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Orquestra Filarmônica de MG no Rio

Na série Concertos Internacionais da Sala Cecília Meireles, obras de Ginastera, Ravel e Berlioz, com regência do maestro Fabio Mechetti e participação do pianista Leon Fleisher.


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SERVIÇO

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Marechal Floriano, s/no.
Fone: 21 2332 9134

Dia 18 de agosto, às 20:30h.

Ingressos:
Frisa e camarote (6 lugares) ……………………..R$ 480,00
Plateia e balcão nobre …………………………….. R$    80,00
Balcão superior ………………………………………  R$    50,00
Galeria ……………………………………………………  R$    30,00

 

Em apresentação especial no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, integrando a série Concertos Internacionais, promovido pela Sala Cecília Meireles, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais se apresenta , sob regência do maestro Fabio Mechetti e participação do norte-americano Leon Fleisher.

 

PROGRAMA


Ginastera
(1916-1983)
Suíte de Danças Crioulas – Op. 15

Esta obra foi composta em 1946 e ilustra o movimento de expansão estilística vivido pelo compositor durante o período em que viveu nos Estados Unidos. Sugere elementos musicais latino-americanos, em prejuízo das referências diretas ao folclore argentino. Alinha expansões harmônicas, assim como polarizações em dissonâncias penetrantes, a particularidades estruturais da música para piano de Bartók, compositor recém-falecido e em evidência naquele momento. Mescla sincopado e direcionamentos rítmicos dançantes, inspirados na tradição gauchesca, a sequências líricas e à nostalgia do exilado.

Os elementos argentinos são trabalhados menos como evocação de raízes do que expressão de um ser humano deslocado. A Suíte conta com cinco danças que, na contramão do nacionalismo, não recebem títulos característicos: 1 – Adagietto pianissimo; 2 – Allegro rustico; 3 Allegretto cantabile; 4Calmo e poético; 5Scherzando – coda: presto e energico. O título da Suíte refere-se à tradição crioula – herdeira da linguagem e da música espanholas –, que se afirma em contraposição às tradições indígenas pré-hispânicas.


Ravel
(1875-1937)
Concerto para a mão esquerda
– Leon Fleisher – piano

Obra encomendada pelo pianista austríaco Paul Wittgenstein, cujo braço direito fora amputado durante a Guerra. Entretanto, malgrado as circunstâncias que envolvem sua concepção, o Concerto não deixa escapar o menor sinal de limitação. Não há concessões, é uma obra densa e virtuosística: diante de um numeroso efetivo instrumental, o piano ora dialoga, ora deixa que outras vozes cantem, ou ainda se contrapõe, com vigor, às investidas do tutti orquestral. Além disso, em duas cadências, o piano, a sós, comenta e expande a expressividade de temas que circulam pela partitura – com vigor e dramaticidade, na cadência após a seção introdutória e, quase ao final do concerto, com delicadeza e intimismo.

Vale lembrar que o Ravel compositor do Bolero, ou de La Valse, pode levar a esquecer o Ravel compositor de um importante catálogo de obras pianísticas. No Concerto para a mão esquerda, ambos nos oferecem, com essa pedra de toque do repertório para piano e orquestra, a experiência de um interesse continuamente renovado.


Berlioz
(1803-1869)
Sinfonia Fantástica Op. 14

Berlioz a compôs aos 27 anos sobre um programa literário autobiográfico em que evoca a história de sua paixão pela atriz irlandesa Henriette Smithson, uma intérprete de Shakespeare: “um jovem músico de sensibilidade mórbida e imaginação ardorosa se envenena com ópio, numa crise de desespero amoroso. O narcótico, fraco demais para lhe causar a morte, mergulha-o em profundo sono, agitado por visões, sensações, lembranças e emoções fantásticas que se transformam em ideias e imagens musicais. A própria amada tornou-se para ele uma melodia (uma idée fixe ou tema intermitente) que o acompanha por toda parte”.

A obra impõe-se por suas qualidades especificamente musicais. Há uma prodigiosa riqueza de ideias e a orquestração é, ao mesmo tempo, brilhante, detalhista e inovadora. O compositor normatiza o uso da idée fixe – um tema essencial que transcorre como uma ideia fixa, em diferentes caracterizações, no decorrer da obra. Na Sinfonia Fantástica a idée fixe simboliza a presença da mulher amada nos sonhos febris do jovem artista e, musicalmente, representa uma alternativa ao modelo de desenvolvimento formal beethoveniano.

 

Leon Fleisher

Quando o pianista e regente Leon Fleisher recebeu o Prêmio Kennedy, em 2007, em um baile de gala cheio de estrelas em Washington DC, Caroline Kennedy reconheceu-o como “um prodígio do piano da [Ponte] Golden Gate que ascendeu às alturas, abraçou a adversidade e tornou-se um músico para todas as temporadas”. A musicalidade de Fleisher beira a lenda, e sua biografia é tão dramática quanto sua paixão pela vida. Aos 16 anos, foi destacado pelo The New York Times como “um dos mais talentosos da nova geração de pianistas” e logo aclamado como “o achado pianístico do século” pelo grande regente Pierre Monteux.

No auge de sua carreira, aos 37 anos, foi atingido por uma doença neurológica conhecida como distonia focal, perdendo a mobilidade de dois dedos da mão direita. Seguindo com as carreiras de regente e professor, submeteu-se a diferentes tratamentos que restauraram a mobilidade de sua mão. Depois de décadas interpretando o repertório de piano para a mão esquerda, Fleisher voltou a tocar com as duas mãos, recebendo enormes elogios pela sua primeira gravação “bimanual” após esse longo período, um álbum apropriadamente intitulado Duas mãos (Vanguard Classics).

A história de Fleisher é contada em seu livro de memórias Nine Lives, escrito em parceria com a crítica musical Anne Midgette e publicado pela editora Doubleday, e também é tema do documentário Two Hands, escrito e dirigido por Nathaniel Kahn e indicado ao Oscar e ao Emmy em 2006.

No retorno ao repertório de duas mãos, Fleisher apresentou-se em Londres, Bruxelas e Lucerna e, como solista da Orquestra Filarmônica de Londres, sob direção de Jurowksi, em Londres, Nova York e Washington DC, eventos musicais que estão entre os mais memoráveis daquela temporada. Suas gravações pela Sony continuam entre as mais admiradas da música sinfônica.  Nas últimas temporadas, Leon Fleisher reafirma seu lugar como um dos artistas de concerto mais proeminentes de hoje, com apresentações em centros musicais importantes de todo o mundo.


Fabio Mechetti

Natural de São Paulo, Fabio Mechetti é Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais desde sua criação, em 2008. Por esse trabalho, recebeu o XII Prêmio Carlos Gomes/2009 na categoria Melhor Regente brasileiro. É também Regente Titular e Diretor Artístico da Orquestra Sinfônica de Jacksonville (EUA), desde 1999. Foi Regente Titular da Orquestra Sinfônica de Syracuse e da Orquestra Sinfônica de Spokane, da qual é, agora, Regente Emérito. Na Orquestra Sinfônica Nacional de Washington, tornou-se Regente associado de Mstislav Rostropovich e Regente Residente da Orquestra Sinfônica de San Diego.

Estreou no Carnegie Hall, de Nova York, ao conduzir a Orquestra Sinfônica de Nova Jersey. Nos Estados Unidos, dirige inúmeras orquestras e é convidado frequente dos festivais de verão. Realizou concertos em países como México, Espanha, Venezuela, Japão, Escócia, Nova Zelândia e Canadá. Vencedor do Concurso Internacional de Regência Nicolai Malko, na Dinamarca, Mechetti dirige, com frequência, na Escandinávia.

Recentemente, estreou com a Filarmônica de Tampere, na Finlândia. No Brasil, foi convidado a dirigir a Sinfônica Brasileira, a Osesp, as orquestras de Porto Alegre e Brasília e as municipais de São Paulo e Rio de Janeiro. Igualmente aclamado como regente de ópera, estreou nos EUA com a Ópera de Washington. Fabio Mechetti recebeu títulos de Mestrado em Regência e Composição pela prestigiosa Juilliard School, de Nova York.

 

Orquestra Filarmônica de Minas Gerais

Em seu quinto ano de vida, a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais se orgulha de já estar entre as melhores orquestras do Brasil. Criada para tornar-se um grupo de excelência artística, a Orquestra, em sua programação, apresenta ao público obras essenciais do repertório sinfônico e produções contemporâneas, inclusive peças raramente executadas.

Entre seus convidados estão os artistas que se destacam no cenário nacional e internacional e que hoje têm a Filarmônica de Minas Gerais como mais uma referência de qualidade na música sinfônica. Neste curto espaço de tempo, foi reconhecida com dois importantes prêmios brasileiros: seu diretor artístico e regente titular, maestro Fabio Mechetti, recebeu o Prêmio Carlos Gomes 2009 como Melhor Regente Brasileiro, e a Orquestra foi eleita o melhor grupo musical erudito de 2010 pela Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA).

Entre os artistas que já se apresentaram com a Filarmônica de Minas Gerais estão Nélson Freire, Arnaldo Cohen, Antônio Meneses, Eliane Coelho, Marcelo Bratke, Augustin Hadelich, Yang Liu, Maximiano Valdés, Lígia Amadio, Daniel Binelli, Fabio Zanon, Adriane Queiroz, Vadin Gluzman, Pascal Rogé, Joshua Bell, Isaac Karabtchevsky, Sergei Nakariakov e Alisa Weilerstein.

Na Temporada 2012, dividirão o palco com a Orquestra artistas consagrados como Leon Fleisher, Kazuyoshi Akiyama e Krzysztof Penderecki, talentos em ascensão como Conrad Tao e Paulo Szot, entre muitos outros, inclusive artistas que voltam, como Nélson Freire, Antônio Meneses, Eduardo Monteiro e Augustin Hadelich.

Em 2012, a Orquestra realiza sua primeira turnê internacional com cinco concertos na Argentina e Uruguai. Segue com suas apresentações regulares, com duas séries no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, turnês, Concertos para a Juventude, Clássicos no Parque e Concertos Didáticos. Apresenta-se nos principais eventos de música clássica do país, como o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão e Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga de Juiz de Fora.

Desde sua criação, visitou 18 cidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Campos do Jordão, Salvador, João Pessoa, Recife, Natal, Fortaleza, Belém, Manaus, Vitória, Porto Alegre, Florianópolis, Curitiba, Londrina e Paulínia) e 49 cidades mineiras. Na Sala São Paulo, apresentou-se em duas temporadas e, nos teatros municipais do Rio de Janeiro e São Paulo, estreou em 2011, todos com ótima receptividade do público e elogiosas críticas.

Como ações de estímulo à música, a Orquestra promove o Festival Tinta Fresca, para compositores de todo o país, e o Laboratório de Regência, atividade inédita no Brasil que abre nova oportunidade para jovens regentes brasileiros.

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