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Óperas para 2020

Saiba que óperas serão encenadas ou levadas em forma de concerto no Brasil.

Bom, caros amigos, estávamos animados para óperas, quando veio o tal COVID 19, para ferrar com todas as programações. Vamos deixar o texto apenas para visualizarmos o que teria sido o ano de 2020 em relação a óperas. Quem sabe 2021 poderá ser melhor? Ao menos, é o que esperamos, com fé…

Pelo oitavo ano consecutivo, o Movimento.com traz este post sobre óperas apresentadas no Brasil. O motivo disto é muito simples. Durante anos passados, recebemos muitas reclamações de que, quando o release de alguma ópera ia para o ar, já não havia mais ingressos para venda. Bom frisar que o atraso da publicação dos releases não é de responsabilidade do site, mas sim da produção ou divulgação da ópera. Para que as pessoas possam se antecipar, criamos este post dedicado exclusivamente a este assunto. Acompanhe e cuide de buscar seus ingressos a tempo e hora.

 

Dias 28, 29 e 31 de março e 01, 03, 04 e 06 e 07 de abril – encenada

Ópera “Aida”, de Giuseppe Verdi

Theatro Municipal de São Paulo – 11 3053 2090

– Dirteção musical e regência de Roberto Minczuk e Alessandro Sangiorgi. Direção cênica e cenografia de Bia Lessa.
– Elenco: Marsha Thompson e Marly Montoni (Aida) / Enrique Folger e Paulo Mandarino (Radamés) / Ana Lúcia Benedetti e Denise de Freitas (Amnéris) / David Marcondes e Brian Major (Amonarso) / Carlos Eduardo Marcos (Faraó/Rei) / Caio Duran (Mensageiro) / Sávio Sperandio (Ramfis) / Elayne Caser (Sacerdotisa).

 

Dias 18, 21, 24 e 26 de abril – encenada

Ópera “Peter Grimes“, de Benjamin Britten

Teatro Amazonas

Festival Amazonas de Ópera. Produção em parceria com a Universidade de Los Andes, Bogotá. Em uma aldeia costeira de Suffolk, em meados do século XIX, Peter Grimes é um pescador que enfrenta uma investigação acerca da morte do seu jovem aprendiz. Todos na vila pensam que ele é o responsável, mas a morte é declarada acidental. Grimes se ressente da atitude dos habitantes.
– Direção Musical e Regência de Luiz Fernando Malheiro. Direção Cênica de Pedro Salazar (Colômbia). Cenários de Julián Hoyos. Figurinos de Olga Maslova. Desenho de Luz de Fábio Retti.
– Elenco: Peter Grimes: Julian Hubbard, tenor / Ellen Orford: Daniella Carvalho, soprano / Capitão Balstrode: Homero Velho, barítono / Auntie: Thalita Azevedo, contralto / “Sobrinha” 1: Maria Sole Gallevi, soprano / Bob Boles: Daniel Umbelino, tenor / Swallow: Pepes Do Valle, baixo / Sra. (Nabob) Sedley: Mere Oliveira, mezzosoprano / Reverendo Horace Adams: Wilken Silveira, tenor / Hobson: Emanuel Conde, baixo / John: Andrés Gaitán, papel mudo / Coral do Amazonas Amazonas Filarmônica

 

Dias 19 e 25 de abril, 3 e 9 de maio – encenada

Ópera “O menino maluquinho“, de Ernani Aguiar

Teatro Amazonas

Festival Amazonas de Ópera. Ópera infantil baseada na obra homônima de Ziraldo. Conhecido pelas travessuras e pela panela na cabeça, o Menino Maluquinho é um dos personagens mais relevantes da literatura infantil brasileira. A ópera aborda de forma leve e divertida a importância da relação com a família e os conflitos comuns à infância. Os personagens da turma do Maluquinho, que marcaram o imaginário de gerações, estão presentes nesta aventura musical, entre eles Bocão, Julieta, a mãe, o pai e os avós. Juntos, eles cantam e dançam os números musicais.
Direção Musical e Regência: Otávio Simões. Direção Cênica: Matheus Sabbá (Amazonas). Cenários: Giorgia Massetani. Figurinos: Melissa Maia. Desenho de Luz: Fábio Retti
– Elenco: O Tempo: Luiz Carlos Lopes, barítono / Menino Maluquinho: Davi Lucas / Pai/Porteiro: Juremir Vieira, tenor / Mãe: Raquel de Queiroz, soprano / Professora/Babá: Yasmim Rodrigues, soprano / Avô: Moisés Rodrigues, barítono / Avó: Magda Loiana, mezzosoprano / Bocão: Thaylon Sousa, menino / Julieta: Lunna Beatriz, menina / 1ª bruxa: Elane Monteiro, soprano / 2ª bruxa: Marinete Negrão, mezzosoprano / 3ª bruxa: Yana Stravaganzzi, mezzosoprano / Coral Infantil do Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro / Coral do Amazonas / Amazonas Filarmônica

 

Dias 10, 12, 15 e 17 de maio – encenada

Ópera “Fidelio“, de Ludwig van Beethoven

Teatro Amazonas

Festival Amazonas de Ópera. Comemoração dos 250 anos do compositor. Produção em parceria com a Ópera da Colômbia. A ópera conta a história de Florestan, um aristocrata espanhol inimigo de Pizarro, governador de uma prisão numa cidade próxima a Sevilha. Pizarro captura Florestan e o aprisiona numa masmorra, e espalha a notícia de que ele está morto. Sua mulher, Leonore, sabe que isto não é verdade e corre para salvar o marido. Ela se disfarça de homem e toma o nome de Fidelio para se empregar como auxiliar de Rocco, o carcereiro da prisão.
Direção Musical e Regência: Marcelo de Jesus. Direção Cênica: Alejandro Chacón (Argentina/Colômbia). Cenários: Sergio Loro. Figurinos: Adán Martínez. Desenho de Luz: Fábio Retti
– Elenco: Don Fernando: Murilo Neves, baixo / Don Pizarro: Homero Pérez-Miranda, baixo-barítono / Florestan: Enrique Bravo, tenor / Leonore (Fidelio): soprano a definir / Rocco: Pepes Do Valle, baixo / Marzelline: Dhijana Nobre, soprano / Jaquino: Daniel Umbelino, tenor / Coral do Amazonas / Amazonas Filarmônica

 

Dias 16, 19, 22 e 24 de maio – encenada

Ópera “Armide“, de Christoph Willibald Gluck

Teatro da Instalação

Festival Amazonas de Ópera. Baseada no poema épico do italiano Torquato Tasso e ambientada na época da primeira Cruzada, a ópera conta a história da paixão da maga Armide por seu ferrenho inimigo, o cavaleiro cristão Renaud. A ópera retrata toda a gama de emoções de Armide, desde a hostilidade e o rancor até a ternura, sensualidade e desespero da personagem.
Direção Musical e Regência: Marcelo de Jesus. Direção Cênica: William Pereira (São Paulo). Cenários e Figurinos: Giorgia Massetani. Desenho de Luz: Fábio Retti.
– Elenco: Armide: Maria Sole Gallevi, soprano / Renaud: Aníbal Mancini, tenor / La Heine: Denise de Freitas, mezzosoprano / Sidonie/Lucinde: soprano a definir / Phenice/Mélisse: Raquel de Queiroz, soprano / Hidraot: barítono a definir / Aronte: Murilo Neves, baixo / Artémidore: Wilken Silveira, tenor / Le Chevalier Danois: Daniel Umbelino, tenor / Naïade: Aimée Brasil, mezzosoprano / Bergère: Luziene Menezes, soprano / Le Plaisir: soprano a definir / Balé Experimental do Corpo de Dança do Amazonas / Grupo Vocal dos Corpos Artísticos / Orquestra de Câmara do Amazonas

 

Dias 30 e 31 de maio – encenada

Ópera “Rusalka”, de A. Dvorak

Teatro Adamastor – Guarulhos – SP

O libreto é de Jaroslav Kvapil. Trata-se de um conto de fadas romântico que relata a história de uma ninfa aquática, Rusalka, que se apaixona por homem, um príncipe. Conta a sua paixão a um gênio aquático das ninfas, Vodnik. Consulta a bruxa Jezibaba que a avisa que se assumir a forma humana perderá a voz e, se for traída, será amaldiçoada para sempre. Rusalka assume a forma humana e o príncipe, ao vê-la, fica deslumbrado com a sua beleza e leva-a para o palácio. Surge uma princesa estrangeira e o príncipe apaixona-se por ela. Rusalka, rejeitada, desaparece num lago, condenada por Vodnik e ignorada pelas suas irmãs ninfas. Jezibaba diz-lhe que só se salvará se matar o príncipe, mas ela recusa. O príncipe pede perdão e um beijo a Rusalka. Ela avisa em vão, que isso o condenará. Beija-o, ele morre e ela desaparece nas águas.
– Direção musical e regência de Emiliano Patarra. Direção cênica de Pablo Maritano.
– Elenco: Tati Helene, soprano / Eric Herrero, tenor / Marcelo Ferreira, barítono / Juliana Taino, mezzo soprano / Mere Oliveira, mezzo soprano. Orquestra GRU Sinfônica e Orquestra Jovem Municipal

 

Dias 31 de maio, 2, 5 e 7 de junho – encenada

Ópera “Attila“, de Giuseppe Verdi

Teatro Amazonas

Festival Amazonas de Ópera. Em meados do Século V da Era Cristã, Átila, “o flagelo divino”, invade Aquileia, uma cidade romana. Entre as ruínas da cidade, os hunos e os ostrogodos saqueiam e cantam louvores ao profeta Votan e ao rei. Átila chega triunfante e os felicita, sendo aclamado. Desobedecendo a uma ordem de Átila, o escravo bretão Uldino poupa a vida das mulheres que tinham participado da batalha e vem oferecê-las ao rei como prisioneiras de guerra. A líder dessas mulheres é Odabella, filha do Senhor de Aquileia, morto pelo invasor huno.
Direção Musical e Regência: Luiz Fernando Malheiro. Direção Cênica: Julianna Santos. Cenários: Giorgia Massetani. Figurinos: Laura Françozo. Desenho de Luz: Fábio Retti.
– Elenco: Attila: Homero Pérez-Miranda, baixo-barítono / Uldino: Miqueias William, tenor / Odabella: Maria Katzarava, soprano / Ezio: Douglas Hahn, barítono / Foresto: Juremir Vieira, tenor / Papa Leão I: Pepes Do Valle, baixo / Coral do Amazonas / Orquestra Experimental da Amazonas Filarmônica

 

Datas não divulgadas.

Ópera “Onheama“, de João Guilherme Ripper

Local não divulgado

Festival Amazonas de Ópera. Projeto Ópera Mirim – Pequeno Teatro do Mundo. Baseada em um poema sobre mitos indígenas do escritor amazonense Max Carphentier, a ópera é dedicada ao público infanto-juvenil e evoca um universo fantástico de índios, floresta, rio, boto, Iara, e a terrível Onça Celeste, que engole o sol e escurece a terra. Nhandeci, a mãe de todos os índios, reconhece no menino Iporangaba o herói guerreiro que deve enfrentar a Onça Celeste e salvar da escuridão a tribo e o mundo.

 

Dias 18, 21, 24, 25 e 27 de junho – encenada

Óperas “Navalha na carne”, de Leonardo Martinelli  e “Homem de papel”, de Elodie Bouny

Theatro Municipal de São Paulo – 11 3053 2090

– Direção cênica de Zé Henrique de Paula e Fernanda Maia.
– Elenco de “Navalha na carne”: Luísa Francesconi (Neusa Sueli) / Fernando Portari (Vado) / Michel de Souza (Veludo).
Elenco de “Homens de papel”: Sebastião Teixeira (Berrão) / Mar Oliveira (Chicão) / Matheus França (Tião) / Elaine Moraes (Maria-Vai) / Eduardo Trindade (Pelado) / Lídia Schäffer (Noca) / Diógenes Gomes (Bichado) / Keila de Moraes (Poquinha) / Eduardo Góes (Jiló) / Fernando de Castro (Coco) / Elaine Martorano (Nhanha) / Rafael Leoni (Frido) / Laura Lobo (Gá).

 

Dia 20 de junho – em forma de concerto

Ópera “Cavalleria rusticana”, de Pietro Mascagni

Teatro Adamastor – Guarulhos – SP

Ópera em um ato único, estreada em 17 de maio de 1890 no Teatro Costanzi, em Roma. É dividida em duas partes, separadas por um intermezzo, mas se apresentam em cena contínua. Cavalleria rusticana é considerada uma das primeiras composições do realismo operístico italiano, ou verismo. O libreto é de Giovanni Targioni-Tozzetti e de Guido Menasci, extraído da novela homônima de Giovanni Verga.
– Direção musical e regência de Emiliano Patarra
– Elenco: Alan Faria, tenor / Tati Helene, soprano / Vinícius Atique, barítono / Thayana Roverso, soprano / Juliana Taino, mezzo soprano. Orquestra Jovem Municipal

 

Dias 14, 16. 19, 20 e 23 de agosto – encenada

Ópera “Don Giovanni”, de W. A. Mozart

Theatro Municipal de São Paulo – 11 3053 2090

– Direção cênica de Lívia Sabag.
– Elenco: Alessio Arduini (Don Giovanni) / Aníbal Mancini (Don Ottavio) / Carla Filipcic Holm (Donna Anna) / Luciana Bueno (Donna Elvira) / Michel de Souza (Leporello) / Johnny França (Masetto) / Matheus França (Comendador) / a definir (Zerlina).

 

Dias 29 e 30 de agosto e 01 de setembro – encenada

Ópera “A flauta mágica“, de W. A. Mozart

Theatro São Pedro – RS

A Flauta Mágica (original em alemão Die Zauberflöteé uma ópera em dois atos, com de Emanuel Schikaneder. Estreou em Viena, em 1791.  Schikaneder era companheiro de loja maçônicade Mozart. À época, por influência da Revolução Francesa, a maçonaria adquiria simpatizantes ao mesmo tempo que era perseguida. A ópera mostra a filosofia do Iluminismo. Algumas de suas árias tornaram-se muito conhecidas, como o dueto de Papageno e Papagena, e as duas árias da Rainha da Noite. Os conceitos de liberdade, igualdade e fraternidade da Revolução Francesa transparecem em vários momentos na ópera, por exemplo quando o valor de Tamino, protagonista da história, é questionado por ser um príncipe, e que por tal motivo talvez não conseguisse suportar as duras provas exigidas para entrar no templo. Em sua defesa, Sarastro responde: “mais que um príncipe, é uma pessoa”.
– Regência de Evandro Matté. Direção cênica de William Pereira
Elenco: Giovanni Tristacci , Raquel Paulin, Carla Domingues, Carlos Rodrigues, Elisa Lopes, Saulo Javan, Helena Losada, Elisa Machado, Clarisse Diefenthäler, Flávio Leite, Daniel Germano, Francisco Amaral. Coro Sinfônico da Ospa

 

Dias 26 e 27 de setembro e 01, 04 e 07 de outubro – encenada

Ópera “Benjamin”, de Peter Ruzicka

Theatro Municipal de São Paulo – 11 3053 2090

Terceira ópera deste compositor contemporâneo alemão, com libreto da sul-coreana Yona Kim, composta para a Ópera Estatal de Hamburgo, onde estreou em 2018, sob a regência do compositor e com direção cênica da libretista. A obra trata do brilhante filósofo alemão Walter Benjamin, especialmente do período em que ele viveu exilado, por causa do nazismo, até o seu suicídio em 1940.
– Direção cênica de Hugo Possolo.
– Elenco: Homero Velho (Walter B.) / Anna Schubert (Asja L.) / Magda Painno (Hannah A.)

 

Dias 27 e 28 de novembro – encenada

Ópera “Dido e Eneas”, de H. Purcell

Teatro Adamastor – Guarulhos – SP

A primeira apresentação teria sido na Escola para Meninas de Josias Priest, em Londres, no ano de 1688. Constitui-se de três atos, sendo a primeira (e única) ópera totalmente cantada de Purcell. A história é baseada no livro IV de “Eneida”, do poeta romano Virgílio, que retrata o amor da rainha de Cartago, Dido, pelo herói troiano Eneas. Quando este a abandona, Dido acaba morrendo.
– Direção musical e regência de Emiliano Patarra
– Elenco: Tati Helene, soprano / Vinícius Atique, barítono / Thayana Roverso, soprano / Juliana Taino, mezzo soprano

 

 

Antônio Rodrigues
Apaixonado por música coral, é um dos fundadores e mantenedor do movimento.com.