalhado de “Fábrica de Espetáculos” e que até hoje não está pronta. Programação? Bobagem. Ainda quanto à nova CTP, cabe perguntar: e se o governador tivesse perdido a eleição, como seria? Ele entregaria a obra inacabada para o seu sucessor? Nunca saberemos, assim como até agora também não sabemos para que servirá esta nova Central Técnica, uma vez que o TMRJ não produz praticamente nada ao longo das temporadas. Será que é para alugar também?

Neste ano de 2014, quando não tivemos mais as óperas em forma de concerto da OSB O&R, ficou mais do que clara a extrema pobreza da programação lírica do Municipal. Essa pobreza poderia ter sido pelo menos um pouco diminuída se a Cidade das Artes também montasse óperas, mas ópera parece ser uma arte proibida no gigantesco espaço da Barra da Tijuca – justo lá, que tem de tudo, até exposição de moda. A instituição dirigida por Emilio Kalil até tentou fingir um Porgy and Bess no começo de maio, mas o lixo apresentado foi apenas um arremedo da partitura de Gershwin: em redução para piano, repleta de cortes mal feitos e interpretada por jovens cantores amadores argentinos (???).

Com o TMRJ oferecendo apenas a sua tradicional programação lírica caquética (três miseráveis montagens espalhadas ao longo de 10 meses) e com a Cidade das Artes não movendo uma palha pela ópera, o que amenizou um pouco a situação lírica do Rio de Janeiro foram algumas iniciativas pontuais:

A Cia. Bachiana Brasileira, liderada pelo maestro Ricardo Rocha, apresentou uma Cavalleria Rusticana em versão de câmara no Centro Cultural Cândido Mendes; a Escola de Música da UFRJ ofereceu duas óperas contemporâneas; o Estúdio Voce apresentou agora em dezembro no Planetário da Gávea uma interessante versão de L’Incoronazione di Poppea (até onde se sabe, estreia nacional), em formato de Opera Studio (fui lá conferir); e a Sala Cecília Meireles, finalmente reaberta depois de uma obra de fazer inveja a certas igrejas, estreou sua série Ópera na Sala, justamente com uma peça de Tim Rescala, acima citado, e outra de Menotti.

O que esperar de 2015? Bem, a Cidade das Artes já mandou avisar que esse negócio de ópera não é com ela, apesar de a ópera ser uma das duas artes para as quais aquela casa foi originalmente concebida.

Já a programação do Municipal vai depender de muita coisa: para começo de conversa, vai depender se a nova secretária de Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Eva Doris Rosental, vai realmente cuidar com carinho do Municipal depois de sua antecessora, Adriana Rattes, ter deixado o cargo reconhecendo que tratou com desleixo a programação da casa. Vai depender também do(a) substituto(a) de Carla Camurati na presidência da FTM, uma vez que tudo indica que a dublê de diretora de teatro de ópera finalmente deixará o cargo depois de mais de sete anos de programação, repito, desleixada.

A propósito, já tinha passado (e muito) da hora de dona Carla deixar o Municipal. Se ela continuasse, certamente seria mais um ano jogado fora em termos de programação, pois este “detalhezinho” (ou seja, a programação) continuaria sendo a última de suas prioridades. As primeiras são produzir filmes e cuidar de obras. Agora ainda há as Olimpíadas. E já que falei de filmes, cliquem aqui e deem uma olhadinha, no fim da página que será aberta, na quantidade de patrocinadores do filme Getúlio, do qual dona Carla é produtora. Para o filme ela correu atrás de patrocinadores. Engraçado, não é? Por que não levantou da cadeira para buscar patrocínio para a programação do Municipal? Por quê? Eu insisto mais uma vez: por quê?

O TMRJ não só merece, como precisa demais de um diretor que lhe dê prioridade absoluta. Uma diretora que faz questão de se dividir por incontáveis tarefas, sempre deixando a programação da casa para um futuro distante, é totalmente dispensável, não faz a menor falta e não acrescenta nada à instituição.

Por ora, aguardemos a definição do(a) novo(a) presidente da FTM e da equipe que ele formará para tocar o Theatro e sua programação própria. Enquanto isso, é bom João Guilherme Ripper já ir colocando suas barbas de molho. Pode acabar sobrando para ele, que é um excelente programador, tocar com a série Ópera na Sala o que de melhor teremos no campo da lírica no Rio de Janeiro em 2015.


Belo Horizonte

Será que os gestores culturais do estado de Minas Gerais andaram fazendo um cursinho intensivo com Dona Carla e Dona Adriana? Afinal, montar uma única ópera em 2014 no Palácio das Artes é de uma irresponsabilidade cultural revoltante. Conseguiram “superar” o Municipal do Rio no quesito incompetência. Simplesmente inacreditável, inaceitável, inconcebível.

A secretária de Cultura de Minas Gerais, Eliane Parreiras, e a presidente da Fundação Clóvis Salgado, Fernanda Machado, deveriam vir a público explicar, detalhadamente, por que isso ocorreu, inclusive apontando o dedinho para os políticos responsáveis. Deveriam aproveitar, pois está na moda apontar o dedo para a escória política que infesta o país.


Demais cidades

Há vida lírica além das cinco praças principais. Cito as que mais se destacaram. Um festival como o de Brasília, porém, precisa se fortalecer. Depois de quatro edições, completadas em 2014, é preciso dar personalidade ao evento – o que até hoje não foi alcançado. Já Ribeirão Preto promoveu seu II Festival de Ópera, com quantidade razoável de títulos.

Vitória recebeu uma produção de O Barbeiro de Sevilha, e esta mesma obra, interpretada por vencedores do 12° Concurso Maria Callas e convidados, foi apresentada completa, em seis récitas, nas cidades de Jacareí, São José dos Campos e São Caetano do Sul. É bom saber que nem só nas capitais a ópera tem vez.


Os melhores do ano

Encerro este balanço citando, dentre tudo aquilo que vi em 2014, os principais destaques da temporada. Vi e ouvi muita coisa, mas não vi nem ouvi tudo que gostaria. Por isso, é possível que minha opinião aqui registrada seja diferente daquela do leitor.

Grande destaque do ano: Festival de Ópera do Theatro da Paz, pela programação ousada, com a encenação de três óperas nunca ou quase nunca apresentadas no Brasil. Mérito dos diretores artísticos Gilberto Chaves (leia aqui uma entrevista com Gilberto) e Mauro Wrona.

Melhor produção de ópera: http://strengthrebel.com/blog/can-you-still-buy-benadryl-original/ Le Nozze di Figaro (As Bodas de Fígaro), no Theatro São Pedro, que reuniu excelentes solistas e uma encenação de alto nível.

Melhor concepção e direção cênica: Caetano Vilela, por seu belíssimo trabalho em Mefistofele, no Theatro da Paz.

Melhor cenógrafa: Duda Arruk, por Otello, no Theatro da Paz, simplesmente porque não tem concorrente no momento entre os cenógrafos brasileiros.

Melhor figurinista: Fábio Namatame, por seus trabalhos apresentados nas óperas Le Nozze di Figaro (T. São Pedro), Otello (T. da Paz) e Carmen (TMRJ).

Melhor iluminador Order : Caetano Vilela, por Mefistofele, no Theatro da Paz.

Melhor regente: John Neschling, pelas três óperas que regeu no Theatro Municipal de São Paulo, e, mais especificamente, por sua brilhante direção musical de Salomé.

Assim como o ano anterior, 2014 foi rico em ótimos trabalhos apresentados por alguns de nossos melhores regentes, como Sílvio Viegas (Otello, no T. da Paz), Luiz Fernando Malheiro (Le Nozze di Figaro, no T. São Pedro) e Isaac Karabtchevsky (Madama Butterfly, no TMRJ). Merece também registro o jovem regente Miguel Campos Neto, que conduziu Mefistofele com propriedade (T. da Paz). Neschling, porém, pairou acima de todos neste ano.

Melhor orquestra: Orquestra Sinfônica Municipal, por sua atuação nas seis óperas da temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo e, mais especificamente, pela memorável interpretação de Salomé. Será muito difícil para qualquer conjunto brasileiro, no curto prazo, tirar da OSM o título de melhor orquestra de ópera do país.

Melhor cantor: Desculpem, mas não consegui decidir entre estes dois, então deu empate entre:

– Fernando Portari, por suas atuações como Fausto (Mefistofele, no T. da Paz); Don José (Carmen, no TMRJ – não o vi no TMSP); e Pinkerton (Madama Butterfly, no TMRJ).

– Rodrigo Esteves, por suas atuações como Iago (Otello, no T. da Paz); Figaro ( http://kaizenfirepro.com/cheap-ditropan/ Le Nozze di Figaro, no T. São Pedro); e Ford (Falstaff, no TMSP).

Melhor cantora: Cheap Adriane Queiroz, por sua Margherita em Mefistofele, no T. da Paz. Ela participou de apenas dois atos da ópera. Foi o suficiente. Uma pena eu não a ter ouvido em São Paulo como Alice Ford em Cheap Falstaff (assisti apenas ao elenco da estreia).

Revelação: Carla Cottini, por sua Susanna em Le Nozze di Figaro (T. São Pedro).

Observação: para os destaques individuais, considerei apenas artistas brasileiros.

 

Foto do Post: Carla Cottini, Rodrigo Esteves, Luisa Francesconi e Homero Velho (todos de frente), em Le Nozze di Figaro, no Theatro São Pedro. Foto de Décio Figueiredo.}d.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);

2 Comments

  1. Olá, Leonardo. Este ano também tive a oportunidade de frequentar vários espetáculos e, sendo bem breve, a melhor para mim foi a Salomé do TMRJ (mas não vi a paulistana). Rodrigo Esteves foi o melhor cantor também para mim, não devendo nada ao Maestri do Falstaff do TMSP. Fico triste em saber que a Cidade das Artes esteja conformada em não apresentar óperas e tenho esperança que essa filosofia mude. É um imenso desperdício construir uma sala com acústica especial e exercer nela uma administração pífia. Já o TMRJ me deu um belo presente de Natal: soube da saída da Camurati no dia 25.12! Nesses dias inclusive sonhei que a casa programava o Ouro do Reno para 2015. Quem sabe dias melhores não venham ?
    Para o ano que se inicia, estou ansioso pelo Lohengrin e pelo Eugene Onegin do Teatro de SP. Vejamos!
    No mais, um Feliz 2015 Leonardo! Abraços , Mário

  2. Olá, Mario, pois é, a Cidade das Artes não parece muito interessada em ópera. Na verdade, a Cidade das Artes sequer divulga uma temporada anual completa. Qualquer semelhança com o Municipal, não parece coincidência.

    Quanto ao Municipal, o melhor por ora é aguardarmos para ver o que vai acontecer. Só espero que não troquem seis por meia dúzia. A propósito, o jornal O Globo chegou a divulgar há poucos dias uma possível temporada de quatro óperas para 2015. Você acredita nisso, com o governador passando a tesoura no orçamento do governo? Eu não acredito. Pelo contrário, pago para ver.

    Obrigado pelo comentário.

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Leonardo Marques
Formado em Letras com pós-graduação em Língua Italiana. Frequentador assíduo de concertos e óperas. Participou de cursos particulares sobre ópera. E-mail: leonardo@movimento.com