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Para começar, música medieval

Conjunto Atempo abre 28º Festival com combinação inédita no Brasil de instrumentos de época.

 

A sonoridade medieval vai ecoar pelo Cine-Theatro Central, em Juiz de Fora, e transportar o público para paisagens europeias e tempos distantes durante a abertura do 28º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, no dia 23 de julho. No palco, o Conjunto Atempo, especializado em repertório medieval, apresenta o programa Cantilena Instrumental, com peças originalmente instrumentais e vocais de Espanha, França e Itália de fins do século 12 ao século 15.

O programa foi pensado a partir de uma constatação de um músico e teórico do século 13, Jean de Grouchy, para quem toda melodia de canto ou cantilena, portanto uma peça vocal, era passível de ser tocada na viela de arco e, consequentemente, em vários instrumentos da época. Assim, o grupo elegeu obras de compositores importantes do fim da Idade Média, como Machaut e Landini, cujas músicas ganharam versões instrumentais na época. A apresentação tem ainda peças a três vozes que foram baseadas em uma composição instrumental ou ainda uma dança arranjada instrumentalmente pelo grupo.

“Esse programa foi um incentivo para criarmos nossos próprios contrapontos quando julgamos conveniente. Assim, adicionamos vozes em algumas músicas, de acordo com o estilo de cada período da Idade Média, ou ainda transcrevemos outras músicas a partir do fac-símile Cialis Black cheapest , conta Pedro Novaes online , diretor e instrumentista do Atempo, que revela ainda uma novidade que o público do Festival pode conferir com exclusividade: a combinação de dois órgãos de tubos portáteis medievais (conhecidos como órgãos portativos) – um soprano e o outro tenor. Segundo ele, a união desses instrumentos com o clavicymbalum medieval resulta em uma combinação inédita no Brasil.

O Buy clavicymbalum é o precursor direto do cravo e, segundo Novaes, está sendo redescoberto pelos conjuntos de música medieval e pelos construtores de instrumentos de época. “O exemplar que vamos tocar, cedido para essa apresentação, é o primeiro feito no Brasil a partir de uma planta datada do século 15. Esta foi uma iniciativa de Dom Félix Ferrà, que também participa do programa. Coube a César Guidini, construtor de cravos de Americana (SP), levar a cabo o projeto de construção do instrumento.”

 

Privilégio

Essa é a segunda vez que o conjunto Atempo se apresenta no Festival. O grupo participou da 12ª edição, em 2001, mas pela primeira vez sobe ao palco do Cine-Theatro Central, cabendo-lhe inclusive fazer a abertura do evento. “A tradição e o alcance do Festival de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora fazem desse um dos maiores e mais esperados eventos do gênero no Brasil” Pills , ressalta Novaes.

Em sua avaliação, o Festival tem um papel na música historicamente informada em âmbito nacional. Cheap “São encontros relevantes para a formação de músicos, já que muitos dos antigos alunos estão seguindo carreira em música antiga no Brasil e no exterior”, observa. Além disso, Novaes destaca o evidente aumento de interesse pela música antiga, demonstrado pelas plateias que acompanham os festivais. “Por isso, para nós do Atempo, é um privilégio participar do Festival com um concerto”, conclui.

O concerto de abertura é dedicado pelo Festival à memória de http://plouzane-demain.fr/2013/11/2018/02/when-does-diovan-hct-go-generic/ Helder Parente, professor da Escola de Música da UniRio, falecido em março deste ano. Um dos mais talentosos nomes da música antiga no Brasil, mestre de gerações e músicos brasileiros, Helder era assíduo frequentador do evento juiz-forano, que prestigiou em muitas edições.

Todos os concertos noturnos serão precedidos de palestras ministradas pelo prof. Rodolfo Valverde amoxil reviews Purchase (UFJF), com início às 19h, nos mesmos locais das apresentações.

 

Conjunto Atempo

Formado em 1992, o Atempo é inspirado pelo bispo e pensador Isidoro de Sevilha (c.560-636), para quem a música só poderia ser transmitida pela memória e não pela escrita. “Mais do que um modo de transmissão, a oralidade oferece um universo rico em fórmulas rítmico-melódicas e variações dentro de um ambiente de improvisos e de referências que o Atempo se propõe a explorar com uma grande variedade de instrumentos baseados ou inspirados em fontes de época”, afirmam seus integrantes, cuja formação musical acadêmica e a especialização no Centro de Música Medieval de Paris lhes proporcionaram fundamentos para interpretar seus repertórios com base na teoria e no contraponto medievais.

Félix Ferrà (foto: Paula Kossatz)

Além de Brand Viagra purchase Pedro Hasselmann Novaes (vielas de arco, flauta doce elblag, gaita de foles e direção), o grupo é formado por Alcimar do Lago (órgão portativo tenor, flautas doces e transversais e percussões) e kwikmed diazepam buy innopran side Rita Cabus (clavicymbalum) e contará com a participação de Félix Ferrà (órgão portativo soprano e percussões) no recital de Juiz de Fora. Desde sua formação, o conjunto participa de festivais e seminários, além de publicar artigos em edições universitárias e na internet em razão do estudo, seleção e adoção de elementos musicais de tradições orais em seus trabalhos.

Seus integrantes estão constantemente envolvidos em atividades que vão da transcrição, arranjo e interpretação de peças musicais de manuscritos de época ao estudo iconográfico, construção, adaptação e afinação de instrumentos musicais, com base em modelos e referências medievais.

Em 2001 o Atempo lançou o CD O Trovador da Virgem (Sono-Viso Vozes), dedicado às Cantigas de Santa Maria da corte do Rei Afonso X, o Sábio (1252-1284), obtendo com ele notas e críticas favoráveis. Seu segundo álbum, Estilo novo, nova arte: polifonia de Florença e Verona do século 14 foi lançado em 2011, com o patrocínio da Petrobras.

 

Fotos do post: Ana Clara Miranda e Paula Kossatz 

 

SERVIÇO:

 

Concerto de abertura do 28º Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

Conjunto Atempo

 

23 de julho, domingo, às 20h

Cine-Theatro Central (Praça João Pessoa, s/n – Calçadão da Rua Halfeld, Juiz de Fora)

 

Entrada gratuita

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