Movimento

Obras de Marlos Nobre na Argentina e na Colômbia

Mais e mais, o compositor brasileiro Marlos Nobre tem suas obras em eventos internacionais, como no Festival Internacional de Coros de San Juan e no XVIII Foro de Compositores do Caribe.

FESTIVAL INTERNACIONAL DE COROS DE SAN JUAN NA ARGENTINA, AGOSTO 2011.

Mais um Festival Internacional de Coros, desta vez realizado de 11 a 16 de agosto,  em San Juan, Argentina,  dá especial  destaque à produção coral de Marlos Nobre. No concerto de encerramento do Festival, realizado em 16 de agosto, o destaque ficou para o Coro Contemporâneo de Campinas dirigido pelo maestro Ângelo Fernandes e para a apresentação da peça CANCIONEIRO DE LAMPIÃO (Muié Rendêra, É Lamp, Cantigas de Lampião), com texto da literatura de cordel que foi ovacionada pelo público e participantes dos corais presentes no Festival.

O “Cancioneiro de Lampião” foi recentemente gravado de maneira primorosa pelo Coro da OSESP e sua regente Naomi Munakata em excelente versão, lançada no CD de estreia do conjunto pelo selo Biscoito Fino. A obra foi também recentemente ovacionada no concerto de abertura  do Festival Feldkirch na Áustria, tendo sido apresentada pelo Coro de Câmera do Festival.

 

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XVIII  FORO DE COMPOSITORES DO CARIBE


Será na 5ª feira, 8 de setembro, no concerto de encerramento  do “VII Encuentro de Música EAFIT: Colegio de Compositores Latinoamericanos de Música de Arte”  e do “XVIII  Foro de Compositores del Caribe”, em Medellin, Colômbia, a estreia na Colômbia da obra KABBALAH para orquestra de Marlos Nobre. O diretor será  Alejandro Posada, com a Orquesta Filarmónica de Medellín.

Abaixo informação do programa completo do concerto:

Jueves 8 de Septiembre

Programa 8: Concierto de clausura.

Auditorio Fundadores 8 p.m.

(Con el auspicio de la Alcaldía de Medellín)

Orquesta Filarmónica de Medellín

Director invitado: Alejandro Posada
Solista invitado: Javier Asdrúbal Vinasco, clarinete

Alberto Villalpando, (Bolivia)
Transformaciones del agua y del fuego en las montañas

pharmacy rx one coupon code Andrés Posada, (Colombia)
Concierto para clarinete y orquesta (2010) – en tres movimientos.

Jorge Sarmientos, (Guatemala)
Budafonías

Marlos Nobre, (Brasil)
Kabbalah

 

Abaixo, vídeo da interpretação de Kabbalah pela SIMON BOLIVAR SYMPHONY ORCHESTRA dirigida por GUSTAVO DUDAMEL.

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Marlos Nobre

Marlos Nobre

O grande pianista Arthur Rubinstein em 1974 disse: “Estou cada vez mais encantado com o conteúdo de sua obra. Ela é maravilhosamente escrita para piano, o que é raro entre os compositores contemporâneos”.

Este elogio partindo do grande Rubinstein, colocou imediatamente a obra de Marlos Nobre no cenário pianístico internacional. Em 1981, Yehudi Menuhim assina a introdução ao catálogo geral do compositor, editado na Alemanha, afirmando: “É com certo orgulho que introduzo este catálogo das obras de Marlos Nobre. Que este catálogo e através dele sua música, possam atingir a maior audiência possível e a aclamação da crítica que o compositor merece“.

Marlos Nobre é não somente a maior figura da música brasileira atual mas também um compositor proeminente do nosso tempo“.- Paul Druey – Tribuna de Genebra – maio 1976

Tais afirmações consagradoras repetiam, em nível internacional, aquilo que afirmaram unanimemente os críticos brasileiros logo no começo da carreira do compositor. “Marlos Nobre surge no nosso meio musical como uma estrela de intensa luminosidade, a quem parece haver Villa-Lobos entregue o cetro da criação musical brasileira”. – Diário de Notícias – novembro 1960.

Em 1965 o primeiro grande reconhecimento internacional, com sua peça Ukrinmakrinkrin, para voz, instrumentos de sopro e piano, apresentada na IV Bienal dos Jovens em Paris. O crítico do Le Monde disse: “O Brasil apresentou uma visão dura e impressionante com Marlos Nobre, em uma música brutal, onde canta um terror de pânico terrestre, uma vida frenética, uma força nova”.

“Marlos Nobre acaba de despontar na música brasileira. A julgar por esse Divertimento para piano e orquestra, inspirado em Nazareth, Marlos Nobre passa a limpo a nossa música de inspiração nacionalista. É Marlos Nobre quem está sendo chamado a cunhar em linguagem nova a musicalidade pátria”. – Eurico Nogueira França – Correio da Manhã

Em 1966, Ukrinmakrinkrin colhe o primeiro grande triunfo de no cenário internacional. A obra é sucessivamente apresentada em mais de 19 países e confirma o compositor como um dos nomes mais em voga da música contemporânea internacional. A carreira nacional e internacional, ano após ano, trazem o reconhecimento que atinge pontos culminantes em sua participação nos Festivais de Washington, quando o crítico Paul Hume do Washington Post, em maio de 1971 afirmou: “A maior sensação do Festival foi a estréia do Concerto Breve de Marlos Nobre. O concerto teve  um êxito sensacional junto ao público. A música é toda ela de uma organização impressionante”.

“Admiravelmente realizado, conciso, nervoso, o Concerto Breve testemunha, da parte de seu autor, um excelente métier e uma personalidade certeira. Todos os recursos da escritura são empregados nele com uma virtuosidade impressionante“. – Jean-Paul Sarraute – Le Monde – fevereiro 1970.

Em 1970, após a estréia de Mosaico no Teatro Colón de Buenos Aires, o conceituado crítico portenho do La Nación afirmou: “Bastaram os instantes iniciais de Mosaico de Marlos Nobre para que a densidade musical se elevasse poderosamente. Quem, consciente conhecedor dos recursos instrumentais, escreveu uma obra tão sólida e fascinante tem, ante si, perspectivas realmente grandes. Em Marlos Nobre há temperamento, imaginação e maestria suficientes para considerarmos que o lugar de exceção de Villa-Lobos possa ter nele o artista singular capaz de ocupá-lo em futuro não distante”.

Suas obras viriam a seguir, uma após outra, em sucessão, como Rhythmetron, Quarteto de Cordas no.1, Ludus Instrumentalis, Biosfera, In Memoriam, O Canto Multiplicado, Sonâncias I, II e III, Cantata do Chimborazo, Concertante do Imaginário, Concerto Duplo para dois violões e orquestra e Passacaglia para orquestra, obras que foram estreadas nos mais importantes Festivais internacionais e reconhecidas por críticos e público de todo o mundo.

De entrada, Marlos Nobre nos introduz no mistério da criação; ele é um Mestre! Biosfera é a prova disto, guardando sempre intacta esta inspiração geradora da verdadeira obra de arte“. – Paul Druey – maio 1973

Nobre é o líder expoente da música brasileira contemporânea. Seu Mosaico, um tríptico imaginativo e brilhante, nos explica largamente porquê. Esta peça de 15 minutos revela não somente um comando virtuosístico da orquestra mas um controle total e pessoal das técnicas vanguardistas. Mosaico fez um impacto explosivo“. – Laurence B. Johnson – Milwaukee Sentinel – outubro 1978

O renome internacional de Marlos Nobre cresce então enormemente em todo o mundo e, em 26 de fevereiro de 1985, o diretor do CIDEM /OEA o musicólogo Efraín Paesky, escreveu : “Após o desaparecimento de Ginastera, o mais talentoso e dotado compositor da América Latina é atualmente Marlos Nobre. Seu imenso talento justifica plenamente sua posição ao lado de tão grandes compositores como Villa-Lobos e Chavez”.

O Trio para piano, violino e cello do compositor brasileiro Marlos Nobre, tocado ontem à noite, tem muitos encantos. O Trio combina um calor latino e um impulso rítmico constante com uma angústia européia – imaginem um tango por Dmitri Shostakovich“. – Tim Page – NY Times – abril 1985.

Em Londres, em abril de 1988 o crítico Robert Mattew-Walker escreve em Music and Musicians International: “A música de Nobre é uma fusão excepcional de uma variedade de estilos. O resultado é surpreendentemente individual e distintivo: embriagante, evocativo, às vezes sensual, mas sempre controlado dentro de uma estrutura finamente imaginativa e experiente de uma exigente mente criadora”.

Em 1994 a Lemán-Classics da Suíça lança o internacional CD-duplo “Marlos Nobre: obras orquestrais, vocais e de percussão”. A revista FANFARE, nos Estados Unidos, em crítica consagratória, de setembro  de 1994, afirma: “Não há como negar que Nobre é um compositor magistral (master composer), que herdou o manto de Villa-Lobos“. No mesmo ano de 1994, a gravadora Lemán Classics da Suiça lança o CD “Villa-Lobos e Marlos Nobre” com o violonista Joaquim Freire, com os Estudos de Villa e duas peças de Nobre: Reminiscências e Homenagem a Villa-Lobos.

Em 18 de abril de 1996, o crítico Allan Kozinn, do The New York Times, comentando o concerto de música brasileira no Festival “Sounds of the Americas: Brazil” realizado no Carnegie Hall afirma: “Verdadeiramente a mais poderosa obra de todo o programa foi In Memoriam de Marlos Nobre”.

Em 1999, o compositor fez 60 anos e sua obra foi tocada ainda com mais frequência, em prestigiosas salas de concertos em todo o mundo, como o célebre Concertgegouw de Amsterdam, a Filarmônica de Berlin, o Carnegie Hall, o Bolivar Hall em Londres, atingindo neste ano mais de 290 execuções internacionais. Foi neste ano que o célebre compositor Roque Cordero declara na revista “La Música” do Latin American Music Center da Universidade de Indiana nos Estados Unidos : “Existe um compositor que é excepcional: para mim o mais importante no momento na América Latina é Marlos Nobre do Brasil; ele realmente é um imenso talento”.

Marlos Nobre conseguiu com sucesso forjar o seu próprio e poderoso estilo pessoal, enquanto continuou de certa maneira, a tradição de Villa-Lobos. Como seu celebrado predecessor, ele sente-se igualmente em casa lidando com enormes recursos orquestrais ou um simples violão“. – Classical Guitat – janeiro 1999

Estou convencido. Reminiscências e a Homenagem a Villa-Lobos são obras rigorosas, música de arte séria, mas trazendo um inconfundível aceno às raízes brasileiras do compositor. Eu não tinha ouvido música para violão tão bem escrita e tão impressionante desde Leo Brouwer. Nobre é uma voz poderosa entre os novos compositores da atualidade“. – American Record Guide – junho 1994

Um dos  CDs de Nobre, também junto com Villa-Lobos, da Channel Classics inclui as Bachianas 1 e 5 de Villa, e quatro obras novas de Nobre: Desafio XXXII para octeto de cellos, Canções de Beiramar, Três Canções Negras e Canto a Garcia Lorca, as três últimas para soprano e octeto de Violoncelos, com o soprano Pilar Jurado e o Cello Octet Conjunto Ibérico de Cellos dirigido por Elias Arizcúren. O disco recebeu verdadeira consagração na Europa e nos Estados Unidos.

O crítico Thierry Clermon da revista “Repertoire” de junho 2000, Paris, afirma:“Marlos Nobre tem a pujança de um Ginastera e o gênio de um Dallapiccola. Isto é particularmente flagrante nas Três Canções Negras, exuberantes, trepidantes e finamente compostas, assim como o Canto a Garcia Lorca página de um dramatismo magnífico, onde os elementos nacionais brasileiros se fundem em uma homenagem comovente”.

Sobre o disco o crítico Jeffrey Joseph do “The Strad” de Londres, junho 2000, disse: “Decididamente, mesmo após uma hora desta música não sentimos o menor sinal de excesso. Pelo contrário, ficamos perpetuamente galvanizados, excitados e até mesmo chocados pelo extraordinário aparato oferecido neste CD. E isto se deve em grande parte a Marlos Nobre e o brilho mercurial de suas obras“.

Em 2000, Marlos Nobre escreveu duas obras importantes: o Concerto para Percussão e Orquestra  e Kleine Gedichte. O critico Wolfram Graf, do Nordbayerischer Kurier, Bayreuth, agosto de 2000, disse: “Como ponto culminante da noite, o irônico e melancólico ciclo Kleine Gedichte de Heine, em uma versão musical co-genial de Marlos Nobre, o mais importante compositor do Brasil na atualidade. Aqui, cada canção teve sua expressividade própria, inspirada pelo conteúdo concernente aos males de amor das palavras de Heine.  O renomado compositor brasileiro criou marcantes estudos de caráter que, de maneira espetacular, em nenhum momento violaram a acentuação métrica das palavras e das frases, mas de fato ouviram-se acentuações muito apropriadas e surpreendentemente novas. Surgiu então um outro tipo de unidade interior notável”.

Marlos Nobre nasceu em Recife, em 18 de fevereiro de 1939. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Pernambucano de Música (1948-1959) e Composição com H. J. Koellreutter (1960) e Camargo Guarnieri (1962). Posteriormente, realizou estudos avançados em Composição, mediante bolsa da Fundação Rockefeller, no Centro Latinoamericano de Altos Estudos Musicais em Buenos Aires, com Ginastera, Messiaen, Malipiero, Copland e Dallapiccola (1963-1964). Trabalhou ainda composição com Gunther Schuller, Alexandre Goehr e Leonard Bernstein, no Berkshire Music Center em Tanglewood, USA (1969). No mesmo ano estudou música eletrônica no Centro Eletrônico da Universidade Columbia-Princeton com Wladimir Ussachevsky.

Recebeu inúmeros primeiros prêmios de Composição, entre os quais: Sociedade Germano-Brasileira de Recife (1959); Música e Músicos do Brasil (1960) Rio de Janeiro; Broadcasting Music Award, New York (1961); “A Canção Brasileira”, Rádio MEC, Rio (1962); “Jeunesses Musicales”, Rio (1962); Concurso “Ernesto Nazareth” da Academia Brasileira de Música (1963); Concurso Nacional de Composição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1963); Prêmio Torcuato Di Tella, Buenos Aires (1963);Prêmio Cidade de Santos, São Paulo (1966); Prêmio UNESCO, Paris (1974); Prêmio TRIMALCA /UNESCO, Colombia (1979); Prêmio “Golfinho de Ouro”, MIS, Rio (1970);Prêmio Personalidade Global da Música, O GLOBO, (1973).

Desde 1965, vem participando anualmente dos mais importantes Festivais internacionais de Música, em Paris, os Festivais “World Music Days”, em Londres (1970), Helsinki (1978) e Amsterdam (1985); os Festivais Outono de Varsóvia, na Polônia, Música de América e Espanha (1967 e 1970), os Festivais Interamericanos de Música de Washington, o X Diorama da Música Contemporânea, Suiça; a EXPO de Munich (1972), MUSICULTURA na Holanda (1979); os Foros Internacionais de Música Nova no México, o JUNIFESTWOCHEN de Zurich 92, o Festival ASPEKTE SALZBOURG 1992, os Festivais de Buenos Aires, Uruguay, Maracaibo, Caracas, e, em 1996, o Festival “Sounds of the Americas” no Carnegie Hall.

Vem recebendo encomendas das mais prestigiosas instituições, como o Goethe Institut de Munich, a Guitar Society de Toronto, a Radio Suisse Romande, o Ministério da Cultura da Espanha (para os 500 anos da Descoberta das Américas): da Cia. de Petróleos da Venezuela, para o Bicentenário de Simón Bolívar; da Universidade de Indiana, USA; da Fundação Apollon de Bremen, na Alemanha, entre outras.

Foi compositor residente em Berlin, a convite do DAAD da Alemanha e na Casa Brahms em Baden-Baden, e em New York com a Guggenheim Fellowship. Visiting Professor das mais prestigiosas Universidades norte-americanas, como a Universidade de Yale (1992), Indiana (1981) e compositor-convidado das seguintes Universidades Juilliard School, Universidades de Arizona, Oklahoma, Texas Christian University, Georgia University, Pennsylvania University e Tennessee University.

Recebeu em 2000 dois prestigiosos prêmios: o “Cecil and Ida Green Honors Professor” da Texas Christian University e o Thomas Hart Benton Medallion, a mais alta qualificação da Universidade de Indiana, ambos nos Estados Unidos, como reconhecimento “à sua elevada contribuição aos ideais da criação musical no hemisfério ocidental”.

No Brasil, foi Diretor musical da Rádio MEC, diretor da Orquestra Sinfônica Nacional, diretor artístico dos “Concertos para a Juventude” da Rede GLOBO, primeiro diretor do Instituto Nacional de Música da FUNARTE, Presidente da Academia Brasileira de Música e Diretor Executivo da Fundação Cultural de Brasília.

Em 1985, foi eleito por aclamação em Dresden, por 165 representantes de igual número de países da Europa, América, Ásia e África, como Presidente do Conselho Internacional de Música da UNESCO, o mais alto cargo da música em todo o mundo. Na atualidade é Presidente do Comitê Brasileiro de Música da UNESCO e diretor do programa de Música Contemporânea da Rádio MEC.

Recebeu condecorações importantes, entre elas a Medalha de Ouro do Mérito Cultural de Pernambuco (1978); Grande Oficial da Ordem do Mérito de Brasília (1988); Oficial da Ordem do Rio Branco (1989), Oficial da “Ordre des Arts et des Lettres” da França (1994); em 1999 recebeu a Medalha de Ouro do Mérito Cultural da Fundação Joaquim Nabuco de Pernambuco.

Em 2005, recebe o cobiçado VI Prêmio Iberoamericano de la Música “Tomás Luis de Victoria” atribuído, pela primeira vez por unanimidade na história do prêmio, a Marlos Nobre. O musicólogo e crítico espanhol Tomás Marco afirma em ensaio sobre o compositor publicado em Cuadernos de Música (Volumen 12-2006):”Desde mi punto de vista, Marlos Nobre es el más grande compositor vivo del continente iberoamericano”.

O crítico de El País, Madrid 17/06/2006, Vela del Campo escreve: En la música de Marlos Nobre se desprendió una fuerza rítmica excepcional. Confluyen un triple juego de relaciones dialética las derivadas del pensamiento lógico en su contraste con el mágico. Sus obras poseen  un magnetismo y una fuerza que la hacen irresistibles.

Em 2006, é lançado o livro “Marlos Nobre, el sonido del realismo mágico” de Tomás Marco, editado por Fundación Autor, Madrid, Espanha, sobre a vida e obra do compositor acompanhado com CD de suas obras mais relevantes.

O catalogo atual de Marlos Nobre compreende mais de 240 obras.

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