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O tempo não para

Jennifer Larmore tem fraca atuação e OSB brilha com A Pastoral de Beethoven.
O tempo é cruel para todos os mortais. Há exceções, naturalmente, como Patricia Pillar e George Clooney, melhores a cada dia, mas, para a maioria de nós, a inexorabilidade do envelhecimento é implacável. Os resultados do passar dos anos puderam ser notados, com pesar, no concerto da série Ametista da Orquestra Sinfônica Brasileira ocorrido no dia 7 de novembro, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

A convidada especial foi a mezzo-soprano norte-americana Jennifer Larmore Order Purchase Pills que, ao lado da orquestra regida por Roberto Minckzuk best place to buy allegra d , veio apresentar peças de Ravel e Berg. A expectativa diante do belo repertório se esvaziou logo de início, com a luxuriante Shérézade – Três Poemas de Tristan Klingsor para Soprano canada actavis syrup , composta em 1903 por Maurice Ravel, grande expoente do impressionismo francês. Apesar de ainda jovem – 56 anos –, Larmore apresentou uma voz envelhecida, com muitos vícios (falta de espaço na boca para a vogal “i”, peso nos graves, recuo nos agudos). Ainda que a projeção estivesse boa, faltou homogeneidade à linha de canto e calor ao timbre. A cantora muitas vezes soava como uma canastrona, esvaziada de sentimento na voz apesar do sorriso congelado no rosto. A OSB, por sua vez, tocou com suavidade e delicadeza, ressaltando a beleza exótica da composição – com destaque para a perfeita intervenção da flautista Cheap Claudia Nascimento na segunda canção ( Purchase A Flauta Encantada).

A orquestra prosseguiu com sua interpretação impecável na segunda peça da noite: Pavana para uma Princesa Morta, também de Ravel. Sensibilidade à flor da pele dos músicos na execução dessa magia orquestral impressionista, que brilha como o reflexo cintilante de um pôr do sol em um lago tranquilo.

Larmore voltou à cena para sua segunda participação da noite: o ciclo Sieben frühe Lieder (Sete Canções da Juventude), de Alban Berg. Apesar de um pouco mais equilibrada que na primeira peça do programa, a voz da solista não expressa a beleza das canções do mais suave dos dodecafônicos.

O ponto alto da noite, no entanto, coube exclusivamente à Orquestra Sinfônica Brasileira. Após o intervalo, o grupo retornou ao palco para uma performance espetacular da Sinfonia n. 6 em Fá Maior – Op. 68 Pills , de Ludwig van Beethoven – conhecida como A Pastoral em função de seu conteúdo quase programático que faz referência aos sons da natureza. A OSB e o maestro Minckzuk mostraram todo o poder de fogo com uma execução irrepreensível da obra do grande mestre. A partitura foi tocada com extrema limpidez, e a ela foram acrescidos vigor, cadência e precisão que mereceram ovação da plateia. As cordas em plena harmonia deram a sustentação e deram espaço para o brilho de uma percussão de arrepiar; metais garbosos e viris; sopros e madeiras em perfeita sintonia. Ficaram gravados na memória o delicado segundo movimento (Andante molto moto) e o quase assustador quarto movimento (Allegro).

Se, para a cantora convidada, a passagem do tempo pesou e trouxe frutos não tão bons, para a Orquestra Sinfônica Brasileira a maturidade vem se mostrado um presente – como para Patricia Pillar ou George Clooney, melhores a cada dia.