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O Menino e os Sortilégios, de Ravel

A Orquestra Experimental de Repertório estréia, no Dia da Criança, esta fantasia lírica de Maurice Ravel.

SERVIÇO

 

Teatro Municipal
Praça Ramos de Azevedo, s/nº, São Paulo, SP
Tel.: 0/xx/11/8527-1088

 

De 12 a 16/10. Qua: 17h.; qui: 21h.; sáb: 20h.; dom: 17h.

 

Ingressos: de  R$ 70,00 –  R$ 40,00 –  R$ 15,00
Funcionamento da Bilheteria: 2ª a 6ª, das 10h às 19h, ou até o início do espetáculo.
Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h, ou até o início do espetáculo.
Vendas pela Internet: www.ingressorapido.com.br/prefeitura e 11.4003 2050

 

Esta é a primeira encenação na história do Theatro Municipal de São Paulo da Fantasia Lírica O Menino e os Sortilégios (L’Enfant et les Sortilèges), de Maurice Ravel, sobre poema de Colette. Realizada anteriormente apenas em forma de concerto, o espetáculo se insere nas comemorações do Centenário do Theatro Municipal de São Paulo. Cantada em português com solistas, dois corais, bailarinos, bonecos e efeitos especiais.

Da produção, além da OER (Maestro Jamil Maluf, regente e diretor musical do espetáculo) participam os Corais Paulistano (Tiago Pinheiro , regente) e Infanto-Juvenil da Escola de Música de São Paulo (Alcione Ribeiro, regente), bem como os bailarinos do Balé Jovem de São Paulo , da Escola de Dança de São Paulo, e os atores da Cia. Imago nesse espetáculo cantado em português com uma hora de duração.

Para a Direção Cênica, foi convidada Lívia Sabag, diretora da elogiada montagem da ópera “Amelia al Ballo”, de Menotti, para a OER; e para os cenários, figurinos e efeitos de teatro negro da Cia. Imago, Fernando Anhê, um dos grandes responsáveis pelo sucesso da produção da ópera “João e Maria ”, de Humperdinck, também para a OER. A criação da coreografia é de Luiz Fernando Bongiovanni , profissional com reconhecida experiência internacional.

Com seus vinte e um papéis distribuídos por oito solistas, dois corais, atores, bailarinos, largo efetivo orquestral, além da grande quantidade de efeitos especiais, inerentes ao próprio libreto, a produção de O Menino e os Sortilégios representa um grande desafio musical e cênico. O maestro Jamil Maluf, realizou uma detalhada busca por vozes e tipos físicos que mais se adequassem a essa história fantástica, formando um elenco composto por alguns dos mais destacados cantores brasileiros, encabeçados por Denise de Freitas , no papel do Menino.

 

A Obra

O início da criação de “O Menino e os Sortilégios” aconteceu lentamente, durante a Primeira Guerra Mundial. A escritora Gabrielle Colette, que havia sido dançarina e mímica, procurou o diretor da Ópera de Paris, Jacques Rouché, e propôs a ele o que, inicialmente, deveria ser um “balé para minha filha”.

Ravel, que havia recusado o convite para compor a música, acabou não resistindo à sedução daquela história fantástica: um menino, que luta contra uma invencível preguiça diante de seus deveres e que só tem vontade de fazer o que é proibido, enfrenta a revolta de bichos e objetos animados, que se unem contra sua maldade. Ao final, ele se redime de suas ações, no que pode ser interpretado como uma metáfora da passagem da infância para o amadurecimento.

Ravel tinha verdadeira adoração por pequenos autômatos e miniaturas, que se espalhavam por sua casa de Monfort-L’Amaury. Conta-se que um de seus maiores prazeres era  fazer esses bibelôs animados funcionarem para algum visitante interessado. Pois, alguns deles acabaram se tornando personagens de “O Menino e os Sortilégios” como, por exemplo, um pequeno rouxinol cantor.

A estreia aconteceu em 1925, em Monte Carlo, sob a regência do maestro Victor de Sabata e coreografia do grande mestre George Balanchine. A obra toda é impregnada de uma requintada atmosfera de lirismo e humor. Nunca antes o canto esteve tão associado à dança, que por sua vez nasce da própria ação teatral. O público foi seduzido desde a primeira noite por essa espantosa fantasia lírica, confirmando a opinião do crítico e compositor Roland Manuel: “Uma obra-prima não deve necessariamente ser escrita em 6 atos e para uma grande orquestra que toca forte o tempo todo”.

 

Notas sobre a direção musical, pelo Maestro Jamil Maluf priligy hong kong

“O Menino e os Sortilégios” é o mais próximo que uma ópera conseguiu chegar, até os dias de hoje, da linguagem do desenho animado. Para dar voz a objetos inanimados e bichos, que expressam seus sentimentos falando e cantando, Ravel compôs uma “música onomatopaica”.

A linha vocal lança mão do canto falado, de sons anasalados e vários recursos que buscam reproduzir os sons da natureza. O largo efetivo orquestral traz instrumentos inusuais a esse meio, como uma flautinha de êmbolo ou um piano lutheal que, através de um mecanismo, alterna o som do piano para o de um estranho timbre, semelhante ao do cravo. Portanto, dirigir musicalmente “O Menino e os Sortilégios”, é receber um verdadeiro convite à mais delirante e refinada viagem através da imaginação musical de seu criador, Maurice Ravel. Sedutora e rara aventura sonora.

 

Sobre a direção cênica, por Livia Sabag

Mais do que uma obra para crianças, L’Enfant et les Sortilèges é um obra sobre a criança. A história é fantástica, dramática, cômica e por vezes cruel, como o próprio universo infantil. Nesta fantasia lírica, como a chamaram seus criadores, o protagonista é uma criança que, ao sentir-se oprimida por um mundo que não compreende, reage a esta opressão de forma violenta, destruindo e agredindo objetos e seres que estão à sua volta. A partir dessa explosão, os seres maltratados ganham vida e passam a se expressar como humanos.

“Para a realização dessa dimensão fantástica criada pelos autores, a encenação lança mão de diferentes recursos cênicos e tecnológicos. Entre eles está o video mapping (mapeamento de vídeo), técnica que possibilita vários efeitos, como projetar imagens 3D em qualquer superfície de escala arquitetônica, e o teatro negro, técnica que, através de um truque de ótica, faz com que objetos pareçam flutuar no espaço. A encenação destina-se ao público infantil e também ao adulto, pois a obra contém uma enorme gama de conteúdos e referências que podem ser apreciados por todos” explica a diretora cênica Livia Sabag.

 

Sobre o cenário, figurino e técnica teatro negro, por Fernando Anhê

A utilização do Teatro Negro traduz a atmosfera onírica presente na ópera de Ravel, além de possibilitar a representação da natureza fantástica de seus personagens. Os figurinos de vários personagens (Poltrona, Xícara, Relógio…) são verdadeiras “esculturas de vestir” confeccionadas através de um processo de trabalho que integra escultura, pintura e costura. A pintura define não apenas cenários como “reveste” objetos, bonecos e figurinos.

A construção dos objetos e bonecos seguiu várias etapas – concepção, modelagem ou escultura, definição de articulações, revestimentos diversos e pintura – num processo extremamente artesanal realizado por uma equipe de aderecistas/escultores. Os efeitos e truques visuais do Teatro Negro possibilitam a existência de personagens como o Fogo e das ambientações fantásticas e surreais da ópera.

 

Sobre o vídeo mapping

A JD/A&T desenvolveu um novo sistema de video mapping, para atender especialmente às necessidades da produção dessa ópera. A nova tecnologia conta com a capacidade de executar diversos vídeos simultaneamente e possibilita a inserção de marcações para sincronia em cada cena específica. Também é levado em consideração o modelo tridimensional do palco, de forma a compensar, ou até mesmo realçar, as distorções das superfícies de projeção. Assim como, em tempo real, remapear pontos de controle e fazer, desta forma, ajustes de perspectiva.

 

Elenco

– Denise de Freitas – O Menino

– Luciana Bueno – A Mãe, A Xícara Chinesa, A Libélula

– Luísa Francesconi – A Poltrona, A Gata, O Esquilo, Um Pastor

– Caroline de Comi – O Fogo, A Princesa, O Rouxinol

– Gabriella Pace – O Morcego, A Coruja, Uma Pastorinha

– Leonardo Pace – O Sofá, Uma Árvore

– Vinícius Atique – O Relógio de Pêndulo, O Gato

– Paulo Queiroz – O Bule, O Velhote, A Rã

– Coral Paulistano – Tiago Pinheiro, regente – As Pastoras, Os Pastores, As Rãs, Os Bichos, As Árvores.

– Coral Infanto – Juvenil da Escola de Música de São Paulo- Alcione Ribeiro, regente – O Banco, O Divã, O Pufe, A Cadeira de Palha, Os Números.

 

Outros artistas envolvidos

– Orquestra Experimental de Repertório – Jamil Maluf, regência e direção musical
– Balé Jovem de São Paulo , da Escola de Dança de São Paulo – Susana Yamauchi, diretora
– Cia. Imago – Fernando Anhê, diretor
– Lívia Sabag, direção cênica
– Fernando Anhê, cenários e figurinos
– Luiz Fernando Bongiovanni, coreografia
– Wagner Pinto, iluminação
– Simone Batata, visagismo
– Thiago Mori, tradução e adaptação.

 

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