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Requiem, de Fauré, no dia de Finados

Coralistas executarão obra inspirada na missa em homenagem aos mortos

No feriado do dia 02 de Novembro, Dia de Finados, o Coral Paulistano, sob a regência da maestrina Naomi Munakata, se apresenta gratuitamente no Mosteiro de São Bento, às 15h. No programa, Requiem, Op. 48, de Gabriel Fauré, obra baseada na missa da igreja católica em homenagem aos mortos.

A apresentação contará com o organista David Terry, a soprano Aymée Wentz e os barítonos Jonas Mendes e Vicente Sampaio. Essa é uma das obras mais conhecidas do compositor francês que, ao invés de focar a composição na experiência dolorosa da perda, debruçou-se sobre a ideia de paz. Não se sabe ao certo, mas o falecimento dos pais pode ter sido a razão pela qual Fauré decidiu iniciar a composição em 1887. A estreia do Requiem só veio a acontecer três anos depois em Paris.

 

PROGRAMA

Gabriel Fauré
Requiem, Op. 48

David Terry – órgão

Nasceu em Londres e frequentou a Universidade de Oxford, onde estudou órgão com David Sanger. Trabalhou em sua cidade nos últimos 16 anos, onde exerceu a função de Diretor de Música na London Oratory School e na St. Columba’s Church. Atua como diretor do departamento de Música na St. Paul’s School, em São Paulo, tendo assumido o posto de organista titular no Mosteiro de São Bento. Viajou para diversos lugares do mundo como acompanhador e regente de coro. Ministrou recitais de órgão em lugares como a Abadia de Westminster, Catedral de Westminster e na St. Paul´s Cathedral, em Londres. Suas composições litúrgicas foram publicadas pela editora Novello na Europa e EUA.

Aymée Wentz – soprano

Cursou bacharelado em canto lírico pela Zürcher Hochschule der Kunst, na Suíça, com Jane Thorner Mengedoth. Teve aulas com Barbara Bonney, Eliane Coelho, Christoph Prégardien e Luciana Serra. Interpretou a primeira sacerdotisa na ópera Iphigenie en Tauride, com direção de Gustavo Tambascio e regência de Alessandro Sangiorgi, e Zerlina na ópera Don Giovanni, sob regência de Abel rocha. Interpretou também a Barbarina, na ópera Le Nozze di Fígaro sob regência de Luiz Malheiro e direção de Lívia Sabag. Integrou a segunda turma da academia de ópera do Theatro São Pedro.

Jonas Mendes – barítono

Iniciou seus estudos musicais ao piano com a professora Amélia Moreira. Para o aprimoramento vocal, estudou com a professora Magdalena Lébeis e, posteriormente, com professora Carmen Zingra. Participou de diversos corais de São Paulo e, como solista, interpretou diversas peças sacras. Há 30 anos é integrante do Coral Paulistano se apresentando frequentemente.

Vicente Sampaio – barítono

Iniciou seus estudos no Coro Jovem de São José dos Campos, sob orientação de Sérgio Wernec e Lídia Schäffer. Bacharel em Canto pela Unesp, estudou nas classes de Martha Herr e Abel Rocha. Estreou no Theatro Municipal solando a Missa em Fá Maior K 92, de Wolfgang A. Mozart. Como solista, atuou em A Criação, de Joseph Haydn, Missa da Coroação, de Mozart, Petite Messe Solennelle, de Gioachino Rossini, e Requiem, de Gabriel Fauré, Maurice Duruflé e Franz Liszt. Atuou em La Bohème e Gianni Schicchi, de Giacomo Puccini, A Flauta Mágica, de Mozart, L’Elisir d’Amore de Gaetano Donizetti, e Trouble in Tahiti, de Leonard Bernstein. Recebe orientação vocal da professora Isabel Maresca.

Coral Paulistano 

Com a proposta de levar a música brasileira ao Theatro Municipal de São Paulo, em 1936, por iniciativa de Mário de Andrade, foi criado o Coral Paulistano. O então diretor do Departamento Municipal de Cultura queria mostrar à elite paulistana a importância do movimento nacionalista que contagiava os compositores brasileiros da época e que era até então desconhecida.

Marco da história da música em São Paulo, o grupo foi um dos muitos desdobramentos do movimento modernista da Semana de Arte Moderna de 1922. Em 2013, o Coral foi novamente fortalecido e revalorizado. Com uma programação extensa de apresentações de música brasileira erudita em diferentes espaços da cidade, renovou seu fôlego e retomou suas atividades resgatando sua autenticidade.

Atualmente o Coral Paulistano tem como regente titular a maestrina Naomi Munakata, e a maestrina Maíra Ferreira como regente assistente. O grupo integra a Fundação Theatro Municipal de São Paulo, da Secretaria Municipal de Cultura.

Naomi Munakata  

Iniciou os estudos musicais ao piano aos 4 anos e começou a cantar aos 7, no coral regido por seu pai, Motoi Munakata. Formou-se em Composição e Regência em 1978, pela Faculdade de Música do Instituto Musical de São Paulo, na classe de Roberto Schnorrenberg. A vocação para a regência começou a ser trabalhada em 1973. Anos depois, essa opção lhe valeria o prêmio de Melhor Regente Coral, pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. Estudou ainda regência, análise e contraponto com Hans-Joachim Koellreutter e viajou à Suécia para estudar com o maestro Eric Ericson. Aperfeiçoou-se em regência na Universidade de Tóquio. Foi regente do Coral Sinfônico do Estado de SP de 1995 a 2000 (ULM) e do Coro da Osesp de 2001 a 2015. Atualmente é a regente titular do Coral Paulistano.

SERVIÇO

 

CORAL PAULISTANO NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO

Dia 02 de novembro, sexta-feira, às 15h

Mosteiro de São Bento (Largo de São Bento, 48 – Centro – São Paulo)

Entrada franca

Indicação etária: Livre (sugerido para maiores de 7 anos)

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