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“Prometheu”, de Fauré, pelo NUO

Este ano de 2011 representa uma nova fase para o NUO e neste momento não poderia ser mais propícia a estreia nacional de uma obra tão grandiosa como oPrometheu de Gabriel Fauré.

SERVIÇO


Teatro Municipal de Indaiatuba
Fone: 19 3801 6415

Dia 12.06 às 18h.

Entrada franca


Teatro Anhembi Morumbi
Rua Almeida Lima, 1198 – Metrô Bresser
Fone: 11 2872 1457

Dia 02.07 às 20:30h.
Dia 03.07 às 18h.

Ingressos a R$ 30,00. Meia entrada.

 

O NUO fará uma estreia no CIAEIde Indaiatuba, no dia 12.06, e conclui com duas récitas em São Paulo, no novíssimo Teatro Anhembi Morumbi. Prometheu é uma obra complexa que lida com uma temática densa, um drama psicológico que irá, com certeza, cativar e hipnotizar o público com a deslumbrante música de Fauré, o visual exótico desta produção, a movimentação cênica baseada na técnica de Martha Graham e, sobretudo, o envolvimento contagiante dos atores-cantores e da orquestra. Todos enfrentam um desafio novo e único e mostram do que são capazes.
A atualidade do mito humano

Ainda que nem todos saibam muito bem dos detalhes, quando a gente menciona o mito de Prometeu é comum que as pessoas se lembrem de duas coisas: que ele roubou o fogo e o trouxe à humanidade e que foi acorrentado a uma rocha, onde tinha o fígado comido diariamente por uma águia,  já que o órgão tornava a crescer durante a noite.

No fundo, esses são dois pontos cruciais da história: a ação e sua punição. Prometeu, o titã cujo nome significa “o que pensa antes de agir”, inaugura uma nova possibilidade de conduta para a humanidade: a de conscientemente arcar com as consequências de suas ações. Noutras palavras, a partir de Prometeu podemos começar a pensar em termos de responsabilidade, isto é, de escolhas e sacrifícios.

O engraçado dos mitos é que você não precisa de muito para entendê-los. Por serem símbolos, eles são passíveis de diversas interpretações e todas são válidas, ainda que mais ou menos subjetivas. Por isso mesmo, os mitos possuem inúmeras versões, e isso não prejudica a integridade, sua essência. Lê-los, de uma maneira ou de outra, é, como foi para Prometeu, uma questão de escolha.

E assim é também com o fogo. O fogo é uma potência; o uso que se faz dessa potência é uma escolha e ela implica uma responsabilidade. Essa história a gente já conhece muito bem – que a gente tem que tomar decisões, abrir mão de certas coisas e arcar com as consequências das nossas ações.

Aprendemos tudo isso, quando crescemos e deixamos de ser crianças. E deixar de ser criança nada mais é do que se inteirar de uma condição geral do ser humano, que é justamente essa ambiguidade inevitável. Toda escolha implica um sacrifício. Tudo tem um outro lado. Toda situação é reinterpretável e é possível que a Verdade não seja ou isso ou aquilo, mas sim o resultado de aprendermos a englobar ambos os lados em nossa compreensão de mundo. Existe assunto mais atual que esse?

Guilherme Prioli

 

buy strattera no prescription DESCRIÇÃO

Prometheus
Tragédia Lírica em 3 atos de Gabriel Fauré

Núcleo Universitário de Ópera – primeira audição brasileira

Direção Geral: Paulo Maron

Preparação corporal: Marília Velardi

Solistas, Coro e orquestra do NUO

 

ENREDO

A história é baseada no mito grego de Prometheus, um semideus que, desobedecendo às ordens Zeus, roubou o fogo do Olimpo e o deu aos homens.

Zeus, então, elaborou duas vinganças: a primeira contra  Prometheus, ordenando que os Titnas Hefestos, Bia e Kratos  o prendessem a um penhasco, onde todos os dias uma águia comeria partes de seu fígado, o qual se refazia no dia seguinte. Assim  Prometheus  seria condenado a sofrer  eternamente.

Contra os mortais, Zeus enviou Pandora de presente. Ela levaria uma caixa que ao ser aberta libertaria  todos os males da humanidade, e assim esses males se espalhariam pelo mundo.

Trata-se da primeira ópera composta por Fauré, que teve sua estreia em 1900. Apesar do enorme sucesso que teve, ficou esquecida. Esta primeira versão foi composta para orquestra de cordas e 15 harpas. Mais tarde Fauré , com a ajuda de seus discípulos, reorquestrou-a para uma orquestra tradicional.

SOLISTAS

Hefestos– Luis Fidelis (barítono)

Bia – Carol Sobral  (Soprano)

Kratos –André Esteves ( tenor)

Gaia –Angélica Menezes (mezzo)

Andros – Caio Oliveira (tenor)

Aenoë –  Natalia Capucim (soprano)

Pandora – Alexandra Liambos (soprano)

Hermes – Rafael Salles (tenor)

Prometheus –  Fabrício Sebastiani (baixo)

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