CríticaLateralMúsica coral

“Paixão Segundo São João” apaixona

Uma performance maravilhosa. buy viagra from china

Hoje, 18.04.2014, sexta-feira santa, a OSB Purchase buy glucotrol xl online mais o Calíope Order e solistas apresentaram, na Cidade das Artes, esta maravilhosa obra de J. S. Bach, que dispensa comentários. Agradeço a Deus poder ter tido a oportunidade de assistir duas vezes à execução desta Paixão – uma com a Osesp e esta agora com a OSB. Quem merece?

Eu ainda não tinha ido à Cidade das Artes e confesso que fiquei muito bem impressionado. O espaço é muito amplo, muito bonito, moderno e, a meu ver, a acústica é boa. Fiquei  praticamente no meio da plateia. Nenhum problema. Não sei se alguma pessoa que tenha estado em outro lugar teria a mesma opinião.

Algumas observações eu queria fazer antes de falar sobre o concerto.

– penso que a Cidade das Artes, para o futuro, deveria providenciar um anteparo de madeira para colocar em volta e por cima dos corais que lá se apresentam, para que o som não se perca para cima e para os lados;

– cada maestro sabe de si, mas penso também que dispor o coral em apenas duas fileiras faz com que se perca muito da unidade e da força do conjunto. O melhor, na minha opinião, seriam 2 filas para cada naipe.

O que dizer sobre o concerto? Acho que esta será a crítica mais fácil que terei feito na vida até agora.

A Orquestra Sinfônica Brasileira (parte dela na verdade) esteve perfeita e os solistas instrumentais acompanharam lindamente os solistas vocais, sem tropeço de espécie alguma.

Os solistas vocais Lício Bruno (como Jesus), Pablo Pollitzer (como cronista), Gabriella Pace online e Adriana Clis Cheap (como solistas) estiveram muito bem. Talvez o cronista, que teve que fazer também os solos de tenor, tenha, em algumas passagens, ficado um pouco aquém, mas foi o mais aplaudido pelo público na apresentação final.

Não pretendo gastar o meu latim falando do Calíope (reforçado, como era de se esperar). Se ele tivesse tido a seu favor as duas observações que coloquei acima, teria tido um desempenho irretocável e magnificentíssimo. Como não teve, ficou apenas irretocável e magnífico. Espetacular… Parabéns, é óbvio, ao Júlio Moretzsohn Order .

Do maestro Roberto Minczuk Cheap , regente e mestre de cerimônia do espetáculo, o que dizer? Bom… se o espetáculo foi perfeito, o maestro foi perfeito…

Mas só Deus e eu sabemos que, no fundo… no fundo mesmo, o que eu queria era estar nesse lindo coral cantando…}

5 Comments

  1. Muito burocrática sua crítica Antônio Rodrigues. Você esqueceu de citar que ao fim do concerto boa parte da plateia tinha ido embora. Quanto à sala, apesar da boa acústica, é impossível dos camarotes ou galerias visualizar o palco, pois em todas há uma grade de proteção que impede a visibilidade, inclusive entre as cadeiras, desnecessária. O cronista era péssimo de voz feia e desafinado. Quanto ao coro realmente esteve perfeito e foi o ponto alto do espetáculo, mas os solistas do coro foram muito mal escolhidos, fracos e sem a menor condição. Dos solistas apenas Lício Bruno e Gabriela Pace foram bem, a mezzo Adriana Clis tinha um ovo na boca e voz entubada…… Se esse foi o melhor concerto a que você assistiu, tá mau hein…..

  2. Dinho, sou levado a concordar com você. Não percebi que pessoas estavam saindo antes: apenas um casal na minha frente e interpretei que não queriam ter problemas de muita gente para sair. Quanto à visão dos camarotes… foi a 1a. vez que fui e nunca fui aos camarotes. Valeu o registro.
    Quando a Adriana Clis começou a 1a. intervenção dela, realmente, a voz estava estrangulada, mas achei que melhorou depois. Gabriela e o Lício estavam perfeitos, o que, para o Lício, não é nenhuma novidade.
    Quanto ao cronista, confesso que não tive coragem de ser tão claro quanto você. É um texto que seria lido por muita gente e não me senti confortável deletando um cantor de carreira internacional, segundo o libreto. Fui mais discreto, mas também não gostei.
    Na realidade, o que me entusiasmou mesmo (a minha origem é coral, em que cantei desde 1961 até 4 anos após a morte do Armando Prazeres) foi o coral. Quando li que seria o Calíope, fiquei temeroso, mas não pelas vozes e sim pelo número de cantores que o compõe. Entretanto, vi que foi reforçado e muito bem. Houve vezes em que fechei os olhos e nada ficou a dever, por exemplo, a uma gravação da Paixão segundo São Mateus, que eu ouvi durante o dia, como uma espécie de preparação.
    O coral realmente passou dos limites…
    Obrigado pelas suas observações, que me dão mais confiança e pedem mais coragem…

  3. Bom meu caro crítico, essas críticas costumam ir para o currículo dos artistas, como assim não teve coragem? Então sua crítica não é confiável, se não quer se comprometer use um pseudônimo, mas isso não foi digno da sua parte….

  4. Dinho, volto a responder ao seu comentário, para dizer que não tive coragem por alguma dúvida que me assaltou. Não pretendo usar pseudônimo. Se quisesse me esconder, bastaria não publicar os seus comentários. As pessoas têm dúvidas e eu tive…
    Abraços.

  5. Não sei como alguém que usa um pseudônimo “cdinho” ousa exigir coragem de qualquer crítica ou crítico publicada aqui no movimento.com (ou em qualquer lugar). E “cdinho” deve ter lido a crítica muito “rapiDinho” para não perceber as ressalvas feitas pelo Sr. Antônio Rodrigues, um cavalheiro em suas respostas.
    Concordando ou não com as críticas e críticos, não posso deixar de registrar que esse site nos proporciona imenso material musical. Quem quer, aprende muito por aqui e tem a oportunidade de se inteirar dos eventos musicais Brasil (e América do Sul) afora. E de GRAÇA!
    Falando especificamente do evento, ainda não conheci a Cidade das Artes, mas estou ansioso para isso. Para mim, a música de Bach é quase como que uma porta para o céu, por ser tão sublime!
    Espero ainda que a Cidade das Artes não demore em montar uma bela ópera em sua sala maior!
    Abraços!

Leave a Response

Antônio Rodrigues
Apaixonado por música coral, é um dos fundadores e mantenedor do movimento.com.