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NUO apresenta drama do sA�culo XVI

O primeiro drama musical tem rA�citas em SA?o Paulo em novembro.

O images for bactrum pills NUO – A�pera LaboratA?rio apresenta, nos dias 19, 20, 26 e 27 de novembro, A�s 20h, noA�EspaA�o NA?cleo, em SA?o Paulo, a obraA� Order La Rappresentatione di Anima e di Corpo, de Emilio Cavalieri.

A partitura A� considerada por muitos estudiosos como o primeiro oratA?rio da histA?ria da mA?sica e, por outros, a primeira A?pera. JA? que se trata de uma obra cA?nica, talvez devesse ser considerada como o primeiro drama musical da histA?ria. A obra A�, antes de tudo, um exercA�cio filosA?fico dramatizado, neste caso sobre os assuntos da alma e do corpo. Importa, com esta obra, sublinhar a sua importA?ncia no contexto da mA?sica florentina do sA�c. 16, exatamente no perA�odo em que surgia esse novo gA?nero chamado A?pera.

No prefA?cio de Cavalieri que antecede o libreto da sua Rappresentatione Pills hA? um texto intitulado Advertimento para qualquer um que a interprete em Recitar Cantando,A�que consiste, sobretudo, em indicaA�A�es cA?nicas e dramA?ticas, sublinhando a visA?o de Cavalieri sobre a tA�cnica do recitar cantado.

Assim, com a adoA�A?o do novo estilo florentino, a ordem, que era o fundamento das leis musicais, perde importA?ncia em relaA�A?o A� expressA?o; a mA?sica torna-se falante; ela tem a vocaA�A?o de imitar os movimentos da alma – aA� encontramos cromatismos, modulaA�A�es sA?bitas e os ornamentos expressivos que mais tarde serA?o utilizados por Monteverdi. Toda a peA�a A� repleta de danA�as, que devem ser feitas pelos prA?prios cantores, segundo indicaA�A?o de Cavallieri.

Por todos esses motivos, torna-se A?bvia a importA?ncia desta obra para a histA?ria da mA?sica e, particularmente, para a histA?ria da A?pera, no sentido em que esta A�, assim, o primeiro drama inteiramente musicado que chegou atA� aos nossos dias, sendo considerado por alguns como a primeira oratA?ria da histA?ria e por outros como a como a primeira A?pera, visto estarmos diante de um melodrama religioso. Os personagens sA?o alegA?ricos, nA?o sA?o personas mas personificaA�A�es simbA?licas: Alma, Corpo, Tempo, Intelecto, Mundo, Conselheiro, Anjo GuardiA?o, Alma Danada, Prazer, alma abenA�oada e Vida Mundana.

Sob a direA�A?o de Paulo Maron, a montagem conta com a participaA�A?o dos cantores Pedro Ometto, AngA�lica Menezes, VA�vian Poyart, Rodrigo Theodoro e Larissa Lacerda, entre outros.

 

Enredo

ApA?s a apariA�A?o do Tempo, que representa a imprevisibilidade da morte, o inevitA?vel, surge o Intelecto que divaga sobre a existA?ncia. Inicia-se um diA?logo entre o Corpo e a Alma. O Corpo investiga os motivos que atormentam a Alma. Esta, por sua vez, fala sobre o dilema que a assombra: a dicotomia entre viver a vida terrena ou ir ao encontro da eternidade. Para o Corpo este A� um dilema infundado e ele convida a Alma a desfrutar do pecados e prazeres da vida. Esse conflito A� alimentado por um lado pelos defensores da Alma e, por outro, pelos aliados do Corpo que tentam sem trA�guas levar o outro para seus caminhos.

A obra A� atemporal e apesar da mensagem com final positivo e cheio de esperanA�as pode levar a leituras opostas sem perder seu poder de questionar o sentido da vida.

 

NUO – NA?cleo UniversitA?rio de A�pera

Oferecer a um novo pA?blico a oportunidade de fruir da A?pera nA?o tem sido tarefa de poucos. Geralmente as estratA�gias utilizadas para isso pautam-se na produA�A?o e montagem de A?peras tradicionais e conhecidas, muitas vezes apresentadas em trechos, sob a denominaA�A?o de “pocket opera” ou, ainda, com a mA?sica original traduzida para a lA�ngua portuguesa. SA?o iniciativas interessantes, vA?lidas e feitas sempre por gente que sabe o que faz. Mas infelizmente nem sempre essas aA�A�es sA?o suficientes para motivar um novo pA?blico. Muitas vezes o pA?blico dessas montagens tende a nA?o variar muito daquele que jA? aprecia e acompanha o gA?nero.

Na perspectiva do NA?cleo UniversitA?rio de A�pera formar plateias para o gA?nero A� uma importante meta. No entanto, para cumprir este objetivo o NUO-A�pera LaboratA?rioA� se propA�e levar ao pA?blico um repertA?rio novo, atrelado a uma encenaA�A?o consistente, que valorize a obra e que possa ser compreendida e vivenciada em sua completude.

O NUO-A�pera LaboratA?rio A� uma companhia de A?pera estA?vel, criada pelo maestro e compositor Paulo Maron no ano de 2003. Com extensa experiA?ncia no campo das artes e observando criticamente o panorama das produA�A�es operA�sticas no Brasil, Maron decidiu montar a sua companhia junto a jovens cantores lA�ricos, aliados a uma orquestra formada por instrumentistas igualmente jovens, que tambA�m estavam em busca de novas experiA?ncias artA�sticas.

O NUO-A�pera LaboratA?rio A� um grupo particular, conhecido pela sua vocaA�A?o de trabalho cA?nico centrado no teatro contemporA?neo e no desenvolvimento sistemA?tico de processos de criaA�A?o dosA� espetA?culos, que A� o seu ponto forte.A� AlA�m disso, o grupo tem interesse em novas formas de encenaA�A?o, diferentes daquelas propostas tradicionalmente para a A?pera e aposta em repertA?rios inA�ditos ou pouco montados no Brasil. Busca, ainda, a construA�A?o de espetA?culos inovadores, criados especialmente para a companhia.

Em cada uma das suas produA�A�es o que a companhia se propA�e fazer A� buscar no teatro contemporA?neo o referencial para a encenaA�A?o. Para isso, mais de 200 horas de ensaios e preparaA�A?o sA?o necessA?rias. A proposta A� buscar no trabalho de Satnislavsky, Grotowski, Meyerhold, Vassiliev, Brook, por exemplo, o tipo de encenaA�A?o que queremos, assim como encontramos nas tA�cnicas de danA�a moderna (Martha Graham, Laban, Cunnigham) e A�tnica (flamenco, odissi, kathak, butoh) bem como na educaA�A?o somA?tica (Feldenkrais) as estratA�gias para a materializaA�A?o destas intenA�A�es. Apoiamo-nos, assim, na perspectiva de que a coexistA?ncia A�ntima e indissociA?vel entre aA�A?o fA�sica, mA?sica e danA�a constitui-se como forma completa de encenaA�A?o.

Aliada a essa concepA�A?o de encenaA�A?o, particular especialmente no caso das montagens brasileiras, os cenA?rios e os figurinos acompanham a tendA?ncia do teatro contemporA?neo e constituem-se como elementos que auxiliam a encenaA�A?o, sA?o matA�rias com as quais os artistas interagem e nA?o sA?o considerados adornos do espaA�o fA�sico e nem componentes da ambientaA�A?o da cena, seguindo o posicionamento dos grandes cenA?grafos. AlA�m disso, toda a direA�A?o de arte pauta-se na perspectiva de reuso, da reutilizaA�A?o e da reciclagem de materiais e de equipamentos cA?nicos: um exercA�cio de criatividade para a direA�A?o de arte e para os profissionais tA�cnicos, aliado a um vA�nculo forte com a sustentabilidade.

Em 2014, o NUO-A�pera LaboratA?rio inaugurou um espaA�o prA?prio, destinado aos seus projetos de investigaA�A?o e apresentaA�A�es: um pequeno teatro no bairro do Ipiranga em SA?o Paulo. Isso trouxe um novo fA?lego para o grupo que passou a ousar ainda mais nos seus processos. Por este motivo, a partir deste ano o grupo acrescenta ao seu nome a expressA?o “A?pera laboratA?rio” com o objetivo de enfatizar na sua identidade o carA?ter e a vocaA�A?o daquilo que faz.

Ao longo de onze anos de trabalho contA�nuo o NUO-A�pera LaboratA?rio realizou 22 montagens, sempre com grande pA?blico a�� um novo pA?blico nA?o habituado ao gA?nero A� atualmente o espectador das montagens. Com reconhecimento tambA�m do meio acadA?mico, os projetos do NUO-A�pera LaboratA?rio tem sido considerados tambA�m espaA�os de estA?gios e de investigaA�A?o artA�stica e acadA?mico-cientA�fica.

 

SERVIA�O: Pills

 

“La rappresentatione di anima e di corpo”, deA�E. Cavalieri

 

NUO -A�A�pera LaboratA?rio

 

19, 20, 26 e 27 de novembro, A�s 20h

EspaA�o NA?cleo (Rua Belas Artes, 135 – Ipiranga – metrA? Alto do Ipiranga – 11 99571 2947)

Ingresso: valor espontA?neo

 

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