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OSESP traz a “Missa Solemnis”, de Beethoven

A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) faz a abertura oficial da Temporada 2020 tocando a Missa Solemnis, de Beethoven. Os concertos dos dias 5, 6 e 7 de março também marcam a estreia do suíço Thierry Fischer como regente titular da Osesp e contam com a participação do Coro da Osesp, Coro Acadêmico da Osesp e dos solistas brasileiros Kismara Pezzati (mezzosoprano) e Atalla Ayan (tenor), lado a lado dos alemães Michael Nagy (barítono) e Susanne Bernhard (soprano).

Apresentada pela última vez pela Osesp em 2012, a Missa Solemnis é tida, por consenso, como uma das maiores — para alguns, a maior — de todas as obras de Beethoven. Combinando harmonias arrojadas com uma recriação muito própria da polifonia antiga, em desenhos formais inéditos, a Missa é um exemplo consumado da fase tardia do compositor. Seu impacto afetivo soa único, também. Sem falar na dimensão humanista e filosófica: ali, “o Homem, não Deus, está no centro da obra”, como escreve Jorge de Almeida em seu ensaio para a Revista Osesp 2020.

Com o tema Beethoven 250, que celebra os 250 anos de nascimento do compositor alemão, a Temporada 2020 destaca-se pelo grande número de assinaturas vendidas. Comercializadas entre os meses de novembro e dezembro de 2019, tiveram um aumento de mais de 10% no volume de ingressos da modalidade fixa (pacote fechado de programas) e quase 60% da modalidade flexível (pacote personalizado de programas), em relação ao ano anterior.

Para as pessoas que não poderão estar na Sala São Paulo, o primeiro dia de concerto, 5 de março (quinta-feira), será transmitido ao vivo e gratuitamente pela internet, a partir das 20h15, por meio das plataformas digitais da Osesp (Facebook, Youtube e site) e também no canal Arte 1. Com patrocínio do Itaú Personnalité e apoio do Sesc São Paulo, esta será a 19ª transmissão digital ao vivo realizada pela Osesp.

A Temporada 2020 terá um dos maiores ciclos de obras de Beethoven já apresentados no Brasil, além de outros grandes clássicos da música de concerto e composições de autores do nosso tempo. Serão 132 concertos, entre sinfônicos, recitais, de câmara e do Coro da Osesp.

Mais informações sobre a TEMPORADA OSESP 2020 | BEETHOVEN 250:
http://www.osesp.art.br/paginadinamica.aspx?pagina=temporada2020

Os concertos da Temporada Osesp 2020 são uma realização do Governo do Estado de São Paulo, por intermédio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e contam com o patrocínio do Itaú Personnalité, Mattos Filho, Banco Votorantim, Banco Daycoval e Credit Suisse.

 

PROGRAMA

Ludwig van Beethoven
Missa Solemnis em ré maior, OP 123

 

 

SERVIÇO

 

OSESP traz a “Missa Solemnis”, de Beethoven

Dias 05 e 06 de março (quinta e sexta-feira), às 20:30h
Dia o7 de março, sábado, às 16:30h

Ingressos: De R$ 50,00 a R$ 190,00
http://www.osesp.art.br/concertoseingressos/concerto.aspx?IDApresentacao=7900

Ensaio aberto

Dia 05 de março, quinta-feira,  às 10h.

Ingressos: R$ 15,00.

Durante o Ensaio podem acontecer pausas, repetições de trechos e alterações na ordem das obras de acordo com a orientação do regente.

 


Thierry Fischer
– regente titular

Thierry Fischer

É uma honra e um privilégio ser parte da vida criativa e inovadora dessa Orquestra, reconhecida internacionalmente como a ‘número 1’ da América Latina.” Thierry Fischer.

Diretor Musical e Regente Titular da Osesp a partir de 2020, Thierry Fischer é Diretor Musical da Orquestra Sinfônica de Utah desde 2009 (em 2022, ele se tornará Diretor Musical Emérito). É Regente Convidado Principal da Filarmônica de Seoul desde 2017 (com contrato estendido até o final de 2020).

Destaques recentes de sua carreira incluem a estreia sul-americana do concerto para flauta Saccades, de Manoury, com Emmanuel Pahud e a Osesp, além de vários projetos cênicos: Winterreise (Schubert) de Zender, em Estrasburgo, A Flauta Mágica (Mozart) com a Ópera de Utah e Candide (Bernstein) em Utah e Seoul.

Destaques como maestro convidado incluem visitas à Filarmônica de Bergen e à Orchestra of the Age of Enlightenment (em turnê e no Royal Festival Hall). Também regeu as Sinfônicas de Boston, Atlanta, Cincinnatti e Detroit, além da Orquestra do Festival Mostly Mozart (Nova York), a Royal Philharmonic, a Filarmônica de Londres, a Sinfônica da BBC, as Filarmônicas de Oslo e Roterdam, a Maggio Musicale de Florença, a Orquestra Mozarteum de Salzburgo e a Orchestre de la Suisse Romande.

O maestro Fischer aprecia também o aspecto colaborativo do trabalho com grupos menores, como a Orquestra de Câmara da Europa, as Orquestras de Câmara Escocesa, Sueca e de Munique, a London Sinfonietta e o Ensemble Intercontemporain. Comprometido com a música contemporânea, tem regido e encomendado muitas estreias mundiais.

Durante seu período como Regente Principal da Orquestra Nacional BBC do País de Gales, entre 2006-12, esteve no BBC Proms todos os anos, realizou turnês internacionais e gravou vários discos, recebendo o Prêmio ICMA em 2012 por Der Sturm [A Tempestade], de Frank Martin, com a Orquestra Filarmônica e Coro da Rádio Holandesa. Em 2012, lançou um disco com obras de Beethoven, com o pianista Louis Schwizgebel e a Filarmônica de Londres.

Thierry Fischer começou sua carreira como Primeira Flauta na Filarmônica de Hamburgo e na Ópera de Zurique. Sua carreira como regente teve início por volta dos 30 anos, quando substituiu um colega enfermo, dirigindo subsequentemente seus primeiros concertos com a Orquestra de Câmara da Europa – onde na época era Primeira Flauta, sob regência de Claudio Abbado. Passou seus anos de estudo na Holanda e se tornou Regente Principal e Conselheiro Artístico da Orquestra de Ulster entre 2001-06. Foi Regente Titular da Filarmônica de Nagoya entre 2008-11, sendo agora Regente Convidado Honorário.

Mais informações:
https://intermusica.co.uk/artist/Thierry-Fischer

Crédito das fotos: Mariana Garcia

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