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OSB apresenta “Os encontros musicais de Bertolt Brecht”

Evento celebra os 30 anos da Queda do Muro de Berlim

Em novembro de 1989, o mundo assistia à Queda do Muro de Berlim, dando fim a um longo período ditatorial que reunificaria a Alemanha. E, para celebrar os 30 anos do acontecimento, a Orquestra Sinfônica Brasileira levará um programa especial ao palco do Teatro Riachuelo no próximo dia 19 de novembro, às 20h. “Os encontros musicais de Bertolt Brecht com Kurt Weill, Paul Dessau e Hans Eisler” estão no repertório do concerto que terá regência do maestro Tobias Volkmann e participação da mezzo-soprano Carolina Faria e do barítono Lício Bruno como solistas.

A OSB conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem a NTS como mantenedora, Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras e Eletrobras como copatrocinadora. A realização do concerto é uma parceria com o Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Rio de Janeiro.

A obra de Bertold Brecht, um dos dramaturgos mais importantes da história do teatro e figura de destaque na cena alemã no período em que o país era dividido em dois, e suas parcerias musicais são o fio condutor do espetáculo. “Para levar ao público uma amostra dessa divisão, escolhemos parcerias dos dois lados: Kurt Weill do lado ocidental e Paul Dessau e Hans Eisler, que foram, provavelmente, os dois principais compositores do período na Alemanha Oriental” – explica Volkmann.

Abrindo o programa, a obra mais célebre do repertório: uma suíte sinfônica com os principais temas da Ópera dos Três Vinténs, composta em parceria com Kurt Weill. Na sequência, uma reunião de canções para teatro e poesias musicadas, compostas em parceria com Paul Dessau, Hans Eisler e Kurt Weill.

Para o maestro, o repertório tem uma carga simbólica grande. “Vamos levar ao palco um pouco desse significado e por isso escolhemos um dos artistas mais simbólicos desse momento. A obra de Brecht e suas parcerias são um reflexo do que se vivia na época. Todas as angústias e ansiedades estão ali” – opina.

 

PROGRAMA

Kurt Weill / Bertolt Brecht
Suíte orquestral da Ópera dos Três Vinténs
– Orquestração de Max Schönherr

Canções de Paul Dessau, Hans Eisler e Kurt Weill em parceria com Bertolt Brecht
– Arranjos de Paulo Aragão

 

 

SERVIÇO

 

OSB – “Os encontros musicais de Bertold Brecht com Kurt Weill, Paul Dessau e Hans Eisler”

Dia 19 de novembro, terça-feira, às 20h

Teatro Riachuelo (Rua do Passeio, 38/40 – Centro – Rio – 2533 8799)

Ingressos:
Plateia VIP: R$ 70,00 (R$ 35,00 meia)
Plateia e Balcão Nobre: R$ 60,00 (R$ 30,00 meia)
Balcão Superior: R$ 40,00 (R$ 20,00 meia)

À venda na bilheteria do Teatro Riachuelo e no Sympla – https://bileto.sympla.com.br/event/62789/d/74281

 

 

Tobias Volkmann 

Vencedor dos principais prêmios concedidos no Concurso Internacional de Regência Jorma Panula 2012, na Finlândia, e no Festival Musical Olympus de São Petersburgo em 2013, Tobias Volkmann vem atraindo atenção para interpretações consistentes tanto no repertório sinfônico quanto no teatro de ópera e balé. Com versatilidade e sofisticação, Volkmann mostra-se à vontade em uma variedade de estilos, que se estende da interpretação historicamente informada da música do século XVIII às mais desafiadoras obras da música contemporânea, incluindo naturalmente o grande repertório romântico e a música brasileira em suas diversas vertentes.

Desde 2016 na posição de principal regente convidado da Orquestra Sinfônica Nacional da Universidade Federal Fluminense, foi maestro titular da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro de 2016 a 2018. Em 2015, estreou na célebre sala Gewandhaus de Leipzig como convidado da temporada oficial do Coro e Orquestra Sinfônica da Rádio MDR.

Em poucos anos foi convidado a dirigir em concerto um grande número de orquestras europeias e sul-americanas, destacando-se entre elas a Orquestra Sinfônica Estatal de São Petersburgo, Orquestra Sinfônica Estatal do Museu Hermitage, Sinfônica de Brandemburgo, Filarmônica de Pilsen, Orquestra Sinfônica do Porto Casa da Música, Orquestra Sinfônica do Chile, Orquestra Sinfônica do SODRE, Orquestra Sinfônica Brasileira, Filarmônica de Minas Gerais, Petrobras Sinfônica, Orquestra Sinfônica da UNCuyo – Mendoza, Orquestra Clássica da Universidade de Santiago, Orquestra Sinfônica do Paraná, Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e Orquestra Sinfônica da Universidade de São Paulo. Compromissos futuros incluem a estreia com a Orquestra Sinfônica Simón Bolívar da Venezuela.

Sob sua direção musical, a OSN gravou três CDs de música brasileira contemporânea. Sua discografia completa-se com Whisper, disco de música brasileira gravado ao vivo na Alemanha com a harpista Cristina Braga e a Sinfônica de Brandemburgo.

Dedica à música contemporânea uma atenção especial, tendo realizado mais de vinte estreias nos EUA, na Alemanha, na Rússia, na Argentina e no Brasil. Completa o amplo espectro de sua atuação artística o acompanhamento de filmes mudos, seja com trilhas originais ou contemporâneas. Sucessos de público e crítica neste campo foram Metropolis de Fritz Lang/Gottfried Huppertz, O Garoto, de Charles Chaplin e Nosferatu de Friedrich Murnau/Pierre Oser. Tobias Volkmann realizou sua formação com Ronald Zollman na Universidade Carnegie Mellon de Pittsburgh, complementando-a com grandes nomes da regência em masterclasses internacionais ministradas por Kurt Masur, Jorma Panula, Isaac Karabtchevsky e Fábio Mechetti.

 

Orquestra Sinfônica Brasileira – OSB

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é reconhecida como um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 78 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.

Nas últimas sete décadas, a OSB revelou nomes como Nélson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, e esteve à frente, maestros e compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Eleazar de Carvalho, Cláudio Santoro, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri. Também faz parte de sua história a colaboração de alguns dos maiores artistas do cenário internacional como Leonard Bernstein, Arthur Rubinstein, Mstislav Rostropovich, Igor Stravinsky, Claudio Arrau, Zubin Mehta, Lorin Maazel e Kurt Masur, entre muitos outros.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura. Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem a NTS – Nova Transportadora do Sudeste como mantenedora e a Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras e Eletrobras como copatrocinadora, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

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