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QI baixo e citações – opiniões, em suma!

Li alhures (eta, nomezinho esquisito…) que aralen 150 mg para que sirve o regente de orquestra John Neschling, ex-diretor da OSESP, se queixa da opinião do dono de blog Ali Hassan Ayache.

Entre outras coisas, Ali teria dito que há “gringo demais na OSESP”. Assino e confirmo o que disse Ali. Aliás, não é ele o primeiro a afirmar tal teratológico fato: o importante regente Maestro Isaac Karabtchevsky já disse a mesma coisa há algum tempo, segundo publicação por mim lida.

Uma orquestra brasileira, um teatro brasileiro, um corpo de baile brasileiro, devem  ser encarados chauvinisticamente, mesmo que, se você contratar vinte Heifetz, dez Casals, cinco Rampals, e por aí, o resultado musical for melhor. Uma orquestra brasileira paga tudo com dinheiro brasileiro e a excelência ou não do resultado deve ter por principal ponto de referência os artistas que o produzem, os quais obviamente devem ser na grande maioria brasileiros.

O regente Neschling, por falar nele lembremos que foi afastado da OSESP, menciona capciosamete regentes estrangeiros em orquestras norte-americanas, holandesas, inglesas,  austríacas, quando não são os REGENTES que são os “gringos” em demasia da OSESP, e sim os instrumentistas. Ali pode achar que a OSESP e qualquer outra orquestra brasileira soam melhor com maciça maioria de instrumentistas brasileiros. Assim parece aos ouvidos DELE. Ou será que o regente Neschling quer que o  Ali ouça com os ouvidos dele, John ?

A mais forte demonstração de baixo QI é achar que sua opinião é a única certa e cercá-la de referências literárias. O alto QI não precisa desse reforço. Em minha opinião e segundo meus ouvidos  e sentidos, a OSESP nunca foi uma orquestra tão boa quanto a OSB, e o regente Neschling nunca foi tão sensível, musical e eficiente quanto o regente Roberto Minczuk.

Essa suposta primazia da OSESP e de Neschling se deve a uma vergonhosa política de agradar (para não dizer nome mais feio) a mídia, levando críticos dos principais jornais brasileiros a passearem na Europa, nos USA e no Brasil com tudo pago, consoante declarações do próprio Neschling no site “allegro”,  já não existente.

Em suma, Ali tem o direito de achar que há gringos demais na OSESP , e o regente Neschling não tem nada de vir meter o bedelho no assunto, pois não representa a OSESP nem sei de procuração que esta lhe tenha dado.

Provinciana é a matemática que pretende maior número de búlgaros baratos, coreanos, japoneses, chineses, armênios ou ázeros sentadinhos em frente às estantes de uma orquestra brasileira, de preferência tocando a Catira Batida.

GOTT SOLL ALLEIN MEIN HERZE HABEN
MARCUS GÓES – JUNHO 2013

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Marcus Góes
Musicólogo, crítico de música e dança e pesquisador. Tem livros publicados também no exterior. Considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes.