Balé/DançaCríticaRio de Janeiro

O “Lago” continua transbordando

Eu, em símbolo de preito e admiração artísticos, quis beijar os pés da bailarina Márcia Jaqueline, mas ela não deixou.

Não pude homenagear a arte da dança tão bem executada. Mesmo assim, não posso deixar de elogiar com desmedido entusiasmo a atuação dessa grande artista em O LAGO DOS CISNES de 30/05/2013 no TMRJ. Técnica apuradíssima, ataques e terminações mais que justos e “a tempo”, “slancio”, beleza de linhas, semblante sempre de acordo com o drama, expressão ora desolada ora enamorada. “La deésse qui dance”, “descendue parmi nous.”

O bailarino Filipe Moreira esteve em excelente nível, também ele contido e elegante, sem exageros acrobáticos, a exemplo do que ocorreu na primeira récita com outro artista. O bobo de Rodrigo Negri foi muito bem dançado e muito expressivo, principalmente em virtude de um refinado jogo de máscaras faciais. E o Rothbarth de Joseny Coutinho foi convincente, teatral e muito histriônico, além de bem dançado.

O Corpo de Baile canadian pharmacy spam e seus solistas são maravilhosamente dignos de qualquer grande teatro de dança.

Sempre à frente de tudo, o diretor artístico Hélio Bejani e o regente de orquestra Sílvio Viegas, duas colunas de aço a sustentar beleza, dança, teatro e arte, em suma.

Um LAGO de causar inveja, como já tinha sido o da estreia. Teatro lotado, como em todas as outras récitas. O TMRJ não é um “teatro de ópera”, e sim um teatro de dança, ballet, ópera, música sinfônica e de câmera.

MARCUS GÓES – 30/05/2013 – TMRJ

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Marcus Góes
Musicólogo, crítico de música e dança e pesquisador. Tem livros publicados também no exterior. Considerado a maior autoridade mundial sobre Carlos Gomes.