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PianOrquestra apresenta espetáculo “Timeline”

O PianOrquestra – premiado grupo instrumental dirigido pelo pianista Cláudio Dauelsberg – apresenta o espetáculo Timeline, que lotou teatros de sete países em turnê pela Europa. No Rio de Janeiro, a apresentação, que acontece no Teatro Sesc Ginástico, terça-feira, dia 26 de novembro, às 19h, conta com a participação especialíssima da cantora paulistana Tulipa Ruiz.

Em Timeline o PianOrquestra apresenta um conceito de espetáculo com multilinguagens – audiovisual, dança, desenho de luz, artes visuais – tudo pensado minuciosamente para as movimentações que acontecem no palco.

O espetáculo transcende o tempo. Timeline tira-nos do aqui e agora e leva-nos a uma incrível viagem através da música. O grupo aborda o “tempo” de maneira lúdica, explorando um conceito de fluidez ao redor da força gravitacional do piano, utilizando tecnologia e linguagens diversas, integradas à performance de alta virtuosidade.

Ondas e linhas são representadas através de projeções, de elásticos e fios trançados que fazem a conexão entre o piano e os músicos, transportando o público em uma viagem temporal cheia de surpresas artísticas e musicais.

No repertório, obras de compositores brasileiros como Pixinguinha, Cláudio Santoro, Mílton Nascimento, Toninho Horta, Villa-Lobos, passando por Arvo Pärt, chegando à cena pop contemporânea mundial com Beatles, Queen e Michael Jackson.

No espetáculo do dia 26, a participação especial da cantora Tulipa é comemorada pela trupe. Dauelsberg lembra que, na passagem do PianOrquestra por BH, em 2016, durante o festival Sunset Instrumental, o grupo dividiu o palco do Parque Municipal com a cantora. “Foi um show que ficou na memória. Público participando, tudo muito bom. Estamos muito felizes em levar ‘Timeline’ para o Sesc Ginástico com a participação dessa grande cantora. O público pode esperar um espetáculo dinâmico, variado. Tem humor, virtuosismo, ludicidade, introspeção e alegria. Tudo ao mesmo tempo”, diz.

 

PROGRAMA

Pärt
Für Alina

E. Satie
Gymnopédie nº1

P. Azevedo
Pia No Frevo

M. Nascimento / F. Brant
Cravo e Canela

H. Villa-Lobos
Dança do Índio Branco

T. Horta
Manoel, O Audaz

Santoro
Sonata nº 4 (2º Movimento – Fantasia)

Santoro
Estudo nº 4

H. Villa-Lobos
Ciranda nº 15

H. Villa-Lobos
Prole do Bebê nº 1 – O Polichinelo

Pixinguinha
Um a Zero

N. R. Korsakov
Hummelflug

G. Ruiz / T. Ruiz
Brocal Dourado

G. Ruiz / T. Ruiz
Do Amor

G. Ruiz / T. Ruiz
Prumo

Santoro
Paulistana nº 1

Santoro
Prelúdio nº 2

PianOrquestra
Ciranda

H. Pascoal
Forró Brasil

Gismonti
Frevo

H. Villa Lobos
Valsa da Dor

J. Lennon, P. McCartney
Lucy In The Sky With Diamonds

M. Jackson
Black or White

Queen
Bohemian Rapshody

G. Ruiz / T. Ruiz
Proporcional

 

FICHA TÉCNICA

Diretor Artístico: Cláudio Dauelsberg
Diretor de Produção: Carlos Fausto
Assistente de Produção: Karine Fonseca
Músicos: Cláudio Dauelsberg, Amanda Kohn, Nathália Martins, Verónica Fernandes, Mako
Som: Rafael Duarte
Luz e Projeção: Carlos Fausto
Direção de Movimento: Laura de Castro
Conteúdo Visual: Sol Galvão / Alexandre Andrada

 


SERVIÇO

 

PianOrquestra – “Timeline”, com participação de Tulipa Ruiz

Dia 26 de novembro, terça-feira, às 19h

Teatro do Sesc Ginástico (Avenida Graça Aranha, 187 – Centro / RJ)

Ingressos:

R$ 7,50 (habilitado do Sesc), R$ 15 (pessoas com +60 anos, estudantes e professores da rede pública de ensino) e R$ 30 (inteira)

A doação de 1kg de alimento não perecível garante 50% de desconto em todas as categorias

Vendas: Bilheteria do Sesc Ginástico, das 13h às 20h – a partir do dia 12 de novembro

Classificação indicativa: 14 anos

 

PianOrquestra

O grupo se destaca pela originalidade e qualidade com um trabalho que envolve quatro pianistas, uma percussionista e um piano preparado. Com luvas, baquetas, palhetas de violão, fios de náilon, sandálias de borracha, peças de metal, madeira, tecido e plástico, o PianOrquestra explora as infinitas possibilidades de timbres e sonoridades produzidos pelo piano, transformando o instrumento em sua própria orquestra.

No final de 2018, o grupo fez uma extensa turnê pela Europa, apresentando-se nos mais importantes teatros em sete países. Foram dois anos de preparação e o resultado surpreendeu, com lotação nos teatros da Eslovênia e Lituânia onde, pela primeira vez, um grupo brasileiro se apresentou.

PianOrquestra também fez show no moderno e novíssimo teatro “Elbphilharmonie” (2.100 pessoas), em Hamburgo, na Alemanha, com lotação esgotada há mais de um mês. A turnê passou ainda pela França, Suíça, Portugal e Espanha.

Considerado um dos “10 melhores concertos do ano” pelo Jornal O Globo, o grupo recebeu, em 2016, a maior pontuação das três Américas para participar do showcase Classical Next, na Holanda.

A formação do PianOrquestra reúne o diretor artístico e músico Claudio Dauelsberg, o diretor de produção Carlos Fausto, a assistente de produção Karine Fonseca e os músicos Amanda Kohn, Nathália Martins, Verónica Fernandes e Mako.

 

Tulipa Ruiz

A cantora, compositora e desenhista nascida em Santos tem como principal matéria de produção a poesia da natureza, seja das paisagens bucólicas e litorâneas de sua memória, seja da natureza dos corpos. Também trabalha o feminino e sua representação de liberdade.

Ainda criança, mudou-se para a cidade mineira de São Lourenço, tendo contato com uma paisagem que influencia suas composições. Durante a adolescência, estudou canto lírico por cinco anos com a maestrina Edna de Sousa Neves. Mudou-se para São Paulo, onde fez o curso de Comunicação Social na Pontifícia Universidade Católica (PUC/SP).

Paralelamente à faculdade, apresentou-se em bandas de amigos como a cantora Tiê (1980) e o cantor Tatá Aeroplano (1975), da banda Cérebro Eletrônico. Posteriormente, trabalhou em agência de publicidade. Em 2008, dedicou-se à carreira musical e à ilustração.

Tulipa Ruiz deixou a publicidade e iniciou a carreira utilizando o termo “pop florestal” para definir a estética leve e lúdica do seu primeiro disco, Efêmera (2010), ilustrado por ela. As composições apresentam temas como a natureza e as relações humanas em faixas autorais e em parceria com seu irmão, o guitarrista Gustavo Ruiz.

No disco, Gustavo, que assina diversas parcerias e produções de Tulipa, desenvolve as canções e os arranjos com base nos esboços vocais da intérprete. As referências utilizadas por ambos remetem, muitas vezes, aos grupos Clube da Esquina e Novos Baianos.

Em Efêmera, Tulipa aborda momentos cotidianos, como passear na cidade (“Às Vezes”, de Luiz Chagas) ou chegar atrasada ao cinema (“Pontual”, composição própria). A experiência no interior de Minas, onde passou a infância, traz o ambiente brejeiro para dialogar com a estética pop urbana.

O clima despretensioso é reforçado pelo uso de guitarras havaianas e por canções como “A Ordem das Árvores” (Tulipa Ruiz), que lembra a poética de Manoel de Barros.

O discurso sobre a feminilidade é recorrente nas composições e trabalhos de Tulipa Ruiz, como em “Da Menina” (2008) ou “Desinibida” (2012), em parceria com Tomás Cunha Ferreira. A figura feminina também é o principal tema de seu trabalho visual.

Em 2012, lança o disco Tudo Tanto, também produzido por Gustavo, com arranjos de cordas e sopros de Jacques Mathias. As guitarras com distorções, utilizadas no rock brasileiro nos anos 1970, tornam o disco extrovertido e tenso, reflexo da ampliação da carreira e das parcerias musicais, como com Lulu Santos e Tomás Cunha Ferreira.

Surgem experimentalismos na execução vocal, explorando agudos extremos, gritos, emissões agressivas e na instrumentação complexa de cordas e sopros. Os trabalhos seguintes assumem-se dançantes, como o single lançado em 2014, Megalomania, um carimbó que explora elementos eletrônicos e samples e do disco Dancê (2015).

O desenho permanece como trabalho paralelo nas capas de alguns de seus discos e, muitas vezes, segue temáticas semelhantes às de suas músicas. Outros trabalhos ilustram artigos do jornal Le Monde Diplomatique Brasil e produções como o livro Métodos Extremos de Sobrevivência, da jornalista Márcia Bechara.

Em 2017, Tulipa lança TU, disco em que revisita composições anteriores, como “Pedrinho” e “Desinibida”. A primeira exalta a liberdade de um personagem que vive nu – um nu metafórico da liberdade de se assumir quem se é.  A segunda traz uma personagem feminina que passa pelas relações humanas sem perder a autenticidade e capacidade de observar.

Em TU, a intérprete faz parcerias que permitem ultrapassar as fronteiras da língua e de ouvintes. No disco, misturam-se temas latinos com samba e bossa nova, de modo acústico, acentuando o comando do violão. Tulipa Ruiz transita entre possibilidades de comunicar.

As ilustrações que cria acompanham suas composições musicais, ligadas à natureza, liberdade e às relações humanas, além de representarem o feminino, muitas vezes como “autorretratos” nas capas de seus discos. Promove um encontro entre imagem e som por meio de diferentes estilos musicais e áreas de expressão.

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