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“Orfeu e EurA�dice” chega ao TMRJ

A�pera de Gluck tem concepA�A?o, encenaA�A?o e iluminaA�A?o de Caetano Vilela e direA�A?o musical e regA?ncia de Abel Rocha.

 

Considerada emblemA?tica e revolucionA?ria, tanto na forma como no estilo, desde sua estreia no Hoftheater de Viena, em 1762, a A?pera Orfeu e EurA�dice A� a prA?xima atraA�A?o da temporada lA�rica da FundaA�A?o Teatro Municipal do Rio de Janeiro. As rA�citas ocorrem nos dias 7, 9 e 12 de julho, A�s 20h, e no dia 10 de julho, A�s 17h. A obra do compositor alemA?o Christoph Willibald Gluck (1714-1787) e do libretista italiano Ranieri de Calzabigi (1714-1795) A� executada por Coro e Orquestra SinfA?nica do TMRJ, e tem como solistas convidadas a mezzosoprano Denise de Freitas, no papel de Orfeu, e a soprano Lina Mendes, interpretando EurA�dice. A soprano Luisa Suarez, integrante da Academia de A�pera Bidu SayA?o, do Theatro Municipal, darA? vida ao personagem Amor. Esta montagem contarA? ainda com a participaA�A?o de bailarinos do Corpo de Baile do Theatro MunicipalA�(direA�A?o artA�sticaA�deA�Ana Botafogo e CecA�lia Kerche) e de alunos da Escola Estadual de DanA�a Maria Olenewa (direA�A?o deA�Maria Luisa Noronha). A nova produA�A?o do TMRJ tem cenografia de Duda Arruk, figurino de CA?ssio Brasil, coreografia de TA?nia Nardini, concepA�A?o, encenaA�A?o e iluminaA�A?o de Caetano Vilela, e direA�A?o musical e regA?ncia de Abel Rocha.

No Brasil, Orfeu e EurA�dice estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em agosto de 1924, com Gabriella Besanzoni (1888-1962) cantando Orfeu. Segundo o chefe da DivisA?o de A�pera do TMRJ, Bruno Furlanetto, essa extraordinA?ria contralto A�talo-brasileira retornou A� cena no mesmo papel em temporadas de 1927, 1928 e 1935. A obra foi montada pela A?ltima vez no TMRJ em 1987, com o personagem interpretado pela bA?lgara Petra Malakova, revezando-se com a uruguaia Graciela Lassner e com a brasileira SilA�a Stopatto. Uma curiosidade: nessa mais recente montagem, a soprano Carol McDavit interpretou o Amor, mesmo papel que sua filha Luisa Suarez faz na produA�A?o atual, 29 anos depois. Em 92 anos, desde sua primeira encenaA�A?o neste palco, Orfeu e EurA�dice teve um total de 34 representaA�A�es.

Em texto encomendado pelo TMRJ para a produA�A?o, o musicA?logo Luiz Paulo Sampaio, doutor nesta disciplina pela UniversitA� de Montreal, conta que o mito de Orfeu e EurA�dice inspirou inA?meros compositores e estA? na origem da prA?pria A?pera, na L’Euridice (1600), de Jacopo Peri, na Euridice (1602), de Giulio Caccini, e no L’Orfeo (1607), de Claudio Monteverdi. Ainda no sA�culo 17 temos La Morte d’Orfeo (1619), de Stefano Landi, Orfeo (1647), de Luigi Rossi, Orfeo (1672), de Antonio Sartorio, e La Descente d’OrphA�e aux Enfers (1686), de Marc-Antoine Charpentier. Nos sA�culos seguintes o mito inspirou composiA�A�es de Telemann (Orpheus a�� 1726) e Jacques Offenbach (OrphA�e aux Enfers a�� 1858), chegando ao sA�culo 20 em composiA�A�es de Ernst Krenek (Orpheus und Eurydike a�� 1921), Gian Francesco Malipiero (L’Orfeide a�� 1925) e Harrison Birtwistle (The Mask of Orpheus a�� 1986). Mas, de acordo com o especialista, nenhuma das versA�es anteriormente citadas conseguiu assumir o lugar de destaque ocupado pela A?pera criada em 1762 por Gluck para o libreto de Calzabigi.

“Orfeu, como poeta e mA?sico, reA?ne em uma A?nica personagem as duas matA�rias-primas fundamentais da A?pera. Seu amor por EurA�dice e os perigos que enfrentou para resgatA?-la sA?o tambA�m ingredientes bA?sicos para uma boa histA?ria. Talvez por isso tenha inspirado tantos compositores ao longo dos A?ltimos 400 anos. Ausente do palco do Theatro Municipal desde 1987, Orfeu e EurA�dice de Gluck retorna agora na proposta do diretor Caetano Vilela sob a direA�A?o musical do maestro Abel Rocha que, a partir da versA?o vienense original, incluiu tambA�m o trio do terceiro ato da versA?o feita para Paris”, afirma o diretor artA�stico do Theatro Municipal, maestro AndrA� Cardoso.

ResponsA?vel pela concepA�A?o, encenaA�A?o e iluminaA�A?o da montagem, Caetano Vilela comenta: “Minha concepA�A?o humaniza os personagens de Orfeu e EurA�dice. NA?o explico o ‘mito da arte’ que Orfeu representa porque ele jA? A� explA�cito e estA? representado em dezenas de montagens. Quero falar sobre a quebra e a perda das relaA�A�es como se fosse uma fA?bula. A� duro, mas pode ser poA�tico. Na minha concepA�A?o, com a morte de EurA�dice, o sol A� encoberto na Terra, formando um grande eclipse que toma conta de dois atos da A?pera, enquanto dura a busca de Orfeu pelos caminhos do limbo do Inferno. Apresento um Orfeu guerreiro que usa a sua lira como se fosse um arco, atirando ‘flechas de mA?sica’ para enfrentar as FA?rias. O eclipse sA? termina e a vida refloresce com a volta de EurA�dice para a Terra”.

 

Sinopse

Ato I
Num bosque, rodeado por pastores e amigos, encontra-se o tA?mulo de EurA�dice, morta por uma picada de serpente, poucos dias apA?s seu casamento com Orfeu, o divino cantor-poeta que, com sua arte, amansa as feras e atA� comove os seres inanimados. Todos estA?o ali para uma cerimA?nia fA?nebre enquanto Orfeu nA?o faz mais do que repetir o nome de sua amada desaparecida. Ficando sozinho, Orfeu pede A� natureza que seja testemunha de seu luto e de sua dor, mas sA? o Eco responde aos seus chamados por EurA�dice. Em seguida, ele se revolta contra a sua sorte, invectiva as divindades subterrA?neas e decide ir atA� os Infernos para buscar sua esposa de volta. Amor aparece e lhe diz que JA?piter, comovido por sua dor, lhe permite que desA�a ao reino dos mortos e tente abrandar seus cruA�is guardiA�es. Mas hA? uma condiA�A?o: ele nA?o poderA? lanA�ar um A?nico olhar a ela atA� saA�rem do paA�s das sombras. E mais: ele nA?o pode revelar A� sua mulher que foram os deuses que impuseram esta clA?usula. Se nA?o o fizer, ela morrerA? novamente. Ele aceita o trato e parte.

Ato II
Numa atemorizante caverna, Orfeu avanA�a, enquanto FA?rias e Espectros tentam amedrontA?-lo, incitando contra ele o monstruoso cA?o CA�rbero. Armado somente de sua lira ele canta os seus tormentos e, pouco a pouco, as terrA�veis sombras se acalmam e, encantadas pelos sons mA?gicos, cedem-lhe a passagem. Orfeu entra nos Infernos. Ali ele chega aos Campos ElA�seos, morada das Sombras Felizes, onde os Virtuosos descansam na calma do esquecimento da vida terrestre. A princA�pio fica encantado com a beleza do local, mas logo comeA�a sua procura por EurA�dice. Ela chega trazida pelas Sombras Felizes. Sem contemplA?-la, Orfeu pega sua mA?o para guiA?-la de volta ao mundo dos vivos.

Ato III
Orfeu avanA�a, sempre levando EurA�dice pela mA?o. De inA�cio feliz, ela, aos poucos, se inquieta de nA?o ganhar um olhar de seu esposo. A�s suas perguntas, cada vez mais ansiosas, ele nA?o sabe, e nA?o pode, responder. Cheia de cA?lera EurA�dice se recusa segui-lo sem que ele lhe dA? uma explicaA�A?o. Depois, num movimento brusco, ela diz ter saudade do esquecimento feliz do qual foi tirada. Orfeu nA?o pode mais se conter e se volta para consolA?-la. Ela morre na sua primeira mirada. Orfeu se precipita sobre o corpo inanimado e canta seu desespero e sua recusa de uma vida de solidA?o sem EurA�dice. Decide matar-se para segui-la entre as sombras. Amor intervA�m a tempo para impedi-lo de matar-se e lhe anuncia o fim de suas provas. Ele nA?o precisa mais demonstrar sua fidelidade e sofrer para sua glA?ria. Reanima EurA�dice e reA?ne o casal. A A?ltima cena se passa num templo. Amor e seu sA�quito recebem as homenagens de Orfeu e EurA�dice, acompanhados de todos os seus amigos que celebram, com um alegre hino, o triunfo do deus sobre todos os coraA�A�es.

 

Sobre as solistas

Denise de Freitas
Denise de Freitas

Denise de Freitas, mezzosoprano (Orfeu)
Com voz de grande extensA?o e timbre escuro, Denise tem conquistado o pA?blico e a crA�tica com suas atuaA�A�es no drama e na comA�dia. No Municipal do Rio cantou Madama Butterfly em 2014 e A ValquA�ria em 2013, ano em que estreou em Il Trovatore Pills , no Teatro da Paz, e O Ouro do Reno, no Municipal de SP, onde, em 2012, brilhou em O CrepA?sculo dos Deuses Order , como Waltraute. Por trA?s vezes, recebeu o PrA?mio Carlos Gomes como Melhor Solista Feminina a�� em 2004; em 2009, por suas interpretaA�A�es em SansA?o e Dalila e Ariadne auf Naxos; e em 2011, por A ValquA�ria e L’Enfant et les SortilA?ges (Municipal de SP), Nabucco (Municipal do Rio), e Les Dialogues des CarmA�lites (Festival Amazonas de A�pera). Recentemente, apresentou-se em concertos com a A?pera Yerma, de Villa-Lobos, em Berlim, Paris e Lisboa. Seu repertA?rio operA�stico inclui mais de 20 tA�tulos. Como concertista, foi solista de obras como Alexander Nevsky, El Amor Brujo, Das Lied von der Erde, Kindertotenlieder e Des Knaben Wunderhorn. Em 2003, recebeu o PrA?mio APCA pelo CD LembranA�a de Amor, dedicado a Osvaldo Lacerda. Teve como orientadora a cantora Lenice Prioli e se aperfeiA�oou com Catherine Green e Patricia McCaffrey em NY e com Sylvia Sass na FranA�a.

 

Lina Mendes
Lina Mendes

Lina Mendes, soprano (EurA�dice)
Recebeu, em 2014, o prA?mio da Revista Concerto na categoria Jovem Talento pelo jA?ri popular. Ainda este ano, integrou o Centre de Perfeccionament PlA?cido Domingo, na Espanha. Foi Gilda em Rigoletto (Verdi), Blonde em O Rapto do Serralho (Mozart), Marzeline em Fidelio (Beethoven), Oscar em Um Baile de MA?scaras (Verdi), Cunegunde em Candide (Berstein), Nannetta em Falstaff (Verdi), Micaela em Carmen (Bizet). Solou em Carmina Burana (Orff), A CriaA�A?o (Haydn) e em O Messias (Haendel). Apresentou-se sob a regA?ncia de Jamil Maluf, Alejo Perez, Isaac Karabtchevsky, John Neschling, Silvio Viegas, Ricardo Bologna, Carlos Spierer, Alan Guingal, Marin Alsop, Federico Maria Sardellie, e sob a direA�A?o cA?nica de Andre Heller-Lopes, Fernando Bicudo, Jorge Takla, Stefano Poda, Davide Livermore, nos principais teatros e salas de concertos do Brasil. No Palau de lA?s Arts de Valencia, na Espanha, em 2015, fez seu dA�but como Musetta em La BohA?me (Puccini), e, mais recentemente, como Ilia em Idomeneo (Mozart), sob a regA?ncia de Fabio Biondi.

 

Luisa Soarez
Luisa Soarez

Luisa Suarez, soprano (Amor)
Aluna integrante da Academia de A�pera Bidu SayA?o do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, teve papel destacado na primeira montagem da Academia, a A?pera Serse, de Haendel. Fez sua estreia no Theatro Municipal na A?pera O Menino Maluquinho, de Ernani Aguiar, e participou tambA�m da A?pera Pygmalion, de Rameau, no Centro Cultural Banco do Brasil-RJ, onde interpretou a EstA?tua. Atuou como solista no concerto Natal das Mulheres com a Orquestra SinfA?nica da Bahia, e, no Rio de Janeiro, cantou em recitais realizados no Istituto Italiano di Cultura, Museu Nacional de Belas Artes, EspaA�o BNDES, Teatro Maison de France, Teatro JoA?o Caetano, Finep, Midrash e Festival Vale do CafA�. JA? se apresentou com o Coro SinfA?nico do Rio de Janeiro e o grupo de cA?mara CalA�ope. Graduou-se, com distinA�A?o, no Bacharelado em Artes DramA?ticas pela Universidade de Toronto (CanadA?) e atualmente cursa o Bacharelado em Canto na Escola de MA?sica da UFRJ.

 

Ficha TA�cnica

Duda Arruk, cenografia
Arquiteta formada pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de SA?o Paulo, iniciou sua atividade artA�stica em 1994, com o curso de Cenografia do CPT e, em 1995, trabalhou na organizaA�A?o dos arquivos na FundaA�A?o FlA?vio ImpA�rio. Desde entA?o vem desenvolvendo sA?lida carreira como cenA?grafa em produA�A�es de teatro, A?peras, musicais, shows e exposiA�A�es. Em teatro e musicais realizou a cenografia de espetA?culos dirigidos por Debora Dubois, Nelson Baskerville, Marcia Abujamra, Francisco Medeiros, Jorge Takla e Jose Possi Neto. Para o Festival de A�pera do Theatro da Paz, realizou a concepA�A?o de cenografia para as A?peras SalomA� Buy (2012), direA�A?o Mauro Wrona; O Navio Fantasma (2013), direA�A?o Caetano Vilela; e Otello (2014), direA�A?o Wrona. Recebeu o PrA?mio APCA 2003 de melhor cenografia pelo espetA?culo Guerra na Casa do JoA?o, PrA?mio FEMSA 2005 de melhor cenografia pelo espetA?culo Gata Borralheira, PrA?mio APCA 2010 de melhor direA�A?o de arte pelo espetA?culo Quem tem medo de Curupira?, PrA?mio CENYM 2014 de melhor direA�A?o de arte pelo musical Louco Por VocA?.

CA?ssio Brasil, figurino
ComeA�ou sua trajetA?ria nas artes como ator, em Sorocaba, mas foi na direA�A?o e criaA�A?o de figurinos e cenA?rios que se destacou como um dos mais expressivos profissionais dessas A?reas. Trabalhou com JA? Soares e Bete Coelho como assistente de direA�A?o. Recebeu indicaA�A?o, em 2009, ao PrA?mio Carlos Gomes na categoria Melhor Figurino pelas A?peras Le Villi, direA�A?o de JoA?o Malatian, e AmA�lia ao Ballo, direA�A?o de LA�via Sabag, ambas realizadas no Theatro Municipal de SP, e em 2010, ao PrA?mio Robert da Academia Dinamarquesa de Cinema. Foi agraciado duas vezes com o renomado PrA?mio Shell em montagens teatrais dirigidas por JA? Soares a�� Frankensteins (2002) e Ricardo III (2006). Trabalha nas mais importantes casas de espetA?culos e com os mais respeitados diretores e companhias de teatro, danA�a, A?pera e cinema. Dentre seus principais trabalhos estA?o Linha de Passe, de Walter Salles e Daniela Thomas; Hamlet, com Thiago Lacerda, direA�A?o Ron Daniels; Ricardo III, com Marco Ricca, Denise Fraga e GlA?ria Menezes, direA�A?o de JA? Soares.

TA?nia Nardini, coreA?grafia
Diretora, coreA?grafa, atriz e bailarina. Cofundadora e codiretora do grupo de danA�a BandanA�a. Diretora artA�stica da CatsapA?, primeira escola de musicais no Rio de Janeiro. Principais trabalhos: O BurguA?s RidA�culo, A Dona da HistA?ria, Uma Noite na Lua, Cambaio, A MA?quina, Quem Tem Medo de VirgA�nia Wolff?, O MA�dico e o Monstro, De Rosto Colado, Os Sete Brotinhos, Na Cola do Sapateado, Na Festa de Babete,A�CemitA�rio dos Vivos, Os Contos de Hoffman, Candide, A ViA?va Alegre. Diretora de Rent, diretora residente de A Bela e a Fera, Chicago, o Musical e Fantasma da A�pera buy clomid and provera 100mg in the uk . Diretora associada e coreA?grafa de My Fair Lady, West Side Story, O Rei e Eu e Evita. CoreA?grafa de O Grande Circo MA�stico e Raia 30 anos. Diretora e coreA?grafa residente de Priscilla a�� A Rainha do Deserto. Diretora e coreA?grafa de Nuvem de LA?grimas, o Musical. Desde 2007 A� contratada pela CLP-NY como diretora associada para montagens de ChicagoA� na Coreia, JapA?o, Argentina, RA?ssia, Alemanha e Reino Unido.

JA�sus Figueiredo, maestro titular do Coro do TMRJ
Bacharel em RegA?ncia Orquestral, em A�rgA?o de Tubos e mestre em AcA?stica Musical pela Escola de MA?sica da UFRJ, onde tambA�m foi professor substituto de RegA?ncia Orquestral. A� maestro titular do Coro do Theatro Municipal do RJ, onde trabalha desde 1999 atuando tambA�m com a Orquestra SinfA?nica na preparaA�A?o e regA?ncia de concertos, A?peras e balA�s. Em 2010, ganhou o primeiro lugar em RegA?ncia de A�pera na 4A? EdiA�A?o do Concurso Nacional da A�pera de San Juan, na Argentina. JA? regeu diversas orquestras como a de CA?mara do Amazonas, a SinfA?nica de Minas Gerais, a FilarmA?nica do CearA?, a SinfA?nica de Barra Mansa, a AcadA?mica do Teatro ColA?n de Buenos Aires, a da Universidade Nacional de Cuyo (Argentina), a da A�pera de San Juan (Argentina), a SinfA?nica da UFRJ, a SinfA?nica Nacional da UFF, a SinfA?nica Brasileira e a SinfA?nica do TMRJ. Em 2013 assumiu a direA�A?o musical do Coro da AssociaA�A?o de Canto Coral.

 

Caetano Vilela, concepA�A?o, encenaA�A?o e iluminaA�A?o
Ganhou destaque no mundo da A?pera, com a realizaA�A?o dezenas de produA�A�es em importantes teatros no Brasil e no exterior. Dentre as A?peras que dirigiu, destacam-se A Queda da Casa de Usher, de Phillip Glass; Lady Macbeth do Distrito de Mtzensk, de Shostakovich; Ariadne em Naxos, de Richard Strauss; Os Troianos, de Berlioz; e a estreia no Brasil da A?pera A�a Ira, de Roger Waters. Iluminou o musical The Sound of Music, sob a direA�A?o de Emilio Sagi, para a temporada 2009-2010, no ThA�A?tre du ChA?telet, em Paris. Em 2013, ano do bicentenA?rio de Richard Wagner, iluminou TannhA�user, sob a regA?ncia de Gustavo Dudamel, para a temporada de A?pera em BogotA?, e dirigiu e iluminou, para o Festival de A�pera do Theatro da Paz, a A?pera O Navio Fantasma online , destaque na crA�tica especializada como uma das melhores produA�A�es do ano. Ganhou o PrA?mio Shell de IluminaA�A?o em 2011 pelo espetA?culo Dueto para Um, foi indicado novamente em 2014 pela iluminaA�A?o de Assim A� (se lhe parece) e, em 2015, por Dias de Vinho e Rosas, direA�A?o de Fabio AssunA�A?o.

Em 2014 dirigiu novamente para o Festival de A�pera do Theatro da Paz a estreia no Brasil de MefistA?fele, de Arrigo Boito. Em 2015, dirigiu e iluminou para o Theatro Municipal de SA?o Paulo um programa duplo com as A?peras Um Homem SA?, de Camargo Guarnieri, e Ainadamar, de Oswaldo Golijov. Volta a contribuir para a temporada lA�rica colombiana iluminando uma produA�A?o de Werther na cidade de BogotA?. Foi selecionado, junto com outros artistas brasileiros, para representar o Brasil na Quadrienal de Praga (Performance Design and Space), exposiA�A?o mundial de criadores da A?rea teatral que aconteceu em julho-2015 na TchecoslovA?quia. Neste ano de 2016 iluminou em SA?o Paulo as peA�as As Benevolentes, monA?logo com Thiago Fragoso dirigido por Ulysses Cruz, e Rainhas do Orinoco, dirigida por Gabriel Villela. Orfeu e EurA�dice A� sua primeira direA�A?o no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, onde jA? iluminou importantes produA�A�es, como TannhA�user, dirigido por Werner Herzog, La Sonnambula, dirigida por Aidan Lang, e Nabucco, por Iacov Hillel, entre outras. Em setembro dirigirA? para o Festival de A�pera do Teatro da Paz uma nova produA�A?o de Turandot. Em outubro assinarA? a iluminaA�A?o de Elektra, direA�A?o de LA�via Sabag, para o Theatro Municipal de SA?o Paulo.

 

Abel Rocha, direA�A?o musical e regA?ncia
Regente titular da Orquestra SinfA?nica de Santo AndrA� (OSSA) desde marA�o de 2014, e coordenador da FA?brica de A�peras do IA Unesp, projeto pioneiro em A?pera Studio. Foi diretor artA�stico do Teatro Municipal de SA?o Paulo e regente titular da Orquestra SinfA?nica Municipal nas temporadas de 2011 e 2012, em que recebeu o Grande PrA?mio Concerto 2012 pela programaA�A?o realizada. Rocha A� um especialista em A?pera, mas sua posiA�A?o de destaque no cenA?rio brasileiro se deve a uma presenA�a versA?til e diversificada, tanto no repertA?rio sinfA?nico como na direA�A?o musical de espetA?culos cA?nicos, como balA�s, peA�as de teatro, e de diversos shows e musicais. Entre 2004 e 2009, A� frente da Banda SinfA?nica do Estado de SA?o Paulo, como diretor artA�stico e regente titular, empreendeu um profundo trabalho de reestruturaA�A?o artA�stica e administrativa. Em sua atividade como regente orquestral jA? dirigiu todas as mais importantes orquestras nas temporadas sinfA?nicas brasileiras.

Com intensa atuaA�A?o no universo operA�stico, foi o responsA?vel pela regA?ncia e direA�A?o musical de tA�tulos dos mais renomados compositores do gA?nero, do barroco de Monteverdi (Il Combattimento di Tancredi e Clorinda, L’Orfeo e Il Ballo delle Ingrate) A� modernidade de SchA�nberg (Erwartung) e Debussy (PellA�as et MA�lisande), passando por HA�ndel (Alcina), Purcell (Dido e EnA�as), Mozart (As Bodas de FA�garo e A Flauta MA?gica), Rossini (O Barbeiro de Sevilha), Donizetti (Il Campanello di Note e O Elixir do Amor), Ricci (La Serva e l’Ussero), Verdi (La Traviata), Bizet (Carmen) e Puccini (Gianni Schicchi, Madama Butterfly e Pills La BohA?me), Leoncavallo (I Pagliacci), Poulenc (A Voz Humana) e Menotti (The Telephone). Encomendou e realizou as estreias mundiais de tA�tulos brasileiros como Anjo Negro, de JoA?o Guilherme Ripper, Brasil outros 500, de Toquinho e MillA?r Fernandes, e A Tempestade, de Ronaldo Miranda, tendo trabalhado ainda como diretor de voz e maestro residente da Cia. Brasileira de A�pera. AlA�m da carreira artA�stica, atua regularmente como professor e regente em diversos festivais de mA?sica. Doutor em mA?sica pela Unicamp, atualmente A� professor de regA?ncia e A?pera do Instituto de Artes da Unesp.

Fotos: JA?lia RA?nai

 

SERVIA�O:

 

“Orfeu e EurA�dice”, A?pera em trA?s atos (versA?o de Viena a�� 1762)

 

Purchase Denise de Freitas, mezzosoprano (Orfeu)

Lina Mendes, soprano (EurA�dice)

Luisa Suarez, soprano (Amor)

 

Coro e Orquestra SinfA?nica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro

 

Caetano Vilela, concepA�A?o, encenaA�A?o e iluminaA�A?o

Abel Rocha, direA�A?o musical e regA?ncia

 

7, 9 e 12 de julho, A�s 20h; 10 de julho, A�s 17h online

Theatro Municipal do Rio de Janeiro (PraA�a Floriano s/n, Centro a�� Rio de Janeiro. Tel.: 21 2332-9191)

 

Ingressos: R$ 600 (frisas e camarotes), R$ 100 (plateia e balcA?o nobre), R$ 72 (balcA?o superior) e R$ 36 (galeria), com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

Capacidade: 2.227 lugares

ClassificaA�A?o etA?ria: livre

DuraA�A?o aproximada: 130 minutos, com dois intervalos

 

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