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Paisagens da Boêmia no Municipal do Rio

Maestro Claus Peter Flor estreia à frente da OSB na interpretação integral da obra nacionalista do tcheco Smetana. buy diakofukboy

 

A história, a paisagem, as lendas e as crenças da região da Boêmia, na Europa Central, chegam ao Theatro Municipal do Rio no próximo dia 13 de setembro, às 20h. No terceiro concerto da série Ametista da Orquestra Sinfônica Brasileira Cheap Buy (OSB), o programa traz, na íntegra, o poema sinfônico Má Vlast (“Minha Terra”), do tcheco Bedřich Smetana. No comando da apresentação estará, pela primeira vez com o grupo, o maestro alemão Order Claus Peter Flor.

Composta de 1874, quando a surdez que atingiu a vida e a carreira de Smetana começou a se manifestar, a 1879, Má Vlast é constituída por seis poemas sinfônicos que retratam a terra natal do compositor, a região da Boêmia. Exaltando a forte característica patriótica de Smetana, a composição começa com o poema Vyšehrad, retratando uma montanha rochosa com vista para Praga, berço da corte real da Boêmia no século 8, sob o comando da rainha Libuse. Em seguida, o segundo movimento e mais conhecido da obra, Vlavta, traz para os acordes clássicos a descrição do poderoso rio da Boêmia, da nascente à foz, percebendo-se na execução dos instrumentos a alusão ao som das águas e do campo. A ideia de compor essa passagem ocorreu em 1867, durante um piquenique às margens do rio.

Sarka é o poema seguinte e traz para a obra o lado folclórico e lendário da região ao musicalizar a história de uma dama amazona que torturava os homens que a traíam. Na quarta passagem, Z českých lůhu a hájů, Smetana representa a celebração aos bosques e florestas da Boêmia em um dia de verão ensolarado. Após uma pausa de quatro anos, o compositor retoma a obra e, já com a surdez avançada, compõe os dois últimos movimentos complementares, Tábor e Blaník. A primeira peça retrata guerreiros religiosos fanáticos, do século 14, que fundaram uma fortaleza e a defenderam até a morte. Já Blaník traz a montanha onde os guerreiros dormiam e se refugiavam até o momento em que voltavam a se reunir para defender seu povo em tempos de necessidade.

Smetana

Nascido e criado na Boêmia, na cidade de Praga, Bedřich Smetana iniciou sua carreira como pianista virtuoso e professor. No início dos seus 30 anos, o compositor deixou Praga, desgostoso, para dar aulas e se apresentar na Suíça. Em cinco anos no país, o tcheco foi surpreendido por um forte sentimento nacionalista pela sua terra natal e para amenizar a saudade Smetana aprendeu a escrever em tcheco, produziu muitas obras orquestrais, tendo as lendas nativas de Praga como pano de fundo, e tornou-se um expressivo disseminador dos costumes e da cultura da Boêmia. De volta a Praga, ele se empenhou ainda mais em reviver e preservar a cultura da região e fundou uma escola, um sindicato de músicos e, rapidamente, se tornou o mais engajado crítico do país, pianista, maestro e acima de tudo compositor. Já acometido pela surdez e antes de ser internado em um hospício, onde morreria, Smetana atingiu o seu ápice patriótico compondo Má Vlast http://blog.concung.com/cheap-omnicef-antibiotic-cefdinir.html , a obra de alcance, poder e representatividade sem precedentes para o seu país.

Claus Peter Flor

Respeitado por músicos do mundo todo como um maestro extremamente talentoso e por seu instinto musical, Claus Peter Flor foi diretor musical da Orquestra Filarmônica da Malásia de 2008 a 2011. Flor colabora com outras orquestras internacionais, como a Orquestra Filarmônica de Estrasburgo; a Residentie Orkest, orquestra da Holanda; a Orquestra Filarmônica Real de Liverpool; a Orquestra Sinfônica de Milão Giuseppe Verdi, também conhecida como La Verdi; a Orquestra Tonkunstler de Viena, entre outras.

Como condutor de ópera, Flor dá continuidade ao trabalho com o Théâtre du Capitole, de Tolouse, França. Na última temporada, o maestro comandou a montagem de Madame Butterfly, de Puccini, e voltará nas temporadas seguintes para mais duas apresentações. Em 2010, Flor conduziu em Tolouse a montagem de http://theswishlife.com/fashion/baclofen-over-the-counter/ A Flauta Mágica, de Mozart, produção que ele estreou por lá em 2007 como parte de um ciclo de apresentações do compositor. Para esta temporada, o maestro volta a se apresentar na Ópera Nacional de Paris para uma nova produção de Hansel & Gretel, de Humperdinck.

O maestro tem uma vasta discografia, incluindo a aclamada série de gravações de Mendelssohn com a Sinfônica de Bamberg, Alemanha. Recentemente, fez três gravações com a Filarmônica da Malasia: Asrael Symphony, de Josef Suk lançado em 2009; e as Sinfonias nº 7 e 8, de Dvorák, lançadas em 2012.

Nascido em Leipzig, em 1953, o maestro alemão começou sua carreira musical com aulas de violino antes de focar nas aulas de regência com Rolf Reuter, e depois com Rafael Kubelik e Kurt Sanderling. Aos 31 anos, Flor se tornou diretor musical geral da Konzerthausorchester de Berlim e também iniciou parcerias com outras grandes orquestras como a Gewandhaus Orquestra, de Leipzig; e a Staatskapelle Orquestra, da cidade de Dresden, na Alemanha. Em 1988, Flor fez sua estreia à frente da Filarmônica de Berlim. Antes de assumir o posto de diretor musical da Filarmônica da Malásia, atuava como maestro convidado principal da Orquestra Sinfônica de Milão Giuseppe Verdi, de 2003 a 2008, com a função de desenvolver o trabalho da orquestra no repertório da Europa Central. De 1999 a 2008, também era o maestro convidado principal da Orquestra Sinfônica de Dallas.

Orquestra Sinfônica Brasileira

A Orquestra Sinfônica Brasileira é um dos mais tradicionais conjuntos sinfônicos do país. Roberto Minczuk é o maestro titular. Fundada em 1940, pelo maestro José Siqueira, a OSB foi a primeira a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia. As missões institucionais contemplam a conquista de novos públicos para a música sinfônica, o incentivo a novos talentos e a divulgação de um repertório diversificado, objetivos alcançados em mais de quatro mil concertos realizados durante sete décadas de trajetória ininterrupta.

A história da OSB se compôs através da contribuição de grandes músicos e regentes como Eleazar de Carvalho e Isaac Karabtchevsky. Além de ter revelado nomes como Nelson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, a OSB também contou em sua história com a colaboração de alguns dos maiores artistas do século 20: Leonard Bernstein, Zubin Mehta, Kurt Sanderling, Arthur Rubinstein, Martha Argerich, Kurt Masur, Claudio Arrau, Mstislav Rostropovich, Jean-Pierre Rampal e José Carreras, dentre outros.

 

SERVIÇO biaxin canada

Orquestra Sinfônica Brasileira

Claus Peter Flor, regência (estreia com a OSB)

Smetana – Má Vlast (integral) Buy

 

Sábado, 13 de setembro, às 20h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Marechal Floriano s/nº, Centro)

Informações do Theatro: (21) 2332‐9191/ 2332‐9005, a partir das 10h

 

Classificação: Livre

Preços: R$ 20 (Galeria), R$ 60 (Balcão Superior), R$ 100 (Plateia), R$ 140 (Balcão Nobre)

 

Descontos: 50% para terceira idade, estudantes, portadores de necessidades especiais e menores de 21 anos

Acesso para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção na entrada lateral do Theatro (Av. Rio Branco)

Programação sujeita a alteração

Ingressos à venda na bilheteria do Theatro e pelo site ingresso.com

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