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Orquestras em conferA?ncia

3A? ConferA?ncia Internacional MultiOrquestra, promovida pelo British Council Brasil nos dias 10, 11 e 12 de maio, em SA?o Paulo, trouxe especialistas internacionais para discutir futuro das orquestras.

 

As rugas de experiA?ncia de profissionais veteranos de orquestras e organizaA�A�es renomadas de naA�A�es como Reino Unido, Holanda, Argentina, A?ustria, Estados Unidos e Brasil somaram-se ao frescor e A� ingenuidade de jovens estudantes de mA?sica para discutir o lugar no mundo e o futuro das orquestras durante a 3A? ConferA?ncia Internacional MultiOrquestra, realizada de 10 a 12 de maio na Unidade Sesc Bom Retiro, em SA?o Paulo. A iniciativa se deu por meio do Programa Transform Orchestra Leadership, do British Council, e buscava revelar que outros papA�is as orquestras podem desempenhar na sociedade alA�m de produA�A?o e reproduA�A?o musical.

Esta terceira ediA�A?o a�� as anteriores foram em Belo Horizonte, em 2014, e no Rio de Janeiro, em 2015 a�� contou com debates entre regentes, educadores, gestores e programadores do cenA?rio internacional, palestras de 30 minutos (keynotes) e recitais. “Este intercA?mbio que promovemos para debater sobre questA�es relacionadas A�s formaA�A�es orquestrais A� fundamental para o estreitamento do diA?logo entre instituiA�A�es, orquestras e naA�A�es, especialmente Brasil e Reino Unido”, declarou Luiz Coradazzi, diretor de artes do British Council Brasil e um dos curadores da conferA?ncia (com Claudia Toni e Paulo Zuben).

No inA�cio da agenda do primeiro dia de conversas estava a palestra Manobras orquestrais: sA?lida contribuiA�A?o para relaA�A�es internacionais a�� ou vitrinismo diplomA?tico?, proferida por Graham Sheffield, diretor artA�stico do Barbican Centre, em Londres, de 1995 a 2010 e atualmente diretor global de artes do British Council. O prA?prio Sheffield mediou a atividade seguinte: o painel MA?sica e diplomacia cultural, do qual participaram John Neschling, maestro e diretor artA�stico do Theatro Municipal de SA?o Paulo; Richard Wigley, diretor executivo da Ulster Orchestra, na Irlanda; Anne Parsons, presidente e diretora executiva da SinfA?nica de Detroit, nos EUA; e Marianne Feldmann, embaixadora da A?ustria no Brasil.

A tarde comeA�ou com um concerto da Royal Northern Sinfonia, conjunto britA?nico fundado em 1958 com sede no centro de mA?sica Sage Gateshead. Os mA?sicos foram regidos pelo finlandA?s Olli Mustonen, autor de uma das obras do recital (Concerto triplo). O programa completou-se com Shostakovitch (Concerto para piano n. 1 em dA? menor), Beethoven (Quinteto para piano e sopros), Albinoni (Concerto para oboA� em rA� menor) e Mendelssohn-Bartholdy (Sinfonia n. 4 em lA? menor). O diretor executivo da Royal Concertgebouw Orchestra de AmsterdA?, Jan Raes, assumiu o microfone em seguida para falar sobre o tema GovernanA�a.

 

Royal Northern Sinfonia
Royal Northern Sinfonia

 

O segundo painel do dia chamava-se TA?nica aumentada, e teve a participaA�A?o de Marcelo Lopes, trompetista e diretor executivo da FundaA�A?o Orquestra SinfA?nica do Estado de SA?o Paulo (Osesp); e David Warburton, membro do Parlamento BritA?nico e fundador da empresa The Music Solution Ltd., voltada ao fornecimento de conteA?dos musicais para smartphones. O moderador dos debates foi Mark Pemberton, diretor da AssociaA�A?o das Orquestras BritA?nicas (ABO, na sigla em inglA?s).

 

EducaA�A?o musical e formaA�A?o de plateias

A ativista cultural Katherine Zeserson abriu os trabalhos na manhA? do dia 11 com uma apresentaA�A?o sobre melhores prA?ticas de educaA�A?o musical mundo afora. Foram apresentados vA�deos com experiA?ncias em Budapeste e Vancouver, entre outras cidades, nas quais jovens e crianA�as sA?o o foco de aA�A�es que buscam uma aproximaA�A?o desse pA?blico com a orquestra e a mA?sica (em particular, a erudita). ApA?s citar prA?ticas educacionais da Royal Scottish Orchestra, da FilarmA?nica de Berlim e da Osesp, Zeserson salientou uma importante questA?o, poucas vezes levada em conta: a necessidade de formar nA?o apenas o pA?blico do futuro, mas as audiA?ncias de hoje. E deixou sua dica: “Pensar, de uma vez sA?, em tudo que precisamos fazer A� assustador. Pode parecer A?bvio, mas A� fundamental dar pequenos passos, um de cada vez”.

Investindo em pessoas, lugares e significado para promover mudanA�as positivas atravA�s da mA?sica buy urispas 200 Pills a�� esse foi o assunto sobre o qual falou a norte-americana Anne Parsons, apresentando a trajetA?ria de superaA�A?o da SinfA?nica de Detroit em um perA�odo de cinco anos. Em pesquisa realizada com comunidade e funcionA?rios, a orquestra recebeu os atributos disfuncional, estressante, frA?gil, desconfianA�a e reserva, e, apA?s A?rduo trabalho conjunto, o grupo, em nova pesquisa, passou a ser caracterizado como ambicioso, inovador, aberto, diverso e apaixonado. Para se reinventar e sair da crise moral e financeira, a orquestra questionou seus valores, objetivos e atA� pA?blicos-alvo. Entre outras mudanA�as, abraA�ou a tecnologia, passando a transmitir concertos ao vivo pela web, e saiu da sala de concertos para onde o povo estava: auditA?rios comunitA?rios, instituiA�A�es, igrejas, sempre a preA�os populares. O resultado foi uma virada artA�stica e econA?mica. “A� fundamental ter lA�deres alinhados e verdadeiros, e um plano de aA�A?o sA?lido para atravessar um doloroso perA�odo de mudanA�as”, aconselhou Parsons. “Mesmo sendo imprescindA�vel, ‘ter esperanA�a’, apenas, nA?o A� uma estratA�gia”.

A terceira atividade do dia foi o painel Para quem estamos tocando?, do qual participaram Arthur Nestrovski, violonista e diretor artA�stico da Osesp; Leandro Carvalho, secretA?rio de cultura de Mato Grosso, diretor artA�stico e maestro da Orquestra do Estado de MT; Catherine Arlidge, violinista da SinfA?nica da Cidade de Birmingham e membro da ABO; e Gillian Moore, diretora de mA?sica do Southbank Centre e primeira educadora contratada por uma orquestra no Reino Unido, em 1993. O debate foi moderado por Cathy Graham, diretora de mA?sica e projetos estratA�gicos do British Council. O maestro Carvalho falou de como a Orquestra do MT, criada hA? 12 anos, incorpora a riqueza musical do estado: “Buscamos oferecer uma programaA�A?o criativa e com respeito A� cultura local. Incorporamos, por exemplo, em um de nossos concertos, um naipe de viola de cocho”. O conjunto procura ainda proporcionar A� comunidade riqueza nas iniciativas educacionais. O maestro citou como exemplo a execuA�A?o de El retablo de maese Pedro, de Manuel de Falla (obra que se baseia em Dom Quixote e nas histA?rias de cavalaria do sA�culo 9), na cidade de PoconA�, de forma conectada com as festas de cavalhada (celebraA�A�es que remetem a torneios medievais.A�“Chega de Pedro e o Lobo!”, exclamou.

TambA�m com foco em educaA�A?o musical (nA?o apenas de crianA�as), a violinista e educadora musical Arlidge apresentou as boas prA?ticas de Birmingham, com destaque para o Programa Centre Stage, organizado pelos prA?prios mA?sicos da sinfA?nica da cidade, que criam concertos. “Uma orquestra nA?o A� apenas um coletivo, ela A� formada por indivA�duos criativos que precisam ser valorizados”, ressaltou. Outra iniciativa apresentada foi o Clock on to Safety, projeto da Orquestra com a municipalidade para ensinar A�s crianA�as regras bA?sicas de seguranA�a no trA?nsito (atravessar a rua, por exemplo). “CrianA�as estA?o fazendo alguma coisa ou dormindo. A� preciso interagir com elas para manter sua atenA�A?o. AliA?s, crianA�as sA?o um termA?metro perfeito: se perdem o interesse em um concerto, dizem na hora, ao passo que os adultos nA?o”, declarou. Para manter os pequenos atentos, os mA?sicos em aA�A?o no Clock on to Safety tinham de sair de sua zona de conforto (nem sempre com facilidade): o trombonista, por exemplo, virava um carro de polA�cia. Ao fim de sua apresentaA�A?o, Catherine Arlidge exibiu um vA�deo do maestro sir Simon Rattle, que deixou no ar uma pergunta fundamental, que guia o trabalho da SinfA?nica de Birmingham, com a qual jA? trabalhou de 1980 a 1998: “Os mA?sicos sA?o tocadores de instrumentos ou evangelizadores de nossa arte?”.

ApA?s realA�ar a importA?ncia de debates como aquele e da prA?pria mA?sica para o Brasil, particularmente naquele momento (no qual o impeachment http://johnmackoconstruction.com/?p=16116 de Dilma Rousseff estava em votaA�A?o), Arthur Nestrovski apresentou um completo painel da mirA�ade de aA�A�es realizadas regularmente pela Osesp: concertos regulares de vA?rios corpos artA�sticos, academias de mA?sica para jovens iniciantes, editora, selo digital (com gravaA�A�es disponA�veis gratuitamente na internet), acervo de histA?ria oral (entrevistas com mA?sicos acessA�vel a pesquisadores e pA?blico) e iniciativas educacionais, entre outras. Esta A?ltima, por exemplo, tem cunho social, segundo Nestrovski: “JA? recebemos em um ano na Sala SA?o Paulo mais de 120 mil crianA�as, em sua maioria estudantes da rede pA?blica”. O diretor artA�stico salientou ainda que tA?o importante quanto educar as crianA�as A� valorizar os professores, por meio, por exemplo, de certificaA�A?o das atividades educacionais das quais eles participam. Atualmente, cerca de 900 docentes aprendem com a Osesp. “O que sempre buscamos A� achar projetos desafiadores e fazer diferenA�a para nA?s mesmos e para o pA?blico, dialogando com a cidade, o paA�s e o mundo”, contou Nestrovski. “O difA�cil A� pensar em aA�A�es estratA�gicas futuras quando a situaA�A?o econA?mica e social do paA�s estA? tA?o instA?vel. Este A� um momento delicado, que requer esforA�o conjunto”, concluiu.

A criaA�A?o do Southbank Centre, em Londres, A� fruto de aA�A�es e popularizaA�A?o das artes e da cultura empreendida pelo governo britA?nico apA?s a Segunda Guerra. O espaA�o, hoje, A� sede de quatro orquestras a�� incluindo a prestigiosa FilarmA?nica de Londres. A diretora musical do Southbank Centre, Gillian Moore, contou algumas das aA�A�es educativas promovidas no local. Em sua maioria, os projetos sA?o multidisciplinares a�� como o effexor xr mail order Remembrance Day, em 2014, sobre a Segunda Guerra Mundial, no qual houve palestras, debates, 2 minutos de silA?ncio em homenagem aos mortos e concertos com repertA?rio que incluiu Fanfarra para um Homem Comum, de Copland; AdA?gio para Cordas, de Barber; e Cheap War Requiem, de Britten (com regA?ncia da norte-americana Marin Alsop, atual regente da Osesp). “O foco dessa e de outras aA�A�es era buscar formas de a mA?sica falar de seu tempo, buscando principalmente a participaA�A?o dos jovens e o olhar para o futuro. Tendemos a isolar a mA?sica e esquecer o quA?o poderosa ela A�”, disse a convidada.

As atividades vespertinas do dia 11 foram abertas com uma apresentaA�A?o do Coral Juvenil do Guri, regido por Leandro Souza. Em seguida, Alfonso Leal del Ojo, diretor executivo do Dunedin Consort e principal violista do The English Concert; Timothy Walker, diretor executivo e artA�stico da FilarmA?nica de Londres; e Yara Caznok, coordenadora do Conselho de Cursos de Bacharelado em MA?sica e de Licenciatura em EducaA�A?o Musical da Universidade do Estado de SA?o Paulo (Unesp), reuniram-se para o A?ltimo painel do dia, intitulado Posso sugerir…?. Mais provocador que moderador, o jornalista JoA?o Marcos Coelho abriu os debates destacando o papel polA�tico da mA?sica e questionando por que, por exemplo, de a pianista venezuelana Gabriela Montero, que tocou com a Osesp na A?ltima semana de abril deste ano, nA?o interpretou no concerto sua obra ExPatria, composiA�A?o sobre a situaA�A?o polA�tica em seu paA�s. Logo em seguida, afirmou que o pA?blico das salas de concerto quer beleza, jogando aos programadores o desafio de aliar o tradicionalmente belo A� inovaA�A?o das composiA�A�es contemporA?neas. “A� tudo sobre contexto. A obra tem de se inserir em uma escolha inteligente de repertA?rio. NA?o podemos pensar a composiA�A?o isoladamente”, ponderouA�Walker. Para Alfonso Ojo, obras conhecidas precisam de leituras que as iluminem: “Os grupos de mA?sica antiga sA?o, muitas vezes, os que tA?m abordagens mais criativas. Mostrar ao pA?blico uma mesma obra sob nova perspectiva pode ser revelador”. Yara Caznok, defensora da oferta mais constante de obras atuais, destacou: “NA?o hA? no Brasil nA?mero suficiente de bons mA?sicos propensos a dedicar-se A� mA?sica contemporA?nea, mais radical, de invenA�A?o. E A�, afinal, o intA�rprete que tem grande responsabilidade sobre a mA?sica contemporA?nea. Se uma obra for mal tocada, o pA?blico ficarA? na dA?vida se ela nA?o foi bem executada ou se A� ruim. AlA�m disso, o mA?sico que tem experiA?ncia com a mA?sica contemporA?nea certamente ganha um novo olhar sobre a mA?sica tonal. Quem vivencia a densidade de um Ligeti nunca mais vai tocar um Concerto Grosso da mesma maneira”. Para a professora, A� preciso que os intA�rpretes tenham humildade diante do compositor e visitem a obra contemporA?nea diversas vezes, sempre com muitas perguntas a responder. “Eu nA?o leio GuimarA?es Rosa uma sA? vez e resolvo. A� a mesma coisa”, afirmou.

Antes de acabar o segundo dia, os jovens participantes do Programa Tomorrow’s Leaders Today a�� curso imersivo integrante do Transform Orchestra Leadership e liderado por Katherine Zeserson a�� ganharam a palavra. Os estudantes de instituiA�A�es como Academia da Osesp, Instituto Baccarelli e Academia de Artes da Unesp debateram com o pA?blico temas como a horizontalizaA�A?o da orquestra, com o fim do “maestro-chefe”A�e dos “mA?sicos-operA?rios”, e a pluralizaA�A?o dos grupos, com mais participaA�A?o de mulheres. Os jovens elegeram a escola como o principal aliado para mudar o pensamento atual.

 

Jovens do Programa Tomorrowa��s Leaders Today
Jovens do Programa Tomorrow’s Leaders Today

 

PolA�ticas pA?blicas e emoA�A?o

O A?ltimo dia de conferA?ncia (12) foi aberto com a palestra Engajamento para dentro e para fora, proferida por Timothy Walker, diretor executivo e artA�stico da Orquestra FilarmA?nica de Londres. O palestrante afirmou que A� preciso dar passos prA?ticos para conquistar o engajamento da comunidade e do paA�s, e elencou algumas verdades universais, entre as quais estabelecer prioridades (“Reconhecer o que pode ficar para depois A� crA�tico”), delegar trabalho a pessoas competentes, confiar no instinto, saber ouvir e aceitar as falhas. “A� um aprendizado constante. A cada dia aprendemos com nosso passado e com outras instituiA�A�es, por exemplo, em eventos como este”, finalizou.

O quinto painel da conferA?ncia a�� Fazendo acontecer: polA�ticas pA?blicas para desenvolvimento orquestral a�� foi realizado em seguida. Compuseram a mesa Gustavo Vidigal, diretor de Empreendedorismo, GestA?o e inovaA�A?o da Secretaria de PolA�ticas Culturais do (ainda existente) MinistA�rio da Cultura; Ian Smith, diretor de mA?sica do Creative Scotland e presidente do Conselho Europeu de MA?sica; Cathy Graham, do British Council; e Jan Raes, da Royal Concertgebouw Orchestra. O moderador foi Paulo Zuben, diretor artA�stico-pedagA?gico do Santa Marcelina Cultura, que pediu aos participantes para apresentarem os principais mecanismos de financiamento em seus paA�ses.

 

Da esquerda para a direita: Jan Raes, Ian Smith, Cathy Graham, Gustavo Vidigal e Paulo Zuben
Da esquerda para a direita: Jan Raes, Ian Smith, Cathy Graham, Gustavo Vidigal e Paulo Zuben

 

Cathy comeA�ou salientando que todas as instituiA�A�es musicais do Reino Unido perderam recursos com a crise econA?mica iniciada na dA�cada passada, e, por isso, precisaram se reinventar. Uma das aA�A�es para esse fim A� o projeto BBC Music, que coloca a mA?sica clA?ssica sob o mesmo guarda-chuva que a mA?sica pop e o jazz, no intuito de trazer o erudito para o mainstream. Smith, em seguida, apresentou o Creative Scotland, responsA?vel pelo financiamento de instituiA�A�es de menor porte, como o Scottish Ensemble (a Orquestra, o BalA�, o Teatro e a Orquestra de CA?mara Nacionais da EscA?cia recebem aportes diretamente do governo escocA?s). Na Holanda, paA�s onde mora o belga Jan Raes, os grupos musicais tA?m de submeter a um conselho artA�stico nacional seus planos quadrianuais concernentes a educaA�A?o, ambiA�A�es internacionais, diversidade e conexA�es com as organizaA�A�es musicais locais de menor abrangA?ncia (como conservatA?rios); e o cumprimento dessas propostas A� critA�rio importante nos pleitos por financiamento. Segundo Vidigal, “o MinC reconhece a lacuna de nA?o ter polA�ticas pA?blicas voltadas A� mA?sica orquestral”. O brasileiro apresentou profunda anA?lise da economia da cultura, com detalhamento em mA?sica, e afirmou que o MinistA�rio havia desenvolvido 24 projetos estratA�gicos na A?rea musical, sendo cinco com previsA?o de implementaA�A?o em 2016. Para o palestrante, “a subvenA�A?o deve ser um recurso exclusivo para A?reas que nA?o tA?m rentabilidade econA?mica em seu bojo de trabalho”.A�ApA?s acalorados debates sobre reformas recentes na Lei Rouanet, a conversa voltou A� esfera mundial. Jan Raes lembrou que “nA?o podemos focar em apenas um modelo [de financiamento]. HA? inA?meros paradigmas para uma orquestra”. Ian Smith, ampliando o pensamento, ressaltou que a arte pode contribuir para solucionar problemas do mundo real, mencionando os recentes ataques terroristas a Istambul, Bruxelas e Paris. “Muitas vezes nos esquecemos de que a mA?sica tem poder de cura. MA?sica A� amor, e pode fazer muito”, declarou.

Finalizando os debates do evento, o painel purchase entocort colitis How deep is your love? foi promovido em formato pouco usual, baseado na instalaA�A?o performA?tica A Grande Mesa, da artista estadunidense Lois Weaver: como se fosse um jantar festivo, debatedores e plateia podiam se sentar em torno de uma mesa e expressar seus pontos de vista. ApA?s as explicaA�A�es iniciais feitas pela facilitadora Claudia Tori, do British Council Brasil, tomaram seus lugares A� mesa Leonardo Martinelli, diretor de formaA�A?o da FundaA�A?o Theatro Municipal de SA?o Paulo; Simone Menezes, regente da Camerata Latino Americana, de Campinas; Edilson Venturelli, vice-presidente do Instituto Baccarelli; e Rosemary Hinton, aluna da Academia Real de MA?sica de Londres. Ao lado de participantes espontA?neos que se juntaram ao grupo, como Nelson Kunze, diretor-editor da Revista Concerto, e http://cloverleafpizza.com/buy-lexapro-online-no-prescription-canada/ Denise HortA?ncia Garcia, compositora e professora do Departamento de MA?sica da Unicamp, os debatedores falaram sobre seu amor A� mA?sica e as estratA�gias que adotam para vencer as (inA?meras) dificuldades cotidianas da profissA?o a�� entre as quais estA?o questA�es ligadas a remuneraA�A?o dos mA?sicos e condiA�A�es de trabalho. Uma das jovens integrantes do programa Tomorrow’s Leaders Today sintetizou: “Eu amo a mA?sica, mas quero que ela me ame de volta. Eu preciso sobreviver e quero ser recompensada pelo trabalho que desempenho”.

 

A regente Simone Menezes com a palavra n'A Grande Mesa
A regente Simone Menezes com a palavra n’A Grande Mesa

 

O encerramento reuniu no palco, para os pronunciamentos finais, os organizadores da 3A? ConferA?ncia Internacional MultiOrquestra. Mark Pemberton, da AssociaA�A?o BritA?nica de Orquestras, fez um balanA�o: “Vejo, nesses trA?s anos, um aumento do foco nas questA�es em debate. Todavia, hA? desafios financeiros e sociais neste paA�s, e vocA?s terA?o de exercer seus papeis transformadores nesse processo. Mas notem: vocA?s, brasileiros, nA?o estA?o sozinhos. Mantenham a fA�”. Mesmo diante do sucesso das trA?s ediA�A�es a�� este ano, foram mais de 200 inscriA�A�es, de todos os estados brasileiros a��, Lucimara Letelier, diretora adjunta de artes do British Council Brasil, anunciou que a instituiA�A?o vai abandonar o papel de organizaA�A?o do evento e buscar ser mais um ator no processo. As palavras finais ficaram a cargo da curadora Claudia Tori. Muito emocionada, ela lembrou Charles Miller e de como os brasileiros superaram as regras do football e transformaram o futebol no esporte mais popular e democrA?tico do Brasil. E terminou: “O mais importante que aprendemos nesses anos A� a velha liA�A?o que a uniA?o faz a forA�a”.

Fotos: FlA?vio Florido Purchase

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Fabiano Gonçalves
Publicitário e roteirista (formado no Maurits Binger Film Institute - Amsterdã). Corroteirista do longa O Amor Está no Ar e de programas de TV (novela Chiquititas - 1998/2000). Redator na revista SuiGeneris, no site Escola24horas e no Departamento Nacional do Senac. Um dos fundadores do movimento.com, escreve também sobre televisão para o site teledossie.com.br. - E-mail: fabiano@movimento.com