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MA?sica para os olhos

Pianista Clara Sverner e artista visual Muti Randolph apresentam concerto bonito de ver e de ouvir na Sala CecA�lia Meireles.

 

Segundo a Wikipedia, a palavra “sinestesia” origina-se do grego I?I�I?I�I?I?I?I�I?I?I�, I?I�I?- (syn-) “uniA?o” ou “junA�A?o” e –I�I?I?I?I�I?I?I� (-esthesia) http://grupoebc.com.br/buying-viagra-in-spain/ “sensaA�A?o”, e trata da relaA�A?o de planos sensoriais diferentes, como sabor e perfume, visA?o e tato. NA?o A� toa, Sinestesia foi o nome escolhido para o concerto realizado em 19 de maio, na Sala CecA�lia Meireles, no Rio de Janeiro, pela pianista Clara Sverner e por seu filho, o artista visual Muti Randolph.

A alianA�a profissional dos artistas surgiu em 2009, com projeto de mA?sica e imagens no OiFuturo, tambA�m na capital fluminense. Para Sinestesia, online Randolph posicionou sob o teclado do piano um scanner infravermelho, que capta o movimento das mA?os de Clara. Por meio de um software cheap unisom overdose operado pelo artista visual, sA?o projetadas em uma superfA�cie a�� a parede da Sala a�� imagens intrinsecamente ligadas A� mA?sica em execuA�A?o.

ApA?s um atraso de aproximadamente 20 minutos (algo raro na Sala CecA�lia Meireles), o programa comeA�ou com um Villa-Lobos: Buy Polichinelo, do A?lbum A Prole do BebA?, em interpretaA�A?o vigorosa. Em seguida, trA?s peA�as impressionistas dos Buy PrelA?dios, de Claude Debussy. Com tA�cnica e delicadeza, Clara deu voz A�s obras impressionistas, enquanto Randolph aproveitava o traA�ado geomA�trico da parede do fundo do palco da Sala para imprimir sua psicodelia visual, multicolorida e vistosa. Logo apA?s, duas peA�as de Glauco Velasquez e duas de Alberto Ginastera, coloridas com os tons do arco-A�ris.

De volta A�s matinA?s

Sinestesia

 

Chegou a hora de colocar os A?culos anaglifos (com lente azul e vermelha) distribuA�dos na entrada. A sensaA�A?o era de flutuar em meio a blocos de concreto enquanto a eclA�tica pianista dedilhava composiA�A�es mais contemporA?neas, de Igor Stravinsky, Anton Webern, Arnold SchA�enberg, Karlheinz Stockhausen e Alexander Scriabin.

As VariaA�A�es para piano, Op. 27, de Webern, compostas em 1936, sA?o exemplo da mA?sica dodecafA?nica. A precisA?o da pianista ao teclado foi acompanhada por um emaranhado de linhas geomA�tricas quase expressionistas.

Cercado por pulsantes galA?xias em 3D, as trA?s peA�as curtas de Scriabin a�� Nuances, Op. 56 n. 3 / Poema, Op. 32 n. 1 shatavari price in india / Estudo PatA�tico, Op. 8 n. 12 Order risperidona india a�� fizeram reverA?ncia ao compositor que, na virada do sA�culo 19 para o 20, jA? lanA�ava mA?o de efeitos de som e cor para provocar efeitos sinestA�sicos na plateia (sua obra Prometeu: Poema do Fogo, de 1913, contava com partitura para teclado de luzes).

Clara Sverner, pianista dedicada, corajosa e cheia de talentos. Muti Randolph, artista visual inteligente e criativo. Sinestesia, um espetA?culo que agradou olhos e ouvidos sensA�veis e abertos ao novo.

Fotos: reproduA�A?o/Facebook

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Fabiano Gonçalves
Publicitário e roteirista (formado no Maurits Binger Film Institute - Amsterdã). Corroteirista do longa O Amor Está no Ar e de programas de TV (novela Chiquititas - 1998/2000). Redator na revista SuiGeneris, no site Escola24horas e no Departamento Nacional do Senac. Um dos fundadores do movimento.com, escreve também sobre televisão para o site teledossie.com.br. - E-mail: fabiano@movimento.com