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Ópera brasileira

O Caixeiro da Taverna, ópera de Guilherme Bernstein, tem duas récitas na Sala Cecília Meireles.

 

A Sala Cecília Meireles, no Rio de Janeiro, apresenta, como parte da série Sala Lírica, a ópera O Caixeiro da Taverna, de Guilherme Bernstein, com o Ensemble Coletivo das Artes. As récitas ocorrem nos dias 15 e 16 de junho, sexta-feira e sábado, sempre às 20 horas.

O Caixeiro da Taverna, escrita em 2000 pelo compositor e regente brasileiro Guilherme, baseia-se na comédia homônima de Martins Pena. O libreto foi diretamente retirado do texto original.

A produção é da mezzo Adalgisa Rosa, integrante do Ensemble Coletivo das Artes, grupo capixaba contemplado pelo Fundo de Cultura do Estado do Espírito Santo para a montagem do espetáculo. Adalgisa integra o elenco como Angélica, ao lado de Licio Bruno (Manoel), Flavia Fernandes (Deolinda), Renato Gonçalves (Francisco), Alessandro Santana (Quintino) e Tadeu Kuzendorff (Antonio). A direção cênica é do barítono Licio.

Os cantores são acompanhados por um conjunto de câmara formado por Felipe Prazeres e Priscila Plata Rato (violinos), Marco Catto (viola), Janaina Salles (violoncelo), Gael Lhoumeau (contrabaixo), Sofia Ceccato (flauta), Marcos dos Passos Jr. (clarinete) e Simon Béchemin (fagote), com direção musical e regência do próprio compositor.

 

O texto narra as peripécias do ambicioso e trapaceiro Manoel Pacheco, português cujo maior sonho é ser sócio de sua ama, Angélica Pereira, dona da taverna, que morre de amores por ele. A ambição desenfreada deste caixeiro o coloca em situações hilariantes, que certamente proporcionarão bons motivos para risadas.

Luís Carlos Martins Pena nasceu no Rio de Janeiro em 1815. Foi um notável teatrólogo, considerado fundador da “comédia de costumes” no Brasil. Escreveu comédias e farsas da metade do século 19, que envolvem principalmente pessoas da roça e das cidades.

O carioca Guilherme Bernstein completou seus estudos básicos, bacharelado e mestrado na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), cursou pós-graduação em Regência Orquestral na Hartt School of Music, EUA, onde se aperfeiçoou com Harold Farberman, e é doutor em Música pela UniRio. É professor de regência e prática de orquestra da UniRio e tem atuado à frente de orquestras como Sinfônica Nacional da UFF, Sinfônica Brasileira, Sinfônicas de Porto Alegre, Goiânia e Recife, Experimental de Repertório, Orquestra Rimsky-Korsakov de São Petersburgo, solistas da Filarmônica de Israel, entre várias outras, além da própria Orquestra da UniRio, com a qual se apresenta regularmente. Foi maestro residente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do RJ e por vários anos diretor musical da Orquestra Sinfônica de Barra Mansa.

Composições suas como a Serenata para Cordas e o Concerto para piano n. 1, ambas publicadas pela Academia Brasileira de Música, têm sido apresentadas em várias cidades do Brasil, Europa e EUA. Foi ainda premiado pela trilha sonora do filme O Outro Lado da Rua e publicou o livro Sobre Poética e Forma em Villa-Lobos – Primitivismo e Estrutura nos Choros Orquestrais.

 

Foto: Ariana Rosa

 

SERVIÇO:

 

Ópera “O Caixeiro da Taverna”, de G. Bernstein

 

Ensemble Coletivo das Artes

Licio Bruno, direção cênica

Guilherme Bernstein, direção musical e regência

 

15 e 16 de junho, sexta-feira e sábado, às 20h

Sala Cecília Meireles (Largo da Lapa, 47, Lapa – Rio de Janeiro. Tels.: 21 2332-9223 e 2332-9224)

 

Ingressos: R$ 40, com meia-entrada para estudantes e pessoas com mais de 60 anos

 

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