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O grande circo místico

Teatro em Movimento e Itaú apresentam O Grande Circo Místico.

 

Canções de Edu Lobo e Chico Buarque para o clássico, de 1983, O Grande Circo Místico deram origem ao musical inédito, com direção de João Fonseca, que assinou também os premiados musicais Tim Maia http://www.deafclub.info/blog/2018/02/02/how-much-did-reglan-increase-your-supply/  e Cazuza, entre outros. Newton Moreno e Alessandro Toller assinam o texto, criado a partir da célebre trilha. Espetáculo, que celebra os 70 anos de vida de Edu & Chico, fica em cartaz de 17 a 19 de outubro, no Cine Theatro Brasil Vallourec, em Belo Horizonte

O musical, que estreou em maio de 2014 no Rio de Janeiro (leia crítica do Movimento.com), é originado a partir do espetáculo homônimo, criado no início dos anos 1980, pelo balé do Teatro Guaíra (PR) e que encantou milhares de espectadores em todo o país, com canções inéditas, assinadas por Edu Lobo e Chico Buarque, a partir do poema A Túnica Inconsútil, de Jorge de Lima. Mais de três décadas depois, temas como Ciranda da Bailarina, A História de Lily Braun e Beatriz voltam ao palco em um formato inédito: o de teatro musical.

Os dramaturgos Newton Moreno (As Centenárias, Jacinta, Agreste, Maria do Caritó) e Alessandro Toller criaram a dramaturgia e João Fonseca (Tim Maia, Buy Cheap Cazuza) dirige a montagem. A idealização do projeto é da atriz Isabel Lobo, em parceria com a produtora Maria Siman, da Primeira Pagina Produções Culturais. Em Belo Horizonte, a Rubim Produções, de Tatyana Rubim, é a responsável pela produção local, sob a chancela do projeto Teatro em Movimento.

Inspirado pelo universo original do poema, os autores criaram um novo enredo, ao retratar a improvável história de amor entre Frederico, um aristocrata, e Beatriz, a bailarina de um circo. Dois jovens talentos dão vida ao casal principal: Luciana Pandolfo e Gabriel Stauffer, nova aposta de João Fonseca. O tarimbado Fernando Eiras assume a figura do administrador do circo, enquanto Isabel Lobo interpreta a vilã Charlote, noiva renegada de Frederico. Ana Baird (Mulher Barbada) e Reiner Tenente (Clown) completam o sexteto protagonista. Ao todo, estarão em cena 15 atores e cinco músicos, que executam os temas ao vivo e alguns instrumentos também são tocados pelos próprios atores.

 

Novidades para um clássico

Com o aval de Edu & Chico, Newton e Alessandro tiveram total liberdade para criar novos conflitos, personagens e situações – como uma guerra, que mudará o rumo de toda a história e não aparecia no espetáculo de dança e no poema original. “Eles criaram um melodrama típico de circo para falar exatamente sobre o circo. O estilo circense não foi somente uma linguagem encontrada para contar a história. O circo aqui é a essência, é a história. A guerra aparece como seu oposto”, analisa Fonseca.

Na trama, Frederico (Stauffer) é obrigado a servir como médico do exército, deixando de lado a iminência de um casamento com Charlote (Lobo) e a avassaladora paixão por Beatriz (Pandolfo). Enquanto o conflito – com seus mortos e feridos – avança, o circo é ameaçado e precisa lutar para evitar sua extinção. “O mais difícil foi fazer com quem as músicas, todas lindas e muito complexas, tivessem função dramática. Elas aparecem na dramaturgia de forma orgânica, complementando o texto falado”, revela o diretor. Para dar conta da estrutura dramática, João, Newton e Alessandro pinçaram outras canções da mítica parceria de Chico & Edu. Valsa Brasileira, Salmo e Acalanto foram incluídas no roteiro, todas com arranjos renovados do diretor musical Ernani Maletta. “As canções tem uma dramaticidade incrível. O grande desafio é trabalhar com letras que dizem muito sobre a história e as personagens”, diz Ernani, cujo currículo abrange uma série de trabalhos com o Grupo Galpão e o diretor Gabriel Vilella.

 

Uma equipe polivalente

Além de interpretar, tocar e dançar, o elenco de 15 atores – selecionados em uma disputada audição – precisou desenvolver habilidades circenses. João Fonseca propôs que cada ator descobrisse a sua ‘função’ dentro do picadeiro, de acordo com as afinidades de cada um com tradicionais ícones circenses, como trapézio, nariz de palhaço, malabares e acrobacias. O grupo contou com o apoio de Leonardo Senna, que está no elenco e assina a consultoria circense da montagem. Ex-coreógrafo da Companhia de Circo e Dança de Helsinque (Finlândia), Leonardo, que também integrou a Intrépida Trupe por 12 anos, agora foi responsável pela adaptação dos atores ao universo do picadeiro.

Neste conceito, o cenário, assinado por Nello Marrese (Rock in Rio – O Musical), traz uma grande lona, que se modifica de acordo com as fases da história, assim como os mais de 150 figurinos, de Carol Lobato (indicada ao prêmio Cesgranrio por ‘Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz’), e a iluminação de Luiz Paulo Nenen, atualmente indicado aos prêmios Shell, APTR e Cesgranrio por ‘Incêndios’.

Com o currículo repleto de grandes produções musicais, Tania Nardini (‘Rent’, ‘O Fantasma da Ópera’, ‘A Bela e a Fera’, ‘Chicago’, ‘My Fair Lady’, ‘Evita’, ‘O Rei e Eu’, ‘Priscilla, Rainha do Deserto’) criou as coreografias. Ela foi também responsável pelos números de dança de ‘Cambaio’ (2001), último musical da parceria Edu & Chico.

A atual montagem consolida a parceria de João Fonseca com a produtora Maria Siman e com Newton Moreno, cujo espetáculo Maria do Caritó lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Direção, em 2011. O trabalho representa ainda um novo passo na sequência de musicais brasileiros que João vem dirigindo nos últimos anos, como os já citados Cazuza, Tim Maia, Buy Rock in Rio e também Gota d’Água (2008), Oui Oui, a França é Aqui (2009) e ‘Opereta Carioca’ (2010).

A estreia de O Grande Circo Místico celebra ainda os 70 anos de seus compositores – Edu, também supervisor musical do espetáculo, completou a data redonda em agosto de 2013, e Chico festejou em 19 de junho de 2014.

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Ficha Técnica: O Grande Circo Místico

– Músicas: Edu Lobo & Chico Buarque
– Texto: Newton Moreno e Alessandro Toller
– Direção: João Fonseca
– Elenco: Luciana Pandolfo, Gabriel Stauffer, Fernando Eiras, Isabel Lobo, Ana Baird, Reiner Tenente, Paula Flaibann, Marcelo Nogueira, Thadeu Torres, Felipe Habib, Leonardo Senna, Juliana Medella, Leo Abel, Natasha Jascalevich e Renan Mattos.
Iluminação: Luiz Paulo Nenen
Figurinos: Carol Lobato
Cenários: Order Nello Marrese
Direção Musical: Ernani Maletta
Coreografia: Tania Nardini
Direção de Movimento Circense: Leonardo Senna
Direção de produção: Maria Siman
Produção Executiva: Bruna Ayres
Coordenação de montagem: Luciano Marcelo
Gerente de Projeto: online Paula Salles
Produtoras Associadas: Maria Siman e Isabel Lobo
Realização: Primeira Página Produções Culturais
Produção em Belo Horizonte: Rubim Produções

Realização em Belo Horizonte: Teatro em Movimento – projeto viabilizado com recursos do Itaú, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

 

Teatro em Movimento

O projeto Teatro em Movimento, coordenado pela Rubim Produções, de Tatyana Rubim, foi criado há 13 anos, com o objetivo de descentralizar o acesso às grandes montagens do eixo Rio-São Paulo, promovendo a circulação dos mesmos para outros estados e também pequenas cidades. Desde então, contabiliza 170 montagens, que somam mais de 508 apresentações, envolvendo cerca de 493 artistas, em 14 cidades, 27 teatros e público superior a 350 mil pessoas.

Inicialmente, atuando em Minas Gerais e seu entorno, o projeto trouxe à capital mineira e algumas cidades do interior, espetáculos com peso nacional, tendo no elenco atores como Bibi Ferreira, Thiago Lacerda, Vladimir Brichta, Cissa Guimarães, Mateus Solano, Glória Menezes, Antônio Fagundes, Nicete Bruno, Paulo Goulart, Marco Nanini, Luana Piovani, Lília Cabral, Rodrigo Lombardi, Cláudia Raia, Marisa Orth, Renata Sorrah, Paulo Gustavo e muitos outros. Dentre os espetáculos que o projeto deslocou para a capital mineira estão Hamlet, Doidas e Santas, Esta Criança e os premiados musicais Gonzagão – a Lenda price of lisinopril without insurance , Bibi Ferreira – Histórias e Canções, Farsa da Boa Preguiça, Beatles Num Céu de Diamantes, New York, New York etc.

O projeto também já atuou em diversos Estados brasileiros, como São Luiz (MA), Vitória (ES) e Aracaju (SE). Em Minas Gerais, além de Belo Horizonte, o projeto atua em Nova Lima, Betim e Araxá. Os resultados do projeto vão além da inclusão das cidades na circulação das montagens. A iniciativa possibilita a formação de um espectador mais crítico e de um público mais preparado e habituado a lotar as salas dos teatros. A ideia é consolidar o hábito de ir ao teatro e fomentar a cultura das artes cênicas, por isso os espetáculos acontecem ao longo do ano e não concentrados em um curto período como nos festivais.

O teatro, sendo um agente de transformação social, é capaz de atuar como um difusor de ideias e de cultura podendo ser usado como um instrumento de comunicação. Para ratificar a potencialidade de transformação social e cultural do teatro e colocar em prática os objetivos do projeto, o Teatro em Movimento ainda promove, sempre que possível, oficinas gratuitas, palestras e workshops para profissionais da área e interessados. Dessa forma, cria-se uma rede de circulação de informação fortalecendo a possibilidade de sustentabilidade do setor cultural.

 

SERVIÇO

 

Cine Theatro Brasil Vallourec
Praça 7, S/N, Centro – Belo Horizonte – MG
Informações: (31) 3201-5211

Dias 17 a 19 de outubro – sexta, às 21h; sábado, às 20h, e domingo, às 19h.

Ingressos
– Plateia I A ……………………………………………….. R$ 150,00

– Plateia I B ……………………………………………….. R$ 120,00
– Plateia II A ……………………………………………… R$ 100,00
– Plateia II B ……………………………………………… R$   50,00
Valor promocional limitado a 20% da capacidade da casa.
Meia entrada válida para maiores de 60 anos e para estudantes devidamente identificados (conforme MP 2208/2001)

Vendas: bilheteria do teatro ou: www.compreingressos.com – (31) 2626-1231

 

www.teatroemmovimento.com.br / www.cinetheatrobrasil.com.br

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