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Música da “Belle époque carioca” na Sala

Espetáculo será presencial, com transmissão pelo YouTube da Sala Cecília Meireles e pela TV Alerj.

A Sala Cecília Meireles, espaço da FUNARJ, apresenta sexta-feira, dia 28 de maio às 19 horas, dentro do Festival da Música Brasileira na Belle Époque Carioca, o duo formado por Maria Teresa Madeira (piano) e Paulo Sérgio Santos (clarinete). No programa, uma visão geral da música dos tempos do fim do Império até o brilho da antiga capital federal, com obras que vão desde Henrique Alves de Mesquita até Jacob do Bandolim.

A Temporada 2021 da Sala Cecília Meireles tem o patrocínio da PETROBRAS.

A Sala Cecília Meireles segue o Protocolo de Segurança Sanitária elaborado pela FUNARJ, ratificado pela Secretaria Especial da Covid-19 do Estado do RJ e adotado pelo Governo do Rio de Janeiro, via decreto.

 

PROGRAMA

Henrique Alves de Mesquita (1830 – 1906)
Batuque

Joaquim Callado (1848 – 1880)
Flor amorosa

Heitor Villa-Lobos (1887 – 1959)
Valsa da dor

Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935) e Ernesto Nazareth (1863 – 1934)
Mix de Gaúcho e Brejeiro

Chiquinha Gonzaga (1847 – 1935)
Lua branca

Ernesto Nazareth (1863 – 1934)
Escorregando

Ernesto Nazareth (1863 – 1934)
Atlântico

Sinhô (José Barbosa da Silva) (1888 – 1930)
Jura

Radamés Gnattali (1906 – 1988)
Valsa triste

Radamés Gnattali (1906 – 1988)
Remexendo

Carolina Cardoso de Menezes (1913 – 2000)
Expressinho

Carolina Cardoso de Menezes (1913 – 2000)
Eu sou do barulho

Abel Ferreira (1915 – 1980)
Chorando baixinho
– clarinete solo

Pixinguinha (1897 – 1973)
Choro de gafieira
– piano solo

Pixinguinha (1897 – 1973)
Lamento

Jacob do Bandolim (1918 -1969)
O voo da mosca

 

SERVIÇO

 

Festival da Música Brasileira na Belle Époque carioca

Dia 28 de maio, sexta-feira às 19h

Ingresso: 40,00 e R$ 20,00 na bilheteria da Sala

Digital: YouTube da Sala e TV Alerj canal 12 Net e 10.2 UHF

 

Link para compra pela internet:

https://bileto.sympla.com.br/event/67735/d/98515

 

 

Maria Tereza Madeira

Desde o início, a intensa e multifacetada carreira musical de Maria Teresa Madeira encontra-se marcada por experiências importantes, seja no campo artístico, seja no campo acadêmico. Entre sua formação como Bacharel em piano pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestre em Música pela Universidade de Iowa (EUA) e Doutora pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), teve a oportunidade de estudar com Anna Carolina Pereira da Silva, Heitor Alimonda, Miguel Proença, Arthur Rowe e Daniel Shapiro, além de Myrian Dauelsberg, Jacques Klein, Sergei Dorensky, Daisy de Luca e Carmen Prazzini, mestres com quem se aperfeiçoou em interpretação.

Como solista já esteve à frente de orquestras como a Sinfônica Brasileira, Petrobras Sinfônica, Sinfônica da Universidade Federal de Mato Grosso, Cedar Rapids Symphony, University of Iowa Chamber Orchestra, Banda Sinfónica de la Ciudad de Córdoba (Argentina), Banda Sinfônica da Faculdade de Música do Espírito Santo.

Como camerista, uma atividade que também lhe é muito cara, apresentou-se ao lado de alguns dos mais importantes artistas do país como Noël Devos, José Botelho, Paulo Sérgio Santos, Altamiro Carrilho, Alceu Reis, Aloysio Fagerlande, Radegundis Feitosa, Carol McDavit, Martha Herr, Rosana Lamosa, Pedro Amorim, Rildo Hora, Nícolas Krassik, Maria Bragança, Paulo Mendonça, Léo Gandelman e Quinteto Villa-Lobos, além de outros consagrados instrumentistas internacionais como Alain Marion, Alain Damiens, Leopold La Fosse, Leon Biriotti, Paula Robinson, Bruno Totaro, dentre outros.

Sua discografia conta com mais de 30 CDs, como solista ou camerista, e sua trajetória sempre esteve ligada à música de Ernesto Nazareth, seja nos diversos concertos em que apresenta suas obras, seja nos CDs que gravou inteiramente dedicados a ele, tais como “Sempre Nazareth” (Kuarup, 1997), e “Ernesto Nazareth Vol.1 e Vol.2” (Sonhos e Sons, 2003), este último indicado ao Grammy Latino.

Recentemente, a pianista lançou “A integral de Ernesto Nazareth por Maria Teresa Madeira”- o primeiro registro fonográfico de toda a obra do compositor carioca. Nesse trabalho histórico, a pianista interpreta, além das obras mais célebres como Odeon, Brejeiro, e Apanhei-te cavaquinho; entre outras obras raras e inéditas do compositor.

Maria Teresa Madeira, recebeu em 2016 os prêmios Bravo! de MELHOR DISCO ERUDITO e Prêmio da Música Brasileira de MELHOR DISCO ERUDITO com seu trabalho lançado em 2016, “A Integral de Ernesto Nazareth por Maria Teresa Madeira”. E atualmente, a pianista tem-se apresentado como solista e camerista nas principais salas concerto do Brasil e exterior.

 

Paulo Sérgio Santos

Paulo Sérgio começou suas atividades musicais ainda muito pequeno através da harmônica. Posteriormente, com 11 anos, veio a estudar teoria e solfejo e clarineta com Moisés Gomes, na Banda da Assembleia de Deus em Madureira, subúrbio da Central do Rio de Janeiro. Estudou no Instituto Villa-Lobos com José Botelho e na Universidade Federal do Rio de Janeiro com Jayoleno dos Santos.

Entrou para o Quinteto Villa-Lobos em 1975, onde atua até hoje e para a Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1977, onde atuou como primeiro clarinetista por 18 anos consecutivos. Paralelamente, enquanto trabalhava assiduamente com música de câmara e sinfônica, apresentava-se com  importantes músicos de choro como Joel Nascimento e o pessoal da Camerata  Carioca. Nessa época, foi indicado por Abel Ferreira como o seu sucessor no Choro num programa do Fantástico da Rede Globo.

Paulo trabalhou bastante com  Raphael Rabello. Posteriormente, apresentado ao compositor Guinga pelo próprio Raphael, acabou fazendo durante muitos anos, vários espetáculos dedicados às obras deste grande compositor como por exemplo a apresentação com a Orquestra Filarmônica de Los Angeles no Disney Hall e várias apresentações mundo afora.

Com muitas atividades profissionais em áreas distintas, Paulo Sérgio acabou tocando em muitas cidades brasileiras, além de países como: Argentina, Uruguai, Chile, Equador, Venezuela, Peru, Colômbia, Cuba, Guiana Francesa, Estados Unidos, Portugal, França, Itália, Espanha, Japão, Tunísia, Israel, Botswana, Moçambique e Quênia, dentre outras.

Recebeu muitos prêmios com suas gravações tanto eruditas quanto populares. Recebeu várias indicações e  ganhou 3 Prêmios Carlos Gomes de Música nas categorias “Melhor Grupo Instrumental” com o Quinteto Villa-Lobos (2) e “Melhor Solista” com seu disco Gargalhada.

Recebeu, no mesmo ano, 3 Prêmios Sharp com trabalhos de música popular inclusive com seu primeiro CD solo “Segura Ele”. No mesmo ano, ganhou os dois principais prêmios cariocas de música: O prêmio “Caras” e o “Rival” com seu disco Gargalhada e o seu trio formado por seu filho Caio Márcio (violão) e Bolão (percussão). Paulo Sérgio foi professor de clarineta e saxofone da Universidade do Rio de Janeiro.

Com o cd “Rasgando Seda” com a participação do Guinga, que contém alguns arranjos de sua autoria, Vittor Santos e Paulo Aragão, recebeu a indicação para a categoria de ”Melhor Disco Instrumental”  do Grammy Latino versão 2012. Nos últimos anos, é presença marcante em projetos com o Clube de Choro de Brasília e recebeu a Medalha de Comendador do Governo Brasileiro há 3 anos. Atualmente, prepara-se para o lançamento de um novo Álbum pelo selo Kuarup, onde toca com seu filho Caio Márcio, e Diego Zangado, baterista e percussionista.

 

 

Medidas do protocolo de segurança na Sala  

As principais medidas adotadas incluem medição da temperatura de cada espectador antes de entrar na Sala; a redução da capacidade para 240 lugares (com espaços de duas poltronas vazias entre cada uma ocupada); a instalação de filtros Hepa (High Efficiency Particulate Air) em todos os equipamentos de refrigeração, os mesmos recomendados para uso em hospitais, laboratórios, nas indústrias farmacêutica e alimentícia e em cabines de segurança biológica; estações de álcool gel para higienização das mãos no hall e nos banheiros; sinalização para a manutenção do  distanciamento social; proteção para as cabines de bilheteria; corredores exclusivos para entrada e saída.

 

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