Movimento

Orquestra Sinfônica Brasileira celebra Portugal

Sétimo e último concerto da Série Mundo terá o português Pedro Carneiro na regência e na percussão.

 

Portugal é o país escolhido para fechar a Série Mundo, dia 6 de novembro, às 20h, no Theatro Municipal. O maestro e multi-instrumentista português Pedro Carneiro será o convidado da noite e se dividirá entre a regência e a marimba. No programa, peças do Padre José Maurício Nunes, Miguel Azguime e Joly Braga Santos.

A OSB conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura e tem a NTS como mantenedora, Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras e Eletrobras como copatrocinadora. A realização do concerto “Uma Celebração Brasil-Portugal” tem o Consulado Geral de Portugal no Rio de Janeiro, o Instituto Camões, a Embaixada de Portugal no Brasil, a Fundação Calouse Gulbenkian e a Câmara Portuguesa de Comércio e Indústria do Rio de Janeiro como parceiros.

A apresentação começa com Pedro Carneiro regendo a OSB em uma peça do Padre José Maurício Nunes Garcia, a “Abertura em Ré”. O maestro, que regerá a OSB pela primeira vez e não conhecia esta obra, afirma que se deparou com “uma música de beleza extraordinária”. Nascido em 1767 no Rio de Janeiro, José Maurício é considerado um dos mais importantes compositores brasileiros do fim do século XVIII e início do XIX, com uma vasta e qualificada obra. Com a chegada da corte portuguesa em 1808, surpreendeu D. João com seu talento e foi nomeado Mestre da Real Capela.

A segunda peça do programa é uma estreia mundial – “Concerto para Marimba e Orquestra“, do lisboeta Miguel Azguime – e terá Pedro Carneiro como solista. A música conta também com um pequeno poema, que os integrantes da orquestra irão sussurrar durante o concerto. Nascido em 1960, o compositor – que também é poeta e percussionista – fundou com Paula Azguime o Miso Ensemble, duo de flauta e percussão, um dos mais importantes agrupamentos portugueses de música contemporânea.

Depois do intervalo, Pedro Carneiro reassume a batuta para a execução da “Sinfonia nº 1 em Ré menor, Op. 9” do português Joly Braga Santos. Sua música pode ser vista como uma fusão dos vários estilos europeus, particularmente da Europa Ocidental. A obra, que estreou em 1947, quando o compositor tinha apenas 22 anos, foi dedicada aos heróis e mártires da Segunda Grande Guerra Mundial. Apesar de dividida em três andamentos, a sinfonia parece ter quatro, devido à longa coda final. “Joly é um músico genial e eu tenho profunda admiração por sua obra” – revela o maestro.

Pedro Carneiro afirma também que o público pode esperar uma apresentação que representará musicalmente a amizade entre os dois países: “É um programa muito bonito! Celebraremos essa relação de maneira ampla, com músicas que vão desde o classicismo até a contemporaneidade”.

 

Pedro Carneiro

 

PROGRAMA

Padre José Maurício Nunes Garcia
Abertura em Ré

Miguel Azguime
Concerto para Marimba e Orquestra

Joly Braga Santos
Sinfonia Número 1 em Ré Menor, Op. 9

 

 

SERVIÇO

 

Orquestra Sinfônica Brasileira (Série Mundo – Portugal)
Pedro Carneiro, regência e percussão


Dia 06 de novembro, quarta-feira, às 20h

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Praça Floriano, s/nº – Cinelândia – Rio – 2332 9191)

Ingressos:
Frisa/Camarote: R$100,00 (R$50 meia)
Plateia: R$100,00 (R$50 meia)
Balcão Nobre: R$100,00 (R$50 meia)
Balcão Superior: R$50,00 (R$25 meia)
Balcão Superior Lateral: R$40,00 (R$20 meia)
Galeria Central: R$30,00 (R$15 meia)
Galeria Lateral: R$20,00 (R$10 meia)
À venda na bilheteria do Municipal e no site Ingresso Rápido

 

 

Orquestra Sinfônica Brasileira – OSB

Fundada em 1940, a Orquestra Sinfônica Brasileira é reconhecida como um dos conjuntos sinfônicos mais importantes do país. Em seus 78 anos de trajetória ininterrupta, a OSB já realizou mais de cinco mil concertos e é reconhecida pelo pioneirismo de suas ações, tendo sido a primeira orquestra a realizar turnês pelo Brasil e exterior, apresentações ao ar livre e projetos de formação de plateia.

Nas últimas sete décadas, a OSB revelou nomes como Nélson Freire, Arnaldo Cohen e Antônio Meneses, e esteve à frente, maestros e compositores brasileiros como Heitor Villa-Lobos, Eleazar de Carvalho, Claudio Santoro, Francisco Mignone e Camargo Guarnieri. Também faz parte de sua história a colaboração de alguns dos maiores artistas do cenário internacional como Leonard Bernstein, Arthur Rubinstein, Mstislav Rostropovich, Igor Stravinsky, Claudio Arrau, Zubin Mehta, Lorin Maazel e Kurt Masur, entre muitos outros.

Composta atualmente por mais de 70 músicos brasileiros e estrangeiros, a OSB contempla uma programação regular de concertos, apresentações especiais e ações educativas, além de um amplo projeto de responsabilidade social e democratização de acesso à cultura. Para viabilizar suas atividades, a Fundação conta com a Lei Federal de Incentivo à Cultura, tem a NTS – Nova Transportadora do Sudeste como mantenedora e a Vale, Brookfield e Eneva como patrocinadoras e Eletrobras como copatrocinadora, além de um conjunto de apoiadores culturais e institucionais.

 

Pedro Carneiro

Como multi-instrumentista, regente e compositor, Pedro Carneiro cativa plateias por todo o mundo. Estudou piano, violoncelo e trompete desde os 5 anos de idade. Foi bolsista da Fundação Gulbenkian no Guildhall School of Music and Drama, onde terminou sua licenciatura com a distinção de “Head of Department Award”. Seguiu também os cursos de direção de orquestra de Emilio Pomàrico, na Accademia Internazionale della Musica, em Milão.

Pedro Carneiro tocou, em estreia absoluta, mais de uma centena de obras e trabalha regularmente com celebrados instrumentistas, orquestras e compositores. Apresenta-se como solista convidado de prestigiadas orquestras internacionais: Los Angeles Philharmonic, Seattle Symphony Orchestra, BBC National Orchestra of Wales, Helsinki Philharmonic e Finnish Radio Symphony Orchestra, Iceland Symphony Orchestra, English Chamber Orchestra, Vienna Chamber Orchestra, Budapest Festival Orchestra, Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, Leipzig Radio Symphony Orchestra, Swedish Chamber Orchestra, entre outras – sob a direção de maestros como Gustavo Dudamel ou Oliver Knussen.

Estreou diversos quintetos para marimba e quarteto de cordas, com os quartetos Tokyo, Shanghai, Chilingirian, New Zealand e Latinoamericano. Em particular, a sua estreita colaboração com o quarteto Arditti está fixada em dois registros discográficos. Destaca-se ainda sua extensa discografia, a monografia de Xenakis e dois discos concertantes no selo germânico ECM (New Series).

Pedro Carneiro fundou, em 2007, a Orquestra de Câmara Portuguesa (OCP), que desenvolveu, desde o início, uma abordagem inovadora, incluindo a execução, de memória, rotação total de todos os músicos, tocando de pé, atuando em estreita colaboração com outras formas artísticas. A OCP trabalha com criadores, compositores e artistas nacionais e internacionais, tendo desenvolvido, paralelamente, programas educativos e comunitários.

Pedro Carneiro colabora, regularmente, com o diretor João Viana, e os diretores artísticos Jorge Silva Melo e Miguel Moreira, como compositor — foi ainda premiado no Prêmio Jovens Músicos, incluindo Prêmio Maestro Silva Pereira (1997); Park Lane Young Artists Auditions (1998) e Prêmio da Hattori Foundation for Young Musicians (2001), ambos em Londres; Medalha de Honra da Cidade de Setúbal (2011); Prêmio Gulbenkian Arte (2011) e Nomeado Prêmio Autores 2016, da Sociedade Portuguesa de Autores, para Melhor Trabalho de Música Erudita, pelo “concerto na Konzerthaus em Berlim com a Jovem Orquestra Portuguesa“.

 

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