Crítica

Peça de Tacuchian faz grande sucesso no Tom Jobim

É emocionantemente invejável a carreira de Ricardo Tacuchian, compositor brasileiro ousado, inovadore prolífico(!!)

Aplaudido por público e crítica, o que o torna, ao lado de pouquíssimos, um dos melhores e mais  legítimos representantes da geração atual de compositores brasileiros em atividade.

Hoje, 19 de abril, veio a público pela primeira vez a peça “MATA ATLÂNTICA”, quarto movimento da Sinfonia das Florestas, para orquestra e soprano solista. Essa obra é, como as outras partes da Sinfonia, nova, bonita, permeada de harmonias, ritmos e ornamentos surpreendentemente  efetivos. Tudo na peça é coerente, inserido um trecho dentro do outro, o que a torna uniforme e filha de si mesma. Um “must” na atual conjuntura da música que se faz no Brasil.

O Maestro Roberto Minczuk, entusiasmado, deu o melhor de si ao reger e fazer nascer a “MATA ATLÂNTICA” de Ricardo Tacuchian, o que é muito e valorizou o nascimento. A solista soprano Daniella Carvalho esteve em nível razoável.

Antes, tivemos PASSIONE AMOROSE, curiosa peça de Giovanni Bottesini para dois contrabaixos e orquestra, na qual os contrabaixistas Andre Geiger e Rodrigo Favaro acompanharam o nível geral do espetáculo e atuaram esplendidamente.

Tivemos ainda a sexta sinfonia de Tchaicowsky, que nas mãos de nossa excepcional OSB e seu regente titular Roberto Minczuk se tornou ainda mais patética, bela e melancólica. Minczuk foi o que sempre é: rítmico, expressivo, musical, interessado, inimigo da mesmice, da incompetência e da  burrice. Como a de em tal evento não serem numerados os lugares. É de quem chegar primeiro, como no tempo do Circo Olimecha e da Rádio Nacional. Que se dê rápido o troféu zero QI ao inventor da famigerada idéia. Sem lugar marcado, como na geral do Maracanã…

Em noite de triunfos, salientou-se a obra de Ricardo Tacuchian, que se vem  juntar ao notável e caudaloso acervo desse compositor. Quando poderemos ouvi-la outra vez ao vivo em nossas salas de concerto, com nossas grandes orquestras e nossos grandes regentes e lugar numerado?

WIR DANKEN DIR,GOTT,WIR DANKEN DIR (BWV 29)

Marcus Góes – abril 2012

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Marcus Góes
Musicólogo, crítico de música e dança e pesquisador. Tem livros publicados também no exterior. Considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes.