LateralMúsica de câmaraPernambucoProgramação

Relicários – Memórias do som – pianista Antônio Nigro

Recitalista, camerista, concertista e professor, Antônio Nigro vem atuando mais em Recife

 

RELICÁRIOS: MEMÓRIAS DO SOM

A partitura é o relicário da música
O instrumento é o relicário do som
O músico abre o relicário e liberta os sons
Os sons preenchem o Museu, relicário da arte
Em festa, imagens sagradas e sons – sagrados
Pelos ouvidos, pelos olhos, pelo tato
Viram memória no corpo – relicário da alma.

(Maria Aída Barroso)

 

O projeto “RELICÁRIOS: MEMÓRIAS DO SOM”, série de 16 recitais de música clássica iniciado em junho, continua no próximo domingo com mais um grande concerto. Desta vez, o Estação Central Capiba – Museu do Trem vai receber o pianista pernambucano Antônio Nigro, que fará uma apresentação especial com peças de Schumann, Villa-Lobos, Schubert, Ernesto Nazareth e Marlos Nobre. A iniciativa é incentivada pelo FUNCULTURA, FUNDARPE e Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e os ingressos custam R$2,00 (meia a R$1,00) com renda revertida para o Lar Fabiano de Cristo e começa às 11h.

Recitalista, camerista, concertista e professor, Antônio Nigro vem atuando nos últimos anos na cidade do Recife onde desenvolve um trabalho de sensibilização à música pianística. Como recitalista destacam-se recitais na Sala Cecília Meireles no Rio de Janeiro e em várias cidades da Alemanha entre 1998 e 2010, onde pode difundir e disseminar o gosto pela música brasileira para piano.

Nigro atua também interpretando obras camerísticas, e nessa ambiência percorreu a América Central, Europa e Ásia a convite do Ministério de Relações Exteriores – Itamaraty. A música brasileira se fez presente nesses recitais com o Duo Viola e Piano (Sávio Santoro e Antonio Nigro). Tocou em Santo Domingo, Santiago de Los Caballeros, Bucareste e recitais por várias cidades da Saxônia e Anglo-Saxônia. Mais recentemente, seus trabalhos camerísticos concentraram-se na música para violoncelo e piano, com o Duo Pedro Huff e Antonio Nigro.

Como solista, trabalhou com a Orquestra Sinfônica da Paraíba, a Medizinisches Orchester, a Orquestra de Câmara da Universidade Federal de Pernambuco, Orquestra Criança Cidadã, com a Orquestra do Alto do Céu e a Orquestra Sinfônica da UFPE. Em 2016 realizou a direção musical da ópera brasileira “Domitila” de João Guilherme Ripper, sob direção artística de Luiz Kléber Queiroz. Desde 2013 desenvolve um trabalho pedagógico como professor efetivo nos Cursos de Bacharelado em Piano e Licenciatura em Música da Universidade Federal de Pernambuco. Coordena a pós-graduação em Pedagogia do Instrumento (latu sensu) que se encontra em sua terceira edição.

 

A Sala multiuso – que pode abrigar um público de até 100 pessoas – será o palco do Canção Brasil. O projeto Relicários: memórias do som levará 4 concertos ao local até o final do ano, quando finaliza. O programa é uma boa pedida para aqueles que pedalam aos domingos e para os que vão em carro, que podem estacionar na Casa da Cultura.

 

PROGRAMA

Franz Peter Schubert (1797–1828)
Improviso no. 3 em si bemol maior – Op. 142

Robert Schumann (1810–1856)
Cenas infantis  Op. 15 
– De Povos e Terras distantes
– Uma história curiosa
– Cabra-Cega
– Criança suplicante
– Completamente feliz
– Grande acontecimento
– A sonhar
– À Lareira
– Cavaleiro do Cavalo de Pau
– Quase demasiado sério
– Assustador
– Criança a adormecer
– O poeta fala

Heitor Villa-Lobos (1887–1959)
Bachianas Brasileiras no. 4 – Prelúdio  
Valsa da dor  
A lenda do caboclo  
Ciclo brasileiro – Impressões seresteiras

Ernesto Nazareth (1863–1934)
Epôninba – valsa  
Brejeiro   
Odeon  

Marlos Nobre (1939)
Nazarethiana  
Frevo  

 

 

SERVIÇO

 

Relicário – Memórias do som – Pianista Antônio Nigro

Daia 18 de novembro, domingo, às 11h

 

Estação Central Capiba – Museu do Trem (R. Floriano Peixoto, s/n – São José, Recife – PE)

 

Ingresso: R$2,00 (meia a R$1,00) com renda revertida para o Lar Fabiano de Cristo

 

movimento.com
Responsável pela inclusão de programação e assuntos genéricos no blog.