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Orquestra Jovem do Estado em obras de Britten e Dukas

A Orquestra Jovem do Estado de São Paulo – grupo ligado à EMESP Tom Jobim – instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela organização social Santa Marcelina Cultura – sob a regência de Cláudio Cruz, apresenta nos concertos de novembro, entre outras peças, Aprendiz de Feiticeiro, de Paul Dukas, mundialmente conhecida por integrar a animação Fantasia, de Walt Disney, de 1940.

Os concertos acontecem no dia 9 de novembro, sábado, às 19h, no Teatro Municipal de São José dos Campos, com entrada franca, e no domingo, dia 10, às 16h, na Sala São Paulo, com ingressos a R$30 e R$15 (meia).

O programa inicia com Abertura Festival Acadêmico, de Johannes Brahms (1833-1897), escrita em homenagem à Universidade de Breslau. A primeira execução da peça foi dirigida pelo próprio compositor em 1881.

A seguir a Orquestra Jovem do Estado recebe o violinista Felipe Bueno, vencedor do concurso Jovens Solistas, para interpretar Concerto para Violino e Orquestra, de Max Bruch. Compositor e regente alemão do período romântico, Bruch ocupou postos de regente de orquestra e de coro em importantes centros musicais como Liverpool e Breslau. Foi ainda professor de composição na Escola Superior de Música de Berlim. Concerto para Violino e Orquestra, Op. 26, foi dedicado a Joseph Joachim, amigo de Brahms e célebre concertista. A peça é um dos concertos de violino mais populares do repertório e é conhecida pela grande riqueza melódica.

Depois do intervalo, a Orquestra interpreta duas peças que dialogam com o público juvenil. Guia dos Jovens para a Orquestra, de Benjamin Britten, tem um papel importante para a iniciação musical clássica. O compositor recebeu do Ministério da Educação Britânico a encomenda de escrever a música para um filme educativo intitulado Os Instrumentos da Orquestra.

Benjamim Britten usou como base para a obra um tema do compositor barroco Henry Purcell. A composição começa com o tema sendo tocado de forma grandiosa por toda a orquestra. Logo em seguida, o mesmo tema é tocado pelas seções individuais que compõe a orquestra. Primeiro as madeiras, depois os metais; as cordas e finalmente a percussão. Depois a orquestra toca variações do tema. A peça é pontuada por uma narração que, no concerto na Sala São Paulo, será de Arthur Nestrovski.

E para encerrar, o grupo, formado por 90 bolsistas, apresenta Aprendiz de Feiticeiro, poema sinfônico do compositor francês Paul Dukas. A animação Fantasia, de Walt Disney, de 1940, traz Mickey Mouse no papel do aprendiz. A peça de Dukas foi baseada no poema do escritor alemão Goethe, Der Zauberlehrling, escrito em 1797.

A obra descreve musicalmente as aventuras de um aprendiz de um feiticeiro, jovem preguiçoso e desajeitado, que usa um truque do seu mestre para obrigar uma vassoura a desempenhar o seu próprio trabalho. A vassoura acaba por provocar uma enorme inundação. Tendo-se esquecido de como quebrar o encanto, o aprendiz entra em pânico, usando um machado para destruir a vassoura em pedaços, que dão origem a uma multidão de vassouras, ainda mais empenhadas na tarefa de limpar o local. Aparece então o mestre, colocando tudo imediatamente em ordem.

 

Comemoração 

A Orquestra Jovem do Estado comemora seu 40º aniversário em 2019. Para encerrar a temporada comemorativa, no mês de dezembro, a Orquestra Jovem do Estado executa a Sinfonia nº 7, de Gustav Mahler. Na ocasião, também será feito o anúncio dos vencedores do 8º Prêmio Ernani de Almeida Machado.

 

PROGRAMA

Johannes Brahms  (1833-1897)
Abertura Festival Acadêmico, Op.80

Max Bruch  (1838-1920)
Concerto para Violino e Orquestra, Op.26 

Benjamin Britten  (1913-1976)
Guia dos Jovens para a Orquestra
By arrangement with Boosey & Hawkes, Inc., publisher and copyright owner.

Paul Dukas  (1865-1935)
Aprendiz de Feiticeiro

 

SERVIÇO

 

Orquestra Jovem do Estado em obras de Britten e Dukas


São José dos Campos

Dia 9 de novembro, sábado, às 19h

Theatro Municipal de São José dos Campos (R. Rubião Júnior, 84 – Centro, São José dos Campos)

Entrada franca

 

São Paulo

Dia10 de novembro, domingo, às 16h

Sala São Paulo (Praça Júlio Prestes, 16 – Campos Elíseos – São Paulo – 3223 3966)

Ingressos: R$30 (inteira) e R$15 (meia)

Vendas: bilheteria e internet https://orquestrajovemdoestado.byinti.com/#/ticket/

 

 

Cláudio Cruzdiretor musical e regente titular

Iniciou-se na música com seu pai, o luthier João Cruz, posteriormente recebeu orientações de Erich Lenninger, Maria Vischnia e Olivier Toni. Foi premiado pela APCA e recebeu os prêmios Carlos Gomes, Bravo, Grammy, entre outros. Foi regente titular das sinfônicas de Ribeirão Preto e de Campinas. Em 2017, gravou CDs com a Royal Northern Sinfonia, em New Castle, na Inglaterra, e com o Quarteto Carlos Gomes, com obras de Carlos Gomes, Alexandre Levy e Glauco Velasquez.

Gravou o terceiro CD com a Orquestra Jovem do Estado, com obras de Bartok, Kodaly e Flô Meneses, e lançou as edições dos Quartetos de Alberto Nepomuceno no Festival de Campos do Jordão e na Sala São Paulo. Participou do Festival Internacional de Música de Câmara “La Musica”, na Florida, e do Festival Internacional de Música e Câmara da Universidade da Georgia, ambos nos Estados Unidos.

Atuou como diretor musical e regente nas montagens das óperas Don Giovanni e La Belle Helene no Theatro São Pedro. Atualmente, é regente e diretor musical da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo e primeiro violino do Quarteto de Cordas Carlos Gomes.

 

Orquestra Jovem do Estado de São Paulo

Referência tanto por seu bem-sucedido plano pedagógico quanto por sua cuidadosa curadoria artística, a Orquestra Jovem do Estado é sinônimo de excelência musical no Brasil. Desde sua reformulação, em 2012, a Orquestra passou a ter uma exigente programação artística aliada a um novo plano pedagógico elaborado pela Santa Marcelina Cultura, o que ocasionou um expressivo salto de qualidade do grupo.

A Santa Marcelina Cultura convidou Cláudio Cruz em 2012 para assumir a direção musical e a regência principal da Orquestra, que hoje apresenta uma marcante identidade sonora, com uma forte coesão interna que permite a construção de repertórios cada vez mais desafiadores técnica e estilisticamente. Esse resultado é fruto também da abrangência das atividades pedagógicas propostas, que formam e inspiram os jovens instrumentistas.

Ciente da importância da vivência internacional para a formação dos jovens músicos, a Orquestra realiza regularmente turnês no exterior. Com atuações elogiadas pelo público e crítica internacional, o grupo já se apresentou em importantes salas de concerto, como o Lincoln Center, em Nova York, o Kennedy Center, em Washington e a Konzerthaus, em Berlim – além de ter participado como orquestra residente do Festival Berlioz, na cidade natal do compositor francês, La Côte-Saint-André, interpretando a Sinfonia Fantástica.

 

Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim

Com 30 anos de atuação, a Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim) tem como objetivo a formação dos futuros profissionais da música erudita e popular. Com um corpo docente altamente qualificado, a EMESP vem construindo um projeto pedagógico inovador, com foco no ensino de instrumento, no convívio dos alunos com grandes mestres e nas práticas coletivas (música de câmara e prática de conjunto), além de disciplinas teóricas de apoio.

Em constante diálogo com as principais instituições de formação musical do Brasil e do mundo, a EMESP oferece a cada ano centenas de shows, concertos, workshops e master classes. A EMESP Tom Jobim mantém um eixo de difusão artística complementar às atividades de formação com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de seus alunos e criar uma ponte entre o aprendizado e a profissionalização, além de fomentar a formação de público e a difusão da música em todas as modalidades.

A EMESP mantém os grupos artísticos: Banda Sinfônica Jovem do Estado, Coral Jovem do Estado, Orquestra Jovem do Estado e Orquestra Jovem Tom Jobim que oferecem bolsas para os alunos da Escola. A EMESP Tom Jobim é uma escola do Governo de São Paulo gerida em parceria com a Santa Marcelina Cultura, Organização Social ligada à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo.

 

Santa Marcelina Cultura

Criada em 2008, a Santa Marcelina Cultura é uma associação sem fins lucrativos, qualificada como Organização Social, qualificada como Organização Social de Cultura pelo Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado. É responsável pela gestão do Guri da capital e região Metropolitana de São Paulo e da Escola de Música do Estado de São Paulo – Tom Jobim (EMESP Tom Jobim).

O objetivo da Santa Marcelina Cultura é desenvolver um ciclo completo de formação musical integrado a um projeto de inclusão sociocultural, promovendo a formação de pessoas para a vida e para a sociedade. Desde maio de 2017, a Santa Marcelina Cultura também gere o Theatro São Pedro, desenvolvendo um trabalho voltado a montagens operísticas profissionais de qualidade aliado à formação de jovens cantores e instrumentistas para a prática e o repertório operístico, além de se debruçar sobre a difusão da música sinfônica e de câmara com apresentações regulares no Theatro.

Para acompanhar a programação artístico-pedagógica do Guri Capital e Grande São Paulo, da EMESP Tom Jobim e do Theatro São Pedro, baixe o aplicativo da Santa Marcelina Cultura. A plataforma está disponível para download gratuito nos sistemas operacionais Android, na Play Store, e iOS, na App Store. Para baixar o app, basta acessar a loja e digitar na busca “Santa Marcelina Cultura”.

 

Foto do post – Heloisa Bortz

 

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