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Perdemos Maurílio dos Santos Costa

Regente do Coro do Theatro Municipal Buy faleceu neste domingo.

Faleceu http://freizeit-niederrhein.de/?p=13296 clomid fertility drug no último domingo, 8 de dezembro de 2013, Maurílio dos Santos Costa, Regente Titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  Pelo que pudemos apurar, o maestro sofria de diabetes em estado avançado e também lutava contra um câncer.  Maurílio deixa na memória de todos aqueles que puderam apreciar incontáveis performances do Coro do Municipal sob sua regência e preparação lembranças de grandes momentos musicais.

Transcrevemos abaixo uma nota de pesar emitida pelo Theatro Municipal e depoimentos de alguns artistas que trabalharam com Maurílio e falaram ao www.movimento.com.  Lamentamos profundamente sua perda.

 

Nota de pesar do Theatro Municipal

Maurílio à esquerda na foto
Maurílio à esquerda na foto

Buy A Fundação Teatro Municipal lamenta profundamente o falecimento do Maestro Titular do Coro do Theatro Municipal Maurílio dos Santos Costa, ocorrido no dia 8 de dezembro.  O regente, que estava no cargo no TM desde 1999, era um dos músicos batistas mais atuantes no circuito artístico carioca, participando de atividades na Escola de Música da UFRJ, nos coros da Rádio MEC e da Associação de Canto Coral.

Em recente homenagem, o Theatro Municipal dedicou ao Maestro Maurílio dos Santos Costa as duas récitas do Concerto Comemorativo dos 80 Anos do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, regidas pelo Maestro Assistente Jésus Figueiredo, nos dias 6 e 7 de dezembro.

 

Sílvio Viegas, Regente Titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal

O Maestro Maurílio era um ser raro, principalmente no meio artístico, onde a vaidade e o ego são tão comuns e exacerbados.  Ele se destacava por sua postura humilde, não revelando à primeira vista o enorme conhecimento e talento que possuía.

Maestro, pianista, professor, fazia tudo com grande dedicação e perfeição.  Nunca se colocou acima de qualquer outro músico, mesmo quando tinha muito mais conhecimento que este.  Admirava seus colegas, era generoso com a música e, felizmente, ela, a Música, retribuiu essa generosidade.

Preparou e regeu o Coro do Theatro Municipal em inúmeras óperas e concertos, sempre com grande competência.  E na voz de cada um de seus cantores construiu e nos deu de presente uma sinfonia de sons que foi a sua Arte.

O Theatro Municipal e o cenário musical brasileiro hoje ficaram com menos brilho, mas esse brilho será lembrado por todos aqueles que conheceram ou assistiram ao trabalho deste mestre da regência coral. Maurílio dos Santos Costa – uma saudade que fica!

 

Lício Bruno, baixo-barítono (declaração colhida pelo autor no Facebook)

Recebi ontem (domingo) a triste notícia do falecimento do Maestro Maurílio Costa, Maestro Titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  Conheci Maurílio quando ele ainda cantava no Coro e era assistente de Cleofe Person na Associação de Canto Coral do RJ. Sua voz de barítono, belíssima, era um estímulo para o jovem estudante de Canto que eu era, além do músico competente e maestro talentosíssimo….

Um dia eu disse a ele: Maurílio, um dia você será o Maestro do Coro do Municipal, prepare-se! Uns 8 anos depois ele ocupou o posto, e ali tivemos a oportunidade de trabalhar juntos, em diversas montagens operísticas e diversos concertos.

Meu amigo Maurílio, meu APLAUSO prá você, meu BRAVO!!!! Deus conforte os corações dos seus familiares e dos amigos, colegas e irmãos de jornada.  Nossa fé e nosso credo sabem que ele descansa nas mãos do Pai.  Amém! online

 

Jésus Figueiredo, Regente Assistente do Coro do Theatro Municipal

Deixou-nos na madrugada do domingo o Maestro Titular do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Maurílio dos Santos Costa, com quem tive a oportunidade de trabalhar como seu regente assistente durante 15 temporadas.  Foram inúmeros concertos e óperas preparadas em conjunto, onde sua dedicação e preocupação com a qualidade a ser apresentada ao público eram constantes e inesgotáveis.

Detalhista e incansável, sério e ao mesmo tempo sensível à arte que fazia, possuía um bom gosto musical indiscutível.  Sabiamente, ele se aproveitava de sua capacidade inata para a música, dono de um grande talento não só como regente, mas também como pianista e cantor que era, e que se diga sem medo de engano, dono de um dos timbres mais bonitos de baixo-barítono que já ouvi.

Maurílio estava internado, em coma, mas tivemos a felicidade de prestar a última homenagem a ele com o Concerto de 80 anos do Coro, apresentado na sexta e no sábado passado (6 e 7 de dezembro).  Curiosamente, partiu pouco depois do término do último acorde da Orquestra e do Coro, deixando para nós seu exemplo de comprometimento e amor à arte que o acompanhou sempre, como se quisesse nos dizer: “agora posso descansar, terminou a temporada”.

 

Marcos Menescal, tenor do Coro do Theatro Municipal

Conheci o Maestro Maurílio Costa em 1981 quando ingressamos juntos no Coro do Theatro Municipal.  Maurílio era, então, um baixo-barítono de ótima voz.  Fomos colegas por muitos anos.  Era um rapaz muito tímido e discreto, que soube esperar pacientemente as primeiras oportunidades de se apresentar como solista nas óperas.

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Como cantor, era uma promessa que, pouco a pouco, se confirmava.  Recordo-me de uma linda produção do “Porgy and Bess”, liderada por uma companhia que Fernando Bicudo trouxe de Nova York, em que Maurílio cantava um dos papéis menores.  Quando fomos ao primeiro ensaio musical, em sala, com piano, e Maurílio cantou sua pequena parte, o maestro americano George Warren-Wilson exclamou: “Essa não é uma voz de comprimário.  Poderia estar cantando o Porgy!”

Mas não estava ali a sua verdadeira paixão e vocação.  Era a regência coral o que verdadeiramente o atraía.  Tendo se graduado em regência, foi convidado a ocupar o posto de Maestro Assistente do Maestro Titular José Manuel Cellario.  Em 1999, tornou-se Maestro Titular,  função que exerceu até o início deste ano, quando se licenciou para tratamento da saúde.

Artista sensível e de musicalidade refinadíssima, como Maestro do Coro era extremamente exigente e perfeccionista.  Fazia-nos repetir a mesma frase musical várias vezes seguidas até que ficasse satisfeito com o resultado.

A seriedade com que exercia seu trabalho, porém, nunca tirou dele aquela simplicidade, aquela cordialidade que eram suas características inatas.  No trato pessoal, era de uma gentileza ímpar.  Extremamente afetuoso, acolhia os comandados com o carinho de um verdadeiro irmão.

 

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Geilson Santos, tenor do Coro do Theatro Municipal

O maestro Maurílio foi uma pessoa muito especial em minha vida e carreira; nunca me esquecerei dos primeiros incentivos dele quando comecei a cantar como solista e até mesmo quando entrei para o Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.  Nossos primeiros trabalhos juntos foram uma cantata de Bach e a Petite Messe de Rossini.

Cantei com ele na Associação de Canto Coral, e foi lá que tudo começou, quando ele me apresentou ao meio musical!  Maurílio sempre me apoiou em todos os momentos, me concedendo as liberações para os concertos fora do Theatro Municipal, e foi ele também quem me incentivou a ir estudar na França, onde hoje posso dizer que sou formado em Licence d’interprète en musique.  Quero deixar aqui minha grande gratidão e carinho por este grande homem e amigo.  Muito obrigado, maestro!  E que Deus esteja com ele nos céus! order apcalis review

 

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4 Comments

  1. “Foi como se a bruma acariciasse o pranto
    E no lamento de um rouxinol
    A vida que escorria pelo riacho da dor
    Reencontra a luz
    Desabrochando entre os lilazes da esperança…”

    Meu querido amigo e Maestro Maurílio, muito obrigada por tudo. Você fará muita falta por sua sensibilidade artística, seu bom coração, sua amizade. Estaremos guardando pra sempre sua contribuição como artista e ser humano.

    Descanse em paz. Vá com Deus, meu querido amigo…

    Eliane Lavigne, soprano do Coro do teatro Municipal do RJ

  2. Querido Maestro Maurílio, muito obrigada por tudo!! Sempre teve um coração generoso, uma sensibilidade artística e musical imensa e mais do que meu maestro no coro, era um chefe amigo pronto ao diálogo e à compreensão.

    Ficam as lembranças dos nossos ensaios com ele, seus ensinamentos, seu incentivo, sua palavra sempre amiga!! Um homem manso e de bom coração!! Impossível fazer um “sotto voce” agora sem lembrar dele!!

    Obrigada, querido maestro, por todos os concertos e óperas que realizamos juntos!! Foi um grande privilégio ter trabalhado por mais de dez anos sob a sua regência no Coro do Theatro Municipal do RJ. Agora o senhor descansou e está no céu, no coro dos anjos de Deus!!

    Saudades!! Descanse em paz amigo querido…

    Gelcia Improta, soprano do Coro do Theatro Municipal do RJ.

  3. Depois da publicação do texto acima, recebi um depoimento de Leonardo Pascoa, barítono do Coro do Municipal que está em São Paulo ensaiando para a opereta Candide, de Bernstein. Disse o artista:

    “Apesar de saber que sua situação era muito grave e difícil, Maestro… eu aguardava ansiosamente a sua recuperação… Meu coração está muito pequeno e amassado como uma folha de papel, que cabe dentro de uma das mãos… Tivemos muitos momentos juntos… Você me conheceu criança, me viu crescer e virar cantor, passou repertório comigo… Me viu realizar o sonho de cantar no Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Sempre me incentivou a cantar, me ajudou sempre que pôde nas minhas necessidades profissionais e pessoais.

    “Sou muito grato pelo seu estímulo, ajuda e incentivo à minha vida profissional, mas JAMAIS PODEREI PAGAR toda a sua ajuda, toda a sua compreensão quando tivemos o problema com o Filipe na escola… Seu coração mole nos ajudou a equilibrarmos nosso menino no momento difícil da vidinha dele. Você foi um “chefe” compreensivo e amoroso, nos permitindo voltar para casa tantas vezes quantas precisamos para cuidar dele… E às vezes, mal chegávamos ao Theatro, precisávamos voltar… Nunca nos cobrou recíproca… Me dizia: ‘-Vai embora, Leo… Vai ver teu filho…’

    “MUITO OBRIGADO!!! As oportunidades em que consegui agradecer não foram e jamais serão suficientes… Tínhamos divergências, mas tínhamos o carinho e o respeito muito mais fortes do que tudo… Vou sentir MUITO a sua falta, como maestro, como barítono, como pianista… mas principalmente como o AMIGO QUERIDO E COMPREENSIVO que você sempre foi para mim, para minha família…
    Saudades…!!!”

  4. LAMENTO COM MUITA TRISTEZA NO CORAÇÃO ESSA GRANDE PERDA. ASSOCIO-ME AOS QUE CHORAM E, COMO CONSOLO, VERIFICO QUE PERMANECERÃO PARA SEMPRE A OBRA E OS BENEFÍCIOS QUE MAURÍLIO TROUXE AO CORO DO TMRJ E À ARTE DA MÚSICA. SENTIDAMENTE, MARCUS GÓES.

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Leonardo Marques
Formado em Letras com pós-graduação em Língua Italiana. Frequentador assíduo de concertos e óperas. Participou de cursos particulares sobre ópera. E-mail: leonardo@movimento.com