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Orquestra Experimental de Repertório abre temporada

Apresentação acontece no dia 9 de fevereiro e dá início às comemorações de aniversário da Orquestra criada em 1990.

Em 2020, a Orquestra Experimental de Repertório apresenta a temporada que celebra os 30 anos de história da orquestra. Criada com o objetivo de trabalhar com excelência a última etapa de formação de seus músicos, executando todo o tipo de repertório e visando a profissionalização, a Orquestra concebida pelo seu maestro titular Jamil Maluf terá um ano muito especial. Serão diversos concertos sinfônicos e ainda uma produção operística: a OER estará na direção e interpretação musical da montagem O Morcego, que encerra a temporada lírica do Theatro Municipal de São Paulo, em novembro.

E para abrir a agenda, no dia 9 de fevereiro, domingo, ao meio dia, o corpo artístico formado por 100 músicos – sendo 83 instrumentistas em estágio de pré-profissionalização e 17 profissionais, estes chefes de naipe – apresenta um concerto todo dedicado à obra do compositor brasileiro Camargo Guarnieri. A regência será do maestro assistente Guilherme Rocha, com participação do pianista Leonardo Hilsdorf. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia).

Neste concerto de estreia, a Orquestra Experimental interpreta Abertura Festiva, Sinfonia nº 2 – “Uirapuru” e o Choro para Piano e Orquestra, com a participação de Hilsdorf nos solos. Sobre a peça que retrata a história do pássaro Uirapuru, ave muito característica da floresta amazônica, o regente Guilherme Rocha destaca “trata-se de uma brilhante orquestração, com melodias muito brasileiras e ritmos que evocam a música popular nortista e nordestina”. No final do terceiro movimento, “é possível imaginar as bandas de axé da Bahia, com forte presença da percussão”, completa.

Abertura Festiva é uma grande celebração musical. “Guarnieri explora ritmos e instrumentos afro-brasileiros, como o agogô. A peça termina em clima festivo depois de uma passagem bastante virtuosística para violinos e madeiras, seguida de uma fanfarra dos metais”, ressalta o regente.

Camargo Guarnieri foi muito ligado ao movimento modernista que surgiu no início do século 20, com a Semana de 22. Essa relação foi estabelecida e se deve, principalmente, ao escritor e poeta Mário de Andrade, um dos grandes representantes do Modernismo, e ao regente italiano Lamberto Baldi. Eles foram os responsáveis pela formação de Guarnieri. Baldi ajudou-o em aspectos técnicos, enquanto Andrade foi seu orientador em estética e cultura geral.

PROGRAMA

Camargo Guarnieri
Abertura Festiva
Choro para Piano e Orquestra
Sinfonia nº 2, “Uirapuru”

 

 

SERVIÇO

 

Orquestra Experimental de Repertório – Camargo Guarnieri

Dia 9 de fevereiro, domingo, às 12h

Theatro Municipal de São Paulo (Praça Ramos de Azevedo, s/nº – Sé – 11 3053 2090)

Ingressos: R$20,00 | R$ 15,00 | R$ 10,00

Vendas: pelo site theatromunicipal.org.br ou na bilheteria do Theatro Municipal.

Horário de funcionamento da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 10 às 19h, e sábados e domingos, das 10 às 17h.

Classificação indicativa: livre

Acessibilidade: Sim

*Programação sujeita a alterações.

 


Orquestra Experimental de Repertório – OER

Foi criada em 1990 a partir de um projeto apresentado pelo maestro Jamil Maluf. Seu foco é na última etapa da profissionalização dos instrumentistas, que saem prontos para grandes orquestras e experiências internacionais.

A OER tem como objetivos a formação de profissionais da mais alta qualidade, a difusão de um repertório abrangente, diversificado e capaz de mostrar o extenso alcance da arte sinfônica, além da formação de novas plateias. O nome Experimental foi escolhido em cima de três pilares: primeiro, por ser um estágio da formação, o músico está experimentando com o seu talento; depois, o repertório vai além do clássico europeu e apresenta músicas contemporâneas de diversas nacionalidades e, por último, a orquestra está sempre aberta ao acolhimento e fusão de novas técnicas e tecnologias.

Suas várias séries de concertos – criadas com o objetivo de aprofundar a abordagem dos temas –, com renomadas estrelas da música erudita e popular, bem como suas montagens de óperas e balés, compõem uma programação que, há vários anos, vem conquistando público e crítica: entre os vários prêmios recebidos está o Prêmio Carlos Gomes, na categoria destaque de música erudita.

O corpo da OER é formado por 100 músicos, sendo, desses, 83 instrumentistas designados como pré-profissionais e 17 profissionais – os chefes de naipe –, além do regente principal, Jamil Maluf, o assistente, Guilherme Rocha, e uma estrutura administrativa.

 

No post: Orquestra Experimental de Repertório. Foto: Larissa Paz

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