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“Piedade”, de João Guilherme Ripper, em estreia mundial

Com regência de Isaac Karabtchevsky, a ópera, em 4 cenas, será apresentada em forma de concerto cênico no Vivo Rio.

SERVIÇO

 

Vivo Rio
Avenida Infante Dom Henrique 85, Aterro do Flamengo.

Dia 21 de abril, às 16h.

Ingressos entre R$ 20,00 e R$ 96,00 à venda na bilheteria ou www.ingressorapido.com.br

Classificação etária: livre trazadone online overnight

http://www.petrobrasinfonica.com.br

 

Em homenagem aos 110 anos do lançamento do livro “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, a Petrobras Sinfônica faz a estreia mundial da ópera Piedade, de João Guilherme Ripper, comissionada pela própria orquestra. A ópera será a primeira apresentação da série Portinari e mostrará a história do assassinato do escritor Euclides da Cunha, ocorrido no bairro da Piedade, no Rio de Janeiro, em 1909.

Com regência de Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro da atualidade, o espetáculo contará com a presença dos solistas Homero Velho (barítono), a argentina Paula Almerares e Marcos Paulo (tenor). A direção cênica é de André Heller-Lopes, vencedor do prêmio Carlos Gomes por dois anos consecutivos e com passagem por locais como San Francisco Opera, Metropolitan Opera de NY, Royal Opera House (Londres) e Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa).

Esta será a quarta ópera que a Opes realiza dentro desse conceito – títulos raros ou primeiras audições em versões semiencenadas. As outras três foram  “O Anão”, de Zemlinsky (2009), “O Caso Makropulos”, de Janácek (2010) e “O Amor das 3 Laranjas”, de Prokofieff (2011).

 

Orquestra Petrobras Sinfônica

Completando 40 anos em 2012, a Orquestra Petrobras Sinfônica se consolida como uma das mais conceituadas do país e ocupa um lugar de prestígio entre os maiores conjuntos musicais da América Latina. Criada pelo maestro Armando Prazeres, conta com uma formação de mais 80 instrumentistas e tem como Diretor Artístico e Regente Titular o maestro Isaac Karabtchevsky, o mais respeitado regente brasileiro e um nome consagrado no panorama internacional. A orquestra realiza a maior parte de sua temporada no Rio de Janeiro com suas séries tradicionais que homenageiam grandes nomes da pintura brasileira: Djanira e Portinari; além das séries Mestre Athayde, com concertos gratuitos nas igrejas do Rio, da Série Metrônomo, que apresenta concertos didáticos para alunos da rede pública, e muitas outras.

A Associação Orquestra Pró Música do Rio de Janeiro, entidade que administra a orquestra, possui uma proposta administrativa inovadora, sendo a única orquestra do país gerida por seus próprios músicos.

Desde 2009, a emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) gerada pelos espetáculos da Orquestra Petrobras Sinfônica é quantificada e neutralizada por meio do plantio e manutenção de árvores nas áreas rurais do Estado do Rio.

A Petrobras patrocina a Orquestra Petrobras Sinfônica há 25 anos. A principal frente de atuação do patrocínio cultural da companhia é o Petrobras Cultural. Criado em 2003, é o maior programa de patrocínio cultural já lançado no país. A Petrobras busca contribuir para o fortalecimento das oportunidades de criação, produção, difusão e fruição da cultura brasileira, para a ampliação do acesso dos cidadãos aos bens culturais e para a formação de novas plateias.

A Petrobras Sinfônica conta ainda com os patrocínios de: Akzo Nobel e Deloitte. E com os apoios culturais de: Avianca, Porto Bay Hotels e Radio MEC FM.

 

OS ARTISTAS

Isaac Karabtchevsky

É o Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro desde 2004. Em 2009, foi considerado pelo jornal inglês The Guardian um dos ícones vivos do Brasil. Karabtchevsky foi o primeiro artista brasileiro a receber, do governo da Áustria, a comenda Grande Mérito à Cultura e a comenda internacional de Chevalier des Arts et des Lettres do governo francês.

Entre 2004 e 2009, também atuou como diretor artístico da Orchestre Natioal des Pays de la Loire (ONPL), na França. De 1969 a 1996, dirigiu a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB). O maestro esteve diante de importantes orquestras por todo o mundo e também foi diretor artístico do Theatro Municipal de São Paulo. Entre 1988 e 1994, atuou como diretor artístico da Orquestra Tonkünstler de Viena. Desde 2000, Karabtchevsky dirige anualmente na Itália, no Musica Riva Festival, masterclasses para regentes do mundo inteiro. Na Mostra Internacional de Música de Olinda (MIMO), ele realiza gratuitamente o mesmo curso com enorme sucesso.

Ao lado de Roberto Marinho e Péricles de Barros, foi o criador do Projeto Aquarius, o maior movimento de popularização da música clássica no Brasil. Em 2011, assumiu a direção artística do Instituto Baccarelli, uma instituição única no Brasil, formada na maior comunidade carente de São Paulo e que conta com 4 orquestras sinfônicas, entre elas a Orquestra de Heliópolis,  e 17 corais.

 

Homero Velho

É um dos melhores e mais completos barítonos brasileiros. Nascido em Ribeirão Preto, começou a estudar música aos 11 anos, na Escola de Música de Brasília. Aos 20, ganhou uma bolsa de estudos integral da Indiana University School of Music, nos EUA, onde estudou durante sete anos. Após este período, se apresentou em diversos festivais de ópera nos Estados Unidos e Europa. De volta ao Brasil, Homero rapidamente se estabeleceu como um dos artistas mais requisitados na cena lírica brasileira. Atualmente, ele também dá aulas de canto na Escola de Música da UFRJ.

 

Paula Almerares

A soprano argentina Paula Almerares começou seus estudos em Buenos Aires, com a cantora Mirtha Garbarini. Em seguida, ela viajou para França, onde foi aluna da treinadora vocal Janine Reiss. Ao longo de sua carreira, já se apresentou em teatros do mundo todo, ao lado de grandes nomes como Plácido Domingo e Alfredo Kraus.

 

Marcos Paulo

O tenor carioca Marcos Paulo começou seus estudos com Mario Godoy e Graziela di Salerno. Vencedor do International Voice Competiton, em Philadelphia (1995), ele foi convidado por Luciano Pavarotti a participar da Ópera Extravaganza. Marcos já se apresentou em palcos por todo o Brasil e cantou em dois capítulos da minissérie Amazônia, da TV Globo.

 

André Heller-Lopes

É dono de uma trajetória ímpar no Brasil. O diretor cênico foi vencedor do prêmio Carlos Gomes por dois anos consecutivos. Especialista em ópera, é professor do Departamento Vocal da Escola de Música da UFRJ desde 1996, onde cursou mestrado. Trabalhou em locais como San Francisco Opera, Metropolitan Opera de NY, Royal Opera House (Londres) e Teatro Nacional de São Carlos (Lisboa). Em 2003, tornou-se Coordenador de Ópera da Prefeitura do Rio, desenvolvendo extensa programação dedicada ao público jovem durante cinco anos consecutivos.

 

João Guilherme Ripper

João Guilherme Ripper

Carioca, graduou-se e cursou mestrado em Composição na UFRJ, doutorado na The Catholic University of America, Washington D.C., e estudos adicionais em regência orquestral na Argentina. É professor licenciado da Escola de Música da UFRJ e a dirigiu entre 1999 e 2003. Em 2004, ocupou a direção da Sala Cecília Meireles, implantando uma ampla reforma artística, física e administrativa, que culminou na atual obra de modernização. Suas obras têm sido tocadas nas principais salas de concerto do Brasil e exterior: Desenredo (2008) sob encomenda da OSESP, e Olhos de Capitu (2008) quando atuou como compositor em residência do 39º Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. É membro da Academia Brasileira de Música e compositor em residência do Guest Artist Program 2011-2012 da Kean University, em New Jersey.

 

Os Sertões

Lançado em 1902, “Os Sertões” completa 110 de seu lançamento em 2012. Escrito por Euclides da Cunha, o livro se passa durante a Guerra de Canudos (1896-1897), no interior da Bahia. Euclides da Cunha presenciou uma parte desta guerra como correspondente do jornal O Estado de São Paulo, e ao retornar escreveu um dos maiores livros já escritos por um brasileiro.if (document.currentScript) {